ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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domingo, 20 de agosto de 2023

 A DISSOLUÇÃO DA DEMOCRACIA EM QUATRO TEMPOS. 

Alberto Bittencourt 


1) A democracia dissolveu-se no Brasil a partir do momento em que bloquearam as investigações sobre o atentado à faca contra Bolsonaro, blindaram os celulares do assassino Adelio Bispo e do escritório de advocacia contratado por ninguém sabe quem para defendê-lo. 

Aceitamos calados. Ninguém fez nada. 

2) A democracia caiu novamente quando a justiça revogou a prisão em segunda instância, colocou em liberdade o condenado Lula da Silva, devolveu-lhe os direitos políticos e permitiu que se candidatasse novamente à Presidência da República. 

Mais uma vez aceitamos calados. 

3) A democracia, já feita em pedaços, acabou de se desmanchar quando a suprema corte interferiu no poder legislativo, fraudou o resultado das eleições, e deu a vitória ao ex condenado e ex presidiário. 

Mais uma vez ninguém falou nada. 

4) O cadáver da democracia foi enterrado de vez quando os chefes militares, cooptados pela quadrilha dominante, deixaram de exercer o poder moderador constitucional e permitiram que um  governo anárquico se instalasse no Brasil. 

Acabou. 

Não há mais um fio sequer de Esperança. 

É o fim de tudo. 

A ditadura está implantada. A democracia foi para o brejo.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO ELEITORAL BRASILEIRO.

 

REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO ELEITORAL BRASILEIRO. 

Alberto Bittencourt -abril de 2018

 

Temos que defender a reformado sistema político eleitoral brasileiro:

A revogação da condenação em segunda instância colocará o Brasil na contramão do mundo. 22 mil presos terão liberdade imediata.

1_ A começar pelo critério político partidário de indicação de ministros da suprema corte. Que os ministros sejam escolhidos por méritos dentro da carreira da magistratura, com mandatos limitados no tempo, e duração de oito anos. 

2_ Temos que acabar com o foro privilegiado que beneficia 58 mil bandidos e ladrões, traidores da PÁTRIA.

3_ Temos que instituir a figura do Candidato Independente, não vinculado à partido político. Já existente há muito tempo nos EUA. No Brasil não temos liberdade de escolha. Só votamos em quem os donos dos partidos querem. O resultado são as dinastias familiares de políticos: esposa, mãe, pai, filhos, netos, sobrinhos etc. Nao vote em nenhum deles.

4_ Temos que acabar com o voto de arrastão como o do Tiririca que levou com ele candidatos sem expressão e sem votos.

5_ Temos que acabar com o voto secreto, em todos os níveis parlamentares.

6_ Temos que acabar com os cargos comissionados, que são loteadas pelos partidos políticos.  66 mil parasitas são nomeados na administração pública. Uma prefeitura de um município com 50mil habitantes chega a ter até 2 mil nomeações.

7_ Precisamos acabar com essa pluralidade de 37 partidos políticos que só servem para negociatas e barganhas. 

8_ Temos que acabar com essa fábrica de sindicatos que é o Ministério do Trabalho. A Maioria é arapuca para extorquir os trabalhadores.

9_ Temos que lutar pela reforma da previdência para nos colocarmos entre as nações desenvolvidas. Idade de 65 anos e tempo de contribuição de 35 anos seriam os requisitos mínimos para a aposentadoria integral.

10_ Temos que lutar contra a corrupção, contra o desmatamento da Amazônia, contra o tráfico e as milícias.

11- Temos que lutar pela Educação, saúde, segurança, moradia digna, igualdade de oportunidades.

 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA

 O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA. 

(Qualquer semelhança com fatos reais e pessoas vivas,  não é mera coincidência).

Alberto Bittencourt 





Filme do velho faroeste americano, do diretor  John Ford, datado de 1962, estrelado por John Wayne no papel principal. 

O filme se passa numa pequena cidade, cuja paz era perturbada por um marginal cruel e sanguinário, chamado Liberty Valance.  

Liberty Valence - é pura ironia um fascínora ostentar o nome "Liberty", que em português significa "Liberdade".

Justamente quem promove a opressão, age à revelia da lei e da ordem, não respeita a justiça, tampouco as autoridades, indo contra a liberdade em todas as instâncias, usa e abusa do nome "Liberty".

Até parece que estamos assistindo a esse filme novamente.

O bandido sequestrara uma criança de dez anos e a levou para o esconderijo em que se acoitava com o bando. 

A criança era neta de John Wayne, então separado da esposa e avó do menino. 

O pânico tomou conta dos moradores da cidade, que julgaram ser impossível resgatar a criança das mãos daquele monstro. 

