ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal
ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, conferencista, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

sábado, 9 de março de 2019

A INTEGRAÇÃO DA FAMÍLIA ROTÁRIA





A INTEGRAÇÃO DA FAMÍLIA ROTÁRIA
Alberto Bittencourt - 2006





Nosso Quadro Social mudou, tem evoluído, a partir da presença das mulheres, em 1989. Hoje, não é mais restrito apenas ao rotariano. O Rotary do seu segundo século de existência, é cada vez mais um movimento  famíliar, cada vez mais um movimento da Família Rotária. 
Quando o RI consagra o mês de dezembro de cada ano à Família Rotária, quando os ex-presidentes do Rotary International, Jonathan Majiyabe e Glenn Estess  priorizam  e dão ênfase à Família Rotária, isso significa a integração da Família Rotária na vida dos clubes, para que ela participe dos programas, das atividades, das decisões.
São palavras do presidente Glenn:
“Não queremos que o Rotary seja visto como uma obrigação a ser cumprida, uma organização que afasta as pessoas das famílias. Os clubes devem promover um ambiente familiar onde prevaleça a amizade e a confraternização para que todos possam participar dos eventos e projetos do clube”.
Ele disse mais:
"Todos os clubes devem ter sempre uma Comissão Pró-Família Rotária atuante, que será uma parte essencial dos esforços para retenção dos sócios".
A Família Rotária, são os cônjuges, as damas da Casa da Amizade, os filhos, netos, irmãos, sobrinhos, genitores, são os membros dos Rotaracts, Interacts Clubs, dos Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitários, são os ex-bolsistas da Fundação Rotária, são os ex-participantes do programa de Intercâmbio de Jovens, os membros do Rotex, são os jovens intercambistas, , são os familiares de rotarianos já falecidos, são companheiros doentes, idosos que não mais freqüentam mas ficariam felizes em receber a visita de seus amigos, são os Rotarianos de Coração, são os membros do IGE, são os dirigentes e beneficiários das instituições assistidas pelos Rotary Clubs. Todos esses constituem a Família Rotária.
A Família Rotária integra o Quadro Social do clube e, como tal, tem o direito e o dever de participar das reuniões plenárias, dos projetos, eventos. Deve trazer  propostas, emitir opiniões, sugerir programas, apresentar novas idéias, tomar iniciativas e até criticar, usando a tribuna ou o boletim para manifestar a sua visão. Enfim, deve estar presente no dia-a-dia do clube.
Para que possamos fazer de nossa vida dentro do clube uma atividade agradável, saudável, rica em companheirismo, em amizade,  que nos impulsione para a prestação de serviços, é preciso integrar a Família Rotária na vida do clube. No momento em que tivermos nos clubes a integração da Família Rotária, teremos a certeza de que as reuniões serão sempre mais agradáveis, de que os trabalhos serão mais amenos, mais fáceis de serem executados, de que a nossa atividade será mais prazeirosa.
Sei, companheiros, que atravessamos períodos de dificuldades.  Temos problemas financeiros, o mundo está mais caótico, o sofrimento da humanidade é crescente. Isso exige muito  mais empenho, muito mais dedicação e até muito mais  sacrifícios de todos nós. Eu gostaria de pedir aos companheiros que  tragam a Família Rotária para dentro do clube e que todos dêem as mãos. Só assim seremos fortes, seremos atuantes e podemos ajudar-nos mutuamente de modo a superar as dificuldades.
Se cada Rotary Club for de fato a casa da Família Rotária, esta será o motor que o impulsionará para o sucesso no cumprimento de suas metas. 
Para simbolizar a  integração da Família Rotária,  criamos o mote do FEIXE DE VARAS, inspirado na fábula de La Fontaine: "O Ancião e seus Três Filhos". Unidos, somos fortes, nada consegue nos derrotar, mas separados, isolados, somos frágeis, fáceis de quebrar.
Assim é o Rotary, assim são os membros da Família Rotária. O FEIXE DE VARAS é o símbolo da união e do companheirismo da Familia Rotária.
Portanto brademos:
                Não pretendemos ser o maior,
                Tampouco queremos ser o melhor,
                Mas a Família Rotária, creiam todos
                É forte e unida como um... 
                            FEIXE DE VARAS!!! 

OBS:  Mote inspirado no estribilho do hino do RC Rio de Janeiro-Tijuca, O BOM PRA VALER.



F  I  M


quarta-feira, 6 de março de 2019

A FAMÍLIA ROTÁRIA- Gustavo Giay


A  Família  Rotária


Transcrição da Palestra de Gustavo Giay no XXIX Instituto Rotário do Brasil, Instituto Archimedes Theodoro, em Atibaia,SP - set 2006
Por Alberto Bittencourt



GUSTAVO GIAY - advogado de renome 


Prezados governadores passados, presentes e futuros do Rotary Internacional, companheiros e companheiras rotarianas, famílias do Rotary. Bom dia!

Caros companheiros, eu gosto tanto deste país e desta língua que vou proferir a minha palestra em português. Peço desculpas antecipadas pelos tropeços, mas saibam que estou falando de coração.

Tenho hoje 35 anos. Desde que nasci sou parte da Família Rotária. Meus avós foram rotarianos,  meu pai desde os 22 anos é rotariano, minha mãe foi uma ativa integrante da Casa da Amizade, até se tornar rotariana. Meu irmão é atualmente presidente do Rotaract Club de Buenos Aires. Meus tios são rotarianos. Meus primos são interactianos e rotaractianos.

Como vêem, minha família vive e respira Rotary. Isso conduziu a um resultado inevitável:  meu destino era ser rotariano.
Comecei aos 14 anos no Interact Club. Aos 24 anos, quando me formei em Direito, recebi um convite para ser sócio fundador do Rotary Club de Costaneira Campo-Novas Gerações, do qual fui Presidente.
Creio que por toda essa história rotária familiar, o Presidente Bill Boyd me honrou este ano com a nomeação para o cargo de Coordenador para a América Latina do Grupo de Apoio à Família Rotária, o que me deu a grande oportunidade de trabalhar junto com os eminentes e dedicados Coordenadores Zonais das zonas 19, 20 e 21.
Neste momento, quero agradecer ao Diretor de RI Carlos Speroni por esta grande oportunidade de me dirigir a vocês, neste prestigioso Instituto Rotário, que é um exemplo para o rotarismo mundial.
Qual foi a intenção do nosso  Presidente Bill, ao colocar a Família Rotária como uma das prioridades do seu Ano Rotário? Sem nenhuma dúvida, o fez para recordar-nos a importância de colocar a família em primeiro lugar na escala de valores de nossas vidas. Nossa nobre família é a família do Rotary.

Ao meu modo de ver, a Família Rotária é integrada por quatro grupos definidos de pessoas.

