ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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sexta-feira, 21 de junho de 2024

CARTA DO CORONEL CESAR REIS

Carta do coronel Cesar Reis. 

Rio de Janeiro, 8 de janeiro de 2023. 

Meu caro Alberto.

Ass: O Prof Torres Pastorino



Muita paz!

Ao receber o livro que você generosamente me enviou, vi imediatamente que temos muito em comum. Também fui rotariano. Quando servia em Três Corações, os companheiros tiveram a bondade de me convidar. Naquele tempo, idos dos anos 60 do século passado, fazíamos parte do distrito 459. Conheci as propostas, participei das ações sociais, conheci cidadãos de excelente nível. Foi um tempo bom. Com minha transferência para a EsAO e subsequentes tarefas, perdi o contato. O Rotary foi tempo importante em minha vida. Tem meu respeito, minha admiração.


Tive contatos frutuosos com o professor Pastorino. Ele orientava um grupo de estudos do Evangelho em seu apartamento-biblioteca na rua 7 de Setembro aqui no centro do Rio. Era um sábio. Conhecia os termos do Evangelho e seu significado naquele tempo em que foram escritos os textos. Publicava uma revista mensal extraordinária chamada Sabedoria. Anualmente editava a Sabedoria do Evangelho. Tenho comigo sete volumes. Trata-se de obra ímpar, verdadeiro patrimônio da humanidade. Segundo soube há ainda vários volumes a serem publicados, aguardando autorização da família e editora que se disponha a investir. São textos em vários idiomas, referências eruditas. Preço elevado por certo. Quando estivemos na direção da Capemi tentamos promover a edição mas a família não concordou. Pastorino foi o fundador do Lar Fabiano de Cristo do qual fazemos parte até hoje. Ele também dirigiu a sessão de inauguração da Casa da Fraternidade que nós dirigíamos em Três Corações. Ao falecer disse que ia estudar na espiritualidade para, depois, apresentar as pesquisas sobre o Apocalipse.


Não sei se você soube quando ele fez concurso para professor do Colégio Militar, o seu exame oral ficou famoso. Era prova de Latim. Ele e o examinador falavam fluentemente como se o Latim fosse uma língua viva. Juntou gente, faz parte dos anais. 


Era homem de simplicidade exemplar. Diariamente pegava o bonde para fazer seu programa na rádio. Fazia uma oração pedindo apoio espiritual. Anotava numa caderneta a inspiração que lhe chegava. Quando retornava ao escritório na rua Senador Dantas, destacava o papel da caderneta e deixava sobre a mesa. Os tempos eram difíceis e a editora Sabedoria passava por dificuldades. Pastorino pediu ajuda ao Coronel Jaime Rolemberg que dirigia a Capemi naquela época. Rolemberg enviou uma funcionária, dona Maria de Belém, contadora, para analisar as dificuldades do amigo. D. Maria viu sobre a mesa as folhas soltas das inspirações diárias de Pastorino. Entendeu o que ali estava um tesouro. Foi assim que surgiu o livro best-seller Minutos de Sabedoria. Todas as edições iniciais foram feitas pela Capemi. Depois que ele faleceu sua viúva passou os direitos para a Editora Vozes. Agora no século XXI, através da mediunidade de Divaldo Franco, Pastorino nos deu outro livro admirável sobre a impermanência. Maravilha!


Também convivi com Hermógenes. Ele era associado efetivo do lar Fabiano. Frequentava nossas reuniões de estudo e de meditação. Fazia palestras para nossos funcionários. Gostava de contar anedotas. Tinha um bom humor permanente. Era o maior vendedor de livros da sua editora. Graças a ele também consegui editar um livro de nossa autoria. Viajamos juntos algumas vezes. Ele promovia viagens à Índia. Levava grupos para que conhecessem o admirável Say Baba. Lá na Índia sua esposa foi atropelada por um caminhão. Deu um trabalhão trazê-la para o Brasil. Foi a primeira vez que vi Hermógenes preocupado. Hermógenes foi um privilégio em minha vida. Morava na Urca. Era delicioso conversar com ele em sua casa, sentado na mureta de frente para o mar.


Fui professor do Colégio Militar, como você. Convivi com grandes mestres como Walter Shaeffer, Ruy Kremer, Ribeiro. Acho que Danilo e Eloy Villela são seus colegas de turma e eram meus companheiros no CMRJ. Não fui aluno do CM. Fiz antiga Escola Preparatória de Fortaleza. De lá fui para a AMAN, turma de 1959. Dois dos meus filhos estudaram lá. Eram da cavalaria. 


Outra afinidade: fui vegetariano durante anos da juventude. Ao sair aspirante, fui para Vacaria. Lá o Exército participava do realinhamento do Tronco Principal Sul, uma estrada de ferro que ligava São Paulo a Porto Alegre. A estrada antiga foi construída pelos ingleses obedecendo às curvas de nível. Eram quatro noites e três dias de viagem. Lá no interior de Vacaria construíamos uma ponte sobre o rio Pelotas. Não havia nada para comer, exceto frangos e carne de gado ou porco. Apesar dos meus protestos, o cardápio era somente aquilo. Tive que me readaptar ao regime não vegetariano. Confesso que até hoje tenho minhas dificuldades com carne. Interessante, quando era cadete meu comandante de companhia ficou cismado com o meu regime alimentar. Encaminhou-me ao médico que me aconselhou, dizendo que vegetarianos por falta de proteína animal poderiam ficar estéreis. Não procede. Temos sete filhos saudáveis, graças a Deus. 


