ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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terça-feira, 19 de março de 2024

VENDO, VIVENDO E APRENDENDO

 

VENDO, VIVENDO E APRENDENDO

Alberto Bittencourt – set 2009

 

No Seminário do Quadro Social, que aconteceu como pré-evento do XXXII Instituto Rotary Brasil, realizado em Gramado, RS, em setembro de 2009, tivemos uma palavra brilhante e de grande inspiração pronunciada pelo Diretor Convocador, Antônio Hallage.

Ao encerrar o dito seminário, em seus comentários finais, Hallage disse que, ao tomar posse um novo sócio, a primeira coisa que o clube deveria fazer, seria apresentá-lo aos projetos e realizações, antes mesmo de ministrar a Instrução Rotária. Essa é necessária, mas pode ser feita depois, e há muito tempo para tal. Levar primeiro o novo rotariano para conhecer os trabalhos efetivos do clube é o grande ensinamento transmitido por Hallage, pois é Vendo, Vivendo e Aprendendo, que o novo sócio poderá se transformar num verdadeiro rotariano, num líder capaz de atuar dentro e fora do âmbito do clube. É imperioso mostrar ao novo rotariano que o Rotary não é só teoria, não são apenas palavras vazias. Somente vendo, vivendo e aprendendo, nos trabalhos e projetos que o clube realiza, ele terá a compreensão necessária para que o Rotary possa ocupar espaço junto ao seu coração, lá onde mora o seu Mestre Interior, no altar do Pensamento, Sentimento e Vontade.

A parte teórica, informação e instrução rotária, os ensinamentos virão depois e há tempo para isso, para que os líderes do clube transmitam os conhecimentos teóricos que formarão a verdadeira base de novo rotariano.

É conhecendo a parte prática, operacional, primeiro que o novo sócio vai adquirir a motivação para permanecer no clube e se tornar atuante, proativo, um militante do trabalho rotário o em ativista social, disponível e participante para o trabalho.

Parabéns,  portanto, ao diretor Hallage, por suas inspiradas palavras. Que uma comissão de rotarianos se encarregue de marcar as visitas com o novo sócio. Levá-lo para conhecer os projetos do clube é primordial. Ver, Viver e Aprender o que se passa nas creches, orfanatos, escolas, centros de recuperação de deficientes, hospitais infantis, comunidades carentes, favelas. Leve-os aos Interacts, Rotaracts, NRDCs, que veja o que cada um realiza.

Somente Vendo, Vivendo e Aprendendo o novo sócio será um verdadeiro rotariano.

Com freqüência nos deparamos com novos companheiros que entram nos clubes, mas ali restam apáticos, insensíveis, indiferentes, desmotivados. Estes acabarão deixando o Rotary e, por desconhecimento do que o Rotary faz, acabarão saindo e sairão falando mal, dizendo, como já ouvi diversas vezes, que o Rotary só tem teoria, que do discurso à prática ele não passa, que o Rotary gosta de palavras bonitas, de palmas e nada de ação.

Para não deixar que o sócio adquira tais idéias, é preciso levá-lo a conhecer, efetivamente, todos os projetos do clube, pois só Vendo, Vivendo e Aprendendo se poderá tornar grande na prestação do serviço, um verdadeiro soldado da paz, um agente transformado da sociedade.

Convide os novos sócios e os antigos que nunca visitaram um projeto, para acompanhá-lo. Se ele alegar falta de tempo, falta de horário disponível, adéqüe-se ao horário dele, marque as visitas nos dias em que ele possa dar um jeito de comparecer, seja num sábado, domingo ou feriado, claro, combinando antes com a instituição (os rotaractianos sabem fazer isso).

Torne essas visitas obrigatórias para os novos sócios, condição sine qua non para que ele se efetive como rotariano.

Estenda esse convite aos rotarianos antigos que nunca foram aos projetos do clube. É preciso sacudir, às vezes, um companheiro, para tirá-lo da apatia, da acomodação.

Faça uma pesquisa. Verifique quais são os sócios que nunca foram a um projeto, convide-os, leve-os. Torne essa condição obrigatória. Só assim, teremos um quadro social atuante e mobilizado para a grande mudança. É fazendo primeiro, a transformação individual, a transformação interior, para que, Vendo, Vivendo e Aprendendo, ele possa, afinal, ter o Rotary dentro de si, no altar do Pensamento, Sentimento e Vontade.