O primeiro grupo é formado pelas Novas Gerações, beneficiária dos múltiplos programas estruturais do Rotary, ou seja, dos programas dedicados aos jovens, àqueles que ainda não estão na idade, nem têm condições de serem rotarianos, ou mesmo, que estando em condições, ainda não são rotarianos. Refiro-me aos 180.000 interactianos dispersos em mais de 8.000 clubes em 100 países do mundo. Aos 173.000 jovens do Rotaract, em mais de 6.500 clubes do mundo. Aos milhares de jovens, entre 14 e 18 anos de idade, que participaram do Ryla e aos mais de 200.000 jovens que tiveram a fantástica experiência de participar do programa de Intercâmbio de Jovens.
O Rotary e os rotarianos do mundo têm sido sumamente visionários e exitosos ao dedicar tempo e serviços em favor dos mais jovens. Todos devemos realizar os maiores esforços para que isso assim continue.
As Novas Gerações são o melhor presente para o futuro do Rotary, por isso, o primeiro caminho que devemos trilhar é o da continuidade. A continuidade desses programas é vital para o futuro do Rotary e para o futuro da Família Rotária.
Esse caminho da continuidade deve conter um princípio fundamental que é o da integração. Nós rotarianos devemos integrar às múltiplas atividades de serviço que realizamos, os rotaractianos, os interactianos, os jovens participantes do Ryla e do Intercâmbio de jovens.
Necessitamos nos aproximar deles, ocuparmo-nos deles, trabalhar lado a lado com eles, fazer com que sintam nossa presença, que saibam que são importantes para nós, que vejam que cuidamos deles.
E, num mundo tão convulsionado como o que vivemos, os riscos são imensos.
Aí devem estar presentes os rotarianos  para mostrar-lhes o caminho. Aí deve estar Rotary para lembrar-lhes que eles são parte de nossa família, e que antes de tudo, temos que fortalecer os laços que nos unem, dando-lhes exemplos dos valores em que acreditamos.

O segundo grupo da Família Rotária é composto pelos mais de 1.200.000 rotarianos do Mundo distribuídos por mais de 32.000 clubes.
Em números globais, nossa quantidade de membros se manteve estável nos últimos anos, porém houve uma mudança interna importantíssima: hoje em dia, apenas 11% dos rotarianos têm menos de 40 anos de idade. A média da idade dos sócios no mundo, que no ano de 1970 era de 45 anos, hoje é de aproximadamente 60 anos. Em outras palavras aumentou 15 anos. Hoje, a idade média dos rotarianos é 15 anos mais velha do que em 1970. Isso posiciona Rotary como uma organização de gente com idade cada vez mais avançada. Assim, o caminho a seguir é o do crescimento dos nossos clubes, do aumento do Quadro Social, com ingresso de gente mais jovem.
Penso que nos próximos anos, nós rotarianos, devemos nos ocupar intensamente, quase que com exclusividade, dos jovens, através dos programas estruturais do Rotary destinados aos jovens não rotarianos.
Temos mostrado porém, uma relativa lentidão, na solução dos problemas dos jovens dentro do Rotary e o que é mais importante, não temos posto no patamar de igualdade os esforços que deveríamos realizar para estimular e favorecer condições ideais que permitissem o ingresso de mais gente jovem no Rotary.
Quando pensamos que, dos 100.000 jovens que participaram dos programas educacionais da Fundação Rotária, apenas 3 ou 4% se uniram ao Rotary, nós perguntamos: _Aonde estão eles? É o que devemos perguntar todos, sem exceção, jovens e adultos, com interesse em nossa organização.
E o mais importante, quando convidamos os jovens para ingressar no Rotary, devemos mostrar-lhes que através de seu trabalho como rotarianos, eles podem encontrar sua missão na vida e um bom motivo para viver. Isto terá um valor incalculável em suas vidas, porque, como disse o filósofo Nietzsche, quem dispõe de uma razão para viver, é capaz de suportar qualquer tombo. Desta forma, estaremos mostrando o caminho a todos aqueles jovens que hoje não estão no Rotary, mas que compartilham nossos mesmos ideais e podem se valer de uma organização como a nossa, para trabalhar por um mundo melhor.  
O outro caminho é o da liderança, porque só poderemos crescer, se tivermos verdadeiros líderes rotarianos que ensinem o caminho.
O Presidente Bhichai Rattakul, na Convenção de Barcelona, disse que um líder comum fala, um líder mediano explica, um líder excelente demonstra, mas um líder extraordinário, inspira e motiva. De cada um de vocês, se espera que sejam líderes extraordinários.
O Rotary Internacional solicita e eu também vim ao Brasil para pedir-lhes que trabalhem para que a juventude seja parte importante desta organização. Que eles possam se desenvolver em suas profissões e em seus negócios, ao amparo do ideal de serviço, em seu próprio benefício e em benefício do próximo, praticando o caminho da solidariedade. Como a solidariedade é amor, nós poderemos transmitir-lhes esse amor em cada um de nossos atos.
Como líderes que são, vocês compreenderão que, para percorrer este caminho, temos que fazê-lo com compreensão e tolerância, entendendo que o tempo dos mais jovens não é igual ao tempo dos mais velhos, que sua situação econômica muitas vezes não é folgada e que suas obrigações profissionais também podem ser mais exigentes. A tolerância e a flexibilidade são um fator claro que devemos ter sempre presente, para fazer com que eles se unam ao Rotary e à Família Rotária.
Como disse nosso Presidente Bill Boyd, como segunda verdade, na atualidade, tanto o homem como a mulher trabalham, tendo a vida mais ocupada do que nunca. Então, não podemos ignorar o pedido dos jovens de trazer suas famílias para dentro do Rotary.

O terceiro grupo é composto pelas próprias famílias dos rotarianos. Nossos filhos, nossos netos, nossas esposas, muitas das quais realizam uma atividade imensa através das Casas da Amizade. Em resumo, todos aqueles que nos estimulam, que nos dão apoio, para que possamos ser parte desta paixão que nos une.
Em nossas famílias há dois caminhos a percorrer: o primeiro, é o do diálogo. Dialogar com cada uma das pessoas que amamos para que conheçam o nobre propósito do Rotary e as múltiplas e variadas atividades de serviço que desenvolvemos.
Quantas vezes falamos com nossas famílias à cerca do Rotary?
Já explicamos aos nossos filhos, esposas, netos, porque o Rotary é a melhor organização de serviços do mundo?
Contamos a eles as múltiplas formas de serviços que realizamos?
O diálogo é necessário para vencermos juntos o desafio que a vida oferece a cada um de nós.
Um informe publicado no mês de março de 2005 dizia: "As mudanças que se produzirão no conceito da família do futuro, serão tão importantes e tão dramáticas, como as que se originaram com a revolução tecnológica. A influência da biotecnologia e outras descobertas trarão à família uma revolução difícil de controlar, capaz de contestar até as verdades mais próprias do universo.
Frente a tantas mudanças, o diálogo com nossos seres queridos nos permitirá orienta-los quanto às inevitáveis alterações que se produzirão e manterá puros os valores que temos que preservar em nossas famílias.
O segundo caminho é o da participação. Se tivermos praticado o primeiro, que é o diálogo com nossas famílias, certamente será muito mais fácil que eles se interessem por Rotary, que o queiram tanto quanto nós os queremos. Rotary é família.
Se transmitirmos os valores do Rotary, às nossas famílias, elas serão mais fortes e a sociedade estará melhor preparada para enfrentar os imensos desafios deste novo século.
Como disse José Ingenieros: "A fortaleza de uma sociedade começa a perigar quando os valores que sustentam uma família se enfraquecem."
Este caminho da participação deve reunir também o do agradecimento.
Nossas famílias são menos fortes se não temos amor. Quando temos amor suportamos melhor a dor nos momentos difíceis. Se não temos uma família com amor, não seria possível conseguirmos tantas coisas que conseguimos para os nossos filhos. É por isso que o agradecimento à eles deve ser permanente.

