ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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domingo, 31 de maio de 2020

ÁGUAS DO JUCAZINHO


ÁGUAS DO JUCAZINHO
Alberto Bittencourt - 2005

Dizem os futurologistas que a água potável será, neste Terceiro Milênio, a maior riqueza do planeta,  tanto ou quanto é o petróleo nos dias de hoje, vindo a constituir-se, por conseguinte, numa permanente fonte de conflitos entre povos e nações.
Não é sem fortes razões que a CNBB, em 2004, estabeleceu como tema da Campanha da Fraternidade,    Água, Fonte de Vida”, e que o presidente Glenn Estess manteve “Recursos Hídricos” como uma das quatro ênfases de sua presidência.
Realizamos, no Distrito 4500, em 2005, ano do centenário, três Seminários Interclubes centrados nos Recursos Hídricos, o primeiro deles patrocinado pelo Rotary Club de Surubim, sob o título “Águas do Jucazinho”, os demais pelos Rotary Clubs de Pesqueira e de Afogados da Ingazeira. Todos contaram com a excelente participação do presidente da COMPESA, dr. Luís Gonzaga Perazzo.
A barragem de Jucazinho está localizada no município de Surubim e é o terceiro maior reservatório de água do estado de Pernambuco.

Milhões de crianças morrem no mundo todo dia por falta de água potável e de saneamento. O Brasil, por deter um terço das reservas mundiais, pode se considerar um país privilegiado nesse aspecto.
Mas o povo precisa ser educado para preservar as fontes, os rios, as cascatas, os mananciais que alimentam cidades e vilas. Não são apenas os esgotos despejados “in natura” nas fontes de vida, mas lixos, restos de comida, garrafas “pet” vazias, plásticos e até móveis, mobílias, geladeiras, fogões, de tudo encontramos a poluir pequenos riachos, canais ou córregos que cortam aglomerados urbanos.
O programa “Preserve o Planeta Terra”, instituído no Rotary International pelo saudoso ex-presidente, Paulo Viriato Correia da Costa,  visa educar o povo e conscientizá-lo para a preservação dos recursos naturais, de modo a legar às gerações futuras um mundo melhor e mais humano. Somente a educação, por meio de campanhas contínuas e sistemáticas pode ensinar o homem a cuidar do meio ambiente, a fazer  reverter a situação de poluição e degradação dos recursos naturais.
Percorremos, eu e Helena, como governador do Centenário do Rotary, os quatro cantos do distrito 4500. Cidades que, para nós, eram apenas pontos no mapa e nada mais, cidades cujas distâncias ao Recife se nos afiguravam abissais, hoje conhecemos como as palmas de nossas mãos. Os abismos se esvaíram em estradas, percorridas com a maior alegria.
Testemunhamos em nossas primeiras visitas ao semiárido nordestino, o termo de um ano de excepcional pluviosidade, os açudes sangrando, as barragens transbordantes, a textura  forte e brilhante de uma vegetação de  diferentes tons de verde, a terra regurgitante de vida.
Ao voltarmos, seis meses depois, outro quadro se nos afrontou. Deparamos com o nordeste sofrido, das chuvas mal distribuídas, das frentes de trabalho, das crianças subnutridas, do gado esquálido, das carcaças, dos leitos secos, da paisagem  espinhenta, cinzenta e choca, do solo gretado clamante por água.
Tristeza! Nada ou quase nada vimos de horticultura, nem mesmo às margens das poucas águas que restavam. Encontramos apenas capim e mato rasteiro, vastas extensões de terra estéril. Imaginem se produzissem hortaliças, verduras, frutas, cereais, tubérculos, vagens.  Quando veremos neste  Brasil corroído, o homem dominar a natureza, vergar o clima, transformar realidades como, alhures, nos desertos de Nevada nos EUA, e de Neguev em Israel, onde os Kibuts, fazendas agrícolas coletivas esbanjam alta produtividade.
Mas nem tudo está perdido. Algo mudou. Em muitas cidades deste Nordeste, os produtos orgânicos freqüentam as prateleiras dos supermercados. Já existem as feirinhas orgânicas, diretamente do produtor ao consumidor.
A agricultura orgânica se  afirma como uma possível redenção para países cujo desenvolvimento se encontra atrelado aos grilhões de uma dívida externa impagável e tirana. Enquanto a agricultura convencional não compete com os subsídios dos países desenvolvidos, os produtos orgânicos não têm preço. Todos querem e pagam mais caro, na certeza de que estão adquirindo alimentos sem agrotóxicos, sem fertilizantes, sem defensivos químicos. O mundo tem sede e fome de produtos orgânicos devidamente certificados e qualificados.
Vimos muitas coisas belas e bonitas no sertão Nordestino. O pólo  hortofrutícola e granjeiro do Vale do São Francisco é de uma  realidade esfuziante. Nas capitais consome-se frutas, manga, melão, uvas e vinho da melhor qualidade,  também exportados para Europa e outros continentes.
Há ainda as cisternas, as mandalas, as barragens subterrâneas, as estufas, os poços para irrigação, a pesca artesanal em nossos rios e lagos, frutos de projetos de Subsídios Equivalentes da Fundação Rotária, iniciativas de muitos Rotary Clubs, tais como Recife- Largo da Paz, Recife-Setúbal, Cajazeiras, João Pessoa Norte e Sul, Caruaru, Campina Grande e outros.
Hoje somos felizes, mesmo porque já se divisa uma mudança nos hábitos alimentares seculares do nordestino. Da carne de sol, macaxeira, farinha e feijão verde, o sertanejo parte para o  consumo frutas, legumes e verduras, o que há algum tempo atrás era simplesmente inimaginável.

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sábado, 30 de maio de 2020

VISITA À PIRAPAMA





VISITA À PIRAPAMA

Alberto Bittencourt
Publicado no boletim do RCR Boa Viagem a 09 de dezembro de 1994.

