SERÁ UTOPIA O IDEAL ROTÁRIO DA PAZ UNIVERSAL?
(Palestra proferida por Alberto Bittencourt em Catanduva, SP, na Conferência Distrital do D4480, dia 20 de maio de 2007)
Alberto, palestrante convidado da Conferência do D.4480
Catanduva, 28 de maio de 2007
I – SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.
2. ESTA ERA ROTÁRIA
3. O IDEAL DE PAUL HARRIS
5. VIOLÊNCIA URBANA NO BRASIL
6. OS SETE CAMINHOS DA PAZ
7. MOSTREMOS OS CAMINHOS
1. O Caminho do Patriotismo
2. O Caminho da Conciliação
3. O Caminho da Liberdade
4. O Caminho do Progresso
5. O Caminho dos Sacrifícios
6. O Caminho da Justiça
7. O Caminho da Lealdade
8. TRANSFORME-SE NUM PACIFISTA
1. Vivendo e Aplicando a Prova Quádrupla Rotária
2. Sendo um ativista
3. Sendo um humanitarista
4 . Realizando a transformação pessoal.
5. Compartilhando Rotary
9. TRES GRANDES ESTADISTAS PACIFISTAS BRASILEIROS
10. O ROTARY TRABALHA PELA PAZ.
11. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
II - DESENVOVIMENTO
1. INTRODUÇÃO.
O presente trabalho é baseado em duas obras oficiais do Rotary: ‘ESTA ERA ROTÁRIA”, datado de 1935, de autoria de Paul Harris e “OS SETE CAMINHOS DA PAZ”, publicado pelo Rotary International em 1959.
2.
ESTA ERA ROTÁRIA
O
questionamento “SERÁ UTOPIA O IDEAL ROTÁRIO DA PAZ UNIVERSAL?” constitui
capítulo do livro “This RotarIAN Age”,
traduzido para o português como “ESTA ERA ROTÁRIA”. Foi escrito no ano de 1935,
por Paul Percy Harris, fundador do Rotary International. Em pleno século 21
continua mais vivo do que nunca.
A edição
brasileira, datada de 1939, é fruto da iniciativa de quarenta rotarianos de São
Paulo, liderados pelo primeiro presidente brasileiro do RI, Armando de Arruda
Pereira.
O exemplar que
chegou às minhas mãos foi-me emprestado por Mário Antonino, nosso querido
ex-diretor de RI. Jóia rara, preciosidade, há pouquíssimos exemplares
disponíveis dessa tradução brasileira. A Revista Brasil Rotário, numa louvável
iniciativa do diretor Edson Avelar,
já encomendou uma nova tradução e pretende reeditá-lo em curto prazo.
No ano de 1935, em que
“THIS ROTARIAN AGE” foi escrito, o Rotary International completava 30 anos de
idade e experimentava extraordinário crescimento. Havia 156.000 rotarianos no
mundo, 3500 Rotary Clubes, distribuídos em 80 países. Na data da edição
brasileira esse número já havia ultrapassado os 200.000 sócios, em 82 países.
A palavra
amadurecida de Paul Harris, trinta anos depois da fundação do Rotary, seus
pensamentos, seus sentimentos, sua experiência, seus ideais, é de uma
atualidade estonteante, não pode ser esquecida. É antes para ser lida, relida,
pensada e repensada. A obra impressa vence a barreira do tempo e traz de volta
a visão iluminada de Paul Harris, para conversar, informar, motivar,
conscientizar os rotarianos de todas as gerações.
Em 1935, o mundo ainda se ressentia das conseqüências da Primeira
Grande Guerra (1914-18). Os Aliados, vitoriosos, dividiram muitas partes do
mundo, inclusive o Oriente Médio, os Bálcãs, a Polônia, os estados Bálticos e a
Renânia, em territórios destinados a satisfazer diversos interesses econômicos
e políticos. Como resultado, os ressentimentos se acirraram, as rivalidades
étnicas e nacionais começaram cozinhar em fogo lento, entrando depois
Paul Harris jamais se deixou levar pela falácia até hoje vigente, da expressão:
”Se queres a paz, prepara-te
para a guerra”. (Si vis pacem, para bellum)
Paul Harris via claramente os interesses políticos e econômicos
por traz das mentiras da propaganda oficial de guerra. Chamou dirigentes e políticos belicistas de
mentirosos e apresentou o Rotary como a grande força capaz de se antepor às
políticas de guerra, através do chamamento ao dialogo, à razão e ao mútuo
entendimento.
Todas as citações de Paul Harris constantes deste trabalho foram
transcritas do capítulo “SERÁ UTOPIA O IDEAL ROTÁRIO DA PAZ UNIVERSAL?” do
livro ‘ESTA ERA ROTÁRIA”.
