ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

O SERVIR ATRAVÉS DA PROFISSÃO



O SERVIR ATRAVÉS DA PROFISSÃO
ALBERTO BITTENCOURT – 09 de junho de 2015

Convenção Internacional do Rotary, em São Paulo -   
Palestra proferida no workshopp 
"Serviços Profissionais - Melhores Práticas". 
Baseada em palestra homônima de José Otávio Patrício de Carvalho.


SUMÁRIO

1 –    Introdução
2 –    Desenvolvimento
2.1 – Definição do Rotary.
2.2 – Objetivo da Av. Serviços Profissionais
2.3 – A Volta às Origens
2.4 – Declaração para Executivos e Profissionais Rotarianos.
2.5 – O Dar de Si Antes de Pensar em Si.
2.6 – Voluntários do Rotary e outros programas.
3 –    Aspectos do servir através da profissão
3.1 - Aspecto subjetivo
3.2 - Aspecto econômico social
3.3 – Aspecto ético e moral
3.4 – A Prova Quádrupla
4 –    Conclusão

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1 – Introdução

O Rotary consagra o mês de janeiro de cada ano aos Serviços Profissionais. O tema Servir Através da Profissão  é extremamente importante para o movimento rotário, porquanto, é através da profissão que se constrói o progresso de uma nação. Porém, através da profissão, também pode se originar a corrupção e desvios de conduta que vemos estampados diariamente nos jornais e noticiários televisivos. 

Todos os rotarianos, sem exceção, já ingressam na instituição como profissionais, mas muito poucos encaram a profissão como forma de servir ao próximo, de modo livre e consciente. 

Após a instituição do PLC – Plano de Liderança de Clubes, que criou as cinco Comissões Executivas e deu um caráter filosófico e inspirativo às cinco Avenidas de Serviços, a maioria dos Rotary Clubs deixou de dar a devida importância e de executar os programas da Avenida de Serviços Profissionais, considerada a primeira avenida e o berço do Rotary. 

Paul Harris já dizia em sua autobiografia – “Meu Caminho para o Rotary”:

Cada rotariano é um elo de ligação entre o idealismo do Rotary e seu negócio ou profissão.

2 – Desenvolvimento

2.1 – DEFINIÇÃO DO ROTARY

O mandamento “servir através da profissão” está inserido no próprio conceito do Rotary:

O Rotary é uma organização de homens de negócios e profissões, unidos no mundo inteiro, que prestam serviços humanitários, fomentam um elevado padrão de ética em todas as profissões e ajudam a estabelecer a boa vontade e a paz no mundo. 

Diz-se que “é uma organização de homens de negócio e profissões”

Este é um pressuposto básico para sermos rotarianos, tanto que a classificação do rotariano, dada pela profissão, é um dos componentes imprescindíveis para a sua identificação no seio da instituição. Para que cada Rotary Club seja um extrato da sociedade, a diversidade de profissões é outro ponto importante, que vem desde a fundação, quando Paul Harris chamou seus três amigos, e fundou o Rotary, sendo cada um de uma categoria profissional. 

O segundo elemento do conceito – “Unidos no mundo inteiro” – concede o caráter universal do movimento, o congregar de forças em todo planeta para se atingir um objetivo comum, mediante a obediência às mesmas regras de procedimento. São mais de 1.200.000 profissionais de todo o mundo unidos numa engrenagem de serviço representada pelo símbolo da roda rotária.

Prossegue o conceito proclamando os objetivos básicos da instituição: “que prestam serviços humanitários”. Este é o móvel central do Rotary.

Organização de homens de negócios ou profissionais existem várias; de caráter universal, existem algumas. Entretanto, com o objetivo precípuo de prestar serviços humanitários, existem pouquíssimas organizações, as quais irão se distinguir uma das outras pela forma de servir.

O servir através da profissão, contudo, está condicionado pelo conceito do Rotary, posto que, deve o rotariano “fomentar um elevado padrão de ética em todas as profissões”.

Assim, a ação, por si só, será desprovida de valor, se o seu agente não preservar, e mais, fomentar, os princípios éticos profissionais, o que será visto mais adiante.

Por fim, o rotariano deverá visar, ainda, ao estabelecimento da boa vontade e da paz mundial sendo essa a alavanca da Avenida de Serviços Internacionais.

2.2 – OBJETIVO DA AVENIDA DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS

É o segundo objetivo do Rotary.

A Avenida de Serviços Profissionais do Rotary, antes comemorada no mês de outubro de cada ano e que, a partir de 2015-16 passa a ser comemorada no mês de janeiro, visa:

Estimular e promover o reconhecimento do mérito de toda a ocupação útil e a difusão das normas de ética profissional.

Estimular e promover o reconhecimento não significa uma simples postura subjetiva, passiva. Implica antes numa atitude objetiva, pragmática, altruística, em suma, em servir.

A regra reconhecer o mérito de toda ocupação útil. 

