ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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terça-feira, 4 de junho de 2024

 

TRAMPOLIM DA VITÓRIA

 Alberto Bittencourt -março 2004

 

Natal foi novamente “Trampolim da Vitória”. Assim como na Segunda Grande Guerra em que sediou bases de treinamento  de tropas brasileiras e americanas que partiram em missão de combate ao nazifascismo, Natal foi agora palco de treinamento dos  líderes rotários que irão compor os quadros dirigentes do distrito 4500 no ano do Centenário, 2004-05.

Presidentes Eleitos, Governadores Assistentes, Membros da Equipe Distrital e outros rotarianos estiveram reunidos nos seminários PETS, GATS e PLD, dias 12, 13 e 14 de março de 2004, no hotel Vila do Mar, situado numa das mais belas praias do litoral brasileiro.

A governadora indicada, Aldanira Barreto do Rotary Club de Natal, e seu Luís Sérgio, proprietários do hotel não pouparam esforços no sentido de proporcionar a melhor acolhida aos 212 rotarianos e cônjuges que ali compareceram, em resposta ao chamamento do Governador Eleito Alberto Bittencourt.

O Governador Sebastião Rabelo e Cristina deram início aos trabalhos, seguidos do Governador Eleito Alberto Bittencourt e Helena, que apresentaram o lema, as ênfases e as metas do Presidente Eleito Glenn Estess, Sr. para o ano do Centenário.

As sessões foram de dois tipos: plenária conjunta e grupos de discussão. Vale dizer que os cônjuges participaram ativamente de todos os trabalhos, não tendo havido atividades em separado.

Nas plenárias conjuntas, todos os participantes reunidos no grande salão assistiram aos mais variados temas, apresentados por experientes líderes rotários de nosso distrito:

  •     Conhecendo, Vivendo e Amando Rotary, por Reinaldo Oliveira e Dulcinéa
  •       Notícias da Pólio-Plus, por Eudes de Souza Leão Pint
  •       Desenvolvimento e Retenção do Quadro Social, por Kleber Toscano e Carneiro Braga

·         Fundação Rotária, por Valter Jarocki e Flávio Neves

·         O Centenário do Rotary, por Mário de Oliveira Antonino

·         A Família em Rotary, por Celma Antonino

·         Serviços à Comunidade, por Francisco Perazzo e Aluízio de Freitas

·         Rotary e a Juventude, por Leandro Araújo e Gabriel Cavalcanti

·         Projetos Comunitários do Centenário, por Jones Figueiredo Alves

·        Liderança e Motivação, por Alberto Bittencourt

Os grupos de discussão foram três: o dos Presidentes Eleitos, o dos Governadores Assistentes e o da Equipe Distrital. Reuniram-se em diferentes salas para discussão sob a orientação de líderes escolhidos: Heleno Melo, Emídio Cunha, José Otávio Carvalho, Severino Montenegro, Horácio Mendonça, Naldo Halliday, Roberto Moraes, André Guimarães, Enildo Queiroz e Almir Pires Ferreira.

Helena Bittencourt reuniu todos os cônjuges em um salão para instrução e discussão da visão de que a família rotária deve participar, comparecer, opinar, sugerir, criticar, propor eventos e programas, enfim, estar presente em todos os eventos e atividades de seus clubes.

O nosso querido Boa Viagem compareceu através dos “companheiros que compõem a equipe distrital do centenário, a saber:

·        Jorge Lima e Mônica, Presidente eleito;

·        Corsino Dantas e Gracinha, Governador Assistente;

·        Manoel Florêncio e Terezinha, da Comissão Pró-Família Rotária;

·        Cid Lôbo e Fátima, Solemar Ferragut e Fernanda, tesoureiros;

·        Jones Figueiredo e Socorro, Comissão de Projetos Comunitários;

·        Romildo Sales e Diana, Secretário da Governadoria;

·   Fernando Cerqueira e Zulene, da Comissão de Serviços Internacionais;

·        Sem esquecer a nossa Glorinha Aguiar, hoje no Rotary Club Casa Amarela, da Comissão “Vamos a Chicago”.

·        Os companheiros Hélio Nelson e Antonieta, representando a Ofélia Brindes, ofereceram aos interessados uma ampla e variada gama de artigos rotários: distintivos, broches, canetas, de todos os tipos e tamanhos

Não podemos deixar de ressaltar o trabalho do instrutor distrital adjunto, Frederico Vieira de Melo. Incansável, imbatível, tranqüilo, organizador e planejador emérito, funcionou como protocolo o tempo todo. Dirigiu os trabalhos, distribuiu as equipes, sanou pequenos percalços que sempre aparecem, controlou o tempo, fez as adaptações necessárias, enfim. Fred foi a alma do evento.

No encerramento, Emerson Jatobá, instrutor distrital fez a avaliação do seminário.

A todos os rotarianos que, de um modo ou de outro, estiveram envolvidos, registramos aqui, nossos mais sinceros agradecimentos.

Esse foi sem dúvidas, um final de semana inesquecível.

