ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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segunda-feira, 1 de março de 2021

GESTÃO DE SONHOS


GESTÃO DE SONHOS
Alberto Bittencourt - 05 jul 2018


Barco a remo Paraty, no qual Amyr Klink 
atravessou o oceanoAtlântico em 100 dias, em setembro de 1984.


A cada ano, tem início no mês de julho um novo ciclo de esperança. Trocam-se os administradores dessa poderosa fábrica de sonhos que é o Rotary.
A cada gestão que toma posse novos sonhos são gerados, em substituição aos sonhos concretizados. Outros sonhos não terminados ressurgem, revigorados, energizados, dando continuidade aos planos e programas, numa estratégia única no mundo, que assegura uma produção ininterrupta de sonhos e realizações como só no Rotary soe acontecer.
Passado o bastão, uma legião de novos gestores de sonhos começa o mandato. A fábrica não pode parar. Esta é uma fábrica especial. Ela não tem dono, ela não pertence a ninguém, ela é de todos.
As máquinas produtoras de sonhos continuam aquecidas, operadas pelas mãos, coração e razão de competentes e comprometidos operários espalhados pelo mundo.
A fonte de energia que alimenta os poderosos geradores de sonhos está no altar do pensamento, sentimento e vontade dos rotarianos. No mesmo altar onde oculto mora o deus interior de cada um.
Os produtos fabricados são sonhos que se sonha acordado. São sonhos de um mundo melhor, de um mundo sem violências, sem guerras, sem injustiças, sem fronteiras, em que todos sejam verdadeiramente irmãos. Um mundo em que as crianças cresçam sadias e perfeitas, com amor e dignidade.
Mas é preciso disciplina na gestão dos sonhos. É mister seguir certos parâmetros para garantir a eficiência e a qualidade das realizações:

1) PLANEJAMENTO E PREPARAÇÃO.
Amyr Klink - o navegador solitário
Ninguém melhor do que Amyr Klink, o navegador solitário, para nos ensinar o valor do planejamento na gestão dos sonhos. Um dia ele teve um sonho. Sonhou ser o primeiro homem a atravessar o oceano Atlântico num pequeno barco a remo. “Impossível”, disseram alguns. “Você vai morrer”, exclamaram outros. “Ninguém consegue atravessar o Atlântico usando a força dos braços”, clamaram todos. Amyr Klink respondia que não iria atravessar o Atlântico com a força de braços e sim com a força da inteligência. Do sonho, passando pelo projeto, até a etapa operacional, ele pensou em tudo, estudou, planejou e executou nos mínimos detalhes. Aproveitou a força das correntes marinhas, a força das marés e dos ventos para chegar vitorioso ao seu destino. Longe de ser um aventureiro, preparou-se até mesmo para os imprevistos que poderiam acontecer.

Exemplo oposto é o caso daquele padre no sul do país. Ele também teve um sonho. Queria entrar para o livro Guiness de Recordes como autor do maior vôo jamais realizado, içado apenas por balões de gás. Na tentativa de chamar atenção da mídia e arranjar recursos para suas obras paroquiais, lançou-se no espaço. Questionado que o céu estava encoberto, respondeu: “Isso não é problema, voarei acima das nuvens”. A aventura mal planejada e mal preparada terminou em tragédia. Quando os ventos o arrastaram na direção do mar, tentou comunicação pelo celular. Chegou a pedir instruções sobre como usar o GPS. Só podia dar no que deu. Tempos depois seu corpo bateu numa praia deserta.

2) PERSISTÊNCIA E INOVAÇÃO
Quando todos disseram a Amyr Klink que ondas de até 25 metros fariam seu pequeno barco capotar, ele não desistiu. Após tentar, sem sucesso, durante meses, projetar um barco que não capotasse, usou da criatividade, inovou e projetou um barco que capotasse.