Para nós a ocupação útil, aqui entendida como atividade profissional, a ser reconhecida e valorizada, pressupõe um conteúdo ético. Assim, o serviço do varredor de rua, o gari, enquanto preserva a saúde da população e a estética das cidades, constitui uma ocupação útil que deve ser estimulada; também o serviço de um cientista que pesquisa novos caminhos para a saúde e o bem da humanidade, constitui para o Rotary mais um exemplo de ocupação útil que deve ser estimulada. 

Em contrapartida o tráfico de drogas, apesar de ser uma ocupação, não será útil para a humanidade, pelo que deve ser desestimulada. Um advogado que se dedica ao serviço de proteger e acobertar quadrilhas de delinquentes, apesar de ser uma ocupação, não é útil do ponto de vista moral, e, por conseguinte rotário. E se o dinheiro dos honorários provier da corrupção? O que dizer do médico que prescreve próteses e medicamentos, nem sempre os mais indicados, em troca de favores dos laboratórios? Ou do engenheiro que coloca materiais de qualidade inferior para obter maiores lucros? E da relação promíscua entre empresários e gestores públicos? Ou do juiz quando deixa de ser imparcial? A lista é longa e vai desde o cidadão comum até a cúpula de governos.

2.3 - A VOLTA ÀS ORIGENS: 

No dia 23 de fevereiro de 1905, quando o Rotary foi criado, aqueles quatro profissionais e homens de negócios reuniram-se com dois objetivos principais: companheirismo e mútua ajuda profissional. A prestação de serviços só viria a ser adotada alguns anos depois. A Volta às Origens, que hoje se preconiza, é exatamente no sentido de que prevaleça uma relação de confiança nos negócios entre rotarianos que, em igualdade de condições, passariam a ter preferência nos contratos, reconhecendo a condição de solidários no serviço ao próximo. 

Entretanto, algumas pessoas ingressam no Rotary com a intenção de tirar vantagem ou proveito dos relacionamentos e pensando em obter lucros profissionais. 

Cito como exemplo um caso verídico, ocorrido em minha cidade. Um companheiro, presidente de um Rotary Club, foi à Caixa Econômica solicitar empréstimo. O gerente, que era também companheiro do mesmo clube, verificou que o cadastro do cliente não permitia. O presidente apelou para a condição de rotariano e conseguiu que o gerente se responsabilizasse pessoalmente pela concessão do empréstimo. Resultado: quem teve que pagar foi o gerente, para não ser demitido da Caixa. Em consequência ambos deixaram o Rotary: um por falta de princípios e outro por desilusão.

2.4 – DECLARAÇÃO PARA EXECUTIVOS E PROFISSIONAIS ROTARIANOS

O item 8 da Declaração procura evitar essa prática. Entretanto, é preciso analisar cada caso individualmente , antes de se fazer um juízo de valor que pode ser equivocado. 

Não procurar obter de um rotariano, nem lhe outorgar, privilégios ou vantagens que não sejam normalmente concedidos em um relacionamento comercial ou profissional.

2.5 – O DAR DE SI ANTES DE PENSAR EM SI.

Servir através da profissão, não poderá ser um ato egoísta, visando a recompensas. É antes, um servir altruísta, pois sendo voluntário, o rotariano pratica o lema do Rotary: Dar de si antes de pensar em si.

Por outro lado, servir sem pensar no aspecto profissional, decerto levará a pensar que Rotary é, apenas, mais um clube de filantropia, uma associação de benemerência voltada para amparar creches, asilos e orfanatos. Decerto que essas são atividades nobres que devem ser estimuladas e aplaudidas e que constituem modos de atuação da Avenida de Serviços à Comunidade. Contudo, inúmeras instituições já se propõem a isso.

Rotary faz tudo isso, mas faz muito mais. Para praticar a caridade não precisamos estar no Rotary. Para enfiar a mão no bolso e dar uma esmola, quase sempre tirada do supérfluo, não precisamos ser rotarianos.

O Dar de si, antes de pensar em si é antes, a doação de algo tirado do coração, é um esforço contínuo, uma renúncia, e, principalmente, a eterna vigilância de servir no dia a dia. 

Podemos, assim, dizer, sem medo de afrontar os princípios rotários, que o servir através da profissão é a mais difícil forma de servir, mas é a que distingue o rotariano do filantropo.

Cabe-nos, neste momento, indagar:
  • O que posso fazer no meu trabalho para melhor servir aos outros?

2.6 – VOLUNTÁRIOS DE ROTARY E OUTROS PROGRAMAS

Com tantos cataclismos naturais ocorrendo no mundo, terremotos, enchentes, deslizamentos, tornados, tsunamis, erupções vulcânicas, uma maneira de servir através da profissão é como Voluntário do Rotary. Engenheiros, arquitetos, urbanistas, médicos, enfermeiros, jornalistas, nunca foram tão necessários. Anos depois as cidades e vilas, continuam arrasadas, com vias de acesso precárias, sem suprimento de água ou energia. Trabalhar como voluntário na reconstrução de casas, escolas, ou hospitais, ou em campanhas de vacinação, é uma das mais nobres maneiras de servir à humanidade através da profissão. 