Que Natal seja realmente o “Trampolim da Vitória”, da nossa vitória em Rotary e que, ao final do ano do Centenário, possamos bradar como bradaram nossos pracinhas ao retornarem vitoriosos da Itália, parodiando Júlio César, o general romano após a conquista da Gália:

 

VENI, VIDI, VICI !

cheguei, vi e venci!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

ASSOCIATION ENFANTS DU BRÉSIL

 

ASSOCIATION ENFANTS DU BRÉSIL

Alberto Bittencourt -  ago 2006

 

Os suíços estão de volta. MONIQUE JOLY, presidente da Association Enfants du Brésil. Sediada em Neuchatel Suíça. LISA WUILLEMIN: tesoureira. WERNER KELLER, intérprete e CASSANDRE, jovem neta de Monique, chegaram há uma semana, decorridos dois anos de sua última viagem ao Brasil. Em todo esse tempo nunca se descuidaram das nossas crianças, com a mesma preocupação sempre de ajudar, de melhorar a qualidade de vida de seus filhos adotivos brasileiros.

A Associação Enfants du Brésil formada pelos pais adotivos de crianças brasileiras foi constituída num tempo em que adoções internacionais eram viáveis. Aí está um grande argumento contra aqueles que impedem ou dificultam essas adoções internacionais (nunca se provou nada quanto à denúncia de tráfico de órgãos).  Como se isso não bastasse, os pais adotivos na Europa ainda se preocupam em estender esse benefício às crianças que aqui ficaram que não tiveram a mesma oportunidade de seus filhos. Sou testemunha do quanto eles têm ajudado a creches, orfanatos, instituições e de uma coisa inconcebível para a nossa cultura: eles sempre os pais biológicos de seus filhos para dar alguma ajuda, para atender às suas necessidades imediatas.

Há um sem número de menores por eles apadrinhados, para cujas famílias eles remetem periodicamente certa quantia destinada a ajudar na educação, na saúde, na alimentação e no vestiário, em Pernambuco e na Paraíba.

Quando de sua última estada em nosso país, há 2 anos, conheceram Jaqueline, numa visita à favela do Bode, no Pina, conduzido pelas irmãs do Patronato N. Srª da Conceição, Jaqueline então com nove anos, foi-lhe apresentada como sendo uma pequena prostituta das ruas, juntamente com outras menores um pouco mais velhas. Que indignação! Que emoção! Uma verdadeira comoção tomou conta daquelas almas bondosas que se preocupam com o próximo, que amam sem restrições, incondicionalmente. Tiraram fotos, um boletim da Association foi dedicado à Jaqueline, artigos, cartas e mais cartas insistiam que o Patronato N. Sr.ª da Conceição a acolhesse, a tirasse das ruas. As irmãs que de início diziam que a família dela é que não permitia, terminaram por aceitá-la. Filha de pais separados, a mãe prostituta, o pai drogado, ex-presidiário, traficante, vivendo em extrema pobreza, Jaqueline, apadrinhada pela Association Enfants du Brésil, recebe através das irmãs certa importância em dinheiro para custear suas necessidades básicas, o que lhe possibilita estudar em escola particular, ter um plano de saúde, material escolar e roupas. Em apenas seis meses aprendeu a ler e a escrever. Dotada de uma inteligência privilegiada, uma vivacidade incomum, de um olhar esperto e matreiro, líder mesmo entre crianças mais velhas, Jaqueline começou a fazer progressos notáveis. Muito esperta, gosta de causar inveja nas outras crianças, dizendo que um dia vai para Europa, para a casa dos seus padrinhos, o que cria certo problema para as irmãs.

Mas, Monique Joly trouxe uma contribuição para a Instituição, resolveu também ajudar as demais crianças, a critério das irmãs, entregando-lhes substancial quantia.

Em seguida, fizeram questão de voltar à favela do Bode. Com dificuldade se equilibraram andando em tábuas velhas, mal pregadas, quase soltas, sobre palafitas na maré. Passaram por estreitos labirintos, apelidados “avenidas”, espremidos entre fétidos barracos. Entravam nos barracos, falavam com as pessoas, se indignaram que passados dois anos, desde a última vez que aqui estiveram nada, absolutamente nada foi feito para amenizar aquele quadro. Pelo contrário, a situação piorou e muito. O lixo se acumula sob as casas, por entre as palafitas, numa quantidade impressionante, nunca houve, por menor que fosse um serviço de limpeza, de remoção. Os esgotos são vertidos diretamente, “in natura” na maré. Só não grassa uma epidemia por verdadeiro milagre. Viram homens em pleno vigor físico na maior ociosidade, embriagados ou se embriagando pelas esquinas, uma tristeza. As irmãs foram o nosso passaporte. “Na paz de Deus” uma espécie de senha para obter o salvo conduto, poder ali andar com segurança.

A que ponto chegou o nosso querido Brasil. Enquanto isso, nós, classe média, ricos e remediados, vivemos numa ilusão, como se nada disso existisse. Quantos de nós já penetraram no âmago de uma favela? Quantos já adentramos num barraco feito de restos de madeira? papelão e plástico, chão de terra batida ou de tábuas velhas, por sobre a maré? Quantos de nós sentimos o odor da sujeira, do lixo, da falta de higiene, da promiscuidade em que aquela gente vive? Quantos conhecemos essa realidade abandonada, escondida, esquecida do nosso Brasil? Só nos lembramos quando a violência penetra a soleira de nossas casas, golpeia nossas famílias, nessa guerra social não declarada.