3. O IDEAL DE PAUL HARRIS
O capítulo do livro, com os excertos abaixo, é testemunho de que o fundador do Rotary
International foi o grande pacifista que transcendeu sua época. Suas palavras são atuais, eternas e
definitivas. Funcionam como um grito a nos sacudir. É nossa obrigação lutar
para transmitir esse legado aos nossos filhos e netos, na esperança de que o
Ideal Rotário de Paz Universal não seja apenas uma mera utopia.
Após o final da Primeira Grande Guerra, eis a opinião de Paul
Harris sobre o flagelo da guerra:
A guerra é a maior calamidade do mundo.
A guerra joga por terra todos os tratados, secretos ou não, de
qualquer natureza.
A guerra não beneficia nem ao vencedor, nem ao vencido.
Não há desonras que se comparem às dos tempos de guerra.
O fundador do Rotary desmascara a mentira da propaganda oficial de
guerra:
A guerra é conseqüência de paixões explosivas, suscitadas pela
intolerância, rivalidade, ciúme e finalmente, ódio, que, exacerbadas pela
mentira, dificultam poderosamente a influência da razão.
As narrativas da Grande Guerra de
A mentira é voraz; iniciada, ela se infiltra, opondo-se a qualquer
opinião que se manifeste. Manifeste-se alguém contra as mentiras correntes em
tempo de guerra e será levado incontinenti às autoridades encarregadas de fazer
valer as inverdades da propaganda oficial.
A princípio, os propagandistas da guerra procuram ganhar a confiança
geral, o ânimo e a esperança da população fanatizada, usando frases hipócritas
― “Procuramos evitar a guerra”; ―“Desprezemos os iniciadores da luta” e, depois
de alcançada a simpatia popular, transformam estas frases em: ―”Com a guerra
atual, dar-se-á fim à todas as guerras futuras”.
Deste modo, são aceitos e procurados os profissionais da arte de
mentir. Discursos inflamados das campanhas pela causa da pátria ultrajada,
artigos ruidosos dos jornais e revistas, visam meramente insuflar o ódio e o
desejo de guerra no seio do povo.
Pauk Harris enfoca os malefícios da guerra:
Embuçado pelo manto rubro da guerra, o ódio reinou durante quatro
anos e as forças do mal destruíram propriedades inestimáveis, além dos milhões
de vidas humanas ceifadas impiedosamente, sem escolher entre filhos, irmãos,
pais e netos. E, quantos daqueles que pereceram não teriam alcançado a
imortalidade de um Tennyson, de um Mozart, de um Edison. Poderiam, talvez, ter
suavizado o sofrimento da humanidade e aumentado a felicidade humana,
enriquecendo a civilização. Entretanto, sucumbiram ante o terrível flagelo
avassalador que é a guerra.
Embora a bandeira da guerra esteja desfraldada procurando envolver
nas suas dobras o mundo civilizado, devemos enfrentar, corajosamente, os
belicistas, pois eles se colocaram fora dos limites da piedade humana.
A seguir, lança o grande desafio aos Rotary Clubs do mundo:
Poderão os milhares de clubes rotários, das melhores cidades,
influenciar apreciavelmente na redução do problema da guerra?
Poderiam os milhares de Rotary Clubs estabelecidos em quase cem
países enfrentar o entrechoque de paixões de uma guerra?
Uma associação que congregue homens de bem poderia facilmente se
opor aos propagandistas da guerra. Assim, o Rotary, um clube mundial de
líderes, profissionais e homens de negócios, poderá tornar-se uma força efetiva
no estabelecimento da paz universal.
E ressalta o Ideal Rotário:
O plano rotário nesse sentido não é expediente de última hora. Há
muitos anos Rotary iniciou a campanha em prol da paz e da compreensão. Neste
ideal é pioneiro e desconhece fronteiras. Persistente e pacientemente trabalha
pela extensão universal do idealismo, da boa vontade e do entendimento mútuo,
estimulando esta prática tanto na Europa, Ásia, nas colônias e Países
africanos, como nas Américas do Norte, Sul, Central e na Austrália.
Paul Harris se
questionava sobre o ideal rotário da paz universal, numa época em que o mundo
era muito menor do que hoje, em que os problemas eram praticamente
insignificantes se comparados aos atuais.
Hoje, a
concentração de renda é talvez o pior dos fatores de violência. São dados da
Organização Pan-americana de Saúde, que na América Latina, a renda dos 20% mais
ricos é superior em mais de 20 vezes à dos 20% mais pobres, o que é um absurdo.
Na Azia, segundo a mesma Organização Pan-americana, a diferença é de 10 vezes.
Há cinqüenta
anos o mundo vive uma fase de transição demográfica. Em
Em 1950 éramos
51 milhões de brasileiros, dos quais, 35%, ou 18 milhões, viviam nas
capitais. Hoje, somos 180 milhões de habitantes, dos quais 80%, ou 140
milhões vivem nas grandes cidades.
A expectativa
de vida aumentou nesse período, passando de 40 e poucos anos, para 64 anos nos
homens e 67 anos nas mulheres.