Além deste, o Rotary oferece inúmeras outros programas de serviços profissionais: RYLAs, Grupos de Companheirismo, Rotarianos em Ação, Intercâmbios da Amizade, Equipes de Formação Profissional, Programas Vocacionais para Jovens entre outros, oferecem oportunidades de Servir Através da Profissão.

3 – Aspectos do Servir Através da Profissão 

3.1 - ASPECTO SUBJETIVO.

Sabemos todos que o exercício profissional é encarado precipuamente como a única forma de sobrevivência do homem. 

O açodamento cada vez maior, principalmente nas grandes cidades, as dificuldades econômicas, as complexidades crescentes decorrentes do desenvolvimento, tudo isso tende a materializar cada vez mais os objetivos do trabalho. 

A simples consciência da importância de cada atividade para os outros e para a comunidade constitui o primeiro passo para o servir. A consciência de que outras pessoas vão se beneficiar daquilo que estamos fazendo é imprescindível para que o homem valorize mais a si próprio, valorize mais a sua profissão e, em consequência, seja compelido a fazer melhor aquilo que lhe é proposto.

Esse despertar da consciência, irá, decerto, transformar nossa profissão de uma maneira de ganhar a vida em uma maneira de viver a vida.

É importante, pois, periodicamente, fazermos uma introspecção, frente à nossa mesa de trabalho e refletir:
  • Qual a importância deste meu trabalho para a comunidade?
  • Como os outros irão se beneficiar desta minha atividade?
  • Será que, dentro dessa importância do meu trabalho para os outros, estou fazendo bem o meu mister? 
3.2 – ASPECTO ECONÔMICO–SOCIAL.

Esse é um aspecto objetivo do servir, de inquestionável importância, mas que não constitui o núcleo de preocupação do rotariano.

Do ponto de vista econômico-social, os homens, através de suas atividades profissionais são responsáveis pela produção de riqueza e, em consequência promovem o atendimento das necessidades básicas da sociedade. 

O rotariano deverá ter a consciência de que exerce uma atividade produtiva e que essa atividade é importante e imprescindível para o desenvolvimento social. Entretanto, o mais importante, é a forma como se exerce essa profissão. O que o distingue é a preocupação de servir às pessoas, individualmente consideradas, ou mais precisamente, àquelas pessoas com as quais se convive, a exemplo de subordinados, chefes, colegas, clientes, fornecedores, órgãos de classe, concorrentes e outros. 

3.3 – ASPECTO ÉTICO E MORAL.

Esse é o aspecto de maior relevância do tema ora abordado, e a viga mestra dos serviços profissionais.

Ressalta-se, em primeiro lugar, que a sociedade aprende o que venha a ser Rotary mediante a análise comportamental do rotariano. Daí asseverar-se que o rotariano é a vitrine do Rotary.

O rotariano deve ser um elemento de transformação da sociedade e para tanto deve ser um exemplo vivo daquilo a que se propõe. 

Enquanto a ética é um conceito filosófico que busca fundamentar o comportamento humano, a moral é um conjunto de regras que regulam esse mesmo comportamento.

A evolução e a diversidade da natureza humana fez coexistirem duas morais: a moral permanente e a moral mutável. 

A moral mutável depende não só dos costumes, das tradições, da cultura de povos e nações, mas também dos interesses de grupos, classes e categorias sociais. 

São conflitantes a moral do empresário, que visa o lucro, e a moral do sindicalista, que procura o aumento de salário. 

Existem as morais das várias profissões: dos médicos, dos advogados, dos comerciantes, dos catadores de lixo, entre outras. 

Existem sistemas morais que permanecem inalterados por séculos como a poligamia entre os árabes e a monogamia das culturas ocidentais. 

Existem outros que evoluem como as que se referem ao meio ambiente, onde a moral dos conservacionistas passou a sobrepujar a dos progressistas. 

As maiores mudanças, nos últimos 50 anos, ocorreram no campo sexual. A homoafetividade, antes considerada imoral, passou a ser normal para uns, e o fim do mundo para outros.

Todas essas morais têm de estar a serviço da ética.

Essa moral mutável no tempo e no espaço não impediu a eclosão dos conflitos, das divergências, das guerras. 

Surgiu um novo conceito de moral. Um conceito de moral permanente, sem a qual nenhuma grande civilização teria sido construída, sem a qual o desenvolvimento da vida em sociedade não teria sido possível. 

O novo conceito de moral, permanente, não é apenas um conjunto de regras e proibições, mas a consideração em primeiro lugar, dos direitos e interesses do outro. 

A moral não existe para nos impedir de agir, mas para nos impedir de fazer o mal, de fazer sofrer, de humilhar, de oprimir, de explorar, de subjugar. 

A moral não é contra o prazer, que é um bem, mas contra o egoísmo, que é um mal. 