Então meu amigo, está bem claro que temos bastante em comum e isso inclui ação social então cara ao meu coração. 


Quero agradecer muito espaço pelo livro que você teve a gentileza de me remeter, com expressiva dedicatória. Ainda vou refletir bastante sobre as suas experiências que dão qualidade não só a sua vida mas às vidas de todos nós.


Muita paz e alegrias permanentes. Que sua vida permaneça estruturada em bons pensamentos, bons sentimentos e boas atitudes, como sempre.


Um grande abraço agradecido. Cordialmente,

César Reis




terça-feira, 4 de junho de 2024

CARTA A UM GOVERNADOR DE DISTRITO

 CARTA A UM GOVERNADOR DE DISTRITO  

Alberto Bittencourt - 2006

 

Fico sempre triste quando tenho notícia do afastamento de algum rotariano, mesmo para mim desconhecido.

Ao receber sua carta na qual você comunica seu desligamento do Rotary, não pude conter a emoção. Lágrimas vieram-me aos olhos.

Trata-se da saída de um amigo, de um companheiro que aprendi a admirar e estimar, desde o nosso treinamento no Instituto Rotário de Aracaju, em setembro de 2003. A partir daí nós, 38 governadores brasileiros, juntamente com os dois governadores portugueses, Conde e Diamantino, passamos a formar um grupo coeso, unido, perfeitamente integrado.

Da Assembléia Internacional de Anaheim, marcada pela pluralidade de costumes e tradições dos povos ali representados, os 529 Governadores do Centenário saíram perfeitamente sintonizados com os objetivos do presidente do Rotary International, Glenn Estess, e motivados para Celebrar Rotary no ano de seu centenário. O sucesso de tantos e tão importantes eventos acontecidos no período rotário 2004-2005, as homenagens recebidas de todos os setores da sociedade, são o resultado da dedicação e trabalho de rotarianos no mundo inteiro, liderados pelos Governadores do Centenário.

O conhecimento que eu e Helena travamos com vocês ficou gravado em nossos corações pela identidade de pontos de vista, pela afinidade na vontade de inovar, de construir um Rotary mais participativo, mais dinâmico, inclusive com a quebra de paradigmas, se necessário.

Um rotariano, seja ele dos mais simples, do mais longínquo dos clubes, encerra dentro de si um universo. É ele que faz o Rotary e por isso, ele é o elo mais importante de nossa Instituição.

O Rotary só é o que é porque tem morada permanente no altar do pensamento, sentimento e vontade de cada um dos rotarianos do mundo.

Perder um rotariano é perder uma parte do todo, é ficar bem mais pobre. Imagine RI perder você - um Governador do Centenário - que tanto fez para elevar nossa roda dentada aos mais altos pódios!

Nós, Governadores do Centenário, não pertencemos mais nem a Clubes nem a Distritos. Somos patrimônio de um movimento que trabalha pela Paz entre homens e nações do mundo inteiro e por isto, essencial ao futuro da Humanidade.

Nós somos do Brasil e do mundo.

Temos que ter sempre em mente, que fomos treinados para, não apenas representar o presidente do Rotary Internacional em nossos Distritos, transmitir suas mensagens, suas metas e ênfases, mas, sobretudo, para conduzir com alegria e felicidade toda a Família Rotária na direção da solidariedade, do amor e da ajuda aos mais carentes.

Fomos preparados para administrar Rotary através dos clubes, na busca de um mundo melhor, mais justo, mais humano.

Nossa preparação começou muito antes de nossa posse. Consumiu enorme soma de investimentos em recursos humanos e materiais. Pense na grande mobilização de pessoal, a maioria rotarianos, empenhados em horas e horas de trabalho de variadas equipes. Pense nos recursos financeiros aplicados. Pense que tudo isso foi feito tendo nós, os Governadores do Centenário como centro.

Sei do muito que investimos para chegar lá. Sei também que pagamos tudo isso com o sacrifício de nossas famílias, de nossos negócios, de nosso lazer, inclusive com prejuízo financeiro, mas tudo fizemos com alegria no coração, na certeza de estar colaborando para a construção de um mundo melhor.

Reflita agora, caro companheiro. Faça um balanço das pessoas que cativamos ao longo de nossa jornada de Governadores do Centenário, das incontáveis amizades que conquistamos. Rememore as inúmeras portas que carinhosamente se abriram para nos acolher. Visualize as sementes que deixamos plantadas em cada coração que certamente ainda germinam, crescem e frutificam, em amor, compaixão e amizade. Segundo Saint Exupéry, somos responsáveis pelas pessoas que cativamos. Elas precisam, elas dependem da gente.