 

 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

HOMENAGEM PÓSTUMA A ALUÍSIO DE FREITAS ALMEIDA.



 HOMENAGEM PÓSTUMA  A ALUÍSIO DE FREITAS ALMEIDA

Alberto Bittencourt - nov 2023 

                              ALUÍSIO DE FREITAS ALMEIDA


Sessão plenária realizada pelo Rotary Club do Recife –  Casa Amarela no dia 04 de dezembro de 2023.. 

Palavras do presidente da ABROL-PE, membro do Rotary Club do Recife - Boa  Viagem, Alberto de Freitas Brandão Bittencourt. 


Boa noite 


Agradeço, inicialmente, ao presidente do Rotary Club Recife-Casa Amarela, companheiro Marcos Gallo, a quem parabenizo pela organização desta homenagem em memória do nosso querido e  inesquecível  companheiro Aluísio de Freitas Almeida. 

Minha saudação também, emocionado, à Iêda, aqui presente. 

Vindos do Rio de Janeiro, eu, Helena e as duas filhas mais velhas, Annie e Simone, chegamos no Recife, em janeiro de 1972, transferido pelo Exército, após haver concluído  o curso do IME - Instituto Militar de Engenharia. Aqui no Recife, nasceram posteriormente, Cristiane e Bruno. 

Em 1987, há 36 anos, portanto, ingressei no Rotary Club do Recife -Boa Viagem.  Uma dos primeiros  casais que conhecemos e firmamos amizade, foi Aluísio e Ieda.  

Fiquei muito emocionado na missa de Sétimo Dia, celebrada na Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, mais conhecida como Matriz de Casa Forte pelo pároco, padre Fábio Paz, por dois motivos principais.  

O primeiro foi a leitura da carta escrita pelo filho, Aluísio Almeida Jr., contendo um histórico da vida de Aluísio.  Uma obra que a todos emocionou. Pedi ao Aluísio Jr. que me enviasse uma cópia, para constar do acervo documental da ABROL-PE (Academia Brasileira Rotaria de Letras - seção Pernambuco). 

No dia 10 de agosto passado, Aluísio tomou posse como acadêmico titular, fundador, ocupando a cadeira número 11, numa bela cerimônia realizada nos salões da APL, Academia Pernambucana de Letras.  

Eu lhe peço cópia dessa carta, Aluísio Jr, pois seu pai, continuará imortal, agora na condição de patrono da cadeira de número 11. 


Eu sempre me lembro de uma passagem do livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint Exupery. 

Diz o menino, ao despedir-se da raposa, lá no asteroide:   

— Eu vou partir. 

A raposa ficou triste, cativa que era da alegria e do sorriso do menino.

Ele repetiu: — eu vou embora e você vai perder. 

A raposa respondeu — eu não perderei. 

Ele repetiu: — Como não vai perder, se eu vou embora?

A raposa então falou: — Eu não vou perder porque tenho a beleza dos campos de trigo. 

Ela se referia à beleza dos cabelos dourados e cacheados do menino, semelhante à cor dos campos de trigo.  

Então, Aluísio não nos deixou.  Ele estará sempre presente, através de sua voz, de sua imagem, de sua lembrança, sempre viva, conosco, para todo o sempre.  


Aluísio foi o único rotariano deste distrito 4500 a ter servido como governador por duas vezes.  A primeira, em 2002-2003, escolhido pelos companheiros do distrito,  quando , nas colinas de Chã Grande, durante a Assembleia Distrital realizada no hotel Highlander, ele transmitiu a mensagem recebida do presidente Bhichai Rattakul, 

da Tailândia, “Plante Sementes do Amor”, lema do Rotary para aquele ano. 

A segunda vez em que Aluísio foi governador foi em 2007-08, para preencher a lacuna deixada por Dulcinéa Oliveira, falecida no mês de setembro de 2007, em pleno exercício  de governadoria do Distrito 4500,  vitimada por doença agressiva e falal. 

O presidente do RI era o canadense Wilfrid J. Wilkinson e o lema daquele ano era: “Rotary Compartilha”. 