É preciso que um grupo de suíços, vindo de longe, de um país rico, onde tudo já está construído, onde todos têm escolas, alimentos, saúde, chegue para abrir nosso olhos, para nos fazer conscientes das sombras, das trevas que existem em nossos próprios quintais.

O LAR DE CÁRITAS é outra instituição desde o início de sua existência assistida pela Association Enfants du Brésil, lá os suíços viram a fossa e o filtro anaeróbico construídos a a partir de sua ajuda financeira. Pediram que façamos um orçamento para a construção de um espaço para jogos e recreação e de um castelo d’água em concreto armado, se preocupam com a melhoria das salas de aula e outros detalhes. Há algum tempo pagam o salário da enfermeira NANCY, contratada para cuidar dos bebês e das crianças. Dão o mesmo suporte para outras instituições da Paraíba que se ocupam em tirar os menores da rua e a lhes dar alguma iniciação profissionalizante.

Que nos sirva de exemplo o espírito altruístico de compaixão e solidariedade humana destes senhores que vêm de outra cultura, movidos unicamente pela força do amor, trazendo o que há de melhor em si, em prol de um Brasil mais humano, mais justo. Enquanto houver uma só criança necessitada, sem amor, eles estarão presentes, sem jamais esmorecer, mesmo tendo sofrido alguns revezes, o que lhes causou enorme decepção. Foi o caso de uma senhora no Janga, em Paulista, depositária de sua confiança que se apoderou do dinheiro, de cerca de quinze mil reais, destinados a famílias carentes. Foi o caso do Lar de Cáritas Bom Pastor, em João Pessoa, que teve suas contas bancárias arrestadas pela justiça para pagamento de dívidas, levando treze mil reais que a Association enviara para benefício das crianças, foi o caso do container enviado da Suíça com 20m3 e 6 toneladas de doações, contendo material escolar, roupas, material médico hospitalar, máquinas de costura, brinquedos, que levou dois anos para ser liberado pela alfândega só o sendo depois da intervenção do presidente da CNBB. Eles continuam ajudando com a mesma alegria, a mesma dedicação. Não podemos esquecer de JEAN PIERRE NAUDON E CLAUDY, que ficaram na Suíça, dois pilares dessa instituição humanitária.

Sejam bem-vindos nossos benfeitores que alegram o Brasil como segunda pátria, que amam nossa terra, nosso povo, nossas cidades, que se encantam com as belezas das nossas praias, do nosso clima, que se apaixonam pela riqueza da nossa cultura, que são cativos da amizade, do calor humano, do nosso povo, que amam nossa terra, nosso povo, que adoram nossa cultura, que são cativos da amizade, do calor humano, do nosso povo, que adotam nossas crianças. Muito obrigado, que Deus os abençoe.

Contem conosco.

 


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

O ROTARY E A MOBILIZAÇÃO SOCIAL

 O ROTARY E A MOBILIZAÇÃO  SOCIAL

Alberto Bittencourt.   Fev de 2019. 



Através do Rotary, há cerca de 35 anos venho militando nas áreas sociais.

Em 1996-97, como presidente do Rotary Club do Recife-Boa Viagem, realizei três projetos de Subsídios Equivalentes, em favor de uma creche denominada Lar de Cáritas, no valor total de 60 mil dólares.

Antes mesmo de ser governador do Distrito 4500, presidi durante seis anos, de 1997 a 2003, a Comissão Distrital da Fundação Rotária. Nessa função, ajudei os clubes de meu Distrito a concretizarem mais de 105 projetos de Subsídios Equivalentes, no valor aproximado de 2 milhões de dólares.

Posteriormente, tendo exercido o cargo de governador do Distrito 4500, no ano do centenário, 2004-05, exerci, por mais três anos, outro período de chairman da CDFR, de 2013 a 2016. Ao todo foram nove anos à frente da Comissão Distrital da FR.


O Distrito 4500 era o maior do Brasil, quiçá da Américas Central e do Sul. Compreendia 90 Rotary Clubs nos estados de PE, PB, e RN, e cerca de 2400 rotarianos.

Como governador do distrito 4500, inspirei presidentes e rotarianos a prestarem serviços para as comunidades mais carentes.

Nas minhas visitas oficiais, tive oportunidade de conhecer mais de 100 projetos sociais que desempenhavam um papel relevante em favor de crianças, idosos, enfermos, deficientes, dependentes químicos...


Conheci também as Escolas Rotary do nosso Distrito, em número de 25. Foram construídas pelo esforço e dedicação de rotarianos, há mais de 40 anos, em terrenos grandes e bem localizados, distribuídas nos três estados: PE, PB e RN. Os prédios, de excelente qualidade, as salas de aulas e outras dependências, amplas, bem ventiladas, o mobiliário ainda em excelente estado de conservação. Mantidas pelo Rotary, as Escolas Rotary cumpriram o seu papel durante muitos anos. Hoje funcionam conveniadas com as secretarias municipais ou estaduais de educação e continuam a prestar excelentes serviços.