Por último, o quarto grupo da Família Rotária é constituído por todos aqueles que de alguma maneira ou outra, se beneficiam dos programas do Rotary, das múltiplas tarefas de serviço que nossos clubes realizam.
Este é o caminho da solidariedade. Ser solidário é a essência de ser rotariano.
Porém, essa solidariedade, demonstrada por obras e serviços, deve ser visível em todos os momentos que vivemos, porque devemos fazer conhecer a imagem do Rotary. A imagem do Rotary deve ser construída com nossos atos, com nossos projetos, para que a sociedade tenha o conhecimento cabal do que o Rotary representa para a comunidade, para o país e para o mundo. Para que o público compreenda que os objetivos da melhor organização de serviços do mundo, continuam hoje, com a mesma intensidade de há cem anos.
O caminho da solidariedade é necessário para fazer crescer nossa organização e fortalecer nossa Família Rotária, e dar a todas essas pessoas, destinatários dos trabalhos do Rotary, um mundo melhor, mais justo com mais oportunidades para todos.

Concluindo, meus amigos, dirijo-me a este maravilhoso grupo humano que forma a Família Rotária, para resumir-lhes os caminhos a seguir:
São eles:
1) o caminho da continuidade dos programas estruturais do Rotary
2) o caminho da integração dos jovens que se beneficiam de nossos programas.
3) o caminho do crescimento de nossos clubes, voltado para jovens e adultos.
4) o caminho da liderança.
5) o caminho da compreensão e tolerância,
6) o caminho do diálogo para falar com nossas próprias famílias a cerca do Rotary,
7) o caminho da participação. Estarmos sempre juntos, dos jovens, da família, entre amigos, para desfrutar das atividades de serviço.
8) o caminho permanente da solidariedade, o caminho do serviço que nos permite proporcionar uma vida melhor aos beneficiários de nossos trabalhos.

Em nenhum desses 8 caminhos foi mencionada a palavra felicidade. Você perguntará por quê?
Um escritor argentino muito importante, Jorge Bucay, escreveu um livro: "El Camino de la Felicidad". Ele coloca a felicidade como o verdadeiro destino da família, uma felicidade harmoniosa, individual e coletiva. A felicidade é a satisfação de saber que se está no caminho correto. É a tranqüilidade de quem sabe para onde conduz sua vida, é a certeza de não estar perdido.
Acreditamos que a felicidade seja esta maravilhosa oportunidade que Rotary nos apresenta de caminhar junto às nossas famílias e à Família Rotária mostrando os caminhos para um futuro melhor, para que cada um possa escolher o seu próprio. Aí está a felicidade que nos proporciona o Rotary. Aí está, meus caros companheiros e companheiras a felicidade que tanto desejamos.

Muito obrigado!

F  I  M


segunda-feira, 4 de março de 2019

MINHA RESPOSTA

MENSAGEM RECEBIDA NO FACE:
Manuquinha, entendo bem sua postagem! Mas, isso tudo que estamos vivendo chama- se democracia, o fato é que não devemos olhar para o outro a partir da nossa lógica e racionalidade. Compreender o prisma do outro, seu ponto de partida, sua história é de suma importância, a dualidade nos enriquece enquanto parâmetros. Compactuo com você que a pauta apresentada do futuro presidente é assustador, temeroso mesmo! Mexeu comigo a ponto de me expor em redes sociais, em prol de uma causa maior, minha filha, porque tenho clareza que esse modelo de projeto "totalitário, arbitrário" não está nem perto do que desejo pra ela.
Porém, o amor, o afeto, o carinho não morrerão, ao menos para aquelas pessoas que nutrimos tais sentimentos. Sabe aquela história em que dois seres olham pra mesma planta e um diz que ela é branca, o outro aposta que é verde?! A diferença é que um olhou para as flores e o outro para o caule.
Seguiremos, e mesmo sem acreditar em perspectivas melhores, vamos torcendo sempre para o nosso Brasil. Um beijo bem grande em Lupita. Ass: Ana Cavalcanti
MINHA RESPOSTA:

Parabéns por sua mensagem, Ana.
Tenho fé e esperança no Brasil e no povo, não apenas no governo eleito.
Sou contra as mordomias, as regalias, os privilégios, os cartões corporativos e a justiça onerosa, pesada cheia de mordomias.
Sou militar, engenheiro e professor. Fui paraquedista militar e mestre de saltos. Antes de tudo sou soldado, acostumado a me virar. Certa feita saltei de paraquedas no meio do mato para abrir clareiras para helicópteros. Aos 25 anos eu era o comandante de 40 soldados. Ficamos 30 dias isolados, acampados, comendo apenas ração fria e sem gosto. Dormíamos no chão duro, sentindo calor, frio, picadas de insetos, sem água para banho, e pegando na enxada o dia todo. Ninguém morreu. Cumprimos a missão e saímos fortalecidos.
Em março de 1964, no que as esquerdas chamam de golpe e nós militares chamamos de revolução, fiquei dois dias dentro de um buraco em que só cabia um homem em pé. Era uma trincheira às margens do rio Barra Mansa, no Estado do Rio. Tinha 21 anos. Meu comandante defendia o regime comunista do João Goulart.
Nossos canhões e metralhadoras apontavam para os soldados, brasileiros também, entrincheirados na outra margem, que vieram de Minas e de SP para depor o governo.
Entre eles estavam os cadetes da AMAN, a Academia Militar das Agulhas Negras, e o meu irmão, Cláudio Bittencourt.
Um garoto com apenas 19 anos.
Pense num drama.
O que fazer? Cumprir as ordens e atirar contra nossos irmãos de sangue e contra as nossas convicções ideológicas? Ou desertar e abandonar tudo. Mas resisti e fiquei até o fim, quando o general Castelo Branco assumiu o comando e mandou voltarmos para os quartéis.
João Goulart abandonara o governo e fugira para o Uruguai.
Praticamente sem derramamento de sangue iniciou-se o regime militar. Podem chamar de ditadura. Guerra é guerra. Ditadura para mim é a de Cuba que executou milhares de oponentes no paredon. É a da Venezuela em que milicianos executam nas ruas quem tem opinião contrária.
Conheço na pele as condições em que vivem no Brasil muitas pessoas, na condição de pobreza extrema, ou miséria.
Dom Helder dizia que a pobreza podemos tolerar, pois eles têm o essencial. Mas a miséria, onde falta tudo, até mesmo o essencial, essa não podemos aceitar.
Uma pessoa só pode dizer que sabe o que é a miséria depois de sentir o cheiro da miséria. É parecido com o cheiro nas emergências públicas dos hospitais. Só não tem o odor dos medicamentos.
MEU ROTARY