Fomos escolhidos Governadores do Centenário por conta de nossas qualidades de liderança. Todo líder que se projeta, por estar em evidência em dado momento, sob as luzes dos holofotes naquele ano, desperta um quê de ciúme. Faz parte da natureza humana.

É importante que o líder tenha a consciência de que jamais obterá a unanimidade. Sempre haverá alguém para contestar, para dizer que de outro modo seria melhor. É a diversidade de pensamentos que engrandece todo grupo e principalmente em Rotary, onde todos são líderes.  

Mesmo que surjam formas mais agressivas de expressão um dos primeiros ensinamentos que recebi foi de que todo líder deve “ter jogo de cintura e aprender a engolir sapos”.

Para isso, cada um deve construir em torno de si, um círculo de proteção, como uma bolha blindada a nos envolver, na qual as agressões, as malevolências, as calúnias, batem, ricocheteiam ou resvalam sem nos atingir como pessoa e muito menos à nossa obra.

Não devemos responder, nem revidar.

"Nunca se justifique. Os amigos não precisam, os inimigos não acreditam" (li por aí).

Basta seguirmos o nosso caminho, com a consciência tranqüila e a convicção do dever cumprido.

Se alterarmos nosso comportamento em função das ações adversas dos outros, estaremos contribuindo para a divisão e desentendimento dentro do Distrito, estaremos construindo muros de separação. Ao contrário, nossa missão de governadores e de líderes é construir pontes de amizade.

Procure entender, coloque-se do outro lado, no lugar de quem nos agride. Você verá as razões do outro. Verá que o outro lado está certo, do ponto de vista dele. É o que nos ensinou Ragendra Saboo com o lema: Olhe mais além de si mesmo.

Assim, devemos continuar nossos caminhos, com a convicção de que somos o que somos, sem submissão, sem arrogância, mas com firmeza de propósitos, tratando a todos da mesma maneira, sem permitir que a divisão se instale, com desejo de contribuir, de somar, de agregar, pensando sempre positivamente.

Por isso eu lhe peço, caro amigo, reconsidere, por favor, a sua decisão. Não desista nunca, jamais. O Rotary precisa de você.

Existe uma palavra em psicologia, cujo significado vai além da física, constante dos dicionários: RESILIÊNCIA ― recuperar-se de traumatismos, superar golpes, “dar a volta por cima”.

É a mais importante qualidade intrínseca dos grandes homens. Os exemplos não faltam na história e na vida.

Esperamos você, RESILIENTE, de volta ao nosso meio.

Você faz falta, muita ... muita falta!

 

Do seu amigo e companheiro,

Alberto Bittencourt

Rotary Club do Recife – Boa Viagem

Governador do Centenário, D-4500

Classificação: engenharia civil

CARTA A UM COMPANHEIRO

 

CARTA A UM COMPANHEIRO

Alberto Bittencourt - abril 2005

 

Caro companheiro               

 

Tomei conhecimento, com pesar, de seu desligamento do clube. Para nós, militantes rotários, a perda de um companheiro é sempre momento penoso, mormente nestes tempos em que o sofrimento da humanidade aumenta, quando o trabalho dos rotarianos é cada vez mais requisitado.

Desconheço se suas motivações foram de natureza rotária, particular ou profissional. A comunicação pública, seca e direta, abre caminho à especulações. Nas entrelinhas notei um certo amargor que deixou dúvidas quanto aos relacionamentos no seu clube.

Foi falta de companheirismo? A prestação de serviços, sem a contrapartida do companheirismo, é sempre precária. Talvez tenha faltado liderança da parte dos dirigentes. Pode não ter havido instrução rotária suficiente.

Os companheiros de seu clube talvez tenham perdido a oportunidade de fazer de cada reunião plenária um momento agradável, onde a Família Rotária comparece pelo simples prazer de estar junto e não para cumprir uma obrigação rotineira.

Infelizmente, ao deixar o Rotary Club, o companheiro perdeu uma rara oportunidade - a chance do convívio fraterno, amigável, caloroso, que aproxima pessoas de categorias profissionais distintas, que, de outra maneira, jamais se tornariam sequer conhecidas.

Quem já viu um engenheiro bater no ombro de um juiz, chamá-lo pelo prenome ou apelido, no lugar do tratamento formal dado nos tribunais, de Vossa Excelência, Excelentíssimo? Quem já viu um jovem de 20 e poucos anos tratar por você a um circunspeto senhor, com anos de experiência, no final de carreira, ou aposentado? Pois em Rotary tudo isso acontece, sem que se perca o respeito e a consideração.

Alguns clubes não escolhem com o devido cuidado seus integrantes. O fazem mais para preencher números do que para buscar pessoas de qualidade, com vontade de trabalhar, líderes em suas comunidades. Todo clube é o reflexo de seus sócios. Clubes de qualidade correspondem a homens de qualidade, devotados ao ideal de servir.

É preciso municiar sempre o novo sócio de literatura, artigos, folhetos, informações que esclareçam o verdadeiro papel dos rotarianos no mundo. As obrigações financeiras devem ser sempre bem esclarecidas e conscientizadas. Da mesma forma quanto ao papel da Fundação Rotária, braço financeiro do Rotary International, que tem aquinhoado os distritos do Brasil com mais do dobro de suas contribuições anuais, voluntárias.