Existem mais de 500 ONGs no Recife, empenhadas no mais valoroso trabalho humanitário. Convivi com iniciativas de empresas grandes e pequenos, de todo porte, voltadas para o empreendedorismo social, interessadas no que se chama o balanço social das empresas.

Todas têm a ciência de que não adianta apenas o lucro financeiro, se não promoverem também a transformação social.

O balanço social é focado no resultado obtido da transformação das pessoas, das comunidades, das cidades.


Conheci ONGs internacionais interessadas em fazer o bem para nossas crianças, em melhorar suas vidas e mudar o seu futuro. 

Uma dessas é a AEB- Association Enfants du Brésil. Fundada em 1988, há mais de 30 anos portanto. Com sede na cidade de Neuchâtel, Suíça é constituída pelos pais adotivos de crianças brasileiras, numa época em que a adoção internacional no Brasil era mais fácil.

Todos os anos a diretoria e alguns associados vêm ao Brasil, pagando as despesas do próprio bolso.

Geralmente nos meses de setembro ou outubro, chegando para visitar creches, escolas, comunidades e famílias carentes, centros de recuperação de drogados, principalmente nos estados de Pernambuco e Paraíba.

Trazem ajuda financeira, gêneros, brinquedos, objetos de primeira necessidade.

Não hesitam em pagar excesso de peso nas companhias aéreas, resultado de mais de 20 volumes de doações para as crianças.  


É o exemplo dessas pessoas, abnegadas, motivadas, mobilizadas, que me faz manter acesa a chama do ideal de servir e a esperança de que um dia, unidos, veremos o sorriso dessas crianças, num presente radioso, transformado pelas ações de rotarianos do mundo inteiro. 

Obrigado ao Rotary, por me dar a chance de ser partícipe dessa transformação. 

sábado, 26 de dezembro de 2020

PRESENTE DE NATAL




PRESENTE DE NATAL
Alberto Bittencourt - 11 mar 2009
Fragmentos de meu diário



Manuela (14) e Bruna (12)


Fim do ano, em nossa casa. Papai Noel nos trouxe um presente especial. Foi-nos oferecido pela companheira Núbia Mesquita, recém aclamada por unanimidade, presidente 2007-08 do Rotary Club do Recife- Boa Viagem. O presente chegou na forma de duas criaturinhas adoráveis, que vieram passar conosco o dia de Natal. São elas as duas jovens irmãs, adolescentes, Manuela, 14 e Bruna, 12, ambas moradoras do ESPAÇO DA CRIANÇA, instituição da qual Núbia é presidente.

Chegaram no dia 24. Helena foi buscá-las. Fizeram o mesmo Flori Barbalho, Mônica Lima, Marcela Oliveira, atendendo a um pedido de Núbia, numa das últimas plenárias de 2004. Núbia pediu que cada família convidasse uma ou duas se irmãs, das crianças internas, para uma noite de Natal diferente, na casa dos companheiros, no convívio das famílias.

Segundo Núbia, a expectativa era enorme entre as crianças. Desde cedo, dia 24, aguardavam com ansiedade, prontas, arrumadas, a chegada de quem elas próprias batizaram de madrinhas.

Bruna e Manuela chegaram em nossa casa bonitas, vestindo suas melhores roupas. Curiosas, desconfiadas, posso imaginar as dúvidas que atravessavam suas cabecinhas. Afinal, como seriam essas pessoas, suas casas, como será o Natal no meio delas? 

Encontraram a família reunida para a ceia de Natal. Filhos e netos, os do Recife e os vindos da Bahia, aguardavam com alegria a chegada de Papai Noel, tradição em nossa família, desde os tempos de meus avós, nos anos cinquenta.

A mais velha, Manuela, mostrou-se a princípio reservada. Pouco falava, a todos cumprimentou, mas permaneceu a maior parte do tempo quieta, observando curiosa o ambiente, o movimento de todos.

Bruna, ao contrário, revelou-se de pronto falante, comunicativa. Dotada de inteligência viva, raciocínio rápido, encantou-nos de saída. Cursa a Quarta Série, mas sabe ler e escrever com precisão, o que é admirável, em se tratando de escolas públicas. Gosta de desenhar. Faz desenhos artísticos, coloridos, com mensagens afetuosas, muito bonitas, em retribuição ao acolhimento que lhe demos. Demonstrou certa carência afetiva, ao procurar mais a companhia dos adultos, dar as mãos, abraçar, enquanto a irmã, permanecia seca e séria.

Precisamente à meia-noite, Papai Noel chegou, tocando sineta. Gordo, barba branca, gorro e roupas vermelhas, barriga proeminente, arrastava enorme saco de presentes. A agitação tomou conta das crianças. Algumas manifestaram medo, outras a euforia de quem já conhecia o bom velhinho de outros natais.

