ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, conferencista, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

quinta-feira, 13 de março de 2025

PAZEAR

 

  PAZEAR

(Artigo de autoria de Clóvis Nunes, presidente do MOVPAZ – Movimento Internacional Pela Paz sediado em Feira de Santana, BA.)


Você conhece o verbo pazear?

        Você sabia que existe esse verbo? Segundo os dicionários, pazear significa estabelecer paz ou harmonia.

         A conjugação desse verbo, no presente do indicativo, é a seguinte:

eu pazeio,

tu pazeias,

ele pazeia,

nós pazeamos,

vós pazeais,

eles pazeiam.

         No entanto, muitos de nós nunca conjugamos esse verbo em nossa fase escolar, e assim também não o fizeram nossos avós.

         E se não forem tomadas as providências cabíveis, as gerações futuras também não o farão.

         Desde há muitos séculos a nossa cultura tem sido uma cultura de guerra.

         Quais são os heróis que conhecemos na escola?

         Sim, são os grandes generais, os valentes marechais, os corajosos revolucionários.

         Quando abrimos um livro de história nos deparamos com tantas batalhas que quase podemos perceber suas páginas manchadas de sangue.

         São guerras entre nações, guerras religiosas, guerras civis, revoluções, que logo aprendemos a conjugar o verbo guerrear, sem nenhuma dificuldade.

         As escolas falam e enaltecem os guerreiros, mas poucas falam dos conquistadores da paz.

         Pouco se conhece sobre homens e mulheres que empreenderam esforços para conquistar a paz, sem guerras nem derramamento de sangue.

         Por que não se fala dos construtores da paz, como Jesus de Nazaré, Paulo de Tarso, Francisco de Assis, Ghandi, Martin Luther King Júnior, madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier e tantos outros pacifistas que tivemos e que ainda temos no mundo?

A conquista da paz só é possível com as ferramentas da paz, e não com as armas da guerra, que, em vez de pacificar os povos, disseminam mais ódio e ressentimentos.

Os museus intitulados "da paz", mostram os combates, armas de guerra, destruição, subjugação de povos por outros povos, e batalhas sangrentas.

Esses são os museus da guerra, e não da paz.

Nossa cultura é uma cultura de guerra, pois existem os ministérios da guerra, mas nunca existiu o ministério da paz.

É preciso mudar essa realidade. É preciso criar uma cultura de paz.  É preciso incentivar o cultivo da paz no lares, nas escolas e em todas as iniciativas socioeconômicas, socioculturais, sociopolíticas e sociorreligiosas do planeta.

É preciso ensinar crianças e adultos a conjugarem o verbo pazear.

Quando a paz, e não a guerra, for valorizada, teremos um mundo de paz, amor e união entre as criaturas.

"A paz é luz - o amor é o combustível.  Para que a paz se demore como realidade na lâmpada do coração é necessário que o fio do amor continue doando combustível para manter aceso o lume da alegria."

A paz do mundo começa em cada um de nós.

Se tivermos amor, com certeza, seremos bem mais felizes.

Façamos a nossa parte e, com certeza, obteremos bons resultados.

Você sabia?

         Você sabia que o Brasil vai ganhar o primeiro museu da paz?

         Numa parceria entre a ong internacional intitulada movpaz – Movimento Internacional pela Paz - e o Governo do Estado da Paraíba, será implantado o primeiro museu da paz do mundo.

         A ONG MOVPAZ criou os projetos “Paz pela Paz” e “Não à Violência”, e tem efetuado ações práticas em favor da paz, ganhando adesão de autoridades, artistas e músicos, principalmente da região nordeste do país.

         Segundo matéria publicada pelo jornal O Norte, o museu serão interativo, dinâmico e versátil, destinado a pesquisadores, estudantes e visitantes, que encontrarão, no local, a memória dos mais importantes pacifistas do mundo, que trabalharam em prol da excelência humana, bem como documentos e informações históricas que contribuíram e vêm contribuindo para a implantação da paz no mundo.

         Sem dúvida, um pioneirismo digno de ser seguido pelos que desejam implantar a cultura da paz no seio da humanidade.

quarta-feira, 12 de março de 2025

SOLENIDADE MILITAR

SOLENIDADE MILITAR  

Por Alberto Bittencourt 

Solenidade realizada ontem, dia 20 de dezembro de 2024 na sede do 1°. Grupamento de Engenharia, em João Pessoa, PB, para doação do acervo fotográfico recebido pelo meu pai, Gen Bda. Kelvin Ramos Bittencourt, por ocasião de sua despedida do tempo em que serviu nos quartéis do 1º. BFv, na época sediado em. Bento Gonçalves, RS e no 2º. BFv , então sediado em Rio Negro, PR. 