Aluísio e Ieda não se furtaram ao chamamento do Rotary Casa Amarela, clube ao qual pertencia a governadora Dulcinéia   e do Distrito 4500. E você, Ieda, foi o anjo da guarda, a heroína e, por que não dizer o motor que levou Aluísio a novamente, deixar tudo de lado, aceitar  a governadoria do Distrito 4500, para se dedicar inteiramente ao Rotary. O que é, sem dúvida, um imenso sacrifício mas, aceito com fé e amor ao Rotary, tornou-se uma missão fácil e gratificante de ser conduzida com êxito, até o final. 


O lema do ano 2002-03 trazido por Aluísio na primeira governadoria, “Plante Sementes do Amor”, caiu  como uma luva na mão de Aluísio, posto que no sangue que corre em suas veias existe  o DNA do lavrador.  


                                                                 troféu "O LAVRADOR"



Guardo comigo o belíssimo troféu distribuído por Aluísio na conferência distrital, confeccionado em Gravatá, feito em alumínio fundido, representando um homem lavrando a terra.  Quaisquer que sejam as sementes, disse Aluísio, o lavrador sempre a planta com amor.  

Uma semente pode ser pequenina, às vezes preta e esférica, mas o lavrador sabe que dentro dela está a fonte da vida. 


Aluísio ainda completou, dizendo que, os homens recebem uma enxada de 3,5 libras enquanto que, para as  mulheres é dada uma enxada de 2,5 libras. Essa afirmação causou rebuliço em todos os presentes naquele auditório, no qual eu e Helena nos encontrávamos.  

Desde antes Aluísio e Ieda já eram alvo do nosso respeito e admiração.  Um casal perfeito porque um completa o outro, um não é um sem o outro, pois vocês dois foram e são um só. E continuam sendo, pois Aluísio está vivo, presente em nossos pensamentos, sentimentos e lembranças. 


Na missa de Sétimo Dia, celebrada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, a Matriz de Casa Forte, tive outra emoção, porque o celebrante, pároco padre Fábio Paz, durante o sermão, afirmou que Jesus Cristo, como ser humano era manso e humilde.  Imediatamente me veio à mente a imagem de Aluísio. Eu nunca vi Aluísio alterar a voz, se estressar em todos esses anos de amizade.  Para mim, Aluísio é o retrato do que o padre falou, referindo-se a Jesus Cristo.  Aluísio era e é uma pessoa mansa e humilde, podendo ser por vezes enérgico e afirmativo, como foi Jesus, ao expulsar os vendilhões do templo. 

Essa mensagem, do celebrante, calou profundamente no espírito de todos os presentes. 


Peço desculpas por Helena não estar presente. Para ela fica difícil sair ã noite, especialmente num dia como o de hoje, em que tivemos, na hora do almoço a confraternização da Casa da. Amizade dos cônjuges do Recife. 


Gostaria de completar, dizendo que, assim como os cabelos do Pequeno Príncipe estão imortalizados nos campos de trigo, Aluísio é imortal na ABROL-PE por tudo o que ele fez, pelas sementes que plantou,  sempre em terreno fértil.  Como diz a Bíblia, para plantar uma semente não  basta lançá-la no solo,  pois este pode ser pedregoso, árido, infértil e ela pode não prosperar.  

Aluísio em sua sua mensagem disse que o rotariano, ao lançar as sementes do amor, elas sempre vingarão,  

Aluísio disse que o lavrador não é apenas um semeador.  Ele é antes um cuidador, ele cuida para que ervas daninhas não sufoquem aquela plantinha, para que ela possa crescer, se desenvolver e se multiplicar. 

A palavra de Aluísio sempre foi nesse sentido.  



Eu lembro bem, no dia em que eu e Helena o visitamos na fazenda, em Mimoso, perto de Arcoverde, quando Aluísio nos chamou com alegria para  ver uma coisa lá fora. 

— Venham ver, olhem a beleza da flor de Mandacaru, disse com orgulho de lavrador. 

Realmente, lá estava, inteiramente desabrochada,  forte e brilhante, nascida no tronco do pé de Mandacarú, esplêndida, em toda a sua beleza natural. 

A flor de mandacaru é também chamada de “ Rainha da noite”. Ela vive apenas o espaço de uma noite.  Na noite de primavera, ela desabrocha ao entardecer  e  sucumbe ao amanhecer do dia seguinte.  

Simboliza a resistência e a tenacidade do sertanejo nordestino, ante as inconsistências da escassez de chuvas e da falta d’água. 



                                                                                    FLOR DE MANDACARU. 