Sentado, esbaforido, numa poltrona, enquanto puxava os presentes de dentro do saco, Papai Noel chamava os pequenos pelo nome que ia lendo nos embrulhos. A cada um fazia um afago, dirigia-lhes a palavra de carinho, o conselho, o elogio.

Bruna e Manuela não ficaram de fora. Também receberam de Papai Noel presentes, roupas, sapatos novos. Esboçavam sorrisos de felicidades cada vez que seus nomes eram pronunciados.

Foram dormir felizes. Dia seguinte se esbaldaram na piscina. No final da tarde fomos todos ao cinema, assistir “O leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”, ou “Crônicas de Nárnia” no Shopping Guararapes, com direito a pipocas, refrigerantes e outras iguarias, após o quê,  as devolvemos à sua casa, o Espaço da Criança.

Paira no ar a pergunta de Bruna, ao despedir-se: “Tio, vocês vão ser nossos padrinhos? A questão trás no ar a esperança do aconchego familiar, a falta da referência doméstica, o quão importante é a família na construção da identidade do ser humano.

Qual seria a biografia dessas duas meninas, entregues pela justiça ao Espaço da Criança? O que teria ocorrido, para que o juiz determinasse a destituição do Pátrio Poder? Que importa? Imagino a mesma história de sempre: a mãe sozinha, parceiros variados, violência doméstica, promiscuidade, exploração. Manuela, certamente mais sofrida, criou seu círculo de proteção, fechando-se em si própria. Bruna, na terceira infância, tem a alma e o coração abertos para o convívio fraterno, ainda confia nas pessoas.

Bruna e Manuela, seu lugar está reservado em nossa consciência, em nossa casa. Pedimos a Deus que lhes dê a chance. Que elas possam crescer e progredir, aprender a ganhar a vida honestamente, amando ao próximo e a Deus. Que aprendam os valores mais altos da vida. Que Deus as abençoe. Obrigado, Núbia, obrigado ao Espaço da Criança.

Bruna e Manuela foi o presente que recebemos neste Natal.





A VOLTA ÀS ORIGENS


A VOLTA ÀS ORIGENS


Alberto Bittencourt - 10 de outubro de 2012
 
Muito se tem apregoado “A VOLTA ÀS  ORIGENS” como um fator capaz de, não apenas diminuir a evasão de sócios, como também tornar o Rotary mais  atraente para líderes e profissionais de todas as categorias.

A VOLTA ÀS ORIGENS, significa retomar o elo que reuniu aqueles quatros profissionais e homens de negócios no dia 23 de fevereiro de 1905. Paul Harris, ao criar o Rotary, o fez com dois objetivos principais: companheirismo e mútua ajuda profissional.

Nascido numa cidade pequena, em Wisconsin, EUA e criado em outra pequena localidade, a cidade de Wallingford, em Vermont, Paul Harris ao chegar em 1900 à Chicago para exercer o ofício de advogado, após ter passado cinco anos como nômade a percorrer a Europa e os Estados Unidos de costa a costa para adquirir experiência, sentiu o isolamento e as dificuldades de quem não conhecia e tampouco tinha amigos na cidade grande.

Certo dia, chamou seu único amigo, Silvester Schiele para um passeio e ficou  deveras impressionado ao ver seu companheiro de caminhada cumprimentar pelo nome e ser correspondido  pelos donos de estabelecimento comerciais à frente dos quais passavam. Paul Harris admirou-se porque não tinha amigos. Aí nasceu a inspiração para a fundação do Rotary, ideia que Paul Harris amadureceu por cinco anos.

O Rotary oncebido para ser um clube que reunisse profissionais, um por categoria, para, na base do companheirismo, se ajudarem mutuamente, vencerem o isolamento da grande cidade e ainda desenvolverem um círculo de amizades capaz de trazer confiança e fortalecimento aos seus negócios e contratos comerciais.

Somente anos depois é que os objetivos do Rotary foram estendidos para a prestação de serviço.

Mas foi com base no companheirismo e na mútua ajuda que o Rotary teve grande crescimento inicial, transpôs fronteiras e iniciou a expansão pelo mundo.

A VOLTA ÀS ORIGENS que hoje se preconiza, nesse mundo egoísta, em que às vezes nos sentimos sós, é exatamente que prevaleça entre rotarianos a relação  de confiança nos negócios. Que  as portas da  direção  de uma empresa de rotarianos estejam sempre abertas para os companheiros do Rotary. Que em igualdade de condições, possamos sempre dar preferência ao cliente rotariano, firmar contratos com empresas de rotarianos, e porque não, reconhecendo a condição de correligionários do serviço ao próximo,  oferecer descontos pelo simples fato de ser rotariano? 

Nas minhas empresas os companheiros têm descontos. É como conceder pequena vantagem a um membro da família, com o qual temos uma relação maior de confiança. Aliás, é o mesmo desconto que damos aos funcionários de empresas e entidades públicas, com as quais fazemos convênios.

Outra coisa: qualquer rotariano pode subir à tribuna do clube para oferecer  produtos ou serviços de sua empresa que possam ser  de interesse geral. É o caso, por exemplo, do companheiro agente de viagens que oferece um pacote turístico para uma convenção ou conferência internacional, ou do agente de seguros que anuncia um  novo produto.