Destaque-se a presença do Gen. Alessandro, Cmt do 1° GPT ENG e do cel Romualdo Cmt do 2°. BFv, atualmente sediado em Araguari, MG. 

Na ocasião o Cmt do 2°. BFv, cel Romualdo, entregou ao Maj. veterano Alberto de Freitas Brandão Bittencourt a medalha Construtores do Progresso, cujo nome advém da letra do hino do Batalhão: Construtores que somos do Progresso.... 

O Maj Veterano Alberto Bittencourt recebeu também a moeda comemorativa do aniversário daquela unidade de Engenharia Militar.  Nas fotos o Maj. Alberto Bittencourt assina o termo de doação do acervo fotográfico.

Fizeram parte da comitiva, além do Maj Veterano Bittencourt, o seu filho, eng civil Bruno Lezan Bittencourt, atual Superintendente Regional do DNIT em Pernambuco, e o neto Cauã Ferraz Bittencourt, estudante de Ciência da Computação na UFRPE.







 

E S P I R I T U A L I D A D E

Acróstico da espiritualidade. Para uma vida iluminada.

Eu – A pesquisa espiritual começa pelo EU superior e divino, a nossa verdadeira essência, e não pelo ego, superficial e vaidoso, aquilo que parecemos ser.

Silêncio, sabedoria – Ponto comum a todas as religiões. É no silêncio que escutamos a voz de Deus; Quando se faz  silêncio, a sabedoria aparece.

Paz – A paz no mundo começa em mim. É na busca da harmonia interior que encontramos a paz. 

Inquietude, inconformismo – Não se conformar com o que nos angustia e estressa. Manifestar inconformismo.

Respiração, reflexão - A respiração consciente nos permite sair do torvelinho mental e melhor refletir.

Interiorização – É no mundo interior que se encontra a verdadeira consciência

Tolerância – A tolerância é a base que sustenta as amizades.

Unidade – Somos unos com Deus, com a natureza e com o próximo.

Amor – Ter compaixão e empatia com o próximo e o ambiente.

Lucidez – Não se deixar levar pelas ilusões, nem pelas manipulações.

Integridade – Ser honesto, praticar a verdade e a ética

Devoção – Praticar a oração e cânticos devocionais

Atividade, alimentação – Para uma vida saudável, praticar atividade física e alimentação natural.

Desapego – Não se apegar aos bens materiais.

EspíritoSomos um espírito que habita um corpo e não um corpo que carrega um espírito.

domingo, 5 de janeiro de 2025

SUSAN CLARKE - Depoimentos

 

SUSAN CLARKE - Depoimentos


Transcrevo abaixo, depoimentos de minha assessora Susan Clarke, de nacionalidade inglesa realizados a partir de 2014.  Susan aniversaria no dia 23 de fevereiro, junto com o Rotary.

Vejam abaixo;


1)  EM 2014


Meu aniversário é dia 23 de fevereiro e eu compartilho esta data com a fundação do Rotary International, por Paul Harris. Esse homem teve a visão de ajudar os menos favorecidos através de ações e doações com um grupo de amigos. Este modesto início resultou na maior ONG do mundo fazendo bem a todos sem discriminação. O Rotary, e não os governos, é responsável pela erradicação de pólio de quase todo planeta e tem beneficiado milhões de pessoas através dos seus programas. Eu participei do Rotary por 10 anos e durante este tempo o Distrito 4500 fez projetos em grande escala...em total foram 100 projetos representando US$2 milhões. Aqueles do que eu tenho o maior orgulho são o que eu fiz para meu clube Recife-Boa Viagem; para o RC de Itapetim; para o RC J Pessoa a Creche Mariceli Pires; para o RC Bayeux, PB e o Onibus da Esperança do Rotary Recife. O maior ganho eu tive foi ser amiga das pessoas como Alberto Bittencourt e Helena, Dr. Eudes Pinto Souza Leão, Dr. Inácio Cavalcanti e Benones Lopes. Rotary só pode se chamar de Rotary se ele está tentando melhorar a vida das outras pessoas, caso contrário ele é somente mais um clube de amigos, sem razão e sem rumo.

Ass: SUSAN CLARK

 

Alguns ex-governadores não concordavam que Susan fizesse contatos com clubes do exterior, nem com funcionários da FR, pelo fato dela não ser rotariana.

Mas tudo o que ela fazia era em meu nome, por delegação minha e sob minha supervisão.

Aliás, os funcionários da FR com quem ela tratava dos projetos também não eram voluntários. São todos contratados como ela. 