Em resumo, a moral permanente é um conjunto de valores que regulam o comportamento humano, a fim de que este não prejudique nem interfira nos direitos e interesses do outro. 

3.4 – A PROVA QUÁDRUPLA

Com relação à ética profissional, Herbert Taylor em 1932 legou a todos nós a PROVA QUÁDRUPLA, a qual não podemos chamar de um código de ética, mas sim, de uma reflexão, de uma auto-avaliação.

A “Prova Quádrupla” é de uma simplicidade enorme no seu enunciado, facilitando o seu entendimento. Não é um código complicado, cheio de artigos, parágrafos e itens, com palavras difíceis. É de uma objetividade singular. Devemos aplicá-la, em nosso dia a dia, em tudo o que pensamos, dizemos ou fazemos:
  1. É Verdade?
  2. É justo para todos os interessados?
  3. Criará Boa Vontade e Melhores Amizades?
  4. Será Benéfico para todos os Interessados?
O rotariano não precisa de Conselhos de Ética para julgar os seus passos. Não há necessidade de ninguém apontar-lhe erros, pois, ele mesmo, pela aplicação da “Prova Quádrupla” em sua vida, se autoanalisa. E jamais o homem poderá fugir de si mesmo.

4 - Conclusão

Companheiros, devemos nos preocupar, hoje, com a apatia, com a omissão, com a indiferença e com a acomodação que estão imobilizando os homens.

É terrível ouvirmos de pessoas que nos são queridas e próximas a assertiva:

O que adianta sermos bons, espalhar a boa vontade e a Justiça, servir, se a sociedade continua egoísta, hipócrita e má, se os governantes continuarão insensíveis, incompetentes e locupletando-se do Poder?

Essa postura somente contribui para o agravamento da crise econômica, moral e social.

Deverá haver, sobretudo na vida profissional e na vida econômica, um conjunto de reações sadias, de movimentos saudáveis. O Rotary nos compele a isso.

Transportando esse pensamento para servir através da profissão, temos a consciência de que, mesmo sem a expectativa de solucionar todos os problemas, deveremos fazer a nossa parte, na certeza de que minoraremos, ao menos, o sentimento coletivo negativo e colaboraremos para o resgate parcial dos valores sociais positivos. 

Para concluir, vale repetir a frase de Paul Harris, dita em 1912: 

De todas as mil e uma maneiras que o homem pode escolher para ser útil à sociedade, sem dúvida, as mais viáveis e, na maioria dos casos as mais eficientes, serão aquelas no âmbito de suas próprias ocupações.



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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

A CONQUISTA DE MONTE CASTELO





A CONQUISTA DE MONTE CASTELO
Alberto Bittencourt

(Palestra realizada para oficiais e graduados 
da cadeia de comando da 7a. RM/7a DE)