Meu Rotary não é uma reunião de pessoas ricas em intermináveis discursos. Meu Rotary não vive em palácios. Ele está nas praças, nas ruas, nas favelas, nos hospitais, nas creches, nos ônibus superlotados, no barraco de um vão, onde adolescentes são estupradas por irmãos mais velhos porque dormem juntos, numa única cama.
Onde enteadas engravidam de padrastos, pelo mesmo motivo.
Onde o bebê morre sufocado pela mãe que se joga drogada sobre o único estrado em que dormem. Onde o jovem adolescente prática crimes em busca de dinheiro para comprar crack.
No meu Rotary não tem água potável, nem banheiros, nem saneamento. O esgoto corre a céu aberto nas chamadas valas negras.
Esse é o meu Rotary.
Vivi muitas histórias, reais, verdadeiras. Dariam para colocar num livro.
Conto isso para dizer que meu objetivo não é ficar na zona de conforto.
Meu objetivo é lutar por um futuro melhor para nossos filhos e netos. Não importa o governo. Sou a favor da justiça, da seriedade, da verdade, da honestidade. Para mim, até agora, salvo poucas e honrosas excessões, os políticos são mentirosos e desonestos. Fazem parte do sistema. Não têm compromissos como o Brasil, apenas com as próximas eleições e com o partido. É devido à corrupção que existe tanta miséria no Brasil.
A esperança é a última que morre.
Parabéns mais uma vez, Ana

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

MIRABISÉRIA



# MIRABISÉRIA. 
Alberto Bittencourt

Denunciados pelo jornalista Março Antônio Villa da rede Jovem Pan, e pelo senador Kajuro, no Senado Federal, os gastos, as mordomias, os privilégios dos onze ministros do STF, Supremo Tribunal Federal, guardião da constituição brasileira, constituem uma vergonha, um abuso de um poder, que deveria servir à nação e que pelo povo é pago, sem, contudo, produzir um só centavo de riqueza.

Temos a convicção que o Brasil não é apenas uma BELÍNDIA, termo cunhado pelo economista Edmar Bacha, um dos pais do plano Real. É muito pior. 

Em matéria de desigualdades, de injustiça social, somos a MIRABISÉRIA. Mistura de MIRABILÂNDIA, país de sonhos, de fantasias, de recursos ilimitados, de mordomias infiinitas, de abundâncias e farturas paradisíacas, com o país da MISÉRIA , onde falta tudo, até mesmo o essencial.

MIRABISÉRIA.
É o retrato de um Brasil que não respeita o povo, que abusa e se constitui numa vergonha para o mundo.

MIRABISÉRIA 
É o retrato do STF nos dias atuais. A Suprema Corte sempre foi o lugar dos ajeitadinhos, dos arrumadinhos, do compadrio deslavado puro e simples. 
Hoje tornou-se, sindicato do crime,, protetor de bandidos e esquerdopatas. 
Atua como se partido político fosse, coloca-se acima da própria Constituição que jurou defender. Interfere em todos os poderes, legisla como o Legislativo, baixa decretos como o Executivo, investiga como o Ministério Público. 
Que STF é esse, composto de juízes sem juízo, de ministros que nunca julgaram. 
Ainda bem que as togas que usam, símbolo da magistratura são de cor preta. Fossem brancas e estariam maculadas pelas falcatruas praticadas.. 
Ao par disso, aprazem-se os ministros por desfrutar das mais altas regalias, dos maiores privilégios. Fazem da Alta Corte o lupanar dos escolhidos. 
Que se mudem os critérios de nomeação. Que sejam eleitos entre juízes togados, sem indicação política, e que se acabe com o mandato vitalício. Uma aberração. 
Para o bem do Brasil. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O QUE FIZERAM OS ISRAELENSES?                                   Alberto Bittencourt - fev 2019

O QUE FIZERAM OS ISRAELENSES?
Alberto Bittencourt

Um amigo, jornalista de esquerda, insinua que a equipe enviada por Israel foi um golpe de marketing do premier B. Netanyahu e do presidente Jair Bolsonaro. Que eles nada fizeram, além de passear em terras tupiniquins.

Caro amigo, sugiro que se informe melhor. 
A ajuda de Israel não é casuística, tampouco midiática, nem restrita ao Brasil Novo. 
O povo de Israel costuma prestar esse tipo de ajuda a vários países afetados por cataclismas e desastres ambientais, como terremotos, furacões, a exemplo dos terremotos havidos no Havaí, no México e outros países.

A importância da ação israelense não se mede por resultados obtidos, nem por sobreviventes resgatados.
Mas sim, pelo gesto de humanismo e solidariedade, pela disponibilização de tecnologia e de corpo técnico, presente e pronto para o que encontrassem.

Mede-se muito mais pela vontade de ajudar, numa demonstração clara de que somos irmãos e de que este planeta Terra é a morada de todos nós, independente de raça, crença religiosa, política , ou de geografia. E que aqui há lugar para todos viverem em paz.

Não se pode comparar a mobilização israelense, de 138 pessoas, materiais e equipamentos, de última geração, vindos de longe, em apenas cinco dias, com a lerdeza e improvisação, características dos brasileiros.
Os primeiros 64 bombeiros enviados por Minas levaram vários dias para chegar ao local da tragédia, quase sem grandes meios tecnológicos a não ser o faro apurado dos cães farejadores.

Alias, a grande ferramenta em uso eram apenas enxadas, pás e picaretas.
A remoção da lama tinha que ser feita à mão, formando pelotas atiradas a distância.

E na maioria das vezes as equipes tinham que se arrastar e se enterrar na lama, à procura das vítimas, vivas ou mortas.

Você quer saber o que fizeram os israelenses? Eu lhe digo.
Basta citar o drone israelense que detectou os locais precisos onde se encontravam o ônibus, a pousada e outras instalações da Vale, deslocadas pela avalanche de lama que cobriu e destruiu tudo. Em apenas vinte e cinco minutos os sinais foram enviados para Israel e processados para indicar o que estava enterrado naquele lamaçal dos infernos .
A partir daí os resgates de corpos já em decomposição foram muito facilitados.