Existe um ditado que diz:

“a inveja é a eterna parceira da gloria”

 

Susan ainda trabalhou nos projetos por mais uns três anos e depois mudou-se para MANAUS, onde vive com a filha, neta e genro.

Ela é companheira Paul Harris e Socia Honorária de vários clubes do Distrito 4500.


 

2)  EM 24/01/2016

 

Eu tive o privilégio de trabalhar em Rotary D4500 com uma pessoa formidável e incansável: Alberto Bittencourt que se tornou Governador no ano do Centenário do Rotary International, 2004 05 e ainda é formidável e incansável 20 anos depois de termos começado a trabalhar nos projetos da Fundação Rotária. Nossa parceria resultou em 100 projetos o maior sendo o ônibus da Fundação Altino Ventura no Recife e o mais marcante, para mim, o da Creche Mariceli Pires em João Pessoa em homenagem à Comissária de Bordo da TAM, que perdeu a vida num trágico acidente aéreo em SP. O Rotary é uma organização digna, sem interesses próprios, que só quer melhorar a vida dos menos afortunados.

  

3) EM 9/11/19

 

Hoje é o níver de uma das pessoas mais importantes que Deus colocou em nossas vidas (Ceri e eu):   Alberto Bittencourt.

Além de ser muito respeitado no Rotary Internacional, ele é uma pessoa íntegra e cheia de compaixão. Ele e a Helena são exemplos da cidadãos brasileiros de bem. Parabéns no seu aniversário, chefão, e que Deus realize todos os sonhos. Amamos vc.

 

 

4) Em 25/11/2020

Chefão, foi maravilhoso trabalhar contigo e conhecer as pessoas já citadas. Eu conheci clubes grandes e pequenos nas viagens que a gente fez no D4500 que compõe os Rotary Clubs dos estados de PE, PB e RN.

Helena e você moram em nossos corações (a Ceri e eu). A viagem ao Canadá foi um milagre, devido ao fato d’eu estar no meio do tratamento de quimioterapia. Dos projetos, o que ficam mais na minha memória foram o Lar de Cáritas, a creche Mariceli Pires, as casas do Rotary Club de Itapetim, o ônibus Inácio Cavalcante, as casas do Rotary Club de Parnamarim, RN, (onde eu acabei dando entrevista na TV), o projeto na favela do Bode (onde eu tinha tanto medo d'água que eu agarrei a freira o tempo todo em que estávamos no bote. Mas em tudo o que me impressionou mais foi a sua capacidade de andar com reis e pobretinhos, dando a mesma atenção a todos. Foram dez anos incríveis que resultaram não somente nos projetos aqui, mas recíprocos em outros países. Mas para mim meu maior ganho foi a amizade contigo e Helena. Deus os abençoe. Sue

 

A HISTÓRIA DE SUSAN CLARKE

Por Alberto Bittencourt

  

Susan Clarke era professora nas escolas de inglês de minha filha, na época, Yázigi International.

Durante minha gestão como presidente do RC Recife - Boa Viagem, em 1996-97, incentivado pelo governador do Distrito 4500, Arnaldo Netto Gaspar, concretizei com êxito três projetos de Subsídios Equivalentes no valor total de 60 mil dólares, em benefício de uma creche denominada Lar de Cáritas.

Foi quando chamei Susan para trabalhar comigo. 

Sendo empresário do ramo de construção civil, dono de duas empresas com atuação no Grande Recife, não me sobrava tempo para cuidar dos projetos rotários, que exigiam grande dedicação e atividade. 


O êxito levou-me a ser convidado pelo presidente da CDFR, Emerson Jatobá para ser o seu vice chairman e ao mesmo tempo presidente da subcomissão distrital de Subsídios, cargo que exerci de 1997 a 2000. Em seguida sucedi a Emerson na presidência da CDFR de 2000 a 2003.

Foram seis anos de muito trabalho para os clubes através da FR, com a ajuda de Susan, antes mesmo de ser governador do Distrito 4500, cargo que exerci em 2004-05.

Sendo, desde 1975, empresário da Construção e Incorporação Civil no Recife, não dispunha de tempo para dedicar-me aos projetos.

Chamei Susan para me assessorar. Ela já tinha um perfil de trabalhos humanitários através da Igreja Exército da Salvação e de outras ONGs.

Susan identificou-se de imediato com os objetivos e ideais do Rotary.

Contratei-a como assessora técnica remunerada, cedi uma sala em meus escritórios com móveis, telefone, computador, ar-condicionado e internet.

Sendo empresário, juntamente com minha esposa Helena, arquiteta, também diretora das empresas  não dispúnhamos do tempo necessário para ajudar os clubes do distrito na elaboração de seus projetos da Fundação Rotaria.