Surgiram as
megalópoles, com todos os seus problemas. A cidade de São Paulo, aumentou
sua população de 2 milhões para quase 25 milhões de pessoas.
Existem no
Brasil, 63 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza, o que
corresponde a um terço da sua população, gerando grande desequilíbrio social.
Nesse período
houve redução das doenças infecto contagiosas, e da mortalidade infantil, não
tanto quanto desejaríamos.
Em função do
aumento da idade média, este meio século trouxe um aumento das doenças
crônico-degenerativas e, em face da promiscuidade e pouca higiene das
comunidades da periferia, um crescimento das chamadas doenças da pobreza, como
malária, chagas, cólera, dengue, e o que é pior, adveio o aumento do consumo de
drogas, do alcoolismo, o surgimento da AIDS. E a violência urbana passou a ser
a segunda maior causa de mortes no Brasil, atrás apenas das cardiopatias.
5. VIOLÊNCIA URBANA NO
BRASIL
O Brasil, é um dos países
em que a violência tem crescido em índices de 5,5 % ao ano. Se esse índice
significasse desenvolvimento, estaríamos no patamar das nações mais
desenvolvidas do mundo.
Lamentavelmente a nossa
imagem não é das melhores. Temos entre
Triste imagem a do
Brasil, campeão de índices de morte por armas de fogo. A cada 13 minutos
está morrendo alguém vítima de arma de fogo.
Uma pesquisa da UNESCO,
recentemente divulgada, constatou que nos últimos 20 anos, dobrou o número de
assassinatos de jovens entre 15 e 24 anos no Brasil, na sua maioria por
armas de fogo. Significa que hoje temos 50 mil vítimas por ano. Um verdadeiro
genocídio. A população jovem masculina neste país está sendo dizimada, a tal
ponto que, segundo o IBGE, mudou o perfil populacional do País, reduzindo o
número de homens em relação ao de mulheres. É uma situação similar à de um país
em guerra, quando a grande mortalidade de homens jovens altera o equilíbrio
numérico entre os sexos. E em conseqüência, os costumes.
Um jovem de 20 e poucos
anos que morre vítima de arma de fogo, leva consigo todo um investimento do
estado, em educação, em saúde, todo esse dinheiro escoa pelo ralo, nas guerras
entre grupos de traficantes, nos embates com a polícia, numa sociedade em que
as opções de vida honesta são poucas, onde permeia o desemprego onde a
juventude se afunda na miséria, na falta de oportunidades.
Nos últimos 10 anos,
500.000 pessoas foram assassinadas neste país. Quase 10 vezes mais do que em 12
anos de guerra do Vietnan, quando morreram 58.000 soldados norte-americanos.
Mata-se mais neste país que nos EUA, que é considerado um país armado. Mata-se
mais neste país que na China, com 1,3 bilhões de habitantes. Mata-se mais neste
país que na Índia, que tem 1 bilhão de habitantes.
Nos últimos dez anos,
pareceu a figura do menor assassino, cada vez mais numerosa, cada vez mais
freqüente, cada vez mais perigosa. Eles estão em toda parte, nas esquinas, nos
semáforos, a qualquer momento, a qualquer hora. Matam por brincadeira, por uma
bolsa, por um celular, na certeza da impunidade.
Não podemos nos conformar.
Não temos o direito de ficar omissos ou indiferentes.
O contrário de
paz não é a guerra, o contrário de paz é a omissão e a indiferença.
Martin Luther King, prêmio
Nobel da Paz, disse:
"O que
me assusta não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos homens de bem"
Os homens do bem são
tímidos, os homens do mal são ousados. Quatro homens do mal trocam dois olhares
e formam uma quadrilha para praticar assaltos. Os homens de bem ficam
conjeturando, enrolados em burocracia, fazendo discursos. Citam estatísticas em
intermináveis reuniões mas esquecem tudo quando termina o evento. Não nos
mobilizamos para a ação, para fazermos o que é preciso para mudar esse quadro
de violência. Nós temos que levar adiante tudo o que se apregoa nas plenárias
rotárias, em fóruns, seminários, conferências, não podemos ficar só nos
palavrórios, nas boas intenções, sem sair da inércia.
Temos que deixar de lado
os discursos teóricos e passar da retórica à ação. É preciso fazer alguma
coisa, já, aqui e agora. Não podemos nos conformar, não podemos permanecer
acomodados, enquanto nossos irmãos estão morrendo lá fora. Temos que fazer
reverter esse quadro, deter essa violência crescente que ameaça a todos nós.
Precisamos voltar a olhar para as pessoas nas ruas, para as crianças nos
cruzamentos, como seres humanos que são e não como ameaças potenciais.
Como disse Martin Luther
King: "Não podemos saciar a sede de justiça no
cálice do ódio".
O antigo ideal indiano da
prática da não violência, a AHIMSA, praticado por Gandhi, como um princípio de
reverencia pela vida, mostrou que a força da paz pode acabar com a guerra.