Nós, que não saímos da nossa zona de conforto, não temos a mínima ideia das dificuldades e do heroísmo dessas equipes de resgate, brasileiras ou não.

# Caro amigo.

Por favor, diga quantos dias os bombeiros de Minas demoraram para chegar em Brumadinho.
Tirei essa informação daqui do WhatsApp que é a minha, a sua, a nossa fonte comum. Pequei por não apurar a veracidade.

Outra coisa, especifique as asneiras que veiculei.  
Caso contrário você  estará sendo no mínimo leviano.
Acredito que você não tenha experiência nesse tipo de ação.

Eu já participei do resgate de famílias  em deslizamentos de barreiras no Rio, ano de 1965, quando era  oficial do Exército, tenente da arma de Engenharia .
Atravessei dias e noites acampado, removendo manualmente  a lama na encosta de um morro, junto com meu pelotão de soldados. 
Tenho os recortes de jornais da época, aos quais dei entrevista.

A propósito, você sabe o que é a miséria?  Ou você é apenas mais um integrante dessa esquerda caviar que só sabe repetir os mesmos chavões, chingando os que têm opinião divergente.
Já entrou num barraco insalubre, anti higiênico, pequeno e fétido?
Já viu uma mãe drogada se jogar  no mesmo papelão em que dormia embolada com quatro crianças, e a menor morta por  sufocamento?
Já viu um bebê roído por ratazanas?
Eu já vi tudo isso.

Posso garantir que só conhece a miséria quem já sentiu na pele o cheiro da miséria.
Os médicos dos hospitais públicos que o digam. 
Eles sentem o cheiro da miséria todos os dias.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL


MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL 
Alberto Bittencourt - jan 2019



Marahish ensina a técnica de MT aos Beatles

Minha curiosidade quanto à prática da meditação remota a muitos anos. Sabia apenas que se tratava de um método para manter a mente concentrada, focada, afastando o afluxo dos pensamentos.
Ouvira falar de algumas técnicas, como a do budismo, focada na respiração e de outras, com foco em imagens, gravuras, paisagens e até na chama de uma vela.
Pratiquei um tempo a meditação guiada, comum no ocidente, em que o facilitador sugere visualizações mentais de imagens, lugares, estrelas, bolhas de paz e energia.

Finalmente conheci a Meditação Transcendental, ou MT, uma técnica fácil, simples e natural. Logo compreendi que era a melhor de todas. Foi trazida ao Ocidente, no início dos anos sessenta pelo mestre Maharishi Mahesh Yogi, o famoso guru dos Beatles. 

Durante o curso, com duração de uma semana, o aluno aprende a se conectar com o seu interior, com a fonte dos pensamentos, para expandir a consciência, até chegar, com a prática regular à consciência plena. Ao final do curso cada aluno recebe um mantra. 

Os mantras são palavras sagradas, em sânscrito. Tiveram origem nos Vedas. A repetição desses mantras durante cinco mil anos por homens sábios e santos, conferiu-lhes uma força extraordinária, um poder de cura e alívio para os males da alma e do corpo. 

Descobriu-se que, a prática diária da meditação, dividida em duas sessões de vinte minutos cada, separadas por algumas horas, é mais eficaz que uma sessão contínua de quarenta minutos. Tudo é feito da forma mais simples. Em ambiente silencioso, olhos cerrados, recostado no espaldar de uma cadeira ou poltrona, a cabeça deixada livre, para não dormir. 

A MT tem sido exaustivamente pesquisada em centros de estudos do mundo inteiro. A ressonância magnética provou que a mente pode chegar àquele estado de quietude, de calma, harmonia, embora simultaneamente alerta, dinâmica e desperta. 

Experiência inigualável é participar de um retiro de fim de semana, também chamado residencial, conduzido por Cyinthia Gerling, minha amiga, extraordinária instrutora de MT. 

Duas vezes por ano, Cynthia vem ao Recife, ministrar cursos e o residencial, no Hotel Campestre de Aldeia. Em ambiente de muita paz, dispondo de alimentação balanceada, clima ameno, junto à natureza, Cynthia reúne meditantes de sexta a domingo, para uma vivência de paz, harmonia e relaxamento. 

O dia começa cedo, antes do café, com a saudação ao sol, Surya Namaskar. Inicialmente, é preciso harmonizar a mente. Um exercício de pranayama, com a respiração polarizada e algumas ásanas, deixa todos prontos. 

Cynthia ensina a fazer a automassagem, chamada Abhyanga, com um óleo de gergelim, purificado. 
Além disso, nos intervalos entre duas sessões de meditação, promove caminhadas ecológicas, em trilhas no meio da mata. 

À noite, é bate papo, música e relaxamento. 

O residencial de MT no hotel Campestre de Aldeia, é uma grande oportunidade para se esvaziar o estresse acumulado e recarregar as baterias para novo período de atividades mundanas.


sábado, 26 de janeiro de 2019

OS PONTOS CRÍTICOS DO ROTARY 25/10/2011


OS PONTOS CRÍTICOS DO ROTARY

Alberto Bittencourt
(Trecho de palestra e debate apresentado na REPRESE dos clubes do Grande Recife, em outubro de 2011)




Companheiros.


Sinto que o Rotary de hoje possui quatro grandes pontos críticos.


São eles os pontos que mais têm atraído as atenções, mais têm sido abordados e enfatizados pelos dirigentes rotários de todos os níveis. É onde o Rotary mais tem concentrando as suas ações. É com esses pontos críticos que o Rotary vem se preocupando nos últimos tempos. Eles são constantemente temas de conferências distritais, seminários, fóruns.
Por que são pontos críticos? Porque mesmo com todo o esforço despendido, com todos os programas e recursos empregados, não se consegue eliminá-los, resolvê-los, nem mesmo abrandá-los.

Eles são críticos, porque apesar de tudo o que se fez e se faz, continuam desafiadores, intangíveis. Na minha opinião, o Rotary de hoje depende da resolução desses quatro pontos críticos.

Somente a você, rotariano e a ninguém mais, cabe a missão de levantar e identificar esses pontos críticos do Rotary, para estudá-los, compreendê-los e, finalmente, agir, no sentido de eliminá-los, para que o Rotary volte a crescer, livre, pujante, dinâmico, realizador, eficiente e eficaz.