A HISTÓRIA DE SUSAN CLARKE
Por Alberto Bittencourt - 23 FEV 2014

Transcrevo abaixo o depoimento de minha assessora Susan Clarke, de nacionalidade inglesa realizado em 2014.  Susan aniversaria no dia 23 de fevereiro, junto com o Rotary.
Vejam abaixo:
 
Meu aniversário é dia 23 de fevereiro e eu compartilho esta data com a fundação do Rotary International, por Paul Harris. Esse  homem teve a visão de ajudar os menos favorecidos através de ações e doações com um grupo de amigos. Este modesto início resultou na maior ONG do mundo fazendo bem  a todos sem discriminação. O Rotary, e não os governos, é responsável pela erradicação da pólio de quase todo planeta e tem beneficiado milhões de pessoas através dos seus programas. Eu participei do Rotary por 10 anos e durante esse tempo o Distrito 4500 fez projetos em grande escala. no total foram 105 projetos representando US$2 milhões. Aqueles do que eu tenho o maior orgulho são o que eu fiz para meu clube Recife-Boa Viagem; para o RC de Itapetim; para o RC J Pessoa - Creche Mariceli Pires; para o RC Bayeux, PB e o Onibus da Esperança do Rotary Recife. O maior ganho que eu tive foi ser amiga das pessoas como Alberto Bittencourt e Helena, Dr. Eudes Souza Leão Pinto, Dr. Inácio Cavalcanti e Benones Lopes. O Rotary só pode se chamar de Rotary se ele está tentando melhorar a vida das outras pessoas, caso contrário  ele é somente mais um clube de amigos, sem razão e sem rumo.
SUSAN CLARK
 
 
Susan Clarke era professora nas escolas de inglês de minha filha,  na época, Yazigi International.
Durante minha gestão como presidente do RC Recife Boa Viagem,  em 1996-97, incentivado pelo governador Arnaldo Gaspar, concretizei com êxito três projetos de Subsídios Equivalentes no valor total de 60 mil dólares, em benefício de uma creche denominada Lar de Cáritas.
Foi quando chamei Susan para trabalhar comigo.
O êxito levou-me a ser convidado pelo presidente da CDFR, Emerson Jatobá para ser o seu vice-chairman e ao mesmo tempo presidente da sub comissão distrital de Subsídios, cargo que exerci de 1997 a 2000. Em seguida sucedi a Emerson na presidência da CDFR de 2000 a 2003.
Foram seis anos de muito trabalho para os clubes através da FR, com a ajuda de Susan, antes mesmo de ser governador do Distrito 4500, cargo que exerci em 2004-05.
Sendo empresário da Construção e Incorporação Civil no Recife desde 1975, não dispunha de tempo para dedicar-me aos projetos.
Chamei Susan para me assessorar. Ela já tinha um perfil de trabalhos humanitários através da Igreja Exército da Salvação e de outras ONGs.
Susan identificou-se de imediato com os objetivos e ideais do Rotary.
Contratei-a como assessora técnica remunerada, cedi uma sala em meus escritorios com móveis, telefone, computador, ar condicionado e internet.
Sendo empresário eu não dispunha do tempo necessário para ajudar os clubes do distrito na elaboração de seus projetos da Fundação Rotaria.
Nesses seis anos, fizemos uma espécie de Central de Projetos que resultaram em 105 projetos concretizados para os clubes, no valor de cerca de 2 milhões de dólares.
 
Alguns ex governadores não concordavam que Susan fizesse contatos com clubes do exterior nem com funcionários da FR, pelo fato dela não ser rotariana.
Mas tudo o que ela fazia era em meu nome, por delegação minha e sob minha supervisâo.
Aliás, os funcionários da FR com quem ela tratava dos projetos também não eram rotarianos. São todos contratados como ela. 

Existe um ditado que diz:
A inveja é a eterna parceira da gloria
 
Susan ainda trabalhou nos projetos por mais uns três anos e depois mudou-se para MANAUS , onde vive com a filha e genro.
Ela é companheira Paul Harris e Socia  Honorária de vários clubes do Distrito 4500.p

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

COMPETÊNCIA GERENCIAL - O que nos falta



COMPETÊNCIA GERENCIAL - O que nos falta 

Alberto Bittencourt - dez 2024


O que transformou a Nova Inglaterra dos pilgreens na maior potência econômica global foi exatamente a competência gerencial.  Foram os americanos que revolucionaram as vendas do comércio varejista,  inventaram a filosofia de auto atendimento  dos supermercados, acabando com os mercadinhos de bairro, inventaram os shopping centers, paraísos de consumo da classe média, inventaram os cartões de crédito, em substituição aos cadernos onde varejistas anotavam  vendas fiadas, criaram as deliveries para vendas por telefone e entregas a domicílio , e em seguida, com a internet, o E-Commerce.