3) DECISÃO E ATITUDE.
“Existe um tempo para planejar e um tempo para partir”, disse Amyr Klink. Há pessoas que planejam, planejam, planejam e nunca partem. Porém chega um momento em que se tem que começar. O tempo urge, a vida é efêmera. A perfeição chega depois, durante a operação. “O momento ideal é não esperar pelo momento ideal”, disse Livingstone

4) DINHEIRO E PATROCÍNIO
A gestão de sonhos implica em obter os recursos necessários à sua realização. Todo gestor de sonhos deve buscar o apoio de possíveis patrocinadores. O rotariano não deve ter vergonha de pedir. Ele tem credibilidade, pois todos sabem que o dinheiro é para uma causa justa. Pode pedir mil e conseguir cem, mas já é uma vitória.
O gestor de sonhos nunca deve se apresentar como um pedinte, mas sempre como um vitorioso.
Nada de caridade, por favor. Ensine a pescar, em vez de dar o peixe.

5) DELEGAR OU MORRER
Sozinho ninguém consegue levar um sonho adiante Desde o projeto até a operação, tudo é um trabalho de equipe. Embora viajasse sozinho, Amyr Klink, sempre contou com eficiente equipe de apoio, mesmo à distância. É importante delegar as tarefas, do contrario, o sonho pode morrer.
Para delegar, é preciso instruir; fornecer os meios, os recursos materiais e humanos; acompanhar; corrigir rumos; avaliar e por fim recompensar as equipes.

6) CORRER RISCOS
Todo sonho envolve riscos. Riscos bem calculados são mais fáceis de superar. É celebre a frase de Theodore Roosevelt:
É preferível arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que não gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem na penumbra obscura dos que não conhecem nem vitória nem derrota.

7) PENSAR GRANDE
Amyr Klink, nos ensina: “Não custa nada pensar grande. Pensar grande significa pensar além de seu próprio tempo, pensar no tempo dos outros, dos que virão depois de nós.”
Olhe para a frente. Há uma longa estrada a caminhar para chegar no horizonte. Visualize sempre o sucesso. Não há o que temer. Tenha confiança, fé e acredite no poder dos sonhos, pois segundo Fernando Pessoa:

Deus quer, o homem sonha e a obra nasce.
E lembre-se: “O Futuro do Rotary está em suas mãos!”

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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

O GOVERNADOR ASSISTENTE


O GOVERNADOR ASSISTENTE
Alberto Bittencourt
(Publicado na Revista Brasil Rotário de setembro de 2004)


 O Governador Assistente é a chave-mestra para a administração do distrito. Existem outras chaves, mas a chave-mestra é suficiente para abrir todas as portas.