São eles:

PRIMEIRO PONTO CRÍTICO:
Imagem Pública (visibilidade, transparência)


O primeiro ponto crítico é, sem dúvida, a imagem pública. 
Apesar de toda uma mudança de concepção, na prática o esforço despendido não tem surtido o efeito esperado. O Rotary precisa aparecer mais. O que percebemos é que o Rotary tem uma visibilidade muito limitada aí fora. Tudo o que fazemos hoje em nossos clubes, todo o trabalho dos rotarianos, seja nas creches, nos centros de apoio a deficientes, nas comunidades, tem tido uma repercussão muito restrita, muito limitada, entre o público que nos observa. De maneira geral, os rotarianos se omitem na divulgação dos feitos de seus clubes. Eles não repassam à mídia qualquer tipo de matéria. Bastaria uma pequena lauda com fotos, em linguagem bem atrativa, com a descrição dos trabalhos e do envolvimento do Clube. 
Precisamos criar mecanismos em nossos clubes, envolvendo os associados neste trabalho importantíssimo para a transparência do Rotary, principalmente, porque esta é a melhor forma de atrair futuros companheiros para nossas fileiras. Nossos clubes falham neste quesito, apesar da prioridade que o Rotary vem dando à Imagem Pública, transformando-a em uma das mais importantes ênfases presidenciais de RI nos últimos anos.


SEGUNDO PONTO CRÍTICO: 
Inovação. (Mudança, flexibilidade)

James Hunt, autor do livro "O Monge e o Executivo" disse: O cúmulo da insanidade é tentar obter resultados diferentes e continuar fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito, sempre.

O segundo ponto crítico do Rotary, ao meu ver, é a inovação, que hoje também é uma das ênfases presidenciais em 2011-2012, trazida pelo Presidente Kalyan Banerjee. Inovação se consegue levando para nossos clubes a mudança de paradigmas e a quebra da rotina massacrante. O Rotary tem mudado bastante nesses últimos quinze anos. Ele fez uma verdadeira revolução, em se tratando de inovação.

Começou antes do ano 2000, criando o PLD (Plano de Liderança Distrital), o PLC (Plano de Liderança de Clube), e o Planejamento Estratégico. Somente estes três itens representaram uma enorme transformação em Rotary. Foram mecanismos muito úteis para barrar o marasmo e a acomodação que tomava conta dos clubes, que impedia o seu desenvolvimento. Seus resultados ainda não foram sentidos inteiramente, mas o principal benefício foi a continuidade das ações, das metas e objetivos, que passaram a ser de curto, médio e longo prazo.

O PLD trouxe uma profunda mudança nos distritos rotários, com a criação e estruturação das funções do Instrutor Distrital, dos Governadores Assistentes, dando uma ênfase especial aos Treinamentos, como PETS, GATS, Equipe Distrital, além do Seminário de Capacitação e dos Seminários da Fundação Rotária, Imagem Pública e Desenvolvimento do Rotary.

Na Fundação Rotária, o Plano Visão do Futuro também representa uma tremenda reformulação em seus programas, métodos e ações.

Ainda há muito a melhorar como, por exemplo, a pouca profundidade na abordagem dos seminários, devido à exiguidade do tempo disponível, pois, são geralmente feitos em conjunto. Apesar de realizados em várias cidades do Distrito 4500, falta avaliar e divulgar os resultados desses treinamentos. Qual foi efetivamente o alcance das informações recebidas, que mudanças acarretaram e qual foi o resultado das ações daí advindas?

Treinamento e capacitação são hoje fatores determinantes de sucesso.

O próprio PLC já sofreu mudanças em 2010, com a criação da Quinta Avenida de Serviços, dedicada Às Novas Gerações, de suma importância para o futuro do Rotary.

No Distrito 4.500, o meu clube, o RC do Recife-Boa Viagem fez parte do Programa Piloto de Rotary chamado Inovação e Flexibilidade. Foram apenas duzentos clubes no mundo inteiro e somente dois no Brasil. 
O que um clube de Rotary pode fazer dentro deste programa Inovação e Flexibilidade? Ele pode virar pelo avesso coisas que sempre foram sagradas em Rotary, como o Estatuto do Clube, antes só alterado mediante proposta aprovada no Conselho de Legislação e submetida à votação pelos delegados votantes dos clubes do mundo, de 3 em 3 anos. Como clube piloto deste programa, o RC Recife-Boa Viagem pode tentar novas experiências, buscar novos paradigmas, novas formas de se reunir e de agir, desde que, claro, fazendo os devidos relatórios.

Então, companheiros, uma das preocupações de RI é justamente a mudança para acompanhar as transformações da vida moderna.

Quando falamos em mudanças, nos referimos a transformações, não apenas a melhorias. A melhoria é como tornar um gato magro num gato gordo e bonito, mas ele continuará sendo sempre um gato. A transformação significa tornar o gato magro em um tigre, o que é radicalmente diferente. Essas transformações ainda precisam atingir a todos os clubes, com todos os associados trabalhando em conjunto, cada qual em sua comissão, fazendo com que as metas e objetivos sejam realmente alcançados e avaliados.


TERCEIRO PONTO CRÍTICO: 
Liderança (Integração, participação)

O terceiro ponto crítico em Rotary é a formação de novos líderes. Nunca o Rotary foi tão carente de lideranças. Se olharmos para nossos líderes, eles são, desde muito, aqueles de sempre, os mesmos. Nossos clubes precisam de líderes para mobilizar o quadro associativo. São esses líderes que integram os rotarianos dentro do clube, que fazem uns interagirem com os outros, que fazem com que todos participem e se envolvam nos programas, do clube e do Rotary. Assim, o Rotary depende dos líderes, precisa de lideres, são os líderes os responsáveis pelo dinamismo, pela pujança do clube e do Quadro Associativo.

Onde estão os novos líderes dos clubes? Eles deveriam estar presentes e alertas, incentivando e levando os companheiros para o caminho proposto pelo PLC, para que o clube cresça e alcance suas metas.

Onde estão os novos líderes? Eles estão fazendo muita, muita falta mesmo, nos clubes, nos Distritos e até em Rotary International.
A verdadeira liderança é aquela que forma novos líderes para abraçar e seguir seus ideais. É assim no Rotary.


A formação de novos líderes começa em nossos clubes, com a convocação de companheiros para trabalhos e apresentações, para palestras e exposições. O que muito ajuda na preparação e divulgação destas novas lideranças são as reuniões conjuntas de dois ou mais clubes, os interclubes temáticos e o intercâmbio de rotarianos em reuniões plenárias e palestras em outros clubes.


QUARTO PONTO CRÍTICO. 
Seriedade. (Comprometimento, ética)

Quando eu digo seriedade, eu falo em Comprometimento e Ética, e quando falo em Ética, falo em Prova Quádrupla.

Não é a totalidade, graças a Deus, mas podemos ter a certeza que para muitos dos rotarianos, falta seriedade com os compromissos rotários.

O que é seriedade? Seriedade é não ficar acomodado, não empurrar com a barriga as obrigações para com o grupo, nem os compromissos que, como rotariano assumiu.
Quem não tem seriedade, quem não vê o Rotary com seriedade, não comparece às reuniões, não assume funções e quando as tem, não se empenha no trabalho, não faz jus ao distintivo, nem ao título de rotariano.