É preciso que se tenha consciência que a condição de ser rotariano não é para um cidadão qualquer, eu diria que é mesmo para uma elite, no bom sentido. Uma elite voltada para o serviço voluntário, capaz de disponibilizar parte de seus momentos de lazer em favor do próximo, uma elite que “dá de si, antes de pensar em si”.

Que podemos fazer sozinhos? Pouco ou quase nada. Como podemos legar aos nossos filhos e netos, um mundo melhor que o atual? Dom Helder, o nosso grande arauto da Paz, respondeu, num programa de tv a que assisti: “Não fique só”, disse apenas. Juntos, unidos, podemos sonhar o sonho impossível, realizar milagres, mudar o futuro de muita gente.

Esse é o papel dos rotarianos, o de reunir pessoas de bem, dispostas a ajudar o próximo, para fazer a diferença, num mundo de violência, miséria, exploração, injustiça social.

A doação pura e simples do que nos sobra, dinheiro, roupas, objetos usados, certamente tem o seu valor para os despojados de tudo, mas não tem méritos. O mérito está na doação de si próprio, na doação de seu tempo, de sua energia, de sua atenção. Aí está a verdadeira vocação dos rotarianos e é isso que os faz serem diferentes.

Ao deixar o trabalho voluntário, ao deixar “de olhar além de si mesmo”, o companheiro está dizendo não à vida, não à esperança, não ao amor.

O Rotary só chegou aos cem anos, porque é importante para o mundo. Graças a Deus, a consciência do serviço voluntário tem aumentado substancialmente no Brasil.

Queira Deus que os jovens, os líderes, os profissionais de todas as estirpes, tenham a visão maior de que não podemos ficar só na esperança, nem apenas na fé.  “Fé sem obras é morta”, disse Madre Tereza de Calcutá.

É preciso agir, aqui e agora, sair na frente, tomar iniciativas, liberar o grito incontido de nossa indignação, bradar aos quatro ventos toda a nossa revolta, manifestar toda a nossa inquietude, arregaçar as mangas, trabalhar cônscios de que juntos, unidos, como um “Feixe de Varas”, tudo será mais fácil.

Que Deus proteja a você e a todos os companheiros de boa vontade de seu Rotary Club. Quem sabe, um dia, o teremos de volta, com o raiar de uma nova esperança?

Conte sempre com este seu amigo. Com um abraço fraterno,

 

Alberto Bittencourt

Governador do Centenario D-4500


CARTA CONVITE AO PROFESSOR HERMÓGENES

 

CARTA CONVITE AO PROFESSOR HERMÓGENES   

                                  

Recife, PE, !8 de março de 2005

 

 

                           Ao Ilmo sr. professor JOSÉ HERMÓGENES DE ANDRADE

                           Assunto: Palestra em Conferência Distrital do Rotary

                   

 Querido professor

 Tenho a satisfação e a honra de convidar meu ilustre mestre e amigo para proferir palestra com aproximadamente 1 hora de duração na Conferência Distrital do Rotary Internacional que se realizará no Recife, PE dias 26 a 28 de maio de 2005.

A conferência, querido professor, terá como tema “Conferência do Centenário pela Paz e Desarmento”.  É o coroamento do ano em que exerço o mandato de governador do Distrito 4500 do Rotary International, que se iniciou em 1º de julho de 2004 e findará a 30 de junho de 2005, já que, em Rotary, todos os mandatos têm a duração de apenas um ano. É o final de um ano de trabalho em favor dos mais carentes, motivo de festas, de júbilo, de inspiração e reflexão, para que, unidos, juntos, possa toda  a Família Rotária continuar na missão que escolheu, de amar e ajudar ao próximo, consoante o seu lema: "Dar de si antes de pensar em si"

O nosso Distrito 4500 congrega rotarianos que integram 92 Rotary Clubs dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, no total de mais de 2500.

A Conferência será realizada no Centro de Convenções de Pernambuco e deverá ter um público de aproximadamente 1500 pessoas.

Os eventos como esse do Rotary são inteiramente gratuitos aos participantes, de forma que gostaria de saber o valor de seus honorários, responsabilizando-me pela sua passagem aérea e hospedagem no período que se fizer necessário.

Quanto ao tema da palestra, sugiro que seja relacionado com a PAZ, coerente com os objetivos maiores do Rotary de "Busca da Paz e da Compreensão Mundial".

O movimento rotário completou no dia 23 de fevereiro de 2005 o seu primeiro centenário.

Nesses 100 anos de existência, está presente em 166 países do mundo e conta com mais de 1.200.000 rotarianos, afora os membros partícipes da Família Rotária, o que eleva esse número para cerca de 3 milhões de pessoas, posto que o Rotary de hoje é um movimento familiar.

Dentre as suas principais obras realizadas ou em realização no mundo, como carro-chefe, encontra-se a campanha  Pólio-plus, que visa eliminar da face da terra o pólio vírus selvagem, aquele que transmite a poliomielite, além de combater outras doenças  por vacinação, quais sejam, sarampo, catapora, tuberculose, difteria e coqueluche. Vale dizer que foi o Rotary quem primeiro se lançou nessa campanha, quando, em 1985 decidiu eliminar da face da Terra esse terrível mal, que quando não mata, deixa sequelas irreversíveis.