Dom Helder, entrevistado por Ziraldo num programa de entrevistas na TV, o que cada um de nós poderia fazer para mudar esse quadro de violência, de miséria, de sofrimento que permeia a humanidade, respondeu com apenas três palavras: “Não fique só”.
E esse foi o motivo pelo qual Paul Harris fundou o Rotary. Ele não queria ficar só, conforme consta do seu livro autobiografico: "Meu Caminho para o Rotary".
Foi também o motivo que me trouxe para o Rotary. Hoje eu completo:
Não fique só. Junte-se a nós.Venha para o Rotary!.
Paulo Viriato:
Quando você
compreende que não está só no seu sofrimento, surge o amor. Quando existe o
amor, a oportunidade de paz está presente. Quando existe a paz, existe a
felicidade.
Entretanto, não falemos
apenas no que se refere aos excluídos, às populações miseráveis, aos marginais.
Não nos esqueçamos principalmente do homem que freqüentou escola, que teve
instrução, que aprendeu a distinguir entre o bem e o mal, do homem de nível
universitário, profissional de carreira, executivo, empresário, juíz, político,
banqueiro e todos aqueles que usam colarinho branco, ostentam anel de grau no
dedo anular, e que vemos diariamente na televisão a responder por atos
lesivos ao bem comum. Talvez sejam eles os maiores culpados pela triste realidade
do Brasil de hoje.
Contra esse estado de
coisas, se insurge o ROTARY. É chegada a hora de mostrar a todos que o Rotary é
capaz de mudar essa situação.
6. OS SETE CAMINHOS DA PAZ
Fruto de uma pesquisa realizada entre os Rotary Clubs do mundo inteiro, há cinqüenta anos, o Rotary International publicou em 1959 um livro intitulado “Seven Path to Peace”. Encontramos a versão original em inglês e a tradução em português, no site do rotariano e pacifista canadense Robert Stuart. Ele veio ao Recife em fevereiro de 2005, proferir palestra no seminário “Vivendo e Aprendendo Paz”, promovido por meu clube, o Rotary Club do Recife-Boa Viagem, quando fui governador do Distrito 4500, por ocasião do Centenário do Rotary. A iniciativa foi da companheira, pacifista e mediadora do Espaço Família, Márcia Gama Batista.O site era visitado mensalmente por mais de 50.000 pessoas:
Em lugar de Sete Caminhos para a Paz, alteramos o título do livro para Sete Caminhos da Paz, pois entendemos que a Paz não está no fim do caminho, mas é o próprio caminho.
Segundo o mestre pacifista
Mahatma Gandhi: não existe um caminho para a paz. A
paz é o caminho.
Bob Stuart diz, na
introdução da edição em inglês: Os conceitos e
sabedoria apresentados nesse livro são hoje mais relevantes do que o eram na
data em que foi escrito. Por duas razões: o Rotary de hoje é duas vezes maior,
em número de sócios, que em 1959, além de contar com a forte participação das
mulheres. Além disso, podemos aumentar nossos serviços com a integração e
parcerias com outros clubes de serviços, fundações beneficentes, organizações
religiosas, empresas privadas, órgãos dos governos, etc.
7. MOSTREMOS OS CAMINHOS
Quais são os Sete Caminhos
da Paz?
1) O Caminho do Patriotismo
O caminho do patriotismo é
o amor à nossa terra, ao nosso país, à nossa gente, reverenciando e honrando os
símbolos nacionais.
Modernamente, há uma
diferença de conceitos entre nacionalismo e patriotismo. Fazendo analogia, o
conceito de nacionalismo está para o de patriotismo assim como o
de eficácia, está para o de eficiência. Nacionalismo é filosofia,
ideal, diretriz. Patriotismo é ação, mobilização, participação.
Erich Fromm, psicólogo: “O nacionalismo é a nossa idolatria e o patriotismo o seu
culto”
Krishnamurti,
filósofo indiano: “O nacionalismo é uma forma sofisticada de tribalismo”
Paulo Viriato: Patriotismo é amor à nossa própria Pátria. É a
responsabilidade de compartilhar com nossos irmãos que aqui vieram e escolheram
o Brasil por sua própria Pátria também. Patriotas sim, para erradicar a
poliomielite do Brasil, mas com a responsabilidade de levar a Paz, a boa
vontade e o mútuo entendimento aos outros países, especialmente aos nossos
visinhos.
No ano
Paul Harris aborda o que seria o patriotismo virtuoso: Para uns, o patriotismo é o
conjunto de sentimentos de heranças, de afinidades que nos fazem entrever além
da vida individual, além da vida da família, uma ilimitada vida comum.
E, também o patriotismo pernicioso: Para outros, o patriotismo
é unicamente o ódio e a desconfiança excessiva nos povos estrangeiros. Muitos
dos considerados grandes moralistas desfazem-se do padrão ético, quando apelam
para o patriotismo.