Criaram o sistema de franquias, capazes de transformar uma pequenas lanchonetes em redes mundiais como McDonnalds, Subways, etc.

Tudo isso, aliado à tolerância religiosa, trazida pelos pilgreems, somado ao acolhimento dos imigrantes, resultou na construção da grande nação.

O problema do Brasil é a baixíssima capacidade gerencial de bens e serviços públicos.  Tudo aqui parece feito de improviso, sem planejamento adequado.  Um general, cujo nome não me recordo,  dizia: tudo o que é feito de improviso termina em  porcaria. E ele estava coberto de razão.  

Some-se a essa incompetência gerencial, a baixa operosidade do trabalhador brasileiro, comparativamente à mão de obra  europeia, americana, asiática. O brasileiro é incapaz de fazer um mutirão  tal qual foi feito com o plano Marshall, em prol da recuperação dos países devastados pela Segunda Guerra Mundial.  

No livro: "A Revanche dos Vencidos", Alemanha e Itália e, posteriormente o Japão, recuperados, tornam-se aliados dos vencedores.  

Por outro lado, o Brasil é considerados o país do jeitinho, do carnaval, do bumbum feminino exposto, já que que a antiga potência mundial do futebol,  parece haver estacionado no pentacampeonato.  

De Gaulle, em 1967, quando presidente da França, no episódio da chamada “Guerra da Lagosta”,  disse: Le Brésil n’est pas un paix serieux.  Com toda razão.  

Eliana Calmon, jurista e magistrada brasileira, primeira mulher a compor o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no período de 1999 a 2013, ex corregedora-geral de Justiça e diretora-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, em conferência para o Rotary no ano de 2002, por mim assistida, disse, textualmente: Todo político e gestor público brasileiro adora o foro privilegiado, pois o STF, é o lugar em que tudo se ajeita.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

O CARTÃO DO CLÓVIS PACHÊCO.

  O CARTÃO DO CLÓVIS PACHÊCO.

Aos queridos companheiros 


Em 05 de julho de 1997, tive a honra de fazer a transferência da presidência do Rotary Club do Recife–Boa Viagem para o companheiro Joel Muricy, em cerimônia nos salões do Mar Hotel, no Recife, PE. 

Na ocasião, entregamos aos companheiros do clube quinze títulos de Companheiros Paul Harris, (PHF) outorgados pela Fundação Rotária, em reconhecimento pela quantia de US$15.000 doados pelo nosso clube, como contrapartida pela realização de três projetos de Subsídios Equivalentes, no valor total de US$60.000, em favor de uma creche denominada Lar de Cáritas, situada no Jardim Piedade, município de Jaboatão dos Guararapes. Os projetos se referiram à doação de um veículo VW tipo Kombi, novo, de uma cozinha e de uma lavandaria industriais, ambos novos e instalados.  Foi fruto de uma parceria entre o RC Boa Viagem, a FR e outros três Rotary Clubs dos Estados Unidos e Canadá. . U

A festa teve a duração de duas horas, contou com vários discursos e a presença de  rotarianos destacados do Distrito 4500. 

Entre os convidados, estava o companheiro Clóvis Pachêco, integrante do RC do Recife.  

No final, ele passou-me às mãos um cartão de visitas com o nome dele na frente, no verso do qual escreveu o seguinte: 


 Comp. Alberto

                                 Não me contenho:

                                 Parabéns pela excelência da festa que estou assistindo. Tudo em ordem, tudo correndo a contento dos presentes.  Uma festa de posse com  100% de ordem, dignidade e prestígio Rotário. 

                                  Um abraço. 

.                                                        05/07/97.      Clóvis


O cartão encheu-me de orgulho, sabendo que o RC Recife é o mais antigo do Norte/ Nordeste,, o segundo do Brasil em número de rotariano e seguidor de um protocolo rigoroso nas suas reuniões.rotárias.  

Tanto é assim que até hoje guardo-o comigo, entre os meus mais valiosos troféus.  


Segue a cópia do cartão escaneado na frente e no verso.  









OBS:  o rotariano Clóvis Pacheco, infelizmente falecido, era pai do vereador recém eleito Carlos Eduardo Muniz Pacheco, - Carlos Muniz - ex secretário municipal de Política Urbana e Licenciamento na gestão do prefeito Geraldo Julio. 