CONCLUSÃO:

Esses Quatro Pontos Críticos aparecem nitidamente quando se faz uma análise a partir dos problemas que nossos clubes enfrentam. Eles precisam vencer e superar estes Quatro Pontos Críticos, para que nossa associação volte a crescer numericamente e possa produzir ações cada vez mais importantes para a humanidade.
Acredito que os CENTROS DE ESTUDOS ROTÁRIOS dos Distritos possam dar uma efetiva colaboração nesse sentido.
Precisamos fazer alguma coisa, começando dentro de nossa casa, para depois, fortalecidos e unidos como um FEIXE DE VARAS, defender um BRASIL cada vez melhor, alegre e feliz.


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Alberto Bittencourt
E mail: abitt9@gmail.com
Blog: http://albertobittencourt.blogspot.com
Rotary Club do Recife-Boa Viagem; D-4500
Governador do Centenário 2004/05
Classificação: engenharia civil
Tel cel: +55 (81) 98844-8129
Tel res: +55 (81) 3204-1752o

sábado, 1 de dezembro de 2018

MINHA RELAÇÃO COM A FUNDAÇÃO ROTÁRIA



MINHA RELAÇÃO COM A FUNDAÇÃO ROTÁRIA
Alberto Bittencourt

Presidente do RCR-Boa Viagem 1996-97, D.4500
Presidente da Subcomissão Distrital da FR 1997-2000
Presidente da Comissão Distrital da FR, 2000-03
Líder do IGE-2002 no Distrito 5300, California e Nevada, USA
Major Donnor da FR, 2004
Governador do centenário do D.4500 em 2004-05
Presidente da Comissão Distrital da FR, para implantação do Plano Visão do Futuro,   2013-16
Coordenador Zonal da Campanha End Polio Now para a zona 22B, 2015-17.






                                                                                                           
1. COMO TUDO COMEÇOU

O começo de minha relação com a FUNDAÇÃO ROTÁRIA aconteceu no PETS - Seminário de Treinamento de Presidentes Eleitos, em Natal, RN, no mês de abril de 1996.
Numa inesquecível jornada de três dias no recém inaugurado hotel Ocean Palace, situado na Via Costeira, o então governador eleito do Distrito 4500, Arnaldo Neto Gaspar, empresário e proprietário do hotel, ensinava aos seus presidentes-plus, assim batizados pelo presidente eleito do Rotary International, Luis Vicente Giay, os caminhos para a realização de projetos de Subsídios Equivalentes da Fundação Rotária.
Dizia ele: o seu clube coloca mil dólares num projeto e recebe outros mil dólares de um Rotary Club parceiro internacional. A Fundação Rotária dobra a quantia doada pelos dois clubes e aporta mais dois mil dólares. Assim, a cada mil dólares doados por um clube local, o projeto recebe quatro mil. 

Ao final, Arnaldo Gaspar conclamava: Quero que cada clube de meu Distrito faça pelo menos um projeto de Subsídios Equivalentes. 
Minha primeira providência como presidente, 1996-1997, do Rotary Club do Recife Boa Viagem, foi convidar o chairman da Comissão Distrital da Fundação Rotária, saudoso e inesquecível companheiro, EGD Emerson Loureiro Jatobá, para uma palestra no clube.
Atendendo à sua sugestão, enviei pelos Correios, cartas de uma página, propondo parceria para projetos em favor das crianças, a 160 Rotary Clubs dos Estados Unidos, Canadá, e alguns da Europa, escolhidos aleatoriamente no Official Directory entre os clubes que tivessem mais de 120 sócios. Em 1996 não existia ainda a internet. Recebi cinco respostas, sendo duas negativas e três com pedidos de mais informações. Até então pouco sabia sobre a Fundação Rotária. Como se vê, comecei do zero e qualquer um poderia ter feito o mesmo.
Imediatamente comecei a trabalhar e consegui concretizar naquele ano de minha presidência, com os três clubes acima, três projetos de Subsídio Equivalentes em benefício de uma creche denominada Lar de Cáritas. Foram os projetos de ns. 07193, 07286 e 07410 da Fundação Rotária, em parceria com os Rotary Clubs de Calgary, no Canadá; Edmonton, no Canadá e Eureka, nos EUA.
Para obter os recursos necessários, organizei no meu clube um consórcio PAUL HARRIS, além de outros eventos, como leilão de artes, festa de São João (Forrotary), rifas. Desse modo, na posse de meu sucessor, comp. Joel Muricy, fiz a entrega de 15 títulos de companheiros Paul Harris, correspondentes à parte do clube nos três projetos de subsídios equivalentes, cujo valor somava US$ 60 mil. Adquirimos para a creche um veículo Kombi, uma cozinha industrial e uma lavanderia industrial.  Conseguimos recursos adicionais com outras ONGs internacionais para construção dos prédios e instalação dos equipamentos.

2. TRABALHANDO NOS PROJETOS.

Após o término da presidência de meu clube, fui convidado pelo saudoso comp EGD Emerson Jatobá, presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária, para ser o presidente da Subcomissão Distrital de Subsídios, cargo que exerci de 1997 a 2000.  
Por sugestão minha, de pronto acatada por Jatobá, montamos uma Central de Projetos, com o objetivo de melhor assessorar e ajudar aos clubes, principalmente na busca de parcerias no exterior, difícil ou mesmo quase impossível para clubes pequenos, do interior.
No ano de 2000, Emerson convidou-me para sucedê-lo na presidência da Comissão Distrital da Fundação Rotária. De 2000 a 2003 exerci essa importante função.
Ao todo, foram seis anos seguidos de  muito trabalho na ajuda aos clubes do distrito. Fizemos nesse período mais de 200 projetos, 105 dos quais concretizados, no valor aproximado de 2 milhões de dólares, o que levou o Distrito 4500 a uma posição de destaque nacional em se tratando de projetos da Fundação Rotária. Basta ver a edição da Revista Brasil Rotário, de novembro de 2005. Estamos atrás apenas do D-4570, RJ,  pioneiro no Brasil em projetos, sob a liderança do saudoso EGD Yutaka Okumura, e à frente dos demais distritos brasileiros. Somos o Distrito que mais recebeu recursos da Fundação Rotária no período.