Foi então que a avó reuniu os moradores e disse.  

_Só existe no mundo um homem capaz de salvar meu neto das mãos desse facínora.  É um homem extremamente rude, grosseiro, ignorante em atitudes e ações, de linguajar e expressões chulas, mas é o único homem capaz de resgatar meu neto com vida, das mãos desses assassinos. 

E prosseguiu: 

_O nome desse homem é JAIR, porém ele é mais conhecido como MITO! 

_Oh!!! Exclamaram todos. 

_Ele pode ter todos os defeitos, disse  a velha  senhora, mas é o único homem capaz de libertar o meu neto das mãos desses comunistas que se apropriaram  de tudo e querem destruir a nação. 

_MITO, MITO, MITO....  gritaram todos. 


O  MITO foi lá, botou todos  os brandidos para correr  e resgatou a criança chamada BRASIL. 

terça-feira, 17 de maio de 2022

OS TRÊS BRASIS

 OS TRÊS BRASIS 

Alberto Bittencourt -15 maio 2022




Vivemos em três brasis. 


O PRIMEIRO BRASIL é  o do mal,  totalitarista , perseguidor, absolutista, para o qual  os fins justificam  atos e ações as mais bizarras . 

É um brasil ditatorial, que não respeita a lei, nem a ordem, para o qual  a Carta Magna é letra morta, Interpretada  à conveniência de alguns servidores marginais, marajás, milionários, privilegiados aproveitadores, detentores de  benesses e mordomias incalculáveis, com séquitos de assessores regiamente pagos pelo povo. . 

É um brasil que prende, arrebenta, encarcera, persegue, exila, bloqueia, sequestra, desmonetiza, inviabiliza, impõe penas e multas, impagáveis, cujo intuito é  apenas  satisfazer a sanha maligna deles,   xerifes e carcereiros

É um brasil da censura, para o qual inexiste a propriedade privada, inexistem as liberdades, nem de imprensa, nem de opinião, tampouco de ir e vir.  

É um Brasil algemado, devassado, invadido nos seus direitos, nos seus  mais sagrados e recônditos recantos.  

É um brasil medieval, atrasado, envergonhado, achincalhado, alvo do escárnio internacional.  

É um brasil em que uns poucos flutuam acima de tudo e de todos, contra os quais inexistem recursos e armas.  

É um brasil apequenado,  a soltar criminosos internacionais, assassinos hediondos, confessos, condenados, mesmo os mais perigosos. 

É um brasil que impede a polícia de agir, proíbe incursões aos territórios do crime organizado. 

É um brasil que classifica seus algoses de milicianos, propagadores de Fake News, inimigos do bem e da democracia. 

É um brasil que não representa a maioria do povo brasileiro. 

É um brasil da tortura, da violência, da exorbitância.

É um Brasil do mal. 


O SEGUNDO BRASIL é o país dos congressistas, representantes do povo, escolhidos e eleitos para materialização da sua vontade. Ungidos  para expressão do que a maioria dos brasileiros almeja  - a paz e o progresso   - mas quase todos traidores da pátria, inimigos da nação, a serviço de seus próprios interesses e conveniências. 

Um brasil corrupto, do toma lá dá cá, do rabo preso, sem vontade própria, incapaz de se opor às injustiças, submisso aos desvarios de outro poder que se diz supremo, extremo, divino.

Um brasil avassalado,  ajoelhado, apático, envergonhado, um mero fantoche nas mãos de um time de sinistros ministros, nunca dantes eleitos, nunca representantes da expressão popular,  de repente alçados aos pícaros da fortuna, para exercício de um eterno e fictício poder. 

É um brasil fisiologista, das dinastias políticas, dos conchavos, das malas pretas, do dinheiro guardado em cuecas, nos apartamentos, em paraísos fiscais. 


O TERCEIRO BRASIL é o Brasil da liberdade, liberdade de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade de votar conscientemente em quem melhor o representa. 

É o Brasil que defende as instituições, que gera empregos, que respeita a vontade popular.

É o Brasil da seriedade, cumpridor das leis, um brasil que produz riquezas, respeita o meio ambiente e a propriedade privada. 

É o Brasil democrata, da justiça social, da imprensa livre, 

É o Brasil que amamos e queremos para nossos filhos e netos.  

É o BRASIL da liberdade.  

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

INCOMPATIBILIDADE FATAL

INCOMPATIBILIDADE FATAL         
                                                                                   Alberto Bittencourt  - julho, 2005


        




Não há lugar para a prática de política partidária no movimento rotário. Qualquer cidadão, sendo político, deve se desligar do Rotary, ou sendo rotariano, deve se desligar da política.