O Rotary Club do Recife-Boa Viagem,  por iniciativa do comp. VICENTE GOUVEIA,  e a convite da Construtora Norberto Odebrecht, visitou, dia 3 do corrente, as obras do SISTEMA DE PRODUÇÃO DE ÁGUA DE PIRAPAMA.
Às 09h30, um ônibus com ar condicionado, uísque, água de coco, comandado pelo relações públicas da empresa, conduzia a animada turma do Boa Viagem.
Em pouco tempo a comitiva chegou ao canteiro de obras, situado no município do Cabo, onde foi recebida por uma equipe de técnicos e engenheiros. Os escritórios da obra, têm posição privilegiada, no topo de um morro, de onde se desfruta de magnífica visão da planície litorânea.
De um mirante panorâmico, divisa-se em primeiro plano as obras iniciadas da ETA (Estação de tratamento d`água) seguida do verde da zona da mata até o mar, com o perfil dos edifícios recifenses contornando o horizonte e mais para direita, o porto de Suape.
Naquele local recebemos uma explanação acerca do empreendimento. Informou-nos o engenheiro da Odebrecht que a produção atual de água que abastece o grande Recife, é de 9,5 a 10m3/seg,  para uma demanda de 13m3/seg, o que significa um déficit diário de 3m3/seg. a conseqüência é que a região metropolitana vive permanentemente num racionamento crônico, o que acarreta uma distribuição de água em rodízio de zonas e de horários.
O sistema PIRAPAMA prevê uma implantação gradual, iniciando com uma produção de 5,6m3/seg, até atingir 14,6m3/ seg, o que praticamente dobrará a produção atual, resolvendo o problema de abastecimento de água a longo prazo.
Entretanto, para essa produção inicial de 5,6m3/seg, são necessários recursos de 200 milhões de dólares, que, por serem escassos, estão muito difíceis de serem obtidos. Torna-se necessária a mobilização conjunta de todas as classes e categorias sociais. À título de comparação, o engenheiro citou que só a construção da Linha Vermelha no Rio, consumiu recursos 24 vezes maiores que esses.
Para suprir a necessidade imediata do consumo, projetou-se uma etapa menor, intermediária, de 3m3/seg, cujas obras compreenderiam a construção de barragem (já iniciada), com capacidade para 61 milhões de m3, uma estação elevatória, uma adutora de água bruta, a conclusão da ETA, e uma linha adutora de água tratada que se ligará à distribuição já existente.
Há dois pedidos de financiamento em andamento na CEF, utilizando recursos do FGTS, já aprovados. Devem ser liberados até junho/95 cerca de 130 milhões de dólares, suficientes para a produção dos 3m3/seg de água tratada.
Além das obras da ETA, já iniciadas, em outro local do município do Cabo, onde se situa a barragem, já estão concluídos os trabalhos de construção da galeria que desviará as águas da calha do rio e a torre de tomada d`água. O total dos recursos aplicados até aqui é de 70 milhões de dólares, oriundos CEF (FGTS) com a contrapartida do estado em cerca de 10 a 15%.
O sistema PIRAPAMA, leva a vantagem de ser abastecido por rios perenes (Pirapama, Ipojuca, Serinhaém), de vazão estável mesmo durante os períodos de seca, o que não acontece com os rios que abastecem a barragem de TAPACURÁ. Esta, apesar de ter uma capacidade de reservação de 94 milhões de m3 chega a secar durante a estiagem prolongada.
Outra vantagem é a localização estratégica do sistema, pela grande economia de energia que proporcionará quando em funcionamento, já que a distribuição d`água será toda por gravidade..
Após a exposição, os visitantes foram brindados com farto lanche de variados salgadinhos, uísque do melhor, água de coco e refrigerantes.
E como não bastasse, a comitiva foi conduzida a seguir para O ALFREDÃO, restaurante de Escada, famoso pelo PITÚ e pela PITUZADA, especialidades da casa. Tudo por conta da Odebrecht.
O entusiasmo da comitiva a levou a assumir o compromisso de conseguir um manifesto de todos os presidentes de clubes do Rotary ao governo do Estado e á Vice-Presidência da República, com o objetivo de pressionar para obtenção dos recursos necessários. Vamos arregaçar as mangas. O Nordeste não pode ficar para trás.




quinta-feira, 9 de abril de 2020

CADERNOS DO SEMIÁRIDO


Cadernos do Semiárido

Alberto Bittencourt - 09 abr 2020








Cadernos do Semiárido














Antes de começar, parabenizo ao engenheiro e Professor Mário de Oliveira Antonino pela iniciativa de editar a coleção dos Cadernos do Semiárido, mostrando a verdadeira redenção do semiárido e a transformação do sertanejo.

Inicialmente rendo uma homenagem ao DNOCS - Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - órgão criado em 1909, com sede no Recife. É a entidade governamental encarregada da construção de açudes para enfrentar o flagelo da seca que ciclicamente assola a região.  Até hoje continua a exercer a função. Em 20 de novembro de 1954, meu pai, engenheiro militar, foi designado para presidir o DNOCS. Ia assumir no dia seguinte, discurso de posse já preparado. Quis o destino, entretanto, que um edema pulmonar o vitimasse aos 41 anos de idade.  Deixou a minha mãe, viúva e mais três filhos sendo eu o mais velho, com 12 anos recém completados. Infelizmente, o grande desafio na vida de meu pai não pode ser concretizado.

Desde criança, morador do Rio de Janeiro já ouvia falar da seca no sertão. Nos meios escolares dizia-se que a mesma não era produzida pela falta, mas, sim, pela má distribuição das chuvas. Com isso alternavam-se períodos de abundância e de completa escassez de água.

O período das chuvas produzia uma transformação na vegetação do sertão. Os galhos secos, acinzentados e queimados, de um dia para o outro, assumiam um aspecto verde, brilhante, viçoso, transformando-se novamente em fonte permanente de vida. Os rios temporários, secos, voltavam a fluir, trazendo de volta a fertilidade, a fartura, àquela gente, sertaneja e sofrida.

De repente retornava o período de estiagem.

O solo encarquilhado e rachado, dos leitos secos dos açudes e rios, no dizer de Graciliano Ramos, o gado esquelético morria à míngua de fome e de sede. A água dos açudes e poços, salobra, tornara-se imprópria para o consumo humano e animal.

Era quando chegavam os coronéis do sertão, os políticos com suas promessas vazias a pedir votos em troca de um prato de feijão, ou um punhado de tijolos, a trazer promessas de vida melhor. Era a chamada “indústria da seca”, em que os recursos destinados à luta contra as secas, eram na verdade, utilizados para consolidar a influência dos chefes do interior.