Como secretário, ele recebeu um grupo de rotarianos que foram até ele para evitar a remoção dos marcos Rotarios, que a EMLURB e outros setores da PCR estavam com intenção de retirar das praças do Recife.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

O PROGRAMA CALHA NORTE

 O PROGRAMA CALHA NORTE. 

Alberto Bittencourt  -  Nov 2024


Este governo continua agindo vigorosamente em direção ao desmantelamento do Exército e das FFAA Brasileiras. 

Decidiu agora, de uma hora para outra, sem nenhum aviso, sem qualquer planejamento estratégico que o justificasse, alijar o EB da gestão do Programa Calha Norte. Com isso, pretende ir aos poucos, retirando a presença do Exército das Áreas mais sensíveis da geopolítica  brasileira, em que a soberania  corre maior risco.

Segundo o governo, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional assumirá o controle do programa, recebendo-o,  de forma gradativa, do Ministério da Defesa do Brasil.

Entregar a soberania da região amazônica a um órgão político, inepto, sem tradição, meios e recursos, integrado por gente comprovadamente corrupta, para quem só interessa a perpetuação do poder como um fim em si mesmo, é absolutamente temerário. .

Dessa maneira, perdemos nós, perdem os conservadores, perderão nossos filhos, perderá a totalidade da nação brasileira.

Países do mundo inteiro têm olhos grandes voltados para as riquezas da região, onde prevalece o bioma da Amazônia, que ocupa 49,29% do território nacional,  e inclui parte de dez estados, a saber:  Acre, Amapá. Amazonas, Pará, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, e Tocantins.

Segundo o censo de 2022, do total de 1,7 milhão de indígenas que habitam o solo brasileiro, 433 mil vivem nessas terras , distribuídos em 799 áreas coletivas denominadas, Terras Indígenas – TIs, localizadas principalmente no estado do Amazonas. . 

Como ficarão esses povos, sob a gestão de um ministério civil, sabidamente incapaz, no qual nem os próprios indígenas confiam?

Mais de 100 mil  ONGs estrangeiras presentes na região cobiçam não apenas as riquezas minerais e vegetais, mas também a fauna e, sobretudo, as matérias primas da biodiversidade,  alvos da cobiça das indústrias farmacêuticas e químicas. 

Como uma entidade  civil poderá evitar o desmatamento clandestino se,   nem mesmo o Exército Brasileiro, com todos os seus meios, consegue conter? 

Eu sempre disse que para acabar com todo  esse desmatamento ilegal só mesmo prendendo e condenando à prisão perpétua os criminosos devastadores do bioma, incendiários de nossas florestas,  os comerciantes ilegais de madeira,  os garimpeiros poluidores do meio ambiente.  Todos agindo nas sombras da ilegalidade.  Não adianta prendê-los simplesmente que logo eles retornam em liberdade para dar continuidade às atividades ilegais. 

Como proteger as populações ribeirinhas sem apoio do Exército, da Marinha e da Aeronáutica? 

Entregar a gestão do programa Calha Norte para um órgão civil é o mesmo que entregar o galinheiro à guarda das raposas. 

Lembramos que setores mais sensíveis da gestão estadunidense estão entregues ao controle das Forças Armadas, como, por exemplo,  os portos e vias navegáveis que são da responsabilidade do Corpo de Engenheiros do Exército americano. 

Nos aeroportos, os controladores de voo são membros da Força Aérea americana, entre outros setores

Entretanto, existe algo a mais no espaço, além dos aviões de carreira. 

É muito suspeito que o governo queira retirar o Exército de todas as fronteiras como declarou o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, por conta da pendência com a Venezuela.  O Brasil, de Lula, havia proibido o EB de reforçar a presença na fronteira com a Venezuela, o que não foi obedecido pelos militares.  Talvez o governo tenha tomado esse ato de desobediência como afronta, e resolveu dar um castigo retirando o EB da gestão do programa Calha Norte e mais, de toda a fronteira terrestre brasileira.  

É pagar para ver o desenrolar dos acontecimentos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

AS LIÇÕES DO CAMALEÃO

AS LIÇÕES DO CAMALEÃO

Fonte:  Escola Americana do Recife. 

Curso de francês da Professora Dominique Jacob

Adaptação de Alberto Bittencourt 


Tivesse eu um conselho a dar, diria: 

— Abra seu coração e siga os ensinamentos do camaleão. 



Afinal, quem é esse Camaleão? 

Observe e tire suas conclusões. 


LIÇÃO 1:  

Quando o camaleão segue numa determinada direção, ele jamais gira a cabeça para trás.  

Então: Tenha um objetivo bem definido na vida e, por nada neste mundo desvie-se de sua rota. 