É sempre oportuno discutir o papel do governador assistente. É importante refletir os motivos pelos quais o R.I. criou essa  função, saber o porquê de sua existência, a razão e a finalidade desse cargo  na estrutura distrital.
O governador assistente faz parte de um contexto chamado PLD – Plano de Liderança Distrital -, estabelecido a partir de 1996. O PLD congrega os principais líderes,  com potencial para exercerem a função de governador, afim de  assessorá-lo, ajudá-lo no desempenho de seu papel para que ele bem cumpra a missão que lhe foi confiada.
O governador assistente é o principal assessor do governador do distrito, porque está sempre junto aos clubes de sua área, presente no dia-a-dia de suas atividades, conhece seus programas, seus méritos, suas deficiências, suas dificuldades.
O governador assistente é o principal instrumento através do qual o governador executa a sua política de administração. É o principal veículo de comunicação entre o distrito e o clube.
O governador assistente ajuda os presidentes eleitos na definição das suas metas, antes mesmo de suas posses.
O governador assistente visita os clubes de sua área no mínimo uma vez por mês. Em todas as visitas, ele transmite  mensagens do governador. Ele nunca entra mudo e sai calado de uma reunião plenária. Ele é um líder. Todos querem ouvir sua voz, sua palavra de orientação, de apoio, de instrução, de esclarecimento. Querem saber notícias da governadoria, o que faz o governador distrital naquele momento, querem relembrar os programas, as metas  a serem perseguidas e atingidas pelo distrito, querem saber o que se espera do clube que visita.
O governador assistente usa a técnica da impregnação. A palavra impregnar vem de prego, preencher. Como o prego que aos poucos preenche o espaço na madeira, o governador assistente preenche a mente dos rotarianos com novas idéias. Sua missão é impregnar a consciência dos rotarianos para mudar as estruturas arcaicas, mortas, estagnadas, quebrar a rotina improdutiva, de forma a tornar o clube eficaz.
O governador assistente fornece ao governador do distrito informações atualizadas sobre os pontos fortes e fracos dos clubes. Ele conhece as  metas das quatro avenidas, monitora a performance dos clubes na prestação de serviços, promove o reconhecimento de  projetos e rotarianos que tenham se destacado, procura identificar líderes para servir em âmbito distrital.
O governador assistente identifica clubes que precisam de atenção especial. Ele tem um papel fundamental na recuperação daqueles em vias de extinção, ou de serem terminados por Rotary Internacional. Nos clubes com menos de 20 sócios, o governador assistente estimula o presidente e demais membros a iniciar uma campanha de aumento rápido do quadro social. Se o clube agoniza, ele se muda para esse clube, passa a freqüentar todas as suas reuniões plenárias. Junto com o presidente, visita profissionais qualificados da comunidade e procura trazê-los para dentro do Rotary, convida-os para integrar a maior ONG do mundo na busca da Paz e da Compreensão Mundial, lembrando que, quando uma estratégia não dá certo, mudar pode trazer resultados (ver parábola anexa). Se o clube está devendo ao R. I., estabelece com o presidente um cronograma de pagamento, trabalha intensamente até a sua recuperação total.
O governador assistente sabe tudo a respeito dos clubes de sua jurisdição. Ele nunca atrasa no envio dos relatórios ao governador. Se o clube tem dificuldades para informar a freqüência mensal, ele não descansa enquanto não regulariza esse fluxo de informações, a tempo de sair na Carta Mensal.
O governador assistente participa da assembléia de planejamento e preparação da visita oficial do governador. Ele transmite ao presidente e conselho diretor as diretrizes do governador. Ele analisa o programa da visita oficial, debate os problemas do clube. Os pontos de destaque, a serem ressaltados, são cuidadosamente examinados e discutidos antes da visita oficial. Enfim, ele tem a missão de preparar o terreno, estabelecer a “cabeça ponte”, que no jargão militar, abre os caminhos para a conquista do território, no caso, a visita do governador.
O governador assistente trabalha em prol da governadoria. Não apenas ajuda a estabelecer as metas do distrito, como também fornece dados ao governador eleito, na fase de planejamento, para escolha dos membros de sua equipe. Ele sempre representa o governador do distrito em assembléias de clubes, seminários, interclubes, onde quer que o governador não possa estar presente.
O governador assistente auxilia as comissões distritais. É o porta-voz dessas comissões na divulgação de seus programas. Difunde os editais de convocação para seminários, interclubes, reuniões distritais. Convoca os clubes a participarem de programas de intercâmbio de jovens, IGE, bolsas educacionais, voluntários de Rotary. Estimula os companheiros a fazerem projetos da Fundação Rotária. Auxilia a Comissão Distrital da Fundação Rotária na busca de parcerias. Acompanha o andamento dos projetos, empenha-se para  que os relatórios  sejam encaminhados no prazo correto.
O governador assistente ajuda a comissão distrital da família a alcançar seus objetivos de trazer a família do rotariano para dentro do Rotary. Incentiva visitas aos companheiros que se afastaram, às famílias dos companheiros falecidos, colabora nos programas de companheirismo.
O governador assistente é um baluarte dentro do distrito. Ele foi escolhido à dedo pelo governador. Ele é a chave-mestra para a administração do Distrito. Existem outras chaves, mas a chave-mestra é suficiente para abrir todas as portas.