Ocorria então o fenômeno chamado de êxodo rural.

Os homens, não raro, abandonavam as famílias, casas, terras, e se empoleiravam nos “paus de arara”, em direção ao sul, na busca de trabalho e dinheiro. Deixavam a mulher e as crianças a passar fome, na pobreza extrema, na mais absoluta miséria, a sobreviver não se sabe como, por meses e até anos seguidos.

As escolas quando funcionavam, fingiam ensinar. Os alunos passavam de ano em ano, na condição de analfabetos funcionais.

Assim, viviam as crianças da seca, abandonadas à própria sorte. Perdiam a idade da razão, os anos em que o cérebro é mais receptivo, mais capaz de assimilar novos conhecimentos. Assim era o sertão, assim vivia o sertanejo, acostumado com a falta d’água, consumindo a água turva dos barreiros, a conviver com doenças tropicais as mais diversas.

São Paulo foi construída pela mão de obra dos nordestinos, apelidados genericamente de "paraibas". Eram migrantes premidos pela fome, pela seca. Foi quando batizaram toda essa área de semiárido, por ser característica de um índice pluviométrico baixo, inferior ao da evaporação.

O semiárido proporcionou o maior movimento migratório do campo para as capitais. Segundo dados do IBGE, até 1970, a população rural da região somava quase o dobro da população urbana. Em 30 anos, deu-se um acentuado movimento migratório do campo para as cidades.  Segundo o censo demográfico de 2010, a população urbana da região nordeste já superava em mais de duas vezes a do meio rural.   Hoje, em 2020, o índice de urbanização da região é de cerca de 80%.

As cidades, entretanto, não dispunham de infraestrutura para absorver essa massa humana. As consequências foram: favelização, violência urbana, poluição, enchentes, pobreza extrema, doenças, fome. Todos esses males surgiram de repente.  As capitais do Nordeste passaram a ostentar os maiores índices de violência de todo o território nacional.

A partir do ano 2000, novas soluções começaram aparecer:

• O aproveitamento das águas das chuvas através da construção de cisternas.  A ONG ASA - Articulação  do Semiárido -  estabeleceu a meta de construir 1 milhão de cisternas para captação das águas das chuvas, coletadas nos telhados das casas.

• O Exército Brasileiro dispôs de 300 caminhões-pipas para fornecer água potável nas regiões mais secas.

• A perfuração de poços se ampliou, apesar de ser uma região em que o maciço rochoso impermeável chamado cristalino chega aflorar em muitos pontos, impedindo a formação de lençóis d’água subterrâneos.

• Começaram a surgir as hortas e áreas de cultura agrícola chamada de ciclo curto, destinada a prover a subsistência familiar.

• Barragens subterrâneas destinadas a represar a água que corria no subsolo, mantinham o solo fértil na superfície.

• Sistemas de agricultura doméstica, como as denominados de “mandala”, constituídos por um tanque circular de baixa profundidade, cimentado, com 30m de diâmetro, cercado de plantações irrigadas por bombeamento, com mangueira furada e cotonetes.

• Defensivos agrícolas orgânicos formados por raízes fermentadas, mantinham os insetos predadores à distância.

• Sobretudo a transformação se deu com a chegada dos ovinos, de carne mais saborosa e macia. A ovelha nordestina é desprovida de lã, perfeitamente adaptada ao clima e à temperatura do semiárido. 

• Mas o sertanejo não abandonou a cultura dos caprinos, mais antiga. Seus hábitos alimentares não mudaram com a chegada dos ovinos. A preferência de consumo do sertanejo continuou sendo a carne de bode e seu prato predileto a famosa buchada. O desenvolvimento das crianças continuou na base do leite de cabra, de qualidades fortificantes e imunizantes.

 Os últimos anos trouxeram uma verdadeira revolução nos hábitos e costumes do sertanejo cujas vestimentas características eram o chapéu, o gibão e as sandálias de couro cru, para protegê-lo dos espinhos e arranhões provocados pela vegetação da caatinga. Isso tudo fixou homem na rica terra de origem e trouxe uma nova esperança para o sertanejo, sobretudo um forte, no dizer de Euclides da Cunha.




segunda-feira, 14 de outubro de 2019

SUSTENTABILIDADE

SUSTENTABILIDADE 
Alberto Bittencourt - janeiro de 2017

Sustentabilidade é palavra da moda. 
É palavra de variadas acepções, usada em diferentes contextos. 
Nunca foi tão repetida, tão evocada, tão conclamada. 
O quê seria afinal, sustentabilidade ?
  
Por definição, no meio ambiente , um projeto é sustentável quando não polui, não deteriora e não consome recursos naturais. 

No Rotary, a sustentabilidade de um projeto se dá quando , esgotados os fundos, o mesmo continua a funcionar por seus próprios meios, a produzir efeitos. 

Então, a doação de um equipamento para uma escola, por exemplo, será sustentável enquanto a escola possuir recursos para manter e operar esse equipamento, mesmo após o término dos fundos recebidos do Rotary. 
Certo, mas não é só isso. 

Se o rotariano cruzar os braços e nada mais fizer após a solenidade de entrega desses equipamentos, o projeto deixa de ser sustentável do ponto de vista do Rotary. 

Ao aplicar os recursos da FR, é dever do rotariano, monitorar o andamento do projeto. Verificar a transformação que causa na sociedade. Verificar quantas pessoas se beneficiam. Verificar se está cumprindo os objetivos a quê se propôs. 

E mais, precisaria fazer relatórios periódicos, divulgar na mídia, nos meios de comunicação que aquele equipamento representa um trabalho contínuo e sustentável do Rotary. 

Pois, o novo conceito de sustentabilidade em Rotary  é transformar as pessoas. 

É obrigação dos rotarianos acompanhar todos os investimentos com os recursos da FR, desde o início, fazer relatórios constantes e mensais, acompanhados de fotos, de acordo com as normas da FR. 

Esse é um trabalho que tem que envolver a totalidade do Quadro Associativo. 

A FR está atenta para o caso de clubes que receberam  verbas, repassaram para terceiros e cruzaram os braços, achando que não precisavam fazer mais nada.

