ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, conferencista, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

terça-feira, 19 de novembro de 2024

O CARTÃO DO CLÓVIS PACHÊCO.

  O CARTÃO DO CLÓVIS PACHÊCO.

Aos queridos companheiros 


Em 05 de julho de 1997, tive a honra de fazer a transferência da presidência do Rotary Club do Recife–Boa Viagem para o companheiro Joel Muricy, em cerimônia nos salões do Mar Hotel, no Recife, PE. 

Na ocasião, entregamos aos companheiros do clube quinze títulos de Companheiros Paul Harris, (PHF) outorgados pela Fundação Rotária, em reconhecimento pela quantia de US$15.000 doados pelo nosso clube, como contrapartida pela realização de três projetos de Subsídios Equivalentes, no valor total de US$60.000, em favor de uma creche denominada Lar de Cáritas, situada no Jardim Piedade, município de Jaboatão dos Guararapes. Os projetos se referiram à doação de um veículo VW tipo Kombi, novo, de uma cozinha e de uma lavandaria industriais, ambos novos e instalados.  Foi fruto de uma parceria entre o RC Boa Viagem, a FR e outros três Rotary Clubs dos Estados Unidos e Canadá. . U

A festa teve a duração de duas horas, contou com vários discursos e a presença de  rotarianos destacados do Distrito 4500. 

Entre os convidados, estava o companheiro Clóvis Pachêco, integrante do RC do Recife.  

No final, ele passou-me às mãos um cartão de visitas com o nome dele na frente, no verso do qual escreveu o seguinte: 


 Comp. Alberto

                                 Não me contenho:

                                 Parabéns pela excelência da festa que estou assistindo. Tudo em ordem, tudo correndo a contento dos presentes.  Uma festa de posse com  100% de ordem, dignidade e prestígio Rotário. 

                                  Um abraço. 

.                                                        05/07/97.      Clóvis


O cartão encheu-me de orgulho, sabendo que o RC Recife é o mais antigo do Norte/ Nordeste,, o segundo do Brasil em número de rotariano e seguidor de um protocolo rigoroso nas suas reuniões.rotárias.  

Tanto é assim que até hoje guardo-o comigo, entre os meus mais valiosos troféus.  


Segue a cópia do cartão escaneado na frente e no verso.  









OBS:  o rotariano Clóvis Pacheco, infelizmente falecido, era pai do vereador recém eleito Carlos Eduardo Muniz Pacheco, - Carlos Muniz - ex secretário municipal de Política Urbana e Licenciamento na gestão do prefeito Geraldo Julio. 

Como secretário, ele recebeu um grupo de rotarianos que foram até ele para evitar a remoção dos marcos Rotarios, que a EMLURB e outros setores da PCR estavam com intenção de retirar das praças do Recife.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

O PROGRAMA CALHA NORTE

 O PROGRAMA CALHA NORTE. 

Alberto Bittencourt  -  Nov 2024


Este governo continua agindo vigorosamente em direção ao desmantelamento do Exército e das FFAA Brasileiras. 

Decidiu agora, de uma hora para outra, sem nenhum aviso, sem qualquer planejamento estratégico que o justificasse, alijar o EB da gestão do Programa Calha Norte. Com isso, pretende ir aos poucos, retirando a presença do Exército das Áreas mais sensíveis da geopolítica  brasileira, em que a soberania  corre maior risco.

Segundo o governo, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional assumirá o controle do programa, recebendo-o,  de forma gradativa, do Ministério da Defesa do Brasil.

Entregar a soberania da região amazônica a um órgão político, inepto, sem tradição, meios e recursos, integrado por gente comprovadamente corrupta, para quem só interessa a perpetuação do poder como um fim em si mesmo, é absolutamente temerário. .

Dessa maneira, perdemos nós, perdem os conservadores, perderão nossos filhos, perderá a totalidade da nação brasileira.

Países do mundo inteiro têm olhos grandes voltados para as riquezas da região, onde prevalece o bioma da Amazônia, que ocupa 49,29% do território nacional,  e inclui parte de dez estados, a saber:  Acre, Amapá. Amazonas, Pará, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, e Tocantins.

Segundo o censo de 2022, do total de 1,7 milhão de indígenas que habitam o solo brasileiro, 433 mil vivem nessas terras , distribuídos em 799 áreas coletivas denominadas, Terras Indígenas – TIs, localizadas principalmente no estado do Amazonas. . 

Como ficarão esses povos, sob a gestão de um ministério civil, sabidamente incapaz, no qual nem os próprios indígenas confiam?

Mais de 100 mil  ONGs estrangeiras presentes na região cobiçam não apenas as riquezas minerais e vegetais, mas também a fauna e, sobretudo, as matérias primas da biodiversidade,  alvos da cobiça das indústrias farmacêuticas e químicas. 

Como uma entidade  civil poderá evitar o desmatamento clandestino se,   nem mesmo o Exército Brasileiro, com todos os seus meios, consegue conter? 

Eu sempre disse que para acabar com todo  esse desmatamento ilegal só mesmo prendendo e condenando à prisão perpétua os criminosos devastadores do bioma, incendiários de nossas florestas,  os comerciantes ilegais de madeira,  os garimpeiros poluidores do meio ambiente.  Todos agindo nas sombras da ilegalidade.  Não adianta prendê-los simplesmente que logo eles retornam em liberdade para dar continuidade às atividades ilegais. 

Como proteger as populações ribeirinhas sem apoio do Exército, da Marinha e da Aeronáutica? 

Entregar a gestão do programa Calha Norte para um órgão civil é o mesmo que entregar o galinheiro à guarda das raposas. 

Lembramos que setores mais sensíveis da gestão estadunidense estão entregues ao controle das Forças Armadas, como, por exemplo,  os portos e vias navegáveis que são da responsabilidade do Corpo de Engenheiros do Exército americano. 

Nos aeroportos, os controladores de voo são membros da Força Aérea americana, entre outros setores

Entretanto, existe algo a mais no espaço, além dos aviões de carreira. 

É muito suspeito que o governo queira retirar o Exército de todas as fronteiras como declarou o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, por conta da pendência com a Venezuela.  O Brasil, de Lula, havia proibido o EB de reforçar a presença na fronteira com a Venezuela, o que não foi obedecido pelos militares.  Talvez o governo tenha tomado esse ato de desobediência como afronta, e resolveu dar um castigo retirando o EB da gestão do programa Calha Norte e mais, de toda a fronteira terrestre brasileira.  

É pagar para ver o desenrolar dos acontecimentos.