Recebi o honroso convite do Exmo Sr. Gen Div Marcelo Flávio Oliveira Aguiar, comandante da 7ª. RM/7ª. DE, Região Matias de Albuquerque, para falar sobre Monte Castelo. P or feliz coincidência, estou, juntamente com o dr. Petrônio Gonçalves Muniz, presidente do Pátria, Instituto Brasileiro de Cidadania Ativa, do qual tenho a honra de ser diretor, escrevendo o livro “De Bello Annis” – Anos da Guerra – sobre a participação da FEB na Itália e sua orientação sábia e segura, me permitiu atender ao convite.
A guerra, como síntese de todas as ações humanas, é algo complexo. Não se pode falar em Monte Castelo sem se pensar na campanha que a precedeu.
Hitler, o “Fuher” alemão, desejava dominar o mundo e impor a ideologia nazista, que acreditava na supremacia da raça alemã. Em 1º. de setembro de 1939, invadiu a Polônia, dando início à II Guerra Mundial.
O Continente Americano declarou-se neutro e criou uma zona de segurança marítima continental para preservar os transportes de cabotagem entre seus países. Os alemães não concordaram com essa medida e, por isso, os Chanceleres americanos declararam, na cidade de Havana, em junho de 1940, que “todo atentado de um Estado não americano contra a integridade ou inviolabilidade do território e contra a soberania ou independência de qualquer Estado Americano será considerado como um ato de agressão contra os signatários daquela declaração”.
A conquista da França pelos nazistas consolidou seu domínio sobre a Europa e a aliança feita com os fascistas italianos, projetou seu poder sobre a África do Norte e criou condições para a invasão da América através do Saliente Nordestino Brasileiro, o que levou à sua militarização, com a instalação de diversas bases aeronavais naquela região.
O ataque japonês aos americanos em Pearl Harbour, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, e o afundamento de 31 navios de transporte brasileiros, ocasionando a perda de 971 vidas, levaram o Brasil a declarar guerra aos países do Eixo - Alemanha, Japão e Itália, em e22 de agosto de 1942.
O Brasil, na época da guerra, era um país de economia agrária, com cerca de 40 milhões de habitantes. Convocou cem mil homens para compor a Força Expedicionária Brasileira, dos quais, selecionou 25.334  homens para combaterem o inimigo no Teatro de Operações da Itália. Eles compunham a 1ª. Divisão de Infantaria Expedicionária, o contingente logístico e administrativo, incluindo aí o Depósito de Pessoal, destinado a repor as perdas em combate (mortos, feridos, doentes e aprisionados pelo inimigo).
O primeiro escalão da FEB partiu, por via marítima, do Rio de Janeiro, em 5 de julho de 1944, com 5.081homens, e desembarcou 11 dias após, em 16 de julho, no porto de  Nápoles, no sul da Itália. Três meses depois chega ao TO o restante da 1ª.Divisão de Infantaria Expedicionária, que, com seus 15 mil homens foi incorporada ao V Exército norte-americano, o qual compunha, junto ao VIII Exército Inglês a tropa aliada em combate aos nazistas na Itália. Por via aérea, antecipando-se ao transporte marítimo, chegaram ao Teatro de Operações os membros do Comando da FEB, acompanhados das nossas 64 enfermeiras, dos auditores e juízes, dos elementos do Banco do Brasil e dos correspondentes de Guerra.
O espaço de tempo de dois anos, entre a declaração de guerra em 22 de agosto de 1942  e a partida do 1º. Escalão da FEB, em 05 de julho de 1944, levou a imprensa a publicar a charge: “É mais fácil uma cobra fumar do que a FEB embarcar” que deu origem ao emblema e ao lema da FEB: “A cobra está fumando”.
Nossa Divisão Expedicionária iria combater ao lado de americanos, ingleses, indianos, franceses, poloneses, neo-zelandeses, e dos “partizans” italianos.
Pouco antes da chegada dos pracinhas brasileiros, ocorreram as maiores batalhas da Itália, na frente de Monte Casino, onde morreram 200 mil homens, entre aliados e alemães. A violência da batalha foi tão grande que o general Alexander, então Comandante Geral no TO, em correspondência para Churchill, disse que estava enfrentando os melhores soldados do mundo.
Após Monte Casino, a tropa alemã recuou e foi fixar-se nos Apeninos Italianos, onde a FEB os encontrou.
Nesse TO, o efetivo alemão era superior ao dos aliados que, por sua vez, levavam a vantagem de possuírem equipamentos superiores. O sistema alemão de defesa era um sistema montado em profundidade, com emprego de muitas metralhadoras, uma cobrindo a outra, sem deixar um ponto a descoberto. Por isso, os brasileiros sofreram os primeiros reveses em Monte Castelo.
O batismo de fogo da FEB foi na região de Camaiore, localizada na extremidade ocidental dos Apeninos, uma cadeia de montanhas muito altas, que separa a península italiana da região do Vale do Rio Pó, o grande e rico vale, ao norte da Itália, onde estavam situadas as grandes indústrias daquele país, alimentadoras do esforço de guerra nazista.
Os aliados planejaram romper a linha fortificada dos Apeninos, denominada de Linha Gótica, no início de novembro e conquistar Bolonha, no Vale do Pó, antes do inverno.
Nessa operação coube aos brasileiros a missão de conquistar a região de Monte Castelo, um morro com 977m de altitude, situado a 61,3 km sudoeste de Bolonha, de onde os alemães controlavam a rodovia nº 64, que, no Vale do Rio Reno, conduzia ao Vale do Pó e à região de Bolonha.
Durante os meses de novembro e dezembro, enfrentando a chuva, a lama, o frio e a neve, os pracinhas brasileiros atacaram por diversas vezes o infernal baluarte.
           Em novembro de 1944, o General Mascarenhas de Moraes, havia montado seu QG avançado na localidade de Porreta-Terme, cuja área era cercada por montanhas sob controle dos alemães. Esse perímetro tinha um raio aproximado de 15 quilômetros. As posições alemãs eram consideradas privilegiadas e submetiam os brasileiros a uma vigilância constante, dificultando qualquer movimentação. Estimativas davam que o inverno prometia ser rigoroso, além do frio intenso, as chuvas transformaram as estradas, já esburacas pelos bombardeiros aliados, em verdadeiros mares de lama.