Hospitais, escolas, creches, comunidades, estão cheios de equipamentos quebrados, doados por  Rotary Clubs, que nunca ou pouco funcionaram. 
Os clubes inauguraram e acharam que o trabalho  estava encerrado. 
Na realidade, estava apenas começando. 

A parte principal é o monitoramento, acompanhamento, verificação 

Alberto

Enviado do meu iPhone 6+: 81 98844-8129

sábado, 20 de abril de 2019

CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA A FUNDAÇÃO ROTÁRIA. 



CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA A FUNDAÇÃO ROTÁRIA
Alberto Bittencourt - 14 de julho de 2018

Se você foi escolhido pelo governador do distrito para presidente da Comissão Distrital de Captação de Recursos, tenho a certeza que o cargo não poderia estar em melhores mãos. Com certeza você vai dinamizar a captação e o seu distrito vai ser destaque.

Sugiro aqui algumas iniciativas, parte delas já adotadas no Brasil e outras que vi em Rotary Clubs dos Estados Unidos. Lá a Fundação Rotária é sempre lembrada nas reuniões plenárias, seminários, fóruns, conferências distritais, eventos, sejam eles destinados a captação de recursos ou não.

Antes de tudo, para mobilizar os companheiros e tira-los da inércia, é preciso, além de massificar a divulgação das ideias, partir para a ação. Não ficar apenas na expectativa.
Se ficar esperando, as contribuições não chegarão.
Inspirar para mobilizar são palavras de ordem, capazes de alcançar bons resultados.

Seguem-se algumas sugestões:

1. EREY - Every Rotarian, Every Year
A meta é atingir a média per capita de doações de 100 dólares anuais no clube ou no distrito. Se somos 1200 associados no distrito, por exemplo, significa alcançar 120.000 dólares ao fim do ano rotário.
Na realidade, o maior objetivo é fazer com que os rotarianos sempre se lembrem da Fundação Rotária ao longo de suas atividades.
Os companheiros que se comprometerem com essa meta de cem dólares por rotariano, por ano, recebem o título de Colaboradores Especiais da FR.

2. Prêmio ou sorteio durante a conferência.
Pode ser a rifa de um veículo, de uma motocicleta, ou o leilão de objetos de arte.
A iniciativa implica em correr o risco calculado de se adquirir previamente os objetos para sorteio. O custo não deve ultrapassar 20 ou 30% do valor do prêmio.

3. Consórcio Paul Harris.
Sugiro que o distrito administre um plano de consórcio Paul Harris que vá contemplando os participantes na medida em que for alcançando quantias múltiplas de mil dólares. Tenho os modelos do termo de adesão e do regulamento à disposição dos interessados.

4. Sociedade Paul Harris.
Contempla os companheiros que se comprometerem a doar mil dólares por ano para a FR

5. Reuniões Plenárias
5.1 Colocação de cofrinhos ou mealheiros.
      Pode estabelecer uma saudável competição, se colocar brasões de              times de futebol nos mealheiros

5.2 Pagamento de multas em benefício da FR.
      É um jeito divertido. A gravata mais bonita, o esquecimento do                  distintivo, apareceu na mídia, etc, gera uma pequena multa para a FR,        cobrada pelo presidente do RC.

5.3 Sorteios tipo fifty- fifty (50x50).
      Esse sorteio significa a venda na entrada das reuniões de um bilhete          numerado, com duas pernas: direita e esquerda. A perna canhota vai          para uma urna, destinada a sorteio.
      Cada bilhete pode ser vendido por R$ 5,00 ou mais. O rotariano                  adquire tantos bilhetes quantos queira. No final da reunião é feito o            sorteio. O vencedor fica com a metade do apurado e a FR com a outra        metade. A chance de ser sorteado é proporcional ao número de                  bilhetes adquiridos pelo rotariano.

6). PLEDGE ou Promessa de doação.
É uma lista com os associados do clube. Na coluna da direita, coloca-se a promessa de doação (pledge) a ser cumprida até o fim do ano Rotario. Em cada plenária o coordenador percorre os companheiros com a lista, para receber as doações daquele dia. Anota em outra coluna o valor recebido. Na coluna seguinte coloca o valor acumulado e na última coluna quanto falta para cumprir a promessa. Essa lista tem que ser atualizada semanalmente.

7). Jantar canadense.
O presidente do clube oferece, às suas expensas, um jantar para dez companheiros e esposas. Cada um dos convidados recolhe para a FR o valor correspondente ao jantar e se obriga a oferecer novo jantar para outros dez companheiros e esposas. O número cresce em progressão geométrica, sempre tendo a FR por alvo.

8) Empresa Cidadã.
Procurar pequenas empresas, escritórios de advocacia e outros que sejam inscritos no CNPJ/MF, cuja contribuição deva ser através da ABTRF . Solicitar quantias módicas de mil reais por ano, parceladas, de modo a captar os recursos em escala. Mostrar a grande obra da FR e as vantagens de ter a sua marca ligada ao Rotary, como Empresa Cidadã. É mais fácil conseguir doze pessoas jurídicas, cada uma contribuindo com R$100,00 mensais do que três empresas, cada uma contribuindo com R$400,00

9) Seguro Solidário.
Visitar as corretoras de seguros para estimular as vendas de produtos das companhias que têm convênio com a ABTRF ( Porto Seguro, Azul, Itaú ). Estimular os rotarianos a comunicarem à seguradora os seus seguros e de 
familiares que se enquadrem na categoria de Seguro Solidário.



ESTAS SÃO AS IDEIAS.
NÃO SÃO NOVIDADES, APENAS SUGESTÕES PARA LEMBRAR AOS COMPANHEIROS.
COMO EM TUDO NA VIDA, PARA TER SUCESSO, É PRECISO CORRER ATRÁS.
FELICIDADES E SUCESSO NA SUA MISSÃO.
Alberto Bittencourt

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O QUE FIZERAM OS ISRAELENSES?                                   Alberto Bittencourt - fev 2019

O QUE FIZERAM OS ISRAELENSES?
Alberto Bittencourt

Um amigo, jornalista de esquerda, insinua que a equipe enviada por Israel foi um golpe de marketing do premier B. Netanyahu e do presidente Jair Bolsonaro. Que eles nada fizeram, além de passear em terras tupiniquins.