Obrigado, Aluísio. Jamais esqueceremos tudo o que você nos ensinou.  

Que Deus o tenha para novas missões, guarde e conforte a sua família. 




Palavras de Ieda:

Alberto e Helena, posso afirmar que vocês também são nossos fiéis amigos, sempre foram .Agradeço essas belas palavras dirigidas ao meu amado Aluísio e lhes digo : palavras que saíram do coração de um amigo que tenho certeza de tudo que escreveu veio de dentro da nossa amizade.

Obrigada Alberto vou guardar para sempre tudo que você falou e guardarei em meu coração, como bem diz o Roberto Carlos amigos oara sempre.

Obrigada !!!

Ieda 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

O SENTIDO DA VIDA

O SENTIDO DA VIDA

Alberto Bittencourt - 07/10/2014



          



Jamais esquecerei uma cena que assisti no Lar de Cáritas há mais de dez anos. 
Eu trabalhava como voluntário, rotariano, na construção de novas instalações, quando uma mãe desesperada chegou com um bebê no colo. 
Todos ali já conheciam o drama que aquela mulher vivia há cerca de três meses. Foi num dia de chuva torrencial, em que a pequena favela situada na frente da creche ficou inundada pelas águas e pelos esgotos que corriam a céu aberto, in natura, nas chamadas valas negras. 



A CRECHE LAR DE CÁRITAS





A FAMÍLIA

















VALAS NEGRAS




A casa onde morava a familia










 
O barraco de vão único, chão de terra batida e paredes de plástico e restos de madeira, foi invadido pela água da chuva. O bebê, de apenas três meses, deitado no estrado que servia de cama, rolou e caiu naquela água infecta, putrefacta e mal cheirosa. Foi o suficiente para dar um gole. Escapou de morrer afogado, mas contraiu septicemia, uma infecção generalizada, que o deixou três meses internado numa UTI infantil.



O BEBÊ


Ele viera de ter alta, mas, malgrado todos os cuidados médicos e nutricionais, o estado geral não apresentava melhoras. O bebê continuava prostrado, sem vida, sem reação, sem emoção. A mãe ao que parecia, havia perdido as esperanças. Numa última tentativa, queria agora deixá-lo no Lar de Cáritas, onde poderia ser melhor cuidado. 
Foi entregue a uma enfermeira prática, de nome Nancy, humilde, magra, funcionária da creche, que cuidava das crianças como se filhos fossem.


A ENFERMEIRA NANCY











A mulher tomou o bebê nos braços, friccionou-o vivamente. Tenta fazê-lo rir, brinca com ele. Nada acontece. Com cuidado, apertou o corpinho quase inerte contra seu coração, enquanto lhe dizia palavras doces. Ela fica assim, longo tempo imobilizada, os olhos fechados. Uma força espantosa emana dela.

A seguir, lentamente, suas mãos começam a pegar o bebê. Sem preguiça, ela o massageia da cabeça aos pés, com uma mistura perfeitamente dosada de força e delicadeza. Ela senta a criança no seu colo, saltita com ela, como se fosse um cavalinho. Naquele momento, o ar grave do bebê, aos poucos, vai se anuviando.

Então, sob os nossos olhos, um milagre se produziu. O olhar da criança começou a clarear, a se encher de luz. O pequenino ser, que estava ausente, de repente se torna presente. E, docemente, um sorriso aparece, acompanhado de pequenos gritos de alegria, até se transformar numa cascata de risos. O bebê havia escolhido viver. Seu sorriso testemunhava que o amor é a única razão que dá verdadeiramente sentido a uma existência. 

CONCLUSÕES

Um bebê não pode crescer e se desenvolver sem laços afetivos, no sentido mais amplo do termo. Se ninguém o olha de modo especial, não o toca, nem se interessa por ele, ele morre. 

Os pobres não se questionam sobre o sentido da vida. Eles tentam, simplesmente sobreviver a cada dia, mas, o que os ajuda a viver, tanto quanto a alimentação, são os laços familiares, amigáveis, tribais, comunitários. 

O que dá sentido verdadeiramente à vida, sejam ricos ou sejam pobres, ontem, como hoje, aqui ou alhures, é o amor. A vida, só é viável, porque alguém, nem que tenha sido pelo menos uma vez, nos olhou com amor.