Se tal não pudesse ocorrer, tampouco poderíamos anunciar nossas empresas nos boletins dos clubes e nem colocar estandes em Conferências Distritais para divulgar e oferecer produtos.

Agora, é preciso nunca esquecer os princípios da ÉTICA, para que ninguém queira tirar vantagem pessoal, alegando ser  rotariano e abusar da confiança depositada.

Cito aqui 2 fatos ocorridos, ambos verídicos dos quais me reservo o direito de resguardar os nomes e a procedência.

Fato n° 1: Um companheiro tenta entrar num banco após o horário de fechamento das portas. Da rua acena, faz sinais, gestos, e tenta telefonar para o gerente, seu conhecido e amigo, companheiro do mesmo Rotary Club. O companheiro gerente fez que não viu, não tomou conhecimento, nem deu a mínima atenção. Resultado: no outro dia, indignado o companheiro que queria entrar e não conseguiu, pediu desligamento do clube. Esse não era rotariano na verdadeira acepção da palavra. Queria aproveitar-se do fato de ser rotariano para conseguir vantagem  normalmente não  concedida. Tempos depois o outro companheiro, gerente de banco também pediu  afastamento. Faltava-lhe o espírito rotário. Devia ter dado uma satisfação: “olhe companheiro as normas do banco são claras e infelizmente eu não posso transgredir”. O que custava? Ter-se-ia evitado maiores problemas. O diálogo resolve tudo.

Fato nº 2: O companheiro se prevalece da condição de rotariano para tomar empréstimo bancário que normalmente não conseguiria por ter cadastro insuficiente. Usou de influência junto ao gerente que também era rotariano. Resultado: recebeu o empréstimo e não pagou. E quem teve que arcar com o prejuízo foi o pobre do gerente rotariano que se responsabilizara pessoalmente pelo cliente companheiro.

Considerando aspectos como esses, é que a ÉTICA  deve prevalecer acima de tudo, consoante a Prova Quádrupla e a Declaração para Executivos e Profissionais Rotarianos, cujo artigo VIII prescreve:

         “Não procurar obter de um rotariano, nem lhe outorgar, privilégio ou vantagem que não sejam normalmente concedidos num relacionamento comercial ou profissional”.

 

   

terça-feira, 30 de junho de 2020

O ROTARY DE HOJE

O Rotary de hoje.
Alberto Bittencourt - 30 jun 2020

Você já deve ter ouvido a frase:
"O Rotary só tem conversa".
Pois é. A cada dia que passa, mais me convenço da veracidade de tal afirmativa.
São milhões de horas gastas em seminários, conferências, assembleias, convenções, interclubes, RYLAS, palestras, discursos, e muito mais. Muita verborragia e pouca ação.
Concorda?
Esses eventos são necessários para manter acesa a chama do Rotary nos corações de rotarianos ou não.
Pergunto:
_Espremendo o que ficou?
_Pra que serviu?
_O que é que os rotarianos pensam, fazem ou desejam do Rotary?
_Como é que os rotarianos se sentem, como voluntários do Rotary?
O mundo de hoje está cada vez mais violento, a sociedade cada dia mais permissiva. Sobram as faltas de ética, civismo, cidadania, educação, respeito.
A fama do Rotary é ter muita conversa e pouca ação.
Tirando os que são movidos pela vaidade e desejo de aparecer, alguns sentem até vergonha de se intitularem rotarianos.
Já vi esse filme.
Nem mesmo o título de "Presidente do Rotary Club" produz efeitos.
Desprestigiados pelos próprios companheiros, os presidentes não raro abandonam o clube após o término de seu mandato.
Pensando nisso, na condição de presidente do meu clube, resolvi o seguinte: vou continuar a fazer o que sempre fiz, independente da condição de ser rotariano ou não. Simplesmente vou lá e faço.
Foi assim que cheguei às creches. Foi assim que fiz vivências e apresentações em escolas, quartéis, com dinâmicas, oficinas de trabalho e outros métodos interativos.
Sai na frente, na maioria das vezes sozinho, sem pedir ajuda. Sacrifiquei meu lazer e minhas empresas, mas valeu a pena.
Tenho feito apresentações em escolas públicas para cerca de 60 alunos e grupos de professores, com duração de 1h30, em dois tempos de 45 min cada, sobre liderança, valores morais e cultura da paz. Não é RYLA.
Fui sozinho, sem diplomas para distribuir, crachás ou pastas.
Em dia de aula normal. Combino com a diretora, vou lá e faço.
Funciona.
Meu projeto agora é continuar esse trabalho quinzenalmente, nas mesmas escolas. Conversar com os mesmos alunos sobre assuntos variados. Sentir-lhes o pulso.
O objetivo é tentar diminuir a violência e criar uma cultura da paz.
Vou começar por Igarassú, com apoio do prefeito Mário Ricardo que é rotariano e com apoio dos rotarianos de lá.
Tentei em Olinda, com o prefeito Lupercio Carlos, mas a Secretaria de Educação vetou. Está contaminada pelo populismo dos prefeitos anteriores.
Carpina tem 8 mil alunos nas escolas municipais. O prefeito Manoel Botafogo, a secretaria de educação e o RC de Carpina apoiam o projeto.
Só precisa começar.
Temos que atuar na mente dessa juventude, do contrário, vamos perdê-la para o crime e a violência.
Como disse a Madre Teresa de Calcutá:
_ Se resgatarmos a alma de um jovem do pecado, nossa missão estará cumprida.
Assim seja.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO NO DISTRITO 4500


POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

ATUAÇÃO DO DISTRITO 4500
Alberto Bittencourt






Publicado nas Memórias da Conferência Latino-Americana sobre População e Desenvolvimento, realizada em Brasília, de 15 a 18 de março de 2001 (pags 138 a 140).