Caro amigo, sugiro que se informe melhor. 
A ajuda de Israel não é casuística, tampouco midiática, nem restrita ao Brasil Novo. 
O povo de Israel costuma prestar esse tipo de ajuda a vários países afetados por cataclismas e desastres ambientais, como terremotos, furacões, a exemplo dos terremotos havidos no Havaí, no México e outros países.

A importância da ação israelense não se mede por resultados obtidos, nem por sobreviventes resgatados.
Mas sim, pelo gesto de humanismo e solidariedade, pela disponibilização de tecnologia e de corpo técnico, presente e pronto para o que encontrassem.

Mede-se muito mais pela vontade de ajudar, numa demonstração clara de que somos irmãos e de que este planeta Terra é a morada de todos nós, independente de raça, crença religiosa, política , ou de geografia. E que aqui há lugar para todos viverem em paz.

Não se pode comparar a mobilização israelense, de 138 pessoas, materiais e equipamentos, de última geração, vindos de longe, em apenas cinco dias, com a lerdeza e improvisação, características dos brasileiros.
Os primeiros 64 bombeiros enviados por Minas levaram vários dias para chegar ao local da tragédia, quase sem grandes meios tecnológicos a não ser o faro apurado dos cães farejadores.

Alias, a grande ferramenta em uso eram apenas enxadas, pás e picaretas.
A remoção da lama tinha que ser feita à mão, formando pelotas atiradas a distância.

E na maioria das vezes as equipes tinham que se arrastar e se enterrar na lama, à procura das vítimas, vivas ou mortas.

Você quer saber o que fizeram os israelenses? Eu lhe digo.
Basta citar o drone israelense que detectou os locais precisos onde se encontravam o ônibus, a pousada e outras instalações da Vale, deslocadas pela avalanche de lama que cobriu e destruiu tudo. Em apenas vinte e cinco minutos os sinais foram enviados para Israel e processados para indicar o que estava enterrado naquele lamaçal dos infernos .
A partir daí os resgates de corpos já em decomposição foram muito facilitados.

Nós, que não saímos da nossa zona de conforto, não temos a mínima ideia das dificuldades e do heroísmo dessas equipes de resgate, brasileiras ou não.

# Caro amigo.

Por favor, diga quantos dias os bombeiros de Minas demoraram para chegar em Brumadinho.
Tirei essa informação daqui do WhatsApp que é a minha, a sua, a nossa fonte comum. Pequei por não apurar a veracidade.

Outra coisa, especifique as asneiras que veiculei.  
Caso contrário você  estará sendo no mínimo leviano.
Acredito que você não tenha experiência nesse tipo de ação.

Eu já participei do resgate de famílias  em deslizamentos de barreiras no Rio, ano de 1965, quando era  oficial do Exército, tenente da arma de Engenharia .
Atravessei dias e noites acampado, removendo manualmente  a lama na encosta de um morro, junto com meu pelotão de soldados. 
Tenho os recortes de jornais da época, aos quais dei entrevista.

A propósito, você sabe o que é a miséria?  Ou você é apenas mais um integrante dessa esquerda caviar que só sabe repetir os mesmos chavões, chingando os que têm opinião divergente.
Já entrou num barraco insalubre, anti higiênico, pequeno e fétido?
Já viu uma mãe drogada se jogar  no mesmo papelão em que dormia embolada com quatro crianças, e a menor morta por  sufocamento?
Já viu um bebê roído por ratazanas?
Eu já vi tudo isso.

Posso garantir que só conhece a miséria quem já sentiu na pele o cheiro da miséria.
Os médicos dos hospitais públicos que o digam. 
Eles sentem o cheiro da miséria todos os dias.

sábado, 26 de janeiro de 2019

OS PONTOS CRÍTICOS DO ROTARY 25/10/2011


OS PONTOS CRÍTICOS DO ROTARY

Alberto Bittencourt
(Trecho de palestra e debate apresentado na REPRESE dos clubes do Grande Recife, em outubro de 2011)




Companheiros.


Sinto que o Rotary de hoje possui quatro grandes pontos críticos.


São eles os pontos que mais têm atraído as atenções, mais têm sido abordados e enfatizados pelos dirigentes rotários de todos os níveis. É onde o Rotary mais tem concentrando as suas ações. É com esses pontos críticos que o Rotary vem se preocupando nos últimos tempos. Eles são constantemente temas de conferências distritais, seminários, fóruns.
Por que são pontos críticos? Porque mesmo com todo o esforço despendido, com todos os programas e recursos empregados, não se consegue eliminá-los, resolvê-los, nem mesmo abrandá-los.

Eles são críticos, porque apesar de tudo o que se fez e se faz, continuam desafiadores, intangíveis. Na minha opinião, o Rotary de hoje depende da resolução desses quatro pontos críticos.

Somente a você, rotariano e a ninguém mais, cabe a missão de levantar e identificar esses pontos críticos do Rotary, para estudá-los, compreendê-los e, finalmente, agir, no sentido de eliminá-los, para que o Rotary volte a crescer, livre, pujante, dinâmico, realizador, eficiente e eficaz.

São eles:

PRIMEIRO PONTO CRÍTICO:
Imagem Pública (visibilidade, transparência)


O primeiro ponto crítico é, sem dúvida, a imagem pública. 
Apesar de toda uma mudança de concepção, na prática o esforço despendido não tem surtido o efeito esperado. O Rotary precisa aparecer mais. O que percebemos é que o Rotary tem uma visibilidade muito limitada aí fora. Tudo o que fazemos hoje em nossos clubes, todo o trabalho dos rotarianos, seja nas creches, nos centros de apoio a deficientes, nas comunidades, tem tido uma repercussão muito restrita, muito limitada, entre o público que nos observa. De maneira geral, os rotarianos se omitem na divulgação dos feitos de seus clubes. Eles não repassam à mídia qualquer tipo de matéria. Bastaria uma pequena lauda com fotos, em linguagem bem atrativa, com a descrição dos trabalhos e do envolvimento do Clube. 
Precisamos criar mecanismos em nossos clubes, envolvendo os associados neste trabalho importantíssimo para a transparência do Rotary, principalmente, porque esta é a melhor forma de atrair futuros companheiros para nossas fileiras. Nossos clubes falham neste quesito, apesar da prioridade que o Rotary vem dando à Imagem Pública, transformando-a em uma das mais importantes ênfases presidenciais de RI nos últimos anos.