Ao Rotary se emparceiraram posteriormente organismo como OMS, a UNICEF e o Comitê Norte-Americano de Prevenção e Controle de Doenças, além dos governos de países do mundo inteiro.

Em 1985 cerca de 350.000 crianças foram acometidas por esse mal da paralisia infantil. Na ocasião o Rotary fez a promessa ao mundo de que em 20 anos, por ocasião da celebração do seu centenário, em 2005, nenhuma criança mais seria vitimada pelo vírus da poliomielite.

Nesse período foram vacinados cerca de 2 bilhões de crianças no mundo inteiro e mais de 5 milhões deixaram de contrair esse terrível mal.

Estamos na véspera de cumprir o prometido. O Rotary despendeu na fabricação de vacinas e campanhas de imunização pelo mundo inteiro, mais de 600 milhões de dólares, atrás apenas do governo americano, que gastou 700 milhões.

Mas o que conta mesmo, são as milhões de horas de trabalho de voluntários liderados por rotarianos que lutam para levar a vacina aos recantos mais inóspitos da Terra.

Agora, os últimos bolsões onde ainda ocorrem casos da doença estão sendo atacados, em alguns países da África, como a Nigéria, Níger, Egito, Sudão e da Ásia, como  a Índia e o Paquistão. Acreditamos que a promessa será cumprida.

Mas não é apenas isso. O Rotary vem espalhando o bem nos quatro cantos do mundo, sem distinção de cor, raça, religião, credo político, posição ou classe social.

 Sua ajuda se estende a creches, orfanatos, escolas, centros educacionais de portadores de necessidades especiais, abrigos de idosos, hospitais, entidades que tiram menores das ruas, que se ocupam de jovens em situação de riscos, fornecendo cursos pré-escolares e profissionalizantes, além da complementação de ensino e reforço escolar em comunidades carentes.

 Através da Fundação Rotária, patrocina o mais amplo programa privado de bolsas educacionais do mundo, já tendo enviados, mas de 35 mil jovens bolsistas para estudarem em outro país.

Em nosso distrito 4500 (PE, PB, RN), mais de dois milhões de dólares foram aplicados em projetos humanitários, destacando-se a doação de um ônibus equipado com centro cirúrgico oftalmológico, para levar a luz da visão aos mais isolados recantos do nordeste.

 Tudo isso fruto do trabalho voluntário e da doação espontânea de rotarianos do mundo inteiro, que se irmanaram, na busca da Paz e da Compreensão Mundial. Onde houver conflitos, guerras, refugiados, crianças em situação de risco, fome, miséria, violência, exploração, cataclismas, desastres, catástrofes, como essa que se abateu sobre países da Ásia, rotarianos estão presentes levando alimentos, agasalhos, roupas, objetos e ajuda às vítimas.

 Através de colaboração com os governos o Rotary é um alavancador de políticas públicas de beneficiamento às comunidades carentes, na preservação do meio ambiente pela educação do povo, no combate `a corrupção, onde quer que se encontre, com o objetivo de redução da criminalidade e da violência urbana.

 Assim, agradeço ao querido mestre e amigo, se puder participar dessa Conferência do Centenário pela Paz e Desarmamento, pelo que, coloco-me ao seu inteiro dispor, para quaisquer informações que necessite.

                                                              Atenciosamente,

 

                               

ALBERTO DE FREITAS BRANDÃO BITTENCOURT    

Governador do Distrito 4500 do Rotary International

 (PE, PB, RN)

domingo, 5 de maio de 2019

PROJETO DE EDUCAÇÃO PELA PAZ



PROJETO DE EDUCAÇÃO PELA PAZ 


Alberto Bittencourt 

abitt9@gmail.com 
81 98844-8129 





Digníssimo senhor prefeito do município de ....

Pertenço a uma organização chamada Rotary International e venho propor um programa de parceria. 

Venho com o propósito de desenvolver projetos em Escolas Municipais de Ensino Fundamental 2, em favor de adolescentes de 11 a 16 anos de idade. 

São estes jovens que se encontram na fase mais vulnerável ante o assédio e abuso sexual, a droga, a prostituição, o abandono pelas famílias, a violência, o bullying, o estupro, a gravidez precoce, as infecções sexualmente transmissíveis (IST), a ideologia de gênero e outras ameaças. 

Cerca de um milhão de meninas por ano, com idades entre 12 e 16 anos, engravidam no Brasil. Como consequência, abandonam os estudos, largam as crianças nas mãos das avós,  e as deixam soltas depois nas ruas. 

Perde-se a esperança justamente onde ela deveria ser mais forte - a de que a educação é a base de tudo é que é preciso oferecer oportunidades para os jovens. 

Retroalimenta-se o estigma de que a melhor solução seria a repressão, a redução da maioridade penal, a construção de presídios, o aparelhamento das polícias, o aumento das penalidades, o fim da impunidade. 