Rotary almeja vencer a barreira intransponível que ameaça todas as
nações – o patriotismo, causa principal dos desentendimentos e das guerras.
Muitos são os obstáculos a vencer: idiomas diversos e religiões
várias, tendências e costumes raciais diferentes e o patriotismo, com suas
constantes intolerâncias, formam ainda uma barreira ponderável.
Felizmente nenhum desses obstáculos é insuperável pois remover-se-á
gradualmente à luz da compreensão.
Cito um exemplo de
patriotismo pernicioso: os Estados Unidos possuem cerca de 5% da população
mundial, mas consomem cerca de um terço dos recursos naturais do planeta.
Emitem metade dos gases estufa, como o dióxido de carbono, que estão
relacionados com o aquecimento global, No entanto, nada disso importa. Só
importa permanecer rico e confortável, manter o “american way of life”, mesmo à
custa do sacrifício do planeta.
2) O Caminho da Conciliação
É o caminho do diálogo, do
amor como comportamento, da aproximação, da união.
Em qualquer negociação,
seja entre nações ou entre pessoas, até mesmo nas brigas domésticas, o caminho
da conciliação é colocar-se no lugar do outro.
Coloque-se no lugar dele e você entenderá suas razões. Você verá que ele
está certo, do ponto de vista dele.
O lema do presidente do
RI, Ragendra Saboo, “Olhe mais além de si mesmo”,
pode ser expresso como “Coloque-se no Lugar dele”
Paulo Viariato: “Mais valem cem pessoas em torno de uma mesa de negociação,
discutindo a Paz, que um único tiro de canhão que mate outras cem pessoas.”
Madre Teresa: “Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos
amor e a compaixão. A Paz começa com um sorriso.”
Paul Harris: O fator de maior vulto na obtenção da paz mundial é o mútuo
entendimento. Quanto mais relações tiverem os povos, tanto melhor se
compreenderão. O objetivo do Rotary é o estabelecimento de relações amistosas
entre nações e pessoas..
3) O Caminho da Liberdade
Desmond Tutu:”É preciso liberdade para chegar à Paz
Paulo Viriato:
Somente um
homem autenticamente livre pode gozar a plenitude da paz. Ninguém encarcerado,
submisso, dependente, pode se engajar no processo de paz. Não confundir
liberdade com liberalidade. O direito de cada um termina onde começa o direito
do outro.
O maior
inimigo da paz é o caos. O caminho da liberdade implica no respeito às leis, às
instituições, às autoridades constituídas, expresso no lema da bandeira
nacional: “ORDEM E PROGRESSO”. Há que se ter “Liberdade com responsabilidade”.
4) O Caminho do Progresso
Papa Paulo VI: “O novo nome da Paz é: _
Desenvolvimento”
Desenvolver os povos,
tentar diminuir as diferenças sociais, combater as doenças, a fome, o
analfabetismo, Promover o ser humano, encaminhar os jovens, proteger os valores
familiares, preservar o planeta terra, tem sido os trabalhos e ações do Rotary
em prol da Paz.
Paul Harris: Os navios velozes, os aeroplanos, o telégrafo e o rádio auxiliam a
aproximação de muitos povos dos pontos mais distantes do mundo. O progresso das
ciências físicas e tecnológicas está fazendo a sua parte, o que não acontece
com as ciências políticas e humanas. Quando estas conseguirem o mesmo avanço,
desaparecerão as nuvens de guerra e os países voltarão as energias para os
trabalhos culturais e produtivos. Oxalá chegue depressa esse almejado dia!
Na
década de
Porém, a grande revolução
da última década, foi sem dúvida o extraordinário avanço do uso dos
computadores e da internet, com a possibilidade de amplificar milhares de vezes
tudo o que se faz, transferindo e multiplicando instantaneamente informações
pelo mundo. Por exemplo, clubes e distritos hoje possuem seus web sites e
boletins on line. Temos as conferências pela internet, que reúne pessoas em
lugares distantes. Temos também os e-clubes, clubes de Rotary que se reúnem
pela internet. Além disso, qualquer rotariano pode pertencer a inúmeras
comunidades, como as do Orkut, para trocar e partilhar informações. Ainda há os
grupos da internet, como o ROTI, - Rotary on the Internet -, o
“amigos-com-padrão”, o GEROI – Grupo de Estudos sobre o Rotary na Internet -,
este o maior do Brasil com quase 600 membros. São instrumentos poderosos para
difusão da paz e da compreensão mundial. Um livro como OS SETE CAMINHOS DA PAZ,
hoje está disponível na internet, ao alcance de qualquer um, após quase ter
sido perdido, ao longo destes 48 anos em que foi escrito.
5) O Caminho dos Sacrifícios
A paz é conquistada a cada
dia, momento a momento.