SEGUNDO PONTO CRÍTICO: 
Inovação. (Mudança, flexibilidade)

James Hunt, autor do livro "O Monge e o Executivo" disse: O cúmulo da insanidade é tentar obter resultados diferentes e continuar fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito, sempre.

O segundo ponto crítico do Rotary, ao meu ver, é a inovação, que hoje também é uma das ênfases presidenciais em 2011-2012, trazida pelo Presidente Kalyan Banerjee. Inovação se consegue levando para nossos clubes a mudança de paradigmas e a quebra da rotina massacrante. O Rotary tem mudado bastante nesses últimos quinze anos. Ele fez uma verdadeira revolução, em se tratando de inovação.

Começou antes do ano 2000, criando o PLD (Plano de Liderança Distrital), o PLC (Plano de Liderança de Clube), e o Planejamento Estratégico. Somente estes três itens representaram uma enorme transformação em Rotary. Foram mecanismos muito úteis para barrar o marasmo e a acomodação que tomava conta dos clubes, que impedia o seu desenvolvimento. Seus resultados ainda não foram sentidos inteiramente, mas o principal benefício foi a continuidade das ações, das metas e objetivos, que passaram a ser de curto, médio e longo prazo.

O PLD trouxe uma profunda mudança nos distritos rotários, com a criação e estruturação das funções do Instrutor Distrital, dos Governadores Assistentes, dando uma ênfase especial aos Treinamentos, como PETS, GATS, Equipe Distrital, além do Seminário de Capacitação e dos Seminários da Fundação Rotária, Imagem Pública e Desenvolvimento do Rotary.

Na Fundação Rotária, o Plano Visão do Futuro também representa uma tremenda reformulação em seus programas, métodos e ações.

Ainda há muito a melhorar como, por exemplo, a pouca profundidade na abordagem dos seminários, devido à exiguidade do tempo disponível, pois, são geralmente feitos em conjunto. Apesar de realizados em várias cidades do Distrito 4500, falta avaliar e divulgar os resultados desses treinamentos. Qual foi efetivamente o alcance das informações recebidas, que mudanças acarretaram e qual foi o resultado das ações daí advindas?

Treinamento e capacitação são hoje fatores determinantes de sucesso.

O próprio PLC já sofreu mudanças em 2010, com a criação da Quinta Avenida de Serviços, dedicada Às Novas Gerações, de suma importância para o futuro do Rotary.

No Distrito 4.500, o meu clube, o RC do Recife-Boa Viagem fez parte do Programa Piloto de Rotary chamado Inovação e Flexibilidade. Foram apenas duzentos clubes no mundo inteiro e somente dois no Brasil. 
O que um clube de Rotary pode fazer dentro deste programa Inovação e Flexibilidade? Ele pode virar pelo avesso coisas que sempre foram sagradas em Rotary, como o Estatuto do Clube, antes só alterado mediante proposta aprovada no Conselho de Legislação e submetida à votação pelos delegados votantes dos clubes do mundo, de 3 em 3 anos. Como clube piloto deste programa, o RC Recife-Boa Viagem pode tentar novas experiências, buscar novos paradigmas, novas formas de se reunir e de agir, desde que, claro, fazendo os devidos relatórios.

Então, companheiros, uma das preocupações de RI é justamente a mudança para acompanhar as transformações da vida moderna.

Quando falamos em mudanças, nos referimos a transformações, não apenas a melhorias. A melhoria é como tornar um gato magro num gato gordo e bonito, mas ele continuará sendo sempre um gato. A transformação significa tornar o gato magro em um tigre, o que é radicalmente diferente. Essas transformações ainda precisam atingir a todos os clubes, com todos os associados trabalhando em conjunto, cada qual em sua comissão, fazendo com que as metas e objetivos sejam realmente alcançados e avaliados.


TERCEIRO PONTO CRÍTICO: 
Liderança (Integração, participação)

O terceiro ponto crítico em Rotary é a formação de novos líderes. Nunca o Rotary foi tão carente de lideranças. Se olharmos para nossos líderes, eles são, desde muito, aqueles de sempre, os mesmos. Nossos clubes precisam de líderes para mobilizar o quadro associativo. São esses líderes que integram os rotarianos dentro do clube, que fazem uns interagirem com os outros, que fazem com que todos participem e se envolvam nos programas, do clube e do Rotary. Assim, o Rotary depende dos líderes, precisa de lideres, são os líderes os responsáveis pelo dinamismo, pela pujança do clube e do Quadro Associativo.

Onde estão os novos líderes dos clubes? Eles deveriam estar presentes e alertas, incentivando e levando os companheiros para o caminho proposto pelo PLC, para que o clube cresça e alcance suas metas.

Onde estão os novos líderes? Eles estão fazendo muita, muita falta mesmo, nos clubes, nos Distritos e até em Rotary International.
A verdadeira liderança é aquela que forma novos líderes para abraçar e seguir seus ideais. É assim no Rotary.


A formação de novos líderes começa em nossos clubes, com a convocação de companheiros para trabalhos e apresentações, para palestras e exposições. O que muito ajuda na preparação e divulgação destas novas lideranças são as reuniões conjuntas de dois ou mais clubes, os interclubes temáticos e o intercâmbio de rotarianos em reuniões plenárias e palestras em outros clubes.


QUARTO PONTO CRÍTICO. 
Seriedade. (Comprometimento, ética)

Quando eu digo seriedade, eu falo em Comprometimento e Ética, e quando falo em Ética, falo em Prova Quádrupla.

Não é a totalidade, graças a Deus, mas podemos ter a certeza que para muitos dos rotarianos, falta seriedade com os compromissos rotários.

O que é seriedade? Seriedade é não ficar acomodado, não empurrar com a barriga as obrigações para com o grupo, nem os compromissos que, como rotariano assumiu.
Quem não tem seriedade, quem não vê o Rotary com seriedade, não comparece às reuniões, não assume funções e quando as tem, não se empenha no trabalho, não faz jus ao distintivo, nem ao título de rotariano.