Nenhum político fala na prevenção, na educação pela paz, no implemento de uma cultura da paz. 

A situação é mais do que URGENTE. 

Destes jovens em situação de pobreza, podemos afirmar, sem medo de errar, que boa parte deles não chegará aos 24 anos de idade. 

Infelizmente o Brasil é campeão mundial de mortes por armas de fogo. São mais de 50 mil homicídios ocorridos por ano, desde 1995, conforme estudos da UNICEF. Em 2015 foram 58 mil vítimas de homicídios. Nos últimos vinte anos, ocorreram mais de um milhão de mortes no Brasil. Só não têm repercussão mundial porque ocorrem espalhadas no tempo e no espaço. Fossem concentradas, seria uma catástrofe. E não deixa de ser. Um verdadeiro genocídio.

Mata-se mais no Brasil do que nos EUA, China, India, Ásia, África, Oriente Médio, ou em qualquer guerra localizada. 

80% das vítimas são jovens pobres, de cor parda, do sexo masculino, habitantes das favelas, com idades entre 18 e 24 anos. 

Afinal, que saídas podemos oferecer para que esses jovens tenham um futuro auspicioso, já que as escolas públicas são ineficientes e burocráticas? 

Nossa proposta é a prevenção

Como? Ensinando e divulgando nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental 2 a Cultura da Paz e não Violência

Propomos a educação com valores humanos, éticos e morais, sem a intenção de doutrinação ou catequização de qualquer espécie. Propomos a valorização dos professores, baseada na meritocracia.
Mais uma triste estatística: o Brasil é campeão mundial de agressões a professores por alunos. Esse quadro tem que mudar. 

Integramos uma entidade denominada Rotary. Não pertencemos a partidos políticos, nem a igrejas. Move-nos apenas o desejo de que o jovem cresça de forma honesta, com amor no coração e aprenda a ganhar honestamente o pão de cada dia. 

Mediante parcerias internacionais, o Rotary pode realizar projetos chamados de Subsídios Globais, e aportar recursos de cem a quatrocentos mil reais por projeto, com duração de um a dois anos cada, em benefício desses jovens. 

Podemos contratar facilitadores, educadores, pedagogos, terapeutas, sociólogos, médicos, e outros especialistas profissionais, pagar alimentação, transporte, material esportivo, num programa paralelo ao da grade curricular de ensino. 

Queremos conscientizar o corpo docente e discente das escolas municipais,  alcançar as famílias desses jovens. 

Poderíamos estender esse projeto a várias escolas, com abrangência inicial de cerca de três mil alunos. 

Seriam denominados Projetos de Educação pela Paz. 

Gostaria de marcar encontros para desenvolver a ideia. 

Por favor, avise-me da possibilidade de marcarmos reuniões a respeito. 

Precisamos difundir a cultura da paz e não violência

Precisamos diminuir a violência no ambiente em que vivem esses jovens, para que eles se tornem verdadeiros cidadãos, úteis e produtivos para o mundo. 

E para que possamos afirmar com orgulho: 

A juventude brasileira tem jeito

Obrigado
Abraços

ALBERTO BITTENCOURT.
abitt9@gmail.com
81 98844-8129

terça-feira, 25 de agosto de 2015

EXPOSIÇÃO DE LIVROS DE AUTORES ROTÁRIOS E EXPOSIÇÃO FILATÉLICA



38º INSTITUTO ROTARY DO BRASIL

EXPOSIÇÃO DE LIVROS DE AUTORES ROTÁRIOS 
EXPOSIÇÃO FILATÉLICA COM TEMÁTICA "ROTARY" 









Companheiros
Foi com imensa honra e alegria que recebi o convite do Convocador do 38º Instituto Rotary do Brasil, Diretor 2015-17, José Ubiracy Silva, para coordenar estes dois importantes eventos, sob a orientação do presidente da Comissão Organizadora, Diretor 2007-09, Themístocles Pinho. 

A história do Rotary, desde o seu início, está ligada aos livros e aos selos. A Exposição de Livros de Autores Rotários e a Exposição Filatélica com Temática Rotary, vêm agregar valor e conteúdo ao Trigésimo Oitavo Instituto Rotary do Brasil. 



Paul Harris nos legou vasta obra literária. Ele sempre incentivou os rotarianos a publicarem artigos em boletins, jornais, revistas, ou a editarem suas experiências em livros. 
Por outro lado, ao longo de sua história, os principais eventos e datas comemorativas do Rotary são tradicionalmente celebrados com a emissão de selos, nos mais recônditos países e regiões geográficas, atravessando um século em que a configuração geopolítica do mundo se redesenhou, ao sabor de guerras, conflitos e acordos de paz. 

É muito importante, portanto, contar com o apoio, tanto da Revista Brasil Rotário, quanto da ABROL, como instituições mantenedoras dos dois eventos. 

A Revista Brasil Rotário sempre prestigiou em suas páginas os lançamentos de obras de autores rotarianos e as emissões filatélicas, enquanto a ABROL, Academia Brasileira Rotária de Letras, congrega rotarianos com a finalidade de promover estudos e produção literária sobre o Rotary e a contribuir para preservar a sua memória. 