        Os Rotary Clubs do Distrito 4500 desenvolvem muitos projetos. Todos são igualmente importantes, todos fazem a diferença, não importa o valor, grande ou pequeno. Cada clube, fazendo a sua parte, contribui para mudar as condições de vida de centenas de pessoas e assim, melhorar as perspectivas do futuro.
Alguns desses projetos seguem abaixo relacionados:

1. LAR DE CÁRITAS

O RC Recife Boa Viagem conheceu o Lar de Cáritas, através de seu Interact Club em 1995. Numa casinha velha, com telhado em ruínas, chão cimentado, viviam cerca de 200 crianças, das quais 120 ali moravam e 80 passavam o dia. Tudo era precário e muito pobre. As crianças se espalhavam pelo terreno, sujas, descalças, cheias de verminoses. O terreno ao lado era uma lagoa infectada. O acesso tinha que ser a pé, pois não havia ruas. Algumas entidades religiosas faziam o porque podiam para fornecer alimentos e material de limpeza. Muitas mães deixavam seus filhos na creche e desapareciam. Só de tempos em tempos é que iam revê-los.

O Rotary mudou as condições de vida daquelas crianças. Realizou quatro projetos de Subsídios Equivalentes, mobilizou a sociedade, os órgãos oficiais, como prefeitura, celpe, compesa,  efetuou parcerias com ONGs Internacionais, que aportaram recursos substanciais, propiciando as seguintes realizações:

·        Os terrenos vizinhos foram compradores e aterrados.
·        O acesso, tornou-se possível graças a prefeitura de Jaboatão, que aterrou e melhorou os becos existentes, transformando-os em ruas.
·        A Celpe trouxe energia elétrica trifásica de uma distância de cerca de 1.000m, sem nada cobrar, graças à expediente do RC Boa Viagem.
·        ONGS francesas, suíças e holandesas, enviaram recursos para a construção de salas de aulas e de outras dependências, para a perfuração de um poço profundo, que resolveu o problema da água.
·        Além disso, o Rotary e o Lar de Cáritas firmaram convênio com o Lar Fabiano de Cristo, órgão assistencial da CAPEMI, para o pagamento de salário dos professores e auxiliares, fornecimento de alimentação, inclusive cesta básica para as famílias dos alunos e funcionários e fornecimento de uniformes para os alunos.

Recentemente o RCR Boa Viagem está construindo uma fossa séptica, com filtro anaeróbico, e um coletor para os esgotos sanitários da creche, com recursos vindos de uma ONG francesa e ainda, está adquirindo as casas vizinhas para futura construção de uma quadra de esportes e recreação, de um play-ground, além de outras dependências.

Os quatro projetos de Subsídios Equivalentes foram:

a)   Doação de um veículo KOMBI, em parceria com o RC Calgary, Canadá.
b)   Doação e instalação de uma cozinha industrial, em parceria com o RC de Edmonton, Canadá.
c)   Doação e Instalação de uma lavanderia industrial, em parceria com RC de Eureka, Ca, USA.
d)   Doação e instalação de um gabinete odontológico, em parceria com o RC de Eureka, Ca, USA

2. PARCERIA RC BOA VIAGEM/TJP

Foram realizadas as seguintes ações:

2.1. Curso pré-vestibular para 62 alunos pobres da comunidade do Coque, coordenado pelo comp. Antonio Gouveia, com professores voluntários, alguns do RC Boa Viagem. O Rotary pagou as taxas de inscrição de todos, a um custo de aproximadamente R$ 5.000,00, tendo sido 10 aprovados na  1ª etapa do vestibular.
2.2. FEIRART – feira de artesanato e arte juntamente com 120 instituições que se ocupam das crianças, cuja renda foi destinada a essas mesmas entidades.
2.3. Carreata – para recolher alimentos para as vítimas das enchentes. Foram enviadas 6 toneladas de alimentos para os municípios mais atingidos (Palmares, Maraial e para a comunidade do Coque.
2.4. Olimpíadas Criança-Cidadã: com competições esportivas, distribuição de medalhas e show de encerramento com artistas de renome no estádio do Arruda.
2.5. Dia da Criança: celebrado no Geraldão, com mais de 20.000 crianças, distribuição de brindes e a participação de artistas famosos
2.6. Cidade Digna

  • Recolhimento dos mendigos da rua do Imperador, onde viviam há 3 gerações, dando-lhes assistência e casas.
  • Recolhimento de menores de rua viciados em drogas e encaminhamento a núcleos de recuperação, em instituições que se ocupam desses problemas, através de recursos patrocinados por bancos.