A Operação

          A Tomada de Monte Castelo marcou a presença da Força Expedicionária Brasileira (FEB) no conflito. A batalha arrastou-se por três meses, de 24 de novembro de 1944 a 21 de fevereiro de 1945, durante os quais se efetuaram cinco ataques, com grande número de baixas devido a vários fatores, entre os quais as temperaturas extremamente baixas. Quatro dos ataques não tiveram êxito, por falhas e estratégia.
          O General Mark Clark, comandante das Forças Aliadas na Itália, pretendia direcionar sua marcha com o 4º Corpo de Exército rumo a Bolonha, antes que as primeiras nevascas de 1944 começassem a cair. Entretanto, a posição de Monte Castelo se mostrava extremamente importante do ponto de vista estratégico, além de dominado pelos alemães dava pleno controle sobre a região.
         Caberia, então, aos brasileiros a responsabilidade de conquistar o setor mais combativo de toda a frente Apenina. Porém havia um problema: a 1ª DIE era uma tropa ainda sem experiência suficiente para encarar um combate daquela magnitude. Mas como o objetivo de Clark era conquistar Bolonha antes do Natal, o jeito seria o de aprender na prática, ou seja, em combate.
       No segundo dia de ataques tudo indicava que a operação seria exitosa: soldados americanos chegaram até a alcançar o cume de Monte Castelo, depois de conquistarem o vizinho Monte Belvedere.
Entretanto, em uma contra-ofensiva poderosa, os homens da 232ª Divisão de Infantaria germânica, responsável pela defesa de Castelo e do Monte Della Torracia, recuperaram as posições perdidas, obrigando os soldados brasileiros e americanos a abandonar as posições já conquistadas - com exceção do Monte Belvedere.
        Em 29 de novembro, planejou-se o 2º ataque ao monte. Nesta contra-ofensiva a formação de ataque seria quase em sua totalidade obra da 1ª DIE - com três batalhões - contando apenas com o suporte de três pelotões de tanques americanos. Todavia, um fato imprevisto ocorrido na véspera da investida comprometeria os planos: na noite do dia 28, os alemães haviam efetuado em contra-ataque contra o Monte Belvedere, tomando a posição dos americanos e deixando descoberto o flanco esquerdo do aliados.
          Inicialmente a DIE pensou em adiar o ataque, porém as tropas já haviam ocupado suas posições e deste modo a estratégia foi mantida. Às 7 horas uma nova tentativa foi efetuada.
As condições do tempo mostravam-se extremamente severas: chuva e céu encoberto impediam o apoio da força aérea e a lama praticamente inviabilizava a participação de tanques. O grupamento do General Zenóbio da Costa no início conseguiu um bom avanço, mas o contra-ataque alemão foi violento. Os soldados alemães barraram os avanços dos soldados. No fim da tarde, os dois batalhões brasileiros voltaram à estaca zero.
        Em 5 de dezembro, o general Mascarenhas recebe uma ordem do 4º Corpo: "Caberia à DIE capturar e manter o cume do Monte Della Torracia - Monte Belvedere." Ou seja, depois de duas tentativas frustradas, Monte Castelo ainda era o objetivo principal da próxima ofensiva brasileira, a qual havia sido adiada por uma semana.
         Mas em 12 de dezembro de 1944, a operação foi efetivada, data que seria lembrada pela FEB como uma das mais violentas enfrentadas pela tropas brasileiras no Teatro de Operações na Itália.
Com as mesmas condições meteorológicas da investida anterior, o 2º e o 3º batalhões do 1º Regimento de Infantaria fizeram, inicialmente, milagres. Houve inicialmente algumas posições conquistadas, mas o pesado fogo da artilharia alemã fazia suas baixas. Mais uma vez a tentativa de conquista se mostrou infrutífera e, o pior, causando 150 baixas, sendo que 20 soldados brasileiros haviam sido mortos. A lição serviu para reforçar a convicção de Mascarenhas de que Monte Castelo só seria tomada dos alemães se toda a divisão fosse empregada no ataque - e não apenas alguns batalhões, como vinha ordenando o 5º Exército.
Com o agravamento do inverno no final de 1944, o gen. Mark Clark que ascendera ao comando do XV Grupamento do Exército, em substituição ao gen. Alexander, determinou à tropa brasileira a suspensão da ofensiva. Na plenitude do inverno, as temperaturas chegavam a cair até a 20 graus negativos. O terreno, normalmente verde em outras épocas do ano, apresentava-se completamente branco, em função das precipitações de neve.
O soldado brasileiro, oriundo das terras quentes e amenas, foi se adaptando ao clima e ao terreno e aprendeu a conviver com a adversidade do frio intenso e da neve. Um dos aspectos a ressaltar nessa fase defensiva, foi o intenso emprego de patrulhas. Estas podiam ser de reconhecimento, (valor GC ou Pel) ou de combate, (valor Pel). Estas ações de pequenos efetivos tiveram um papel preponderante na segurança do dispositivo defensivo que dependia fundamentalmente do cumprimento das missões por natureza, perigosas e difíceis, exigindo dos combatentes, qualidades acentuadas de inteligência, coragem, astúcia e sangue frio. Embora com pequenos efetivos, essas patrulhas estavam sempre muito bem armadas, com fuzis, fuzis-metralhadoras, metralhadoras de mão, granadas e rádios portáteis, para ligação com a retaguarda. Do tenente ao mais moderno dos soldados, o nosso combatente encontrou nessa atividade uma maneira positiva de reabilitar o seu ânimo, bastante desgastado face aos reveses sofridos em Monte Castelo.
Infiltrando-se na retaguarda do inimigo, em audaciosas ações de surpresa, reconhecendo, executando emboscadas e golpes de mão com rara eficácia, o nosso combatente foi incrementando de modo intensivo o seu preparo técnico profissional.
Quando em fevereiro, a Divisão reiniciou as operações ofensivas, o nosso homem já não era mais aquele soldado tímido, vacilante e inexperiente das primeiras jornadas, mas sim, um verdadeiro combatente de escol, confiante na sua capacitação, prudente e experiente, capaz de sobrepujar conscientemente as mais complexas e perigosas situações que se lhes apresentassem no decurso do combate. 
Somente em 19 de Fevereiro de 1945, após a melhora do inverno o comando do 5º Exército determinou o início de uma nova afensiva para a conquista do monte. Tal ofensiva utilizaria as tropas aliadas, incluindo a 1ª DIE, ofensiva que levaria as tropas para o Vale do Pó, até a fronteira com a França.