A Exposição de Livros de Autores Rotários, destinar-se-á à mostra de livros de autores rotarianos, com temática livre, isto é, os assuntos não precisam ser necessariamente do Rotary. 

A Exposição Filatélica com Temática "Rotary" terá como coordenador assistente o renomado filatelista do Rotary Club de Niterói-Norte, companheiro Antônio Joaquim Gonçalves Veloso, tel: 21 99621-9002; e-mail a.veloso@globo.com . 

É importante salientar que a EBCT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, fará o lançamento de um selo alusivo ao XXXVIII – IRB. 

Finalmente, conclamo a todos os interessados em expor suas obras e selos na Feira, que entrem em contato comigo, no mais breve prazo possível. 

Muito obrigado.


ALBERTO DE FREITAS BRANDÃO BITTENCOURT 
Coordenador da Exposição de Livros e 
Exposição Filatélica 
Governador 2004-05 do Distrito 4500 
Rotary Club do Recife-Boa Viagem. 
Tels: 81 98844-8129 (cel) e 81 3204-1752 
E-mail: abitt9@gmail.com 











       

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

FALECIMENTO DA TIA ENY DOS REIS BITTENCOURT

Queridos primos
Lamentamos o falecimento da tia Eny.
Desde crianças ela esteve presente em nossas vidas.
Na adolescência, eu gostava muito de conversar com ela. Como professora e educadora, parecia ter uma certa curiosidade sobre os nossos pensamentos.  Perguntava o que achávamos desse ou daquele assunto, sempre os mais variados.
Mãe exemplar, não hesitou em deixar o magistério, para se dedicar de corpo e alma à educação dos filhos.
Eu, que detestava fígado e sopa, nessas horas dava graças por não ser seu filho. Ficava só vendo e imaginando o sofrimento de vocês, mas ao mesmo tempo tinha inveja dos dentes perfeitos, imaculados, sem uma só cárie.  
Quando os filhos ficaram maiores, tia Eny estudou história das artes e começou a ensinar.
Amava as viagens e se preparava minuciosamente, estudando em profundidade a história e os detalhes de obras e monumentos que iria visitar. Penso que ela se transportava no tempo para melhor viver a época, compreender o espírito dos artistas no momento da criação. Suas opiniões eram abalizadas, sábias e muito importantes.
Muitas saudades nos vêm daqueles tempos, do tio Hertz, dos almoços dominicais na casa do vô, das nossas correrias pelo quintal.
Não são apenas lembranças, são a nossa essência, a nossa alma, a nossa história.
Beijos
Alberto

terça-feira, 18 de maio de 2010

caros amigos

E-mail enviado dia 10 de abril de 2010:

Caros amigos

Estamos no Rio de janeiro, para onde viemos comemorar o aniversário de 90 anos de minha mãe, dia 31 de março.

Em reposta à preocupação dos amigos do Recife, em decorrência das fortes chuvas desabadas sobre a cidade ao entardecer da segunda-feira, dia 05, informamos que, pessoalmente, graças a Deus, não tivemos maiores transtornos. Apenas meu genro ficou 6 horas engarrafado dentro do túnel Rebouças. Ele e minha filha só conseguiram chegar em casa, vindos do trabalho, às 01h30, na madrugada do dia seguinte.

O mais grave, infelizmente, ocorreu depois, em Niteroi, onde os deslizamentos causaram mais de 200 mortes.

O tempo ainda está instável aqui no Rio, com períodos de muita chuva. As ruas permanecem enlameadas, o trânsito caótico em determinados lugares.

Minha filha, genro e netos, moram numa cobertura que se debruça sobre a lagoa Rodrigo de Freitas, no Sacopã, a uns cem metros de altitude. O lugar é lindo, as construções sobem pelas encostas, pois a faixa a nível do mar é estreita. Do apto se descortina a vista maravilhosa da lagoa em primeiro plano, seguida dos morros Pão de Açúcar, Corcovado com o Cristo Redentor, por sinal em obras e cerdado de andaimes, pedra da Gávea mais ao fundo, e outros. Vemos o estádio de remo do Flamengo, os clubes Piraquê e Caiçara, o Joquei Club, que marcaram nossa juventude nos anos sessenta.

A tempestade do dia 05 coincidiu com a maré alta, o que fez o nível da lagoa subir cerca de 1m40 além do normal. Uma água vermelha e barrenta invadiu ruas e prédios do entorno. Plásticos e garrafas pet ainda hoje se acumulam nas margens, trazidos pela chuva. Um mar de cocô de algum esgoto rompido contribui para a poluição em outro trecho da lagoa.