Robert
Kennedy: “A paz
é como pão. Precisa ser amassada a cada dia, precisa ser trabalhada a cada dia,
para que ela chegue a cada dia para cada um de nós.
São Francisco de Assis: “Ó Senhor! Fazei de mim um instrumento de vossa Paz!”
6) O Caminho da Justiça
Henry David Thoureau: “Justiça e liberdade são alicerces da Paz.”
Dom Helder: “Os verdadeiros fatores de violência são aqueles que ferem a
justiça e impedem a Paz.”
Paul Harris: “Ao declarar guerra à outra nação, cada governo entende ser justa a
sua causa. Contudo pergunta-se: onde estará a razão em época de guerra?
7) O Caminho da Lealdade
O valor do cumprimento à
palavra empenhada. Ser leal é ser íntegro, ser honesto. Ser fiel à Pátria, à
família, à Deus. É corresponder à confiança que lhe foi outorgada. Ser leal é
acima de tudo ser honrado, ser digno.
Paulo Viriato: “Quando não existe lealdade eu não tenho amigos. Quando eu
não tenho amigos, eu não tenho a paz.”
Jesus Cristo:”Eu vos deixo a minha Paz. A minha Paz vos dou. Vos dou a Paz
que o mundo não pode dar.”
8. TRANSFORME-SE NUM PACIFISTA
1. Vivencie e aplique a Prova Quádrupla Rotária
A maneira mais simples de
se transformar num pacifista, de percorrer os Caminhos da Paz, é vivenciar e
praticar a Prova Quádrupla. Repita-a mil vezes, todos os dias, em todos os
momentos, como se fosse um mantra. Então, você só fará o que é VERDADEIRO;
jamais fará algo que não seja JUSTO PARA TODOS OS INTERESSADOS; suas ações vão
gerar BOA VONTADE E MELHORES AMIZADES e tudo o que você pensar, tudo o que você
disser, tudo o que você fizer, será sempre BENÉFICO PARA TODOS OS
INTERESSADOS.
Então você terá se
transformado num verdadeiro PACIFISTA.
Há quatro maneiras de AGIR
em favor da paz;
2. Seja um ativista da paz.
Todas as guerras criam
algum tipo de movimento pela paz que se opõe a elas.
É o engajamento político.
Seja participando da política partidária, seja exercendo pressão sobre
autoridades, governos, políticos.
Participar de
manifestações públicas de protesto, campanhas e marchas da Paz, fazer lobby.
Enviar artigos e cartas para jornais, revistas. Denunciar os casos de
malversação de recursos públicos.
Paul
Harris escreveu,
O espírito e o ideal rotários manifestaram-se nos incontáveis
artigos de contestação que rotarianos enviaram aos propagandistas da guerra,
publicados em revistas e jornais rotários de mais de oitenta países.
3. Seja um humanitarista
Consiste no trabalho dos
clubes de Rotary em apoio às creches e instituições que tiram as crianças da
rua, aos abrigos de idosos, aos centros profissionalizantes, aos centros de
deficientes, aos hospitais, às comunidades as mais carentes, realizando
projetos humanitários e educacionais da Fundação Rotária, participando dos
inúmeros programas de intercâmbio de jovens, Intercâmbio de Grupos de
Estudos-IGE, Intercâmbio da Amizade. É a formação de Embaixadores da Boa
Vontade, através das Bolsas Educacionais da FR.
A eliminação da
poliomielite da face da terra, a ajuda às vítimas de guerra, de conflitos, de
cataclismos, são todos os atos de humanidade e compaixão praticados por rotarianos
de todo o mundo.
4. Realize a transformação pessoal.
Gandhi ensinou: Você é capaz de ser a mudança que quer ver no mundo?
A transformação pessoal é
adquirir a consciência da paz. É quando você resolve acabar com a guerra pessoa
por pessoa. A idéia predominante é que a guerra começa pessoa por pessoa e só
aí pode terminar.
Nando Cordel: A paz no mundo começa em mim.
A tradição religiosa de
rezar pela paz começa por acabar com a guerra dentro do coração. Depois, como
uma onda de luz, extravasa para a nossa família, para os nossos amigos, para os
nossos círculos de relações, alcança os dirigentes de nossa cidade, dos países,
do mundo.
O fato de que a guerra é o
principal problema do mundo é inegável. A necessidade de uma idéia nova é
inegável. A idéia nova, sugerida por Deepak Chopra, é criar uma massa crítica de pacifistas através da atuação pessoa
por pessoa. Se um número suficiente de pessoas no mundo se transformar em
pacifistas, teremos uma massa crítica que pode mudar o mundo. A guerra
acabaria.
Foi uma massa crítica de
seres humanos que formou as religiões, que aboliu a escravatura do mundo, que
acabou com o apartheid e com a discriminação racial.
A eliminação da
poliomielite da face da Terra só é possível porque o Rotary formou uma massa
crítica que há mais de vinte anos trabalha diuturnamente com esse objetivo. O
programa da Pólio Plus honra toda a comunidade rotariana e sua erradicação do
mundo será o nosso maior galardão.