CONCLUSÃO:

Esses Quatro Pontos Críticos aparecem nitidamente quando se faz uma análise a partir dos problemas que nossos clubes enfrentam. Eles precisam vencer e superar estes Quatro Pontos Críticos, para que nossa associação volte a crescer numericamente e possa produzir ações cada vez mais importantes para a humanidade.
Acredito que os CENTROS DE ESTUDOS ROTÁRIOS dos Distritos possam dar uma efetiva colaboração nesse sentido.
Precisamos fazer alguma coisa, começando dentro de nossa casa, para depois, fortalecidos e unidos como um FEIXE DE VARAS, defender um BRASIL cada vez melhor, alegre e feliz.


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Alberto Bittencourt
E mail: abitt9@gmail.com
Blog: http://albertobittencourt.blogspot.com
Rotary Club do Recife-Boa Viagem; D-4500
Governador do Centenário 2004/05
Classificação: engenharia civil
Tel cel: +55 (81) 98844-8129
Tel res: +55 (81) 3204-1752o

terça-feira, 6 de outubro de 2015

ROTARY CLUB DE NATAL - POTIGUAR



A SAGA 
DO 

ROTARY CLUB NATAL-POTIGUAR





I) Alberto Bittencourt enviou o e-mail abaixo, em 02 de outubro de 2015:



Prezados companheiros 
Gov. Jadir, Aldanira, Cláudia, Marilia, Semio e demais. 

A gente sempre fica triste ante a perspectiva do fechamento de um clube. Especialmente quem é ou foi governador de distrito. 

É duro ver o Rotary Club Natal-Potiguar chegar a uma situação de morte anunciada, sem que nada se possa fazer. Logo um Rotary Club que só trouxe alegrias a mim e Helena, quando fui governador do Distrito 4500, em 2004-05, ano do centenário do Rotary. 

Fundado em 18/10/1996, com oito anos na época, o Potiguar tinha 18 associados, a maioria jovens, todos com enorme potencial de liderança, a começar pelo presidente Semio Timeni Segundo e pelo secretário Djalma Barbosa C. Junior. A governadora assistente era a dinâmica rotariana Ídia Lopes Vila. 

Durante a nossa visita oficial, o Potiguar apresentou dois projetos de Subsídios Equivalentes, concluídos com êxito:

1) O primeiro foi o Projeto "Viva a Diferença", em parceria com o RC de Vijapur, Índia, D. 3050, em benefício de uma clínica de fisioterapia com um trabalho admirável de inclusão social para portadores de necessidades especiais. O valor total foi de US$3500.

2) O outro foi o projeto "Biblioteca Alcides Araujo", em benefício da Escola Rotary, parceria como RC de Fairfield, EUA, D. 7980. O projeto dotou a escola com uma sala de aula de informática e uma biblioteca, aberta ao público. O nome foi uma homenagem a um querido companheiro, então com 53 anos de vida Rotária. O valor total foi de US$18.500

O RC Natal-Potiguar ainda desenvolvia inúmeras ações em favor das crianças, como o Projeto Guararapes, do CEI- Centro de Educação Integrada e o do CACC- Casa de Apoio à Criança com Câncer.

Realizou com êxito, o "Projeto do Vinho do Centenário", com a venda de 150 kits contendo uma garrafa de vinho tinto e outra de vinho branco, produção especial da vinícula Terra Nova, do vale do São Francisco, pertencente à família Miolo, com renda destinada à FR. O rótulo reproduzia a logomarca oficial do presidente Glenn Estess, para o ano do centenário, "Celebremos Rotary".

Certo dia, o presidente Semio chamou a mim e Helena para participar do
 projeto "Verde é Vida". Referia-se ao plantio de cem mudas de árvores para formação do "Bosque do Centenário", situado em um terreno da universidade, promoção conjunta de rotarianos, rotaractianos do Rotarac Club de Natal-Alecrim, contando ainda com a ajuda de alunos da escola pública local. 

Na ocasião entreguei ao presidente um prêmio enviado por RI para os clubes que aderiram ao "Programa do Centenário para Clubes Irmãos - Twin Clubs". O Club Irmão do Potiguar era o RC de Lisboa-Olivais, D. 1960, Portugal. Tratava-se de uma insígnia para ser aplicada ao estandarte.

Nesse mesmo dia uma grata surpresa nos esperava. O clube outorgou à Helena o honroso título de Sócia Honorária, que ela ostenta até hoje, com orgulho, na parede de seu escritório. 




Título  de Sócio Honorário outorgado a Helena Bittencourt

O RC Natal-Potiguar podia ser pequeno, mas era alegre, animado e muito promissor, sempre presente nos eventos, sempre atendendo aos chamamentos do Distrito. Enfim, era um clube verde e crescendo. Hoje, passados dez anos, vemos, com tristeza que o RC Natal Potiguar parece um clube amarelo e morrendo.

Sei que a falência é um problema inerente ao próprio clube. Mas, acho que devemos envidar algum esforço no sentido de tentar recuperá-lo. Esta é uma causa em que o paciente não tem como empreender sozinho. Ele precisa do apoio, da ajuda de rotarianos, governadores, gov assistentes, equipe distrital. Homens da estirpe valorosa de um Arnaldo Gaspar, Onofre Lopes, Jayme Bomfim, Paulo Macedo, José Lidérzio, Ivo Nicolau, Fileto Rodrigues, Pedro Avelino. Mulheres guerreiras como Aldanira e Emanuelle Barreto, Tereza Neuma, Mildred Lucena, Linete Rocha, Silvia Lopes, e tantas outras pessoas que não deixam a peteca cair. Sem esquecer, é claro, do governador Jadir e Ídia.

Hoje, o RC Natal-Potiguar, desenvolve o mais importante projeto do Distrito 4500: Um Subsídio Global da FR: GG # 1419166 - na Comunidade Novo Tempo. Constitui-se de uma Escola de Capacitação Profissional, com um programa de reinserção social para pessoas com transtornos decorrentes do uso de drogas. A primeira etapa do projeto, no valor de US$ 56.094 já foi concluída. A segunda etapa está pronta para ser submetida à aprovação da FR. O valor é de R$ 280.000,00. A responsável pelo projeto é a companheira Cláudia Canova, com apenas dois anos de Rotary, mas que encara a prestação de serviços com a seriedade de quem recebe uma missão divina. A sustentabilidade do projeto está garantida pela produção e venda de frutas e hortigranjeiros orgânicos nos centros urbanos.