O Ataque Final

         Novamente a ofensiva batizada de Encore, ou Bis, utilizaria a formação brasileira para a conquista do Monte e a consequente expulsão dos alemães. Desta vez a tática utilizada, seria a mesma idealizada por Mascarenha de Moraes em 19 de Novembro. Assim, em 20 de Fevereiro as tropas da Força Expedicionária Brasileira apresentaram-se em posição de combate, com seus três regimentos prontos para partir rumo a Castelo. À esquerda do grupamento verde-amarelo, avançaria a 10ª Divisão de Montanha dos Estados Unidos, tropa de elite, que tinha como responsabilidade tomar o Monte della Torracia e garantir, dessa forma, a proteção do flanco mais vulnerável do setor.
       O ataque começou às 6 horas da manhã, o Batalhão Uzeda seguiu pela direita, o Batalhão Franklin na direção frontal ao Monte e o Batalhão Sizeno Sarmento aguardava, nas posições privilegiadas que alcançara durante a noite, o momento de juntar-se aos outros dois batalhões. Conforme descrito no plano Encore, os brasileiros deveriam chegar ao topo do Monte Castelo às 18 horas, no máximo - uma hora depois do Monte della Torracia ser conquistado pela 10ª Divisão de Montanha, evento programado para as 17 horas. O 4º Corpo estava certo de que o Castelo não seria tomado antes que Della Torracia também o fosse.
        Entretanto, às 17h30, do dia 21 de fevereiro de 1945, quando os primeiros soldados do Batalhão Franklin do 1º Regimento conquistaram o cume do Monte Castelo, os americanos ainda não haviam vencido a resistência alemã. Só o fariam noite adentro, quando os pracinhas há muito já haviam completado sua missão, e começavam a tomar posição nas trincheiras e casamatas recém-conquistadas. Grande parte do sucesso da ofensiva foi creditada à Artilharia Divisionária, comandada pelo General Cordeiro de Farias, que efetuou um fogo de barragem perfeito contra o cume do Monte Castelo, permitindo a movimentação
         A tomada do Monte Castelo, foi a mais significativa vitória da FEB, demonstrando o valor do soldado brasileiro, sua versatilidade, sua persistência, seu estoicismo e sua coragem. Foi a vitória da superação e da raça.
A campanha prosseguiu. A conquista do baluarte de Castelnuovo, em 5 de março, consolidou a posse do Vale do Rio Reno e garantiu o livre trânsito na Rodovia nº 64.
No mês de abril, os aliados atacaram em toda a frente dos Apeninos, para chegarem ao Vale do Rio Pó. Foi a Ofensiva da Primavera. Aos brasileiros coube conquistar a região de Montese, objetivo situado na porção da frente de combate mais à esquerda de todo o dispositivo aliado. Foi a nossa vitória mais sangrenta, efetivada em 14 de abril.
O acesso à Planície do Pó permitiu que o êxito da Linha Gótica fosse aproveitado, levando à perseguição, à captura e à total desorganização do dispositivo alemão na Itália.
A FEB participou dessa operação e, em 28 de abri, capturou a 148ª Divisão de Infantaria alemã, tropas blindadas de uma Divisão Panzer e remanescentes fascistas da Divisa Bersagliere. Foram aprisionados 14.779 homens e vultoso material de guerra.
No dia 1º de maio, os brasileiros ocuparam a cidade de Turim e, no dia seguinte, 2 de maio, a guerra terminou na Itália.
O tributo de sangue brasileiro em combate contabilizou 443 mortos e 1.577 feridos. Foi o preço da luta pela liberdade e pela democracia, no mundo e no Brasil. A guerra deixou 60 milhões de mortos. Foi criada a Organização das Nações Unidas, (ONU), na esperança de se viver num mundo melhor.