3. SUSAN CLARKE.

Entretanto, sendo eu empresário da construção civil, meu tempo era exíguo para tratar de outros assuntos que não os de minhas empresas. Precisava de alguém que me auxiliasse, que facilitasse e agilizasse a comunicação com os clubes parceiros do exterior. A professora de inglês, Susan Clarke, de nacionalidade inglesa, foi indicada por minha filha Annie, proprietária no Recife de uma rede de escolas de idiomas.
A partir de 1998, deleguei à Susan os contatos com os rotarianos do Brasil e do exterior e com os funcionários da Fundação Rotária. Tudo o que Susan fez foi em meu nome, sob minha orientação, sob meu controle e cuidado. Alguém levantou a tese de que Susan, não era rotariana. Eu contra argumentei dizendo que os funcionários da FR, encarregados de receber e analisar nossos projetos, também não eram. Pela facilidade de comunicação e pelo tempo exíguo de que dispunha, eu tenho a firme convicção de que pouco teria feito sem a colaboração de Susan Clarke.
Susan foi de uma dedicação extrema. Identificou-se como poucos rotarianos com a causa da FR. Tornou-se sócia honorária de  vários Rotary Clubs, como Itapetim, Recife Boa Viagem, Recife Treze de  Maio e outros e companheira Paul Harris pelo RC Recife Boa Viagem. Sua dedicação a torna merecedora das maiores homenagens, principalmente por parte do Distrito 4500.
Susan ocupava uma sala em meus escritórios, equipada com computador, telefone, internet, ar condicionado, WC privativo e tudo o que precisasse. Trabalhava em tempo integral nos projetos, com salário, carteira assinada. As despesas com ligações internacionais, cópias, correios, sedex, sempre foram bancadas por minha empresa.

3. CONGRESSO INTERNACIONAL DE VOLUNTARIADO

Ao concluir o ano de minha presidência à frente do Rotary Club do Recife - Boa Viagem, no ano de 1996-97, tendo realizado parcerias com três Rotary Clubs internacionais para consecução exitosa de três diferentes projetos de Subsdios Equivalentes, em favor da creche denominada Lar de Cáritas, com 260 crianças no jardim Piedade, município de Jaboatão dos Guararapes, recebi o honroso convite de participar do II Congresso Internacional de Voluntariado, o IAVE- International Award for Volontary Effort, na cidade de Edmonton, Canadá , com todas as despesas pagas. O convite partiu de Russ Mann, presidente do Rotary Club de Edmonton, nosso parceiro em vários projetos de Subsidios Equivalentes, um pujante Rotary Club, com cerca de 260 associados. Tive oportunidade de palestrar para todo o clube, em animada plenária daquele Rotary. O congresso teve a duração de uma semana, e reuniu 2500 delegados internacionais. Eu, Helena e a assistente Susan Clarke ficamos hospedados na casa de Russ Mann e esposa Joanne. 
O Rotary Club de Edmonton fez vários outros projetos com diversos clubes do D.4500. Eu, Helena e Susan, tivemos o prazer de receber Russ e Joanne em nossa casa, onde tiveram oportunidade de conhecer os projetos emparceirados por seu clube.  

4. PALESTRAS

Desde minha nomeação como presidente da Subcomissão Distrital de Subsídios, venho sendo convidado a fazer palestras em plenárias de clubes, seminários, assembléias, fóruns, interclubes, Conferências Distritais. Tenho em meus arquivos pessoais mais de 400 certificados de palestrante, a metade deles sobre a Fundação Rotária.

5. IGE.

Tive a honra de ter sido o líder do IGE- 2002, no Distrito 5300, que abrange os Rotary Clubs do sul da Califórnia e parte de Nevada. Sobre a experiência escrevi o livro intitulado "Ajudando a Construir a Paz", o qual distribuo aos novos participantes de programas da FR de meu distrito.
Sempre acompanho os membros de IGEs visitantes em nosso distrito, nos dias em que meu clube é o anfitrião.

6. DOADOR EXTRAORDINÁRIO

Desde o ano de 1996 venho fazendo contribuições para a FR. Fui ganhando safiras e rubis, de modo que ao tomar posse como governador do Centenário do Distrito 4500, já tinha completado o valor de US$ 10 mil em doações. Recebi o título de Doador Extraordinário da FR no Instituto Rotary Brasil de Florianópolis, em setembro de 2004.


7. PRÊMIOS E RECONHECIMENTOS DO ROTARY.
1997 – Companheiro Paul Harris.
1999 – Menção Presidencial Quatro Avenida de Serviços por Realizações Individuais, outorgada pelo presidente James Lacy.
1998 - Prêmio Distrital por Serviços Prestados à Fundação Rotária, conferido pelo Governador Luciano Nóbrega.
2004 – Major Donnor da Fundação Rotária.
2006 - Prêmio Distrital por Serviços Prestados à Fundação Rotária, conferido pela governadora Aldanira Barreto.
2009 – Citação por Serviços Meritórios da Fundação Rotária, outorgada pelo presidente do Conselho Curador da Fundação Rotária, Glenn Estess.

8. ARTIGOS
Como cronista do Rotary, tenho escrito centenas de artigos, muitos dos quais sobre a Fundação Rotária. Esses artigos são transcritos em boletins de clubes e cartas mensais de distritos. Alguns artigos foram publicados na Revista Brasil Rotário, e constam de sites de clubes e distritos do Brasil bem como nos sites do e-club D4500 e do GEROI. Podem ser acessados neste meu blog FEIXE DE VARAS, bastando, para isso, clicar no marcador FUNDAÇÃO ROTÁRIA.




9. PROJETOS

Em 2003-04 passei a presidência da Comissão Distrital da Fundação Rotária para o companheiro Valter Jarocki, do RC Recife-Derby. 
Tenho orgulho de ter realizado, em meu clube, o Rotary Club do Recife - Boa Viagem, um total de 14 (quatorze) projetos de Subsídios Equivalentes e um projeto de Subsídio Global, dentro do Plano Visão do Futuro.

10. III FEIRA INTERNACIONAL DE PROJETOS DO ROTARY

Por ocasião do IRB - Instituto Rotary do Recife, realizado no ano de 2000, nesta cidade do Recife, PE tive o prazer de organizar, juntamente com o saudoso governador D. 4570, Yutaka Okumura, com sucesso a Terceira Feira Internacional de Projetos Rotários do Brasil. Na época, era governador do D. 4500, José Ubiraçy Silva. O sucesso dessa III Feira está documentado nos anais do IRB, abaixo transcritos.


Um total de 217 projetos de Subsídios Equivalentes apresentados foi do número registrado na III Feira Internacional de Projetos. O valor total dos projetos  somou US$ 2.462.832,00 com uma média de US$ 11.349,46 por projeto. 


11. NOVOS DESAFIOS

Fui convocado pelos governadores eleitos Alexandre Inojosa (2013-14) e Eduardo Mota (2014-15) para exercer pela segunda vez o cargo de presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária nos anos de 2013-16, quando o Plano Visão do Futuro será implantado em todos os distritos rotários do mundo. Recebi, junto com os demais 531 presidentes das CDFR treinamento em San Diego, em janeiro de 2013.
Ao todo, completei 9 anos à frente da Comissão Distrital da Fundação Rotária. Nesse período, fizemos 105 projetos de Subsídios Equivalentes, no valor total de cerca de 2 milhões de dólares, seis projetos de Subsídios Globais e inúmeros Subsídios Distritais.

Novas missões e novos desafios estão lançados. Tenho o sonho de ver a poliomielite erradicada definitivamente da face da Terra, a Fundação Rotária cada vez mais forte e o Rotary International receber o prêmio Nobel da Paz. 
Assim seja.