O CEGO E O PUBLICITÁRIO  
(Parábola para reflexão).

Um cego estava sentado na calçada. A seus pés, um boné. Ao lado, um pedaço de madeira. Nela, a súplica escrita em giz branco: “Por favor, ajude-me. Sou cego”.
Um publicitário passou lá. Viu as poucas moedas. Pegou o cartaz, virou-o e escreveu outro anúncio. Recolocou-o no lugar e foi-se embora. À tarde, voltou ao local. Reparou no montão de moedas. O cego, reconhecendo as passadas, perguntou:
_O que você escreveu?
_Exatamente o seu apelo. Mas com outras palavras: “ Hoje é primavera em Paris. Mas não posso vê-la”.

Moral da História: 
Quando uma estratégia não dá certo, mudar as palavras pode trazer recompensas.



sexta-feira, 26 de junho de 2020

A ÁGUIA E A GALINHA


A ÁGUIA E A GALINHA
(Parábola sobre as Novas Gerações)
Alberto Bittencourt - setembro de 2012







Leonardo Boff no livro “A Águia e a Galinha” relata uma das parábolas mais bonitas de autoria de James Aggrey:


"Um fazendeiro encontrou na floresta um filhote de águia. Recolheu, levou e colocou no galinheiro, junto com as galinhas, e começou a alimentar com milho e ração de galinha. O filhote foi crescendo no meio das galinhas, adquirindo seus hábitos, ciscando a terra como se fosse galinha, embora a águia fosse o rei/ rainha de todos os pássaros.

Cinco anos depois, ela tinha o comportamento de galinha, vivia como galinha, comia como galinha, inclusive cacarejava como galinha.

Um dia um naturalista passou pela fazenda e observando o galinheiro, disse: Esse pássaro aí não é uma galinha, é uma águia.

De fato, disse o fazendeiro, ela nasceu águia, mas hoje é uma galinha. Foi criada como galinha, vive como galinha e se comporta como galinha. Tem os hábitos de uma galinha.

Não, retrucou o naturalista. Ela é e sempre será  uma águia, pois tem o coração de águia e ninguém pode contrariar a sua natureza. Esse coração a fará um dia voar às alturas. Eu vou provar a você que ela é uma águia.

Não, não, insistiu o fazendeiro. Não é possível. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a  águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a, disse: Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia viu as galinhas no chão, pulou para junto delas e voltou a ciscar os grãos.

O fazendeiro comentou: eu não falei que era uma galinha? Ela não é mais águia, ela virou uma simples galinha!

Mas o naturalista tornou a insistir: Não, ela tem no coração a natureza da águia. Vamos leva-la para cima de casa e você vai ver que ela vai se tornar águia novamente.

Ele a levou para o telhado da casa e sussurrou-lhe: Águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá em baixo as galinhas no chão, pulou e voltou a ciscar no meio delas. 

O fazendeiro disse: Tá vendo só o que eu disse? Ela é e sempre será uma galinha.

Mas o naturalista não se conformou. Não, afirmou. Amanhã nós vamos lá no alto daquela montanha e você vai ver que ela não é uma galinha, é uma águia.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: Águia, já que você é  uma águia, já que você pertence  ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia tremia feito vara verde, mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.

Você é uma águia, voe! E a lançou contra o sol. Nesse momento a águia abriu as suas asas de quase três metros de envergadura, grasnou como as águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou...voou... até confundir-se com o azul do firmamento."





Esta parábola  ilustra que nós temos o dever como rotarianos de resgatar nos homens a águia que existe dentro de cada um, para que eles não fiquem o resto de suas vidas a ciscar a terra feito galinhas, para que eles possam exercer a sua natureza divina e rica e desempenhem o seu verdadeiro papel na Terra.