O legado da FEB

O nosso esforço de guerra permitiu que o Brasil começasse sua industrialização. A instalação e a operação de bases militares no Nordeste nos permitiu receber uma usina siderúrgica, que foi instalada em Volta Redonda.
A industrialização estimulou a urbanização, possibilitou a emergência da economia do petróleo, induziu a interiorização da nossa capital, com a criação de Brasília, o que estimulou, nas décadas seguinte, a marcha para o oeste.
O Exército brasileiro mostrou aos americanos, o quão danosa era a prática da segregação racial, com batalhões constituídos somente de elementos da raça negra. A mistura, a integração de todas as raças dentro das unidades brasileiras provou ser mais eficiente e eficaz pois mantinha elevado o moral da tropa e conseguia os melhores resultados no campo de batalha.
O soldado brasileiro, admirado e respeitado pela sua coragem e pela sua cordialidade, ganhou notoriedade e passou a ser requisitado para compor as Forças de Paz da ONU e OEA. Suez, São Domingos, Timor Leste, Haiti, com a Minustah, são exemplos da atuação do soldado brasileiro em defesa da paz. 

BIBLIOGRAFIA:

1. DE BELLO ANNIS - Petrônio Muniz e Alberto Bittencourt, ainda não editado.
2.  O NORDESTE NA II GUERRA MUNDIAL; Gen Ex R1, Paulo de Queiroz  Duarte. Ed. Record, 1971.
3.  O BRASIL E MONTE CASTELO – Fundação Armando Alvares Penteado.
4.  TRINTA ANOS DEPOIS DA VOLTA – Octavio Costa
5.  O Exército na História do Brasil (vol. III, República).  Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora,
6.  Marechal Mascarenhas de Morais, Memórias (Volume 1)- Bibliex, 1984
7.  Joel Silveira, O Inverno na Guerra - Objetiva,2005








domingo, 28 de junho de 2020

VINTE CONSELHOS AO NOVO ROTARIANO


VINTE CONSELHOS AO NOVO ROTARIANO

Alberto Bittencourt - dez 2012


Ao tomar posse no Rotary, seu padrinho certamente informou-lhe que os compromissos mais importantes são a frequência e o pagamento correto das mensalidades. Ninguém duvida, porém ser rotariano é muito mais.
Antes de mais nada, é preciso manter viva a consciência de que você está entrando para um grupo de voluntários motivados exclusivamente pela alegria de seu coração e pela vontade de compartilhar uma visão comum. Visão, no sentido figurado, é tudo o que pensamos e sentimos a respeito de algo.
Ao se incorporar a este grupo, você se apresenta como mais um voluntário para ajudar na consecução dos objetivos, seus e do grupo.
Aqui vão algumas dicas para trazer alegria e sentido à sua presença física no Rotary:
1 – Procure conhecer o Rotary, sua missão, seus objetivos. Estude as metas e sonhos do seu clube e as ênfases e objetivos do Presidente do Rotary International.

2 – Juntamente com seu cônjuge, procure conhecer os companheiros, se integrar à Família Rotária. Preste a atenção nas pessoas, pois todos têm um papel a desempenhar, um talento com que contribuir. Não procure “reinventar a roda”, utilize os dons, talentos e a experiência de cada um para o fortalecimento do coletivo.
3 – Conecte-se consigo mesmo e com o seu Mestre Interior para identificar o seu papel. Reflita sobre o que você está fazendo. Pense em como você se sente e nas razões que o levaram a entrar no Rotary.
4 – Concentre-se mais na qualidade das informações trocadas, do que nas aparências externas.
5 – Abra-se para cooperação, não para a competição, pois esta promove a separação; a cooperação leva à unidade.
6 – Verifique a pertinência de todas as orientações. Receba-as com alegria no coração.
7 – Seja ilimitado em seu pensamento. Pensamento de qualidade leva a uma vida de qualidade.
8 – Deixe a sua imaginação fluir. Lembre-se que a imaginação é o primeiro passo para realizar um sonho.
9 – Manifeste sua visão. Procure ser claro e objetivo. Use a tribuna e o boletim do clube para partilhá-la.  Lembre-se do poder da palavra . Desenvolva seus dotes de orador e de escritor. Empregue sempre a linguagem positiva do paradigma da unidade para incrementar a integração.
10 – Faça o que diz – seja um exemplo vivo
11 – Dê todas as informações, tempo, energia e recursos de que dispuser. Esteja sempre disponível para o trabalho.
12 – Seja fluido e flexível. Não tenha medo de mudar.
13 – Prefira interpretar tudo em sua vida de uma forma positiva. Seja um otimista, encare as dificuldades e problemas como desafios.
14 - Sintonize e potencialize a sinergia do grupo. Idéias e ações nascerão espontaneamente.
15 – Cultive as amizades, crie relações afetivas para que todos queiram estar juntos pelo simples prazer de estarem juntos.
16 – Compartilhe Rotary com seus colegas de profissão, sua família, seus círculos de amizade. Traga novos companheiros.
17 – Compareça aos locais de trabalhos de seu clube, participe dos eventos, marque sua presença.
18 – Tome iniciativas, proponha novos projetos, busque parcerias. Mecha-se, não fique na expectativa.
19 – Seja mais do que simpatizante, seja um militante, capaz de correr riscos, lançar-se na incerteza sem temer o fracasso na busca do sucesso. 
20 – Relaxe e deixe brotar em seu coração a semente do amor.
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