2.7. Bibliotecas das escolas: fornecimento semanal de livros e revistas para 6 escolas do Coque. Na próxima semana estarão sendo distribuídos à bibliotecas escolares cerca de 2.000 livros didáticos recebidos de uma ONG do Pina.
2.8. Caravana de Natal: visitas à abrigos e creches com jovens vestidos de papai Noel e distribuição de brindes, por ocasião do último Natal.
2.9. Seleção de 49 alunos da comunidade do Coque e matrículas com bolsas de estudo em cursos pré-vestibulares nos Colégios Atual, Contato, Especial e GRAP, sem nenhum custo. Obtenção de vales-transporte para esses 49 alunos durante 10 meses, junto à Cruzada de Ação Social.

3.PROJETOS CONTRA A CEGUEIRA EVITÁVEL

         Dentro do programa do presidente FRANK DEVLYN, de combate à cegueira evitável, os Rotary Clubs do Distrito 4500 realizam os seguintes projetos:

a)   O RC Recife  realizou um Subsídio em prol da Criança, no valor US$ 25.000,00 em que uma equipe de médicos e técnicos da Fundação Altino Ventura se deslocou para as comunidades carentes para exame de vista (acuidade visual) e doação e óculos.
b)   O RC Recife, em parceria com o RC Brick Township do D 7500, USA, tem em andamento na F.R. um projeto de Subsídio 3H para prover a Fundação Altino Ventura de uma unidade oftalmológica móvel no valor de US$ 250.000,00, dotada de centro cirúrgico e outras instalações inclusive a educação das comunidades quanto à prevenção da cegueira evitável.
c)   Sete clubes do D 400 elaboraram e entregaram, por ocasião da Conferência Latino-Americana de População e desenvolvimento, em Brasília, dia 15 de março de 2001, ao coordenador da Força Tarefa de cegueira Evitável para a Zona 20, BOLÍVAR ZINSLY, sete projetos no valor de R$ US$ 5.000,00 cada, a seguir discriminados:

    • RC Recife: exames, doação de óculos e cirurgias de cataratas, em parceria com a Fundação Altino Ventura.
    • RC São José do Egito: exames, doação de óculos e cirurgias de cataratas, em parceria com a Fundação Altino ventura,
    • RC Recife – Santana: doação de óculos e cirurgia de cataratas, em parceria com a Fundação Altino Ventura.
    • RC Recife Boa Viagem: exames de vista e doação de óculos, em parceria com o SESI/PE.
    • RC Recife Casa Amarela: exames de vista e doação de óculos, em parceria com o Hospital de Olhos Santa Luzia.
    • RC Recife Largo da Paz: material para exames de vista em 200 crianças usuárias do IMIP.
    • RC Esperança: exames de vista e doação de óculos.

4. PROJETOS DE MORADIAS DE BAIXO CUSTO ( SHELTERS)

Vários clubes do D 4500 têm projetos de Subsídios Equivalentes para construção de moradias de baixo custo:

a)   RC Petrolina: construção de 38 casas para moradores do Lixão, já concluídas.
b)   RC Petrolina Norte: construção de 3 casas para pessoas carentes, em conclusão.
c)    RC Itapetim: construção de 10 casas, em fase de construção.
d)   RC Parnamirim: construção de 25 casas, em andamento.

5. PROJETO NORDESTE: ÁGUA/ALIMENTO

Os seguintes projetos visam mudar as condições de vida da população do sertão nordestino, constantemente flagelada pela seca:

a)   RC Cajazeiras: poço e irrigação de horta em Sítio Largo (concluída)
b)   RC João Pessoa Sul: poço e chafariz, em Bananeiras, PB (concluída)
c)   RC Recife Setúbal/RC Caruaru: poço e irrigação para horta (em andamento)
d)   RC Recife Largo da Paz: construção de 5 poços: 2 em Iguaçu PE, 2 em Sumé, PB 1 em Monteiro, PB (em aprovação).
e)   RC Tuparetama: poço em Vila Cajueiro (em aprovação)

6. PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DO ROTARY (LIGHTHOUSE)

Cinco clubes do grande Recife, a saber:

  • RC Recife;
  • RC Recife Casa Amarela
  • RC Recife Largo da Paz;
  • RC Recife Boa Viagem;
  • RC Recife Boa Vista.

Esses clubes mantêm em execução nas escolas municipais um projeto de alfabetização para crianças.
Esse projeto já está sendo expandido na atual gestão da cidade do Recife, para todas as escolas municipais.

7. PROJETO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE PARA ADOLESCENTES

a)   O RC Recife Brum possui, em andamento, um projeto para ensino profissionalizante para jovens da Favela do Rato, no bairro do Brum.
b)   O RC Recife Boa Viagem, montou e executou uma sala de aula de informática com 10 computadores e 5 impressoras, para jovens carentes do Pina, instalada no Patronato N.Sra.da Conceição.

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