Quando não chove, eu e minha filha iniciamos o dia com uma caminhada holística e ecológica, na ciclovia em volta da lagoa, em marcha acelerada, finalizada por uma pequena corrida até completar os 7500m do perímetro. Holística porque vamos observando as pessoas, os carros, o mundo á nossa volta e ecológica porque nos integramos à natureza farta e bela. Há uma variedade de pássaros, garças, marrecos, patos, uns nadando outros voando em V. Há também um tipo de frango d'água de plumagem negra e bico vermelho e até um local habitado por uma familia de capivaras, marcado por placas, embora eu nunca as tenha visto. Ninguém sabe de onde elas vieram.
O passeio é movimentado em dias de sol. As mamães levam seus bebês, outros levam seus cães, os idosos vão caminhar, os atletas treinar. Passamos pelo heliporto, onde a todo instante helicópteros aterrisam e decolam no transporte de ricaços, de casa para o trabalho e vice-versa.
Há muitos quiosques com restaurantes e bares famosos. A lagoa é, literalmente, uma festa.

Pagamos hoje o preço da falta de planejamento habitacional e familiar, o que já era alertado há trinta anos. Que falta faz o BNH - Banco Nacional da Habitação, extinto pelo governo Sarney de uma canetada só. O Brasil precisa construir um milhão de moradias por ano, a fundo perdido, para uma população extremamente pobre, sofrida, que se amontoa em locais de risco de modo sub-humano, nos morros e palafitas das capitais e das grandes cidades. Precisamos de um novo sistema em que os políticos possam pensar grande. Pensar grande é pensar no tempo dos outros, dos que virão depois, em lugar de só pensarem nas eleições seguintes.

Que nunca nos esqueçamos de toda essa tragédia.

Abraços.
Alberto Bittencourt

terça-feira, 6 de abril de 2010

SOLIDARIEDADE A UM COMPANHEIRO



Dirijo-me aos mais de 900 companheiros do GEROI, espalhados pelo imenso Brasil, pelos países de língua portuguesa, pela América Latina, pelo mundo.
Nosso presidente, Francisco Rolando Issa passa por momentos difíceis, tão difíceis que somente ele e sua família podem avaliar. Ao que tudo indica o fundador, criador e organizador dessa formidável rede de expressão e comunicação dedicada a assuntos do Rotary International que é o GEROI, vive uma tormenta de inimagináveis consequências.
Uma coisa é certa: ele precisa de nosso apoio, de nossa solidariedade, de nossa ajuda. A partir do momento em que sua esposa Elisabeth dirigiu a seu pedido, veemente apelo à nossa comunidade, não podemos deixar de comparecer.
Issa formou uma formidável cadeia de rotarianos que se unem através da Internet, voltados para o estudo e desenvolvimento dos clubes, para o esclarecimento de dúvidas, para a divulgação de exemplos edificantes, para o aprimoramento pessoal e coletivo, para o cultivo da ética. São quase um milhar de mensagens que circulam mensalmente desde o ano de 2005, ano da criação do GEROI.
Issa nunca faltou em todos os momentos dessa trajetória vitoriosa. Sua liderança precisa está presente sempre que necessário, para colocar a casa em ordem, para relembrar os princípios e regras que balizam o GEROI. Sua palavra equilibrada sempre surge oportuna, apaziguadora, conciliadora, pacificadora, esclarecedora, orientadora.
Há um ditado africano que diz: "Pessoas comuns, fazendo coisas simples, em lugares pouco importantes, conseguem mudanças extraordinárias." Assim é o Issa, assim são os rotarianos de hoje.
Profissional devotado, cirurgião dentista, Issa trabalha todas as jornadas para ganhar o pão de cada dia. À noite, dedica-se até altas horas ao GEROI, diariamente, a pastorear o seu rebanho, sem perder um só detalhe, vigilante, empolgado, entusiasmado.
Minha proposta é formarmos uma cadeia de solidariedade e apoio ao nosso presidente. Se 160 companheiros depositarem 50 reais cada um, já teremos aí os 8 mil necessários para a liberdade. Mas ainda há outros custos com advogados e com o processo. Quem achar muito, colabore com 5, 10, 25, quanto puder.
Não importam as circunstâncias, o que importa é darmos as mãos a um companheiro que está precisando. Não podemos faltar-lhe nesta hora. Comecemos na segunda feira, dia 05 de abril, para que o presidente Issa possa se recuperar e voltar às suas atividades normais o quanto antes.
Eu sempre disse que o GEROI é um tesouro de informações e de amizades. São muitas as jóias preciosas que colhi nesses cinco anos de existência. Muito tenho aprendido com os amigos. Nomear a todos seria impossível. Sempre recebi o estímulo dos companheiros ao repercutirem minhas mensagens. Devo muito ao GEROI e ao presidente Issa. Quero vê-lo de volta, entre nós, no seu posto de timoneiro. Espero conhecê-lo pessoalmente no Instituto Rotary Brasil de Santos, mais perto de sua cidade, São José dos Campos.
Obrigado, companheiro Issa. Que Deus o proteja e ilumine.
OBRIGADO AOS COMPANHEIROS DO GEROI.



Prezados companheiros do GEROI
Também já fiz a minha parte. Agendei a trasnferência da quantia de R$50,00, conforme consta abaixo. É como a gota d'água do passarinho ante o incêncio da floresta mas, se todos se mobilizarem, conseguiremos apagar o fogo.
Volto a dizer que não importam as circunstâncias, o que importa é que o comp Issa precisa de nós e nós não podemos faltar. O caminho está traçado, passemos à ação.