Todas as tradições
espirituais acreditam que a paz precisa viver no coração das pessoas antes que
possa existir no mundo exterior.
Patanjali, mestre indiano
da antiguidade: “Quando uma pessoa está apoiada na
não violência, os que estão perto dela deixam de sentir hostilidade.”
5. Compartilhe o sonho de paz do Rotary
-
Compartilhe a Paz. Converse sobre a paz. Na medida em que um número cada vez
maior de pessoas participar desse compartilhamento, sua massa crítica surgirá.
- Compartilhe
sua experiência de paz por e-mail, por telefone, nos boletins dos clubes.
- Compartilhe
a consciência da paz com outras pessoas, na família, na escola, no trabalho.
- Compartilhe
sua gratidão pelo fato de outra pessoa encarar a paz com tanta seriedade quanto
você.
- Compartilhe
suas idéias para ajudar o mundo a ter paz.
- Compartilhe
sua energia, sua força, sua abundância para ajudar qualquer pessoa que deseje
se tornar um pacifista.
Nossa meta é
realizar a mudança por meio da transformação pessoal. Nossa tarefa é acabar com
as 30 guerras ao redor do mundo e talvez todas as guerras futuras que
certamente irão irromper.
Nossa tarefa é
formar um movimento pela paz, que não seja um movimento contra a guerra.
Madre Tereza de Calcutá: “As pessoas me perguntam por que eu não participo de
movimentos contra a guerra e eu respondo que se vocês tiverem movimentos a favor
da paz, podem me chamar que irei a todos.”
A diferença é
fundamental, porque todo movimento criado para ser “contra”, acaba se
transformando em resistência, oposição e violência.
Aproveito para enaltecer aqui as figuras de três grandes herois, estadistas brasileiros, três grandes patriotas, de renome internacional, que jamais deixaram de praticar a força do o diálogo, da razão, do convencimento e conseguiram fazer do Brasil uma grande nação, mundialmente reconhecida.
- José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco, (1845 - 1912), até o último dia titular da pasta de Relações Exteriores que ocupou ininterruptamente desde 3 de dezembro de 1902. Destacou-se sempre por sua política exterior de concórdia, repulsando toda guerra de conquista, de acordo com a Constituição Federal (1891), art. 88 que diz: “Os Estados Unidos do Brasil em caso algum se empenharão em guerra de conquista, direta ou indiretamente, por si ou em aliança com outra nação.”
Amigo sincero da Paz, assinou, durante a sua gestão trinta tratados de arbitramento internacional, entre eles o das “Missões”, o do território do Amapá, (1900), o do território do Acre, concluído em Petrópolis,(1903), no qual o Brasil indenizou a Bolívia em 2 milhões de libras esterlinas e mais alguns territórios pequenos para acertar as fronteiras, e o tratado com o Uruguai, (tratado de condomínio da Lagoa Mirim do rio Jaguarão), considerado como “ato de raro altruísmo internacional” (1908).
Sua visão ampla e seu espírito pacífico e simultaneamente seu patriotismo que demonstrou na atividade de pacificação das relações exteriores com os povos e governos sul-americanos, evitou muitas conflagrações durante a sua época. O Barão do Rio Branco é, com justa causa, patrono do Ministério de Relações Exteriores, cujo cargo de chanceler, exerceu durante os dez últimos anos de vida.
- Ruy Barbosa, (1849 - 1923), grande pacifista brasileiro, de valor internacional que, durante uma vida inteira de ação, peleja e apostolado, pugnou pelo direito, pela justiça e pela liberdade. Inumeráveis são suas realizações, no campo da política, da literatura, do direito e do jornalismo. Dotado de fulgurante inteligência, enfrentou corajosamente os ditadores, pois encarnaram-se nele enormes aspirações pela liberdade, elemento essencial para a Paz na Terra.
Este grande senso de liberdade tornou-o também um dos maiores lutadores pela abolição. Para a libertação do Brasil da monarquia, foi ele um dos mais eficazes arautos, talvez o mais notável. A respeito de suas contribuições para este objetivo, na imprensa, diz Osório Duque Estrada em sua “História do Brasil”: “Nunca a voz da imprensa militante e partidária logrou tanto prestígio entre nós”.
Ruy Barbosa participou do primeiro ministério da jovem República e destacou-se muito na consolidação do Estado, na realização de reformas e solução de problemas surgidos em virtude das novas instituições.
Repercussão internacional alcançou sua participação na Conferência da Paz em Haya, (1907), como representante do Brasil. Lá, conquistou sucesso eminente, defendendo a igualdade entre pequenos e grandes Estados, quanto à sua soberania. Cognominado O Águia de Haia, é considerado uma das maiores inteligências do seu tempo, pela clareza e perspicácia de suas argumentações.