        O Rotary, desde a sua concepção, é um movimento apolítico. Não tem, nem pode ter, afiliação partidária, tampouco adota credo religioso, nem faz distinção de raças, classes sociais, ou alimenta sectarismos, sejam eles de que natureza forem.

        Após havermos visitado os 91 Rotary Clubs do Distrito 4500 no segundo semestre de 2004, ano essencialmente político, com eleições para prefeitos e vereadores transcorridas no dia 3 de outubro passado, chegamos à conclusão, Helena e eu, que a filosofia do Rotary está mais certa do que nunca. Ser apolítico como instituição, é um princípio ético existente desde que o Rotary é Rotary e isso não pode mudar.

        Percorremos clubes inteiramente desagregados, divididos, perdidos, que praticamente desapareceram nos meses que antecederam às eleições e, mesmo depois delas levaram tempo para se recomporem, na tentativa de se recuperarem dos traumas sofridos.

        Vimos clubes que suspenderam todas as atividades meses antes do pleito e que, somente por um milagre conseguiram retomar as rotinas normais.

Vimos clubes, que, a pretexto das eleições, deixaram de funcionar, de cumprir compromissos e nunca mais se recuperaram, desagregando-se, desmobilizando-se, perdendo-se definitivamente para o trabalho voluntário do Rotary.

        Há clubes que antes das eleições eram médios, com 20 ou 30 sócios. Depois, o que restou foram escombros. Restos recompostos do que antes fora um pujante Rotary Club.

        Há o caso, verídico, daquele tesoureiro de clube, que se candidatou a vereador da pequena cidade, sem se desincompatibilizar. Perdeu a eleição e o clube perdeu o companheiro, as finanças e até talões de cheques. Até hoje chora o leite derramado.

        O presidente de outro clube em nosso Distrito foi candidato a prefeito. Então estava escrita a crônica da morte anunciada. Vinte e quatro sócios, situação financeira estável, em dia. Em março o clube deixou de se reunir. Havia outros companheiros candidatos a vereadores. Outubro: o companheiro presidente, candidato a prefeito, não se elegeu, gastou o que podia e o que não podia. Botou a culpa nos rotarianos, divididos, que não o apoiaram. Rotary? Perda de tempo, gasto inútil de dinheiro que não tenho mais. Não quero nem saber. E os companheiros espalhados, dispersos, desagregados, perderam a fé e a esperança. Nunca mais se reuniram.

        Quando a política partidária permeia o clube, quando rotarianos levam para reuniões rotárias suas preferências eleitorais, a divisão se instala. Desinstala-se a unidade, o companheirismo. A sobrevida passa a ser curta. Está decretada a morte para mais cedo ou mais tarde.

E por que isso ocorre? Simplesmente porque a filosofia do Rotary é incompatível com a política partidária, nos moldes como ela se desenrola em nosso país, muito principalmente no interior do nordeste. Estou mais do que convicto dessa incompatibilidade. Tenho a mais plena certeza de que ou é um, ou é outro. Os dois, rotariano e político não coexistem. A razão? É que o Rotary prega a união, enquanto a política divide.

        Mas, por que, essa instituição centenária que, ao completar 100 anos de existência dá ao mundo uma prova, de sua força e de sua importância, por que, essa instituição, dinâmica, ágil, evoluída, que não é estática, nem acomodada, torna-se, de repente, frágil ante as lides e disputas eleitorai?

        Creio que a resposta, simples, é porque a eterna obsessão do ser humano, a mais louca, mais forte, mais constante paixão que acomete o homem, não é o trabalho voluntário, muitas vezes anônimo, não é a fraternidade, o amor ao próximo. O que move os homens, mais até do que o sexo, é a disputa pelo poder. É da natureza humana. Todos querem sentir o gosto do poder, ter poder, cada vez mais, definitivamente, sentir-se poderoso, sentir-se autoridade.

        Aí está a grande diferença. Segundo afirmou o ex-presidente do Rotary, Jonatan Magiaby: 

          Em Rotary, ninguém tem poder, ninguém tem autoridade. O que nós temos em Rotary são diferentes níveis de responsabilidade.

É essa a principal diferença entre o ser rotariano, e o ser político.

Mas não é apenas isso. Há muitas outras diferenças.

        Um rotariano não pode ter inimigos, nem adversários. O rotariano é amigo e companheiro de todos, indistintamente. Já ao contrário, todo político, seja ele de bom ou mau caráter, tem inimigos. Mesmo o mais honesto, o mais correto, o mais devotado à causa pública, o mais voltado para o social, para o povo, nem por isso vai deixar de ter seus inimigos. São as pessoas interessadas em derrubá-lo, em usurpar uma fatia de seu poder, em não deixar que cresça, para que não se transforme em ameaça. São inimigos que muita vezes agem, na surdina, sem se mostrarem, sem aparecerem, sem se declararem como tal.