Um jovem normal pode crescer num ambiente deturpado pela miséria, pela violência, pela marginalidade. É nosso dever, como rotarianos, trabalhar para libertar a águia que habita o coração desse jovem, para que ele possa ser liberto, atender ao chamado das alturas, voar em busca do sol, em lugar de passar a vida a ciscar a terra como as galinhas.





quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O ROTARY É UMA REUNIÃO DE PESSOAS



O ROTARY É UMA REUNIÃO DE PESSOAS.

Alberto Bittencourt
Palestra realizada no Rotary Club de João Pessoa- Sul, em 22 de julho de 2008

Minha querida Francinette de Luna Máximo, governadora assistente do centenário, atual presidente do Rotary Club de João Pessoa - Sul, pessoa a quem muito admiro e por quem tenho a maior estima.
Meu caro governador Jorge da Rosa, e Cecília.
Meus queridos amigos: Ivanilo Fialho, governador assistente; Selma Porpino, presidente do Rotary Club de Cabedêlo; Everaldo Nóbrega, presidente do Rotary Club de Manaíra; Francisco José da Costa, presidente do Rotary Club de João Pessoa – Bancários; Célia Barreto, presidente do Rotary Club de Guarabira; Tânia Porpino, presidente do Rotary Club de Cabedelo.
Minha especial saudação a João Batista e Célia, sócios do Rotary Club de Mamanguape – Centenário, clube que foi oficialmente fundado durante a minha gestão de governador do distrito, no ano 2004-2005, mas que na realidade sempre existiu, pois nunca deixou de funcionar. Durante dois anos, esteve em situação de terminado por RI, mas, graças à tenacidade dos companheiros, continuou com suas atividades, suas obras, seu trabalho social. Renasceu, graças ao trabalho da então governadora assistente do centenário, companheira Walkyria Torres e dos companheiros do clube, sob a liderança do então presidente Ernani Vasconcelos.
Meus companheiros.  
"O Rotary é uma reunião de pessoas".
Trata-se de um tema motivacional da maior relevância que vem sendo bastante abordado em palestras e seminários. Mesmo sendo um tema conhecido, é bom enfatizá-lo, apresentá-lo sob nova didática, com nova roupagem, principalmente para os novos, que ainda não conhecem em profundidade o que é ser um rotariano de verdade.
Vale a pena rememorar algumas características que fazem com que o Rotary seja diferente de um aglomerado de pessoas que não tenham o mesmo comprometimento de ética, de prestação de serviço, de amizade e de companheirismo.