O caminho do Patriotismo se opõe a qualquer tendência de agir em termos de superioridade nacional ou racial. Ruy Barbosa provou que na mesa de negociação, não existe nação superior, nem nação inferior.
- Marechal Rondon. Outro exemplo de patriota e pacifista foi o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865 – 1958). Nos primórdios do século 20, à frente da Comissão Rondon, foi o grande líder da construção de construção de mais de cem mil quilômetros de linhas telegráficas no interior do Mato Grosso até Goiás. Desbravando e mapeando regiões, enfrentando doenças tropicais como a malária, sofrendo ataques dos silvícolas, o marechal Rondon abriu caminho rumo ao oeste brasileiro, no desafio ciclópico de integrar o Brasil. Jamais permitiu aos seus homens atacarem às populações indígenas. Seu lema era: “Morrer se preciso for, matar nunca”.
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10. O ROTARY TRABALHA PELA PAZ.
Em 2003 havia 30 guerras
declaradas no mundo. O século 20, em que a humanidade experimentou
extraordinário desenvolvimento tecnológico, deixou um saldo de 108 milhões de
pessoas mortas em guerras.
Paul Harris: Rotary tem por objetivo promover a amizade internacional entre
povos, vinculados pelo sublime ideal de servir.
Rotary, no seu crescente desenvolvimento, deseja que o seu ideal
seja manifestado em todos os paises, para que reine unicamente uma camaradagem
sincera, na qual muitos corações se entrelacem numa amizade pura e duradoura.
Se a paz mundial ainda não
chegou, é porque os líderes mundiais ainda não se motivaram o suficiente para
elevar suas consciências e trabalhar em conjunto, numa mútua cooperação pela
paz. A educação, conscientização e conhecimento dos nossos jovens pode motivá-los
a cobrar das instituições e dos governos a ação que se fizer necessária para
encontrar a paz.
O grande objetivo do
Rotary é criar a paz, sabendo que ela é possível.
O Rotary trabalha pela paz interior, na razão de ser um instrumento de
crescimento e desenvolvimento pessoal, através de seus programas educacionais.
O Rotary trabalha pela paz social, na minoração do sofrimento do próximo, na
ajuda a quem precisa, nas famílias, nas comunidades e no mundo, através de seus
programas humanitários.
O Rotary trabalha pela paz ambiental, em defesa do meio ambiente, na
preservação dos recursos naturais.
Vamos nos unir em favor da
paz, precisamos nos mobilizar a favor da paz.
O Rotary tem dado seguidas
demonstrações de sua preocupação com a saúde, definida pela OMS como sendo o
completo bem estar físico, psíquico e social. Isso inclui a fome, a miséria, o
analfabetismo, além das doenças, dos cuidados com o meio ambiente.
Transforme as
reuniões plenárias semanais de seu clube em fórum de discussão, no qual todos tenham
a chance de falar no seu desejo para a paz. Que cada Rotary Club se transforme
numa “Célula da Paz”, num grupo que deseja promover a paz nas ruas, nas
escolas, nas comunidades.
A paz é uma
visão íntima, de cada um, invisível, oculta. No momento, é apenas uma centelha
que queima em nosso peito. Em algum momento essa centelha se incendiará e
juntará com outras centelhas que também se incendiarão e teremos então a grande
fogueira. A fogueira da Paz Universal. O ideal rotário da Paz Universal
nunca foi utopia. O sonho está prestes a se tornar realidade. Esse futuro
não está longe.
11.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- THIS ROTARIAN AGE, (ESTA ERA ROTÁRIA), Paul Harris, 1935
- SEVEN PATH TO PEACE ( OS SETE
CAMINHOS DA PAZ), Publicação do RI, 1959
- MENSAGENS, Paulo Viariato Corrêa
da Costa, coletânea, Editora Brasil Rotário.
- A PAZ É O CAMINHO, Deepak Chopra,
2006, ed. Rocco.
5 comentários:
Como sempre o Governador Alberto Bittencourt esbanja conhecimento e mostrando os caminhos a serem trilhados.
Forte Abraço
Sergio Levy
Querido companheiro Alberto Bittencourt, que dádiva para nós rotarianos ter pessoas iguais a vc como companheiro. Todas as vezes que leio seus trabalhos e artigos fico extasiada e o admiro mais! Parabéns belíssimo trabalho!
Parabéns Alberto, seus gestos e atitudes revelam sua grandeza espiritual...sao esses valores intimos cultivados e ampliados no servir o proximo o verdadeiro sentido da vida....plantando hj a alegria que colheremos amanhâ...que Deus lhe de forca e disposicão para trabalhos sempre edificantes. Forte e fraterno abraço , comp.. Arildo
O Gov.Alberto Bittencourt se difere por ser um estudioso e letrado Rotariano.
De tempos... e ainda tão verdadeiro e atual. Obrigada por compartilhar conhecimentos e sobretudo disseminar a PAZ!
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