DANIELLE


DANIELLE com o pai, na creche LAR DE CÁRITAS


 DANIELLE, COM  A MÃE
.


A despeito dos cuidados praticados, não se conseguiu resgatar aquelas crianças. Elas cresceram no mundo de violência, de miséria, na rua. Danielle, ao completar quatorze anos, morreu na Av. Conselheiro Aguiar, no bairro de Boa Viagem, no Recife, numa briga de gangues, atingida por uma pedrada, desferida por eles mesmos. 




O SENTIDO DA VIDA.

Comentários de José Bezerra de Moura , fundador do RC de Presidente Prudente Alvorada.

Prezado Companheiro de Rotary Alberto Bittencourt, inteligente Rotariano Servindo ao RI.

Li e absorvi com imenso prazer a história que trouxeste a lume, tua vida em comunidade e o teu verdadeiro projeto humanitário em prol do Brasil. Parabéns pelo formato desenvolvido ao longo do tempo e o desejo para que não se perca ou se extravie nessa prodigiosa e louvável caminhada rotária.

0 Brasil  e o seu Povo Livre do Socialista e do Comunismo maroto, acima de tudo, fazendo chegar a cada recanto por onde passas, a tua palavra abalizada, gentil, lúcida e democrática, mostrando, sem medo e fértil autoridade civil, o verdadeiro desencanto político, econômico, moral, ético e cívico que os detratores e esquerdistas de plantão, nocivamente  levaram o país para o lamaçal fedido e abjeto em que se encontra sem saída. Seja porta voz da recuperação e tiragem do país do fosso da improbidade e corrupção desenfreada no território nacional.


Pertinho de ti, Bittencourt, veja o que ocorreu no Executivo e Legislativo da cidade de Cabedelo, na Paraíba, trazida a lume pelo Fantástico da Globo, na noite de ontem, 8 de abril de 2018. A imagem pública e privada do Brasil , interna e internacionalmente, vem sendo afetada e destruída  a cada momento pelos maus brasileiros e governantes eleitos pelo povo servil.

Que Deus vigore e amplie tua sabedoria humana para bem e melhor servir este país maltrato por servis e aproveitadores do erário público,  popularmente travestidos  de nacionalistas, democratas e patriotismo.

José Bezerra de Moura - Fundador do Rotary Clube Presidente Prudente Alvorada

Bela história, Governador Bittencourt.

Abraço.


Valdemar L. Armesto


















segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

ANIVERSÁRIO DE 108 ANOS DO ROTARY INTERNATIONAL











 ANIVERSÁRIO DE 108 ANOS DO ROTARY INTERNATIONAL
Alberto Bittencourt

O Rotary International celebra no sábado, 23 de fevereiro de 2013, 108 anos de fundação. O primeiro Rotary Club foi fundado na cidade de Chicago, nos Estados Unidos da América no ano de 1905.
Nada melhor do que transcrever as palavras do idealizador e fundador do Rotary, o advogado norte-americano, Paul Percy Harris, de seu livro autobiográfico, intitulado Meu Caminho para o Rotary.

Uma noite – conta ele – fui com um amigo profissional até sua casa nos arrabaldes (de Chicago). Depois do jantar, enquanto passeávamos pela vizinhança, o meu amigo saudava pelo nome vários comerciantes que estavam nos seus estabelecimentos. Isto  fez-me lembrar a minha aldeia da Nova Inglaterra. Ocorreu-me então: por que não arranjar em Chicago uma roda de companheiros de diferentes ocupações, sem restrições de política ou religião, com ampla tolerância pelas opiniões uns dos outros? Não poderia vir a existir nesse companheirismo um mútuo auxílio?”
“Não agi imediatamente segundo o meu impulso. Meses e até anos se passaram. Caminhei sozinho, mas por fim, em fevereiro de 1905, convidei três jovens homens de negócios para se reunirem comigo e expus-lhes um plano muito simples de mútua cooperação e amizade, sem constrangimentos, tal como havíamos outrora conhecido em nossas aldeias. Concordaram com meu plano, Sylvester Schiele, comerciante de carvão, o meu amigo mais íntimo de Chicago e um dos três que primeiro se reuniram comigo. Foi escolhido como nosso primeiro presidente, e tem sido um membro permanente do clube. Gustavus Loehr, engenheiro de minas e Hiran Shorey, dono de alfaiataria, eram os outros dois, mas, não continuaram. Porém outros que rapidamente se juntaram ao grupo com entusiasmo, ajudaram a desenvolver o projeto.”
“Crescemos em número, em companheirismo, no espírito de auxílio à nossa cidade. Aprendemos o quanto tínhamos em comum. Sentíamos prazer em podermos ajudar-nos uns aos outros.”
“Na terceira reunião do grupo, apresentei várias sugestões quanto ao nome a dar ao clube, entre elas o de Rotary, e esse foi o nome escolhido, visto que nos reuníamos nessa altura, em rotação, nos nossos escritórios e locais de negócios. Mais tarde, ainda em rotação, reuníamo-nos em hotéis e restaurantes. Assim, começamos como “rotarianos” e como tal continuamos a ser.”
“No terceiro ano fui eleito presidente e as minhas ambições então eram primeiro, desenvolver o clube de Chicago, segundo, estender o movimento a outras cidades, terceiro, intensificar o serviço à comunidade como um dos objetivos do clube.”