Por isso eu conclamo: 
Aldanira, Marilia, Claudia, e a todos os companheiros: dia 17 de outubro, tragam os associados de seus clubes para o Seminário Conjunto da FR, DR, IP na sede dos clubes. Vamos apresentar o projeto, discutir o assunto e encontrar soluções. 

Os feitos do passado, jamais serão esquecidos.
Cumpre-nos agora, construir o futuro.

Recebam meu abraço afetuoso,
Alberto Bittencourt


II) Semio Timeni Segundo respondeu, no domingo, dia 05 de outubro:

Meu caro companheiro Alberto,

Quero começar confessando-lhe uma fraqueza. Não li totalmente seu e-mail na sexta passada. Parei nas primeiras linhas… Meu coração triste e doído pela situação do nosso RC Potiguar já vinha sofrendo muito nos últimos tempos. 
Cansado, fugi…

Mas Manuel Gaspar, bravo presidente em anos recentes, compartilhou o e-mail no nosso grupo virtual do WhatsApp. Não li de novo. Não queria sofrer.

Aí veio o primeiro e disse que ia voltar ao clube. 
Veio o segundo e testemunhou que suas palavras o animaram a voltar. Veio o terceiro… E o quarto!! E um outro que tinha saído há anos! E outro mais!! Parei de contar, mas passava de dez hoje à tarde!!

Comecei a ficar feliz. E fui ler seu e-mail. Quantas conquistas!! Quantas vidas impactadas positivamente!! Quanta alegria e companheirismo ao longo da bela história do nosso RC Natal Potiguar!!!

Seu e-mail me trouxe lágrimas aos olhos, ao tempo que me encheu de uma forte convicção de que este clube não pode morrer!!

Estou morando longe (nos EUA), e nem sei ainda o que posso fazer, mas sei que VOU fazer tudo ao meu alcance para regar este forte ramo do Rotary que se "encontra amarelo e morrendo”.

Aprendi com você que juntos somos mais fortes, “como um Feixe de Varas!!” e que ser rotariano é "persistir, nunca desistir!”.

Obrigado pelo exemplo. Obrigado pelas palavras.
A comemorar neste momento, apenas a esperança renascida e a união em Rotary! Vamos construir o futuro! Juntos!

Por favor, seja portador de um beijo a Helena.

Rotariamente,
Semio

III) A governadora Aldanira Barreto (2005-06), do Rotary Club de Natal, assim se expressou, por e-mail:

Amigos

Quero que saibam, estou aqui.
Sou sócia honorária desse clube e acima de tudo amiga de vocês.
Então, contem comigo.
Um abraço,
Aldanira


IV) Alberto Bittencourt escreveu, em 06 de outubro:



Meu prezado amigo Semio.

Desta vez fui eu quem não conseguiu segurar as lágrimas. Seu e-mail chegou inesperadamente e me emocionou. Li e reli várias vezes.

Fez renascer em meu coração a esperança de ver novamente o Potiguar com aquela força e pujança dos velhos tempos.

Um pequeno grupo de poucos companheiros, menos de dez, fortes, unidos e aguerridos como um "Feixe de Varas", manteve as finanças do clube em dia, pagou todos os compromissos e ainda conduz bravamente o mais importante projeto da Fundação Rotária do D. 4500. Temos que tirar o chapéu para esses rotarianos de escol.

Tomado pelo entusiasmo, procurei e postei aqui no blog as fotos dos eventos citados em meu e-mail inicial. 

Tenho a certeza de que o RC Natal-Potiguar vai superar a crise e se tornar resiliente. Mas, é preciso acreditar. Perseguir uma meta e alcançar um número mínimo razoável de associados - chegar pelo menos aos 18 da época do Centenário.

Peçam aos companheiros que estão voltando que tragam seus colegas, amigos, familiares, filhos, esposas. Não venham sós. Façam do Rotary uma causa. A sua causa, como Cláudia Canova, faz com o projeto; como Zilda Arns fez com a Pastoral da Criança; como Viviane Senna, faz com o Instituto Ayrton Senna, e tantos outros.

Sozinhos, pouco ou quase nada podemos fazer. Mas, juntos, unidos, podemos mudar o mundo, podemos mudar o futuro de muitas crianças, de dependentes químicos, de idosos, de deficientes.

Desse modo, teremos a consciência de que estamos "fazendo o bem no mundo", lema da Fundação Rotária, tirado das palavras do fundador, Arch Klumph.

Muito obrigado, caro amigo Semio. Sucesso no seu curso aí nos Estados Unidos.

Recomendações à esposa Candice. Ela faz parte da história do Potiguar.

Paz e saúde para todos.
Alberto Bittencourt



FOTOS



I) Inauguração da Biblioteca Alcides Araújo.  

Projeto de Subsídios Equivalentes da FR na
Escola Rotary, em data de 27 de julho de 2004


                     
Biblioteca Alcides Araujo



Inauguração da sala de informática

                          Discurso do presidente Semio Timeni Segundo


Presença da governadora e do vice governador do RN 


Alcides Araujo faz seu agradecimento 


                               Alcides Araujo inaugura a placa alusiva 



                               Presença dos alunos da Escola Rotary 



Companheiros do RC Natal Potiguar 


II) Projeto Verde é Vida 
Bosque do Centenário

Plantio de 100 mudas de árvores 



Alunos e jovens do Rotaract Natal - Alecrim 

apoiam a iniciativa 



Membros do Rotary Natal - Potiguar 


Todos com a camisa e o boné do
Projeto Verde é Vida 


Bandeira com a insígnia recebida do Rotary International
pela participação no programa de Clubes Irmãos.
Dêem um zoom para ver a insígnia em detalhes.









Helena recebe o honroso título de 
Sócia Honorária do Rotary Club Natal - Potiguar 


Alberto e Helena 




Ídia Vila e Linete Rocha participaram do evento 


Saudoso Fred Vieira e Núbia, do Rotary Club do Recife
nos acompanharam na viagem a Natal.









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