LIÇÃO 2 : 

Mas, o que faz o camaleão? 

Ele não gira a cabeça para trás. São seus olhos que se movimentam. Os olhos do camaleão podem ser independentes um do outro ou não, ter movimentos independentes ou sincronizados. 

Cada olho, de forma independente, olha para a frente, olha para trás, olha para cima, olha para baixo, olha para os lados.  

Então: Evite improvisar. Toda improvisação termina mal. Prepare-se. Recolha o máximo de informações possíveis.  Você não é o único ser vivente sobre a Terra.  Existe todo um sistema ambiental no entorno de sua pessoa. 

LIÇÃO 3:  

Quando o camaleão chega num local, atinge um determinado objetivo, ele assume as cores desse local. Ele não faz isso por hipocrisia. É antes por uma questão de adaptação ao novo meio ambiente, uma maneira de desenvolver a tolerância e o saber viver. Chama-se mimetismo. Brigar com os outros não leva a lugar nenhum. Nada se constrói na hostilidade.  As brigas só desconstroem. 

Então: Desenvolver a empatia, a mútua compreensão é uma questão de sabedoria. Aja com diplomacia e tente compreender as razões do outro. Coloque-se no lugar do outro. Entenda o ponto de vista do outro. Se você existe, admita que o outro também existe.  

LIÇÃO 4: 

O que faz o camaleão para se deslocar? Primeiro ele levanta uma patinha. Depois a outra. A seguir balança o corpo para saber se os dois pés estão bem assentados. Depois ele repete o procedimento com os dois outros pés: balança, levanta...

Então: isso significa ter prudência antes de avançar. 

Além disso, a cauda do camaleão funciona como uma arma eficaz. Ela tem a faculdade de derrubar e  pegar presas.  O camaleão  não se desloca sem os devidos cuidados.  Se a frente parece ameaçadora, ele se levanta sobre os quatro pés. não se desloca sem uma cuidadosa verificação do ambiente à sua volta. Significa investigar a retaguarda para não ser pego de surpresa.   Jamais seja imprudente!

LIÇÃO 5

E o que faz o camaleão antes de  atacar uma presa? Ele não se precipita.  Ele estira a língua, que pode chegar ao comprimento de 1 metro. . É a língua que vai buscar a presa. É uma forma de proteção, pois não é o tamanho da presa que vai determinar se ela é ou não  mortalmente perigosa. Ele lança a língua à frente, envolve a presa, imobiliza-a e a arrasta para a boca. No caso de haver qualquer perigo, há sempre o recurso de rejeitar a presa, recolher a língua e evitar o mal.  

Então: aja sempre em todas as suas ações com diplomacia. Ou seja, com equilíbrio. Isso significa ter, ritmo, ponderação  e equilíbrio. E sobretudo, paciência. 


CONCLUSÃO: 

Se você quer construir uma obra durável, seja paciente, seja prudente, seja bom, seja  alerta, seja humano.  

Manifeste ternura no olhar, bondade na voz e amor no coração. 

Jamais aja com agressividade.  

Seja manso e humilde, como foi Jesus Cristo. 

Use os recursos do camaleão: mimetismo,  disfarce, dissimulação, e camuflagem.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

CARTA DO CORONEL CESAR REIS

Carta do coronel Cesar Reis. 

Rio de Janeiro, 8 de janeiro de 2023. 

Meu caro Alberto.

Ass: O Prof Torres Pastorino



Muita paz!

Ao receber o livro que você generosamente me enviou, vi imediatamente que temos muito em comum. Também fui rotariano. Quando servia em Três Corações, os companheiros tiveram a bondade de me convidar. Naquele tempo, idos dos anos 60 do século passado, fazíamos parte do distrito 459. Conheci as propostas, participei das ações sociais, conheci cidadãos de excelente nível. Foi um tempo bom. Com minha transferência para a EsAO e subsequentes tarefas, perdi o contato. O Rotary foi tempo importante em minha vida. Tem meu respeito, minha admiração.


Tive contatos frutuosos com o professor Pastorino. Ele orientava um grupo de estudos do Evangelho em seu apartamento-biblioteca na rua 7 de Setembro aqui no centro do Rio. Era um sábio. Conhecia os termos do Evangelho e seu significado naquele tempo em que foram escritos os textos. Publicava uma revista mensal extraordinária chamada Sabedoria. Anualmente editava a Sabedoria do Evangelho. Tenho comigo sete volumes. Trata-se de obra ímpar, verdadeiro patrimônio da humanidade. Segundo soube há ainda vários volumes a serem publicados, aguardando autorização da família e editora que se disponha a investir. São textos em vários idiomas, referências eruditas. Preço elevado por certo. Quando estivemos na direção da Capemi tentamos promover a edição mas a família não concordou. Pastorino foi o fundador do Lar Fabiano de Cristo do qual fazemos parte até hoje. Ele também dirigiu a sessão de inauguração da Casa da Fraternidade que nós dirigíamos em Três Corações. Ao falecer disse que ia estudar na espiritualidade para, depois, apresentar as pesquisas sobre o Apocalipse.