Até aqui foram palavras do próprio Paul Harris ao contar como foi o início do Rotary em seu livro autobiográfico.
O crescimento do Rotary foi incrivelmente rápido. Em 1908 foi fundado o segundo clube na cidade de São Francisco, longe, na costa oeste dos Estados Unidos. Logo no ano seguinte, o terceiro, no outro lado da baía de São Francisco, na cidade de Oakland. O quarto clube foi em Seattle e o quinto em Los Angeles. Em 1910 já havia 15 Rotary Clubs no país. Foi nesse ano que se realizou a primeira convenção rotária em Chicago, onde foi criada a Associação Nacional do Rotary Clubs. Estiveram presentes cerca de 1.500 rotarianos.
Nesse ano de 1910, o Rotary cruzou a fronteira do Canadá, com a fundação do clube de Winnipeg. E em 1911 cruzou o Atlântico e chegou à Irlanda e Grã-Bretanha. Em 1912 a organização passou a denominar-se “Associação Internacional dos Rotary Clubs”. A designação “Rotary International” só foi adotada a partir da convenção de 1922, em Los Angeles.

A primeira convenção realizada fora dos Estados Unidos foi a de Edinburgo, na Escócia, e essa convenção teve uma importância extraordinária para os destinos do Rotary. É que os delegados decidiram criar uma comissão especial para estudar a estruturação de um estatuto único, bastante flexível, para todos os Rotary Clubs.
O presidente dessa comissão declarou: “A razão pela qual fomos convocados, decorreu do tremendo crescimento do Rotary. Estávamos tratando de tornar um grande sucesso em um sucesso ainda maior.”
Foi o resultado do trabalho dessa comissão, e de outras que se seguiram, que foi discutido e aprovado o estatuto único do Rotary International.

Na verdade, o Rotary caminhava rapidamente em direção a outros países e outros continentes. A partir de certo momento, era o próprio Rotary International que enviava emissários a determinados países para realizarem a tarefa de fundar novos clubes. Em muitos casos financiava as despesas de abnegados construtores de clubes, como fez com o casal Davidson, um rotariano canadense, que passou cerca de dois anos fundando clubes no sul da Europa, no Egito, no Sião, na Índia e no Japão. Outro construtor de clubes foi o Secretário Geral do RI na época, Cheley Perry. Entre as dezenas de clubes que fundou, está o Rotary Club do Rio de Janeiro, em 1923, o primeiro do Brasil, às vésperas de completar seus 90 anos.

Antes de falecer, em 27 de janeiro de 1947, Paul Harris pode ver o Rotary em volta do mundo. Ele nunca exerceu o cargo de presidente da Associação Internacional dos Rotary Clubs, ou do Rotary International. Mas a sua influência e os seus ideais, estavam sempre presentes na expansão do movimento. Ele tinha o título vitalício de “Presidente Emérito do Rotary International.
É o momento de voltarmos ao relato que fez o próprio Paul Harris no seu livro autobiográfico já referido. São palavras de Paul Harris:

Conquanto o enorme desenvolvimento expansional do Rotary constitua um dos mais interessantes capítulos da sua história, também o desenvolvimento de seus ideais e práticas tem caminhado rapidamente. As ações precederam a palavra escrita. Depois de terem prestado serviços sob múltiplas formas, a palavra “servir”, com todas as suas conotações e acepções foi introduzida no movimento rotário. O Rotary deixou de ser aquele grupo local reunido na cidade de Chicago, para benefício próprio e mútua ajuda, para se expandir em uma organização de visão internacional e inegável nobreza de fins”.
“Muitos rotarianos, continua ele, especialmente os do Brasil, afirmam que há na realidade um único objetivo no Rotary, e que esse é o conceito de servir. O Secretário Geral do RI, Cheley Perry, considera o servir como a via suprema do Rotary.”