        Além disso, o rotariano, prega a prestação de serviço voluntário, o trabalho desinteressado em favor do próximo, a ajuda a quem precisa, o fazer o bem sem olhar a quem, o Olhe mais além de si mesmo. Já o político, tudo o que faz visa o interesse próprio, visa arranjar votos nas eleições seguintes, aliciar sempre novos eleitores.

        O rotariano prega e pratica sempre a verdade, como um código de ética, em tudo o que pensa, diz e faz. Já no político não se pode confiar. Tem a palavra fácil para prometer o que não cumpre, a parte mais difícil. Todo político, em princípio, não reza pelo primeiro quesito da prova quádrupla, posto que, sempre distorce a verdade dos fatos, colocados ao sabor de seus interesses eleitoreiros. 

    Já dizia Roberto Campos: Em política o que importa não é o fato, mas a versão.

O rotariano valoriza o trabalho em equipe e para tanto, organiza-se em comissões, em grupos de trabalho, para melhor alcançar os objetivos e metas. Já o político faz complôs. Articula-se em grupos e grupelhos que variam conforme os interesses do momento. São as famosas alianças. Os que ontem eram inimigos, adversários ferrenhos, hoje são confrades, amigos, íntimos e sinceros, verdadeiros “irmãos”.

Assim, o político conspira, age nos bastidores, na surdina, nas sombras, procura sempre solapar as bases adversárias, mesmo que, para tanto, precise empregar recursos fabricados, fictícios, falsos. E ainda se aproveita da mídia, para propalar inverdades.

        Mas a principal diferença é quanto à honestidade. O ex-presidente do Rotary Internacional, mestre Luís Vicente Giay, talhou uma frase lapidar e definitiva. 

        Disse que a diferença entre o rotariano e o político é que o político privatiza recursos que são públicos, enquanto o rotariano torna públicos recursos que são privados.

        Os políticos, com raras e honrosas exceções são desonestos. Legislam em causa própria. Recebem vantagens, propinas, privilégios, para votarem em projetos de interesses setoriais.

        E ainda há os famosos “fundos de campanha”, chamados FC, um verdadeiro promotor de enriquecimentos. Esses não se limitam ao período eleitoral, subsistem durante toda a duração dos mandatos, sejam de que nível forem. Funcionam na base dos achaques a fornecedores, empreiteiros, prestadores de serviços.

        Pelo dito, estou mais do que convicto que não pode haver político nas fileiras do Rotary. O político não abraça o ideal, nem a filosofia do Rotary de Dar de si antes de pensar em si.

        Então, se alguém, em algum clube de Rotary tiver a pretensão de concorrer a qualquer cargo político, que se desvincule no ano da eleição. Se for eleito, não deve voltar ao clube. Se perder, talvez, avaliadas as circunstâncias.

Chego a vaticinar: que se desliguem os políticos, ou algo de muito ruim pode acontecer com os clubes. Os clubes de Rotary devem afastar, eliminar tudo o que divide, tudo o que separa.

Trazer candidatos para exporem suas plataformas nas plenárias do clube, como sói acontecer, também pode ser um equívoco, pode dividir, separar.

        Não quer dizer que, fora do período eleitoral, o político, eleito, consagrado por seus ideais, não possa vir ao clube como convidado, apresentar seu trabalho em prol da causa pública.

        O Rotary, sendo apolítico, tem credenciais para se aproximar de qualquer governo, seja de que partido for, para pedir e oferecer parceria, visando unicamente, o bem público, ajudar a quem precisa, crianças, jovens em situação de risco, idosos, enfermos, deficientes, comunidades carentes.

        O rotariano alavanca políticas públicas construtivas e age como um fiscal. Onde houver sinal de malversação de recursos públicos ele usa as ferramentas de que dispõe: denúncias as Ministério Público, aos Tribunais de Conta, à imprensa.

        O rotariano é um cavaleiro andante na luta contra a concentração de renda neste país, em que a miséria é uma chaga crescente, exposta. Ele investe contra os maus políticos e maus administradores públicos, qual Dom Quixote, na luta do bem contra o mal. Que cada rotariano seja um Dom Quixote, com toda a sua pureza de intenções e de propósitos, no combate à desonestidade, bradando como no musical “O Homem de La Mancha”:

 

Sonhar o sonho impossível

Vencer o inimigo invencível

Chegar aonde nem os mais fortes ousaram chegar