Não sei se você soube quando ele fez concurso para professor do Colégio Militar, o seu exame oral ficou famoso. Era prova de Latim. Ele e o examinador falavam fluentemente como se o Latim fosse uma língua viva. Juntou gente, faz parte dos anais. 


Era homem de simplicidade exemplar. Diariamente pegava o bonde para fazer seu programa na rádio. Fazia uma oração pedindo apoio espiritual. Anotava numa caderneta a inspiração que lhe chegava. Quando retornava ao escritório na rua Senador Dantas, destacava o papel da caderneta e deixava sobre a mesa. Os tempos eram difíceis e a editora Sabedoria passava por dificuldades. Pastorino pediu ajuda ao Coronel Jaime Rolemberg que dirigia a Capemi naquela época. Rolemberg enviou uma funcionária, dona Maria de Belém, contadora, para analisar as dificuldades do amigo. D. Maria viu sobre a mesa as folhas soltas das inspirações diárias de Pastorino. Entendeu o que ali estava um tesouro. Foi assim que surgiu o livro best-seller Minutos de Sabedoria. Todas as edições iniciais foram feitas pela Capemi. Depois que ele faleceu sua viúva passou os direitos para a Editora Vozes. Agora no século XXI, através da mediunidade de Divaldo Franco, Pastorino nos deu outro livro admirável sobre a impermanência. Maravilha!


Também convivi com Hermógenes. Ele era associado efetivo do lar Fabiano. Frequentava nossas reuniões de estudo e de meditação. Fazia palestras para nossos funcionários. Gostava de contar anedotas. Tinha um bom humor permanente. Era o maior vendedor de livros da sua editora. Graças a ele também consegui editar um livro de nossa autoria. Viajamos juntos algumas vezes. Ele promovia viagens à Índia. Levava grupos para que conhecessem o admirável Say Baba. Lá na Índia sua esposa foi atropelada por um caminhão. Deu um trabalhão trazê-la para o Brasil. Foi a primeira vez que vi Hermógenes preocupado. Hermógenes foi um privilégio em minha vida. Morava na Urca. Era delicioso conversar com ele em sua casa, sentado na mureta de frente para o mar.


Fui professor do Colégio Militar, como você. Convivi com grandes mestres como Walter Shaeffer, Ruy Kremer, Ribeiro. Acho que Danilo e Eloy Villela são seus colegas de turma e eram meus companheiros no CMRJ. Não fui aluno do CM. Fiz antiga Escola Preparatória de Fortaleza. De lá fui para a AMAN, turma de 1959. Dois dos meus filhos estudaram lá. Eram da cavalaria. 


Outra afinidade: fui vegetariano durante anos da juventude. Ao sair aspirante, fui para Vacaria. Lá o Exército participava do realinhamento do Tronco Principal Sul, uma estrada de ferro que ligava São Paulo a Porto Alegre. A estrada antiga foi construída pelos ingleses obedecendo às curvas de nível. Eram quatro noites e três dias de viagem. Lá no interior de Vacaria construíamos uma ponte sobre o rio Pelotas. Não havia nada para comer, exceto frangos e carne de gado ou porco. Apesar dos meus protestos, o cardápio era somente aquilo. Tive que me readaptar ao regime não vegetariano. Confesso que até hoje tenho minhas dificuldades com carne. Interessante, quando era cadete meu comandante de companhia ficou cismado com o meu regime alimentar. Encaminhou-me ao médico que me aconselhou, dizendo que vegetarianos por falta de proteína animal poderiam ficar estéreis. Não procede. Temos sete filhos saudáveis, graças a Deus. 


Então meu amigo, está bem claro que temos bastante em comum e isso inclui ação social então cara ao meu coração. 


Quero agradecer muito espaço pelo livro que você teve a gentileza de me remeter, com expressiva dedicatória. Ainda vou refletir bastante sobre as suas experiências que dão qualidade não só a sua vida mas às vidas de todos nós.


Muita paz e alegrias permanentes. Que sua vida permaneça estruturada em bons pensamentos, bons sentimentos e boas atitudes, como sempre.


Um grande abraço agradecido. Cordialmente,

César Reis