A opinião de Paul Harris sobre a sadia influência dos ideais rotários no mundo, tinha uma dimensão que precisa ser cultivada, sobretudo nesses momentos em que vivemos.
“O Rotary, escreveu ele, é uma força de integração, num mundo em que as forças de desintegração são demasiado preponderantes. O Rotary é um microcosmo de um mundo em paz, um modelo que as nações fariam bem em seguir.”
“A influência do Rotary na opinião pública dos 60 países onde estão localizados os nossos mais de 5 mil clubes, tem sido mais eficiente do que muitas pessoas supõem. É certo que o número dos nossos sócios é pequeno, comparado com a população do mundo, mas o caráter dos rotarianos, de uma maneira geral, e as posições que eles ocupam, justifica, parece-me, a afirmação que fiz.”

Que diria hoje o fundador do Rotary, quando somos hoje mais de 1 milhão e 214 mil rotarianos espalhados em 34.431 clubes agrupados em 532 distritos rotários em 215 países?
A entrada do Rotary International no Brasil, ocorreu com a admissão do Rotary Club do Rio de Janeiro no Rotary International em 28 de fevereiro de 1923, data esta que passou a ser a data de aniversário da organização no Brasil.
A semente plantada em 1923 pelo RC do Rio de Janeiro, germinou e deu frutos: hoje, são 38 distritos no Brasil, com 2.394 unidades rotárias, das quais fazem parte 56.894 rotarianos.
No mundo rotário, o Brasil encontra-se em terceiro lugar em número de clubes e quinto em número de sócios. Além disso, duas convenções internacionais já foram realizadas no Brasil: uma em 1948, na cidade do Rio de Janeiro, com 7.511 participantes, e outra na cidade de São Paulo, em 1981, com 15.222 participantes. Está programada uma terceira convenção internacional para 2015, na cidade de São Paulo. Três ilustres rotarianos brasileiros também já ocuparam a posição de Presidentes de Rotary International: Armando de Arruda Pereira (1940-41), Ernesto Imbassahy de Mello (1975-76) e Paulo Viriato Correa da Costa (1990-91), todos já falecidos.

Temos, é certo, o dever de nos mantermos fiéis aos ideais pelos quais lutou Paul Harris. E não podemos perder de vista a advertência que ele nos deixou, na última mensagem que em vida pronunciou, por ocasião do aniversário do Rotary. Disse ele:
“Acredito que os dias pioneiros do Rotary apenas começaram. Há ainda tantas coisas novas a serem feitas hoje como em qualquer outra época da história. O Rotary deve certamente continuar a ser pioneiro ou se verá abandonado na retaguarda do progresso”.

Na verdade surgiram coisas novas no Rotary. A Fundação Rotária criada como um fundo de dotações em 1917, por Arch Klumph, para fazer o bem no mundo, e que recebeu o nome pelo qual é conhecida, na convenção rotária de 1928, foi uma delas. Iniciou um programa de Bolsas de Estudo de Pós Graduação no ano rotário de 1947-48, como um tributo à memória do fundador, Paul Harris.
As ações da Fundação Rotária multiplicaram-se no correr dos tempos e abrangem hoje muitos campos, sempre coerente com a MISSÃO, constante de seus Estatutos:
“A missão da Fundação Rotária do Rotary International é capacitar os rotarianos para que possam promover a boa vontade, paz, compreensão mundial, por meio do apoio à iniciativas de melhoria da saúde, da educação e do combate à pobreza.”

Entre os programas da Fundação Rotária, destaca-se o da Pólio Plus, que todos nós conhecemos e para o qual muitos de nós colaboram.
Com sua rede mundial de contatos, o Rotary é uma autoridade em serviços voluntários e primeiro contribuinte do setor privado a participar da parceria global dedicada à erradicação da pólio. Desde seu lançamento em 1988, a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio – liderada pela OMS, Rotary International, CDC e Unicef – diminuiu em mais de 99,81 % os casos de pólio em todo o mundo. Na época, a pólio era endêmica em mais de 125 países e mais de 350.000 crianças ficavam paralisadas anualmente por causa dessa doença.  Mais de 2 bilhões de crianças foram imunizadas, prevenindo 5 milhões de casos de paralisia e 250.000 mortes.  .
Grande progresso foi feito: apenas 650 casos foram reportados no mundo em 2011. Já fazem dois anos desde que o último caso de pólio foi diagnosticado na Índia. Para que esse país seja declarado pela OMS oficialmente livre da pólio, deve ficar três anos sem nenhuma ocorrência. Atualmente apenas três países são endêmicos: Afganistão, Nigéria e Paquistão.
O Rotary recebeu recentemente mais um subsídio de US$ 50 milhões da Fundação Bill e Melinda Gates, totalizando US$405 milhões e ultrapassou em janeiro de 2012 o desafio de arrecadar US$200 milhões adicionais. Estas verbas são utilizadas para fornecer vacina antipólio, apoio operacional, equipe médica, equipamento de laboratório e materiais educacionais para agentes de saúde e pais das crianças. Além disso, o Rotary tem desempenhado um importante papel junto a governos doadores, resultando em mais de US$8 bilhões em contribuições para o esforço. 
Embora mais visível, a Pólio Plus não empana o brilho de outros programas dos setores da educação, da saúde pública, do desenvolvimento comunitário no mundo. As bolsas de estudo têm sido concedidas todos os anos, desde a sua criação em 1947. Os Centro Rotary de Estudos Internacionais na Área da Paz e Resolução de Conflitos já formaram, desde a primeira turma em 2002-04, mais de 500 pacifistas que hoje militam em órgãos de governos, empresas privadas e ONGs muitas de sua própria criação.
Os recursos financeiros para a realização de serviços e compra de equipamentos em projetos que emparceiram clubes rotários em todo o mundo, realizam verdadeiros milagres, sobretudo porque os projetos são formulados com finalidades humanitárias.
A Fundação Rotária está bem posicionada para Fazer o Bem no Mundo com seu Plano Visão de Futuro, que lhe dará mais agilidade, eficácia e vantagem estratégica. Os 100 distritos pilotos, entre os quais se encontra o D.4500, testaram e aprimoraram o plano durante 3 anos, com vistas ao seu grande lançamento mundial, a partir de 01/07/2013. Na Assembleia Internacional de San Diego, em Janeiro deste ano, governadores e presidentes das 532 CDFR do mundo inteiro foram treinados para esse lançamento.

Pode-se dizer que a Fundação Rotária é o braço forte do Rotary na realização do objetivo de SERVIR. Não há rotariano que não se sinta feliz por sua contribuição financeira espontânea, voluntária.
Paul Harris teria ficado orgulhoso com o Projeto Pólio Plus e outros programas voltados para a Paz Mundial.
Para encerrar, deixamos esta bela reflexão de Paul Harris, que consta de sua autobiografia:
“Certa vez, durante os primeiros anos do movimento, o secretário Chess Perry veio ao meu escritório para apresentar os ótimos rotarianos canadenses que tinham sido encarregados de fundar clubes na Austrália e na Nova Zelândia. Eles haviam expressado o desejo de me conhecer, designando-me como “O Fundador do Rotary”. Agradeci e aceitei a honra, mas sugeri que meu papel tivesse sido posto demasiadamente em relevo. Perry respondeu pelos meus visitantes e disse: Suponho que os visitantes vão ver, Paul, mais ou menos com o mesmo espírito com que vão visitar a nascente de um grande rio. 
“Tenho muitas vezes pensado naquelas palavras: constituíram um grande cumprimento feito na forma de uma bela analogia. Aceitei o cumprimento segundo a sua intenção, mas pergunto: Será verdade que a corrente de um grande rio provém somente de uma nascente especial? Não, o grande rio é a soma total da contribuição de centenas, talvez de milhares de pequenos ribeiros e riachos, que vêm montanha abaixo, cantando enquanto correm, ansiosos por se lançarem no canal do grande rio. Pois é tal o crescimento do Rotary. Tornou-se grande em virtude das contribuições desinteressadas de milhares de rotarianos de muitas nações.

F  I  M