1º - O Rotary é uma reunião de pessoas voluntárias!
Todos vocês estão aqui porque, algum dia, de livre e espontânea vontade, fizeram a opção de ser rotarianos. Estão aqui porque colocaram o Rotary em suas vidas, como terceira prioridade, logo após o trabalho e a família.
Se lhe fizerem a pergunta: "por que você entrou em Rotary?" Certamente você vai responder que foi para fazer a sua parte. Você dirá que entrou em Rotary, por que queria fazer algo pelas crianças em situação de risco. Ou que gostaria de aliviar o sofrimento dos idosos em abrigos, ou ainda para cuidar dos enfermos. Tudo isso é importante, mas esta não foi a principal razão de seu ingresso em Rotary. Na realidade, você entrou em Rotary, antes de tudo, porque alguém lhe convidou. Alguém viu em você características inerentes aos rotarianos. Alguém viu em você o perfil da pessoa solidária, da pessoa interessada em ajudar ao próximo, da pessoa ética, que sabe viver em comunidade, da pessoa líder em seu trabalho, em seu segmento profissional. Você entrou em Rotary porque seu padrinho lhe convidou.
Ao aceitar o convite, você adquiriu uma série de responsabilidades. A primeira é corresponder à confiança em você depositada. É dever de todo afilhado divulgar o Rotary. Convidar alguém de seu relacionamento para ser sócio, trazer pessoas para dentro do clube, tornar-se padrinho de um afilhado também. Estatisticamente 90% dos rotarianos nunca apresentaram um afilhado. Muitos de vocês podem vestir a carapuça, mas este é o primeiro dever do rotariano, negligenciado por muitos.  
A segunda responsabilidade do voluntário deveria ser desnecessário dizer. É a seriedade.  No Brasil o voluntário muitas vezes acha que está fazendo um favor, que o compromisso adquirido não é uma obrigação. Lá fora, no exterior, eu e Helena constatamos que o serviço voluntário é tão importante quanto qualquer outro tipo de serviço. O Canadá, por exemplo, é o país que tem o maior percentual de voluntários. Cerca de 80% da sua população exerce algum tipo de prestação de serviço voluntário. Aposentados são voluntários em museus, bibliotecas, sítios históricos. Eles servem de guias turísticos, trabalham na administração com a maior seriedade, como se empregados fossem. Com dedicação, cumprem religiosamente todos os horários a que se comprometeram. Nos Estados Unidos, vimos em algumas cidades bombeiros voluntários. Eles operam viaturas com equipamentos sofisticados, delicados, com o maior cuidado, o maior esmero, com a maior responsabilidade.
No Brasil tem voluntário que acha que não precisa cumprir horário, que tudo não passa de brincadeira. Entretanto, é bom frisar que a hora de recusar o trabalho é a hora em que se é convidado. Depois de aceito o convite, tudo passa a ser obrigação. Dito o sim, o não deixa de existir. Por exemplo, a função de governador assistente. Uma vez aceito o convite, todos os encargos inerentes à sua função, todas suas responsabilidades, tudo passa a ser obrigação. Não raro a gente encontra governadores assistentes que aceitam a função e cruzam os braços, não visitam clubes, nem fazem nada. Há clubes que nunca foram visitados, em que os rotarianos não sabem quem é o governador assistente.
Há um termo matuto, do interior da Paraíba, em se diz que, quando alguém ocupa uma função e não faz nada, que ele está entupindo a função.  Não se pode substituí-lo, por que ele lá, entupindo a função. Ele é um entupidor de função, porque não faz, nem deixa fazer. Pode ser governador assistente, um membro de uma comissão, um secretário, um tesoureiro de clube.
Então, a primeira característica de um clube é que ele é uma reunião de pessoas voluntárias, de pessoas que têm responsabilidade, seriedade.

2º - O Rotary é uma reunião de pessoas líderes!
Você foi escolhido para ingressar no Rotary por suas qualidades de liderança. Todos trazem dentro de si a semente da liderança. Mas, é preciso praticar. Se você não praticar, você não vai desenvolver o que pode ser um talento inato dentro de você.
Como um jogador de futebol, se ele não praticar, não chutar a bola, ele nunca vai desenvolver suas qualidades futebolísticas. Pelé, por exemplo, se não tivesse chutado a bola, jogado desde pequeno, praticado desde cedo, não seria o atleta do século. Aquele seu talento excepcional restaria inerte sem se desenvolver.  Assim é a liderança. Liderança é uma qualidade que tem que ser praticada. No Rotary você tem a oportunidade de desenvolver essa liderança, ao assumir funções como a de presidente do clube, presidente de comissão.
No Rotary você pode desenvolver suas qualidades de orador usando a tribuna do clube para manifestar e compartilhar a sua visão. Você pode desenvolver suas qualidades de escritor, usando o boletim do clube para expressar suas mensagens, escrever seus pensamentos, sua opinião. Você pode usar a internet para se comunicar, para dar o seu recado.
Esta é a segunda característica do Rotary: todos são líderes, mas é preciso praticar, desenvolver essa liderança.
Assuma o líder que você é. Proceda como líder, lide com os problemas da mesma maneira que um líder. Viva como vive o líder, pense como pensa o líder, aja como age o líder.
Fale como um líder, enfrente a vida tal qual um líder.

3º - O Rotary é uma reunião de pessoas conscientes!
Para ser consciente, você precisa dar três passos:
1) - O primeiro passo é fazer um exame de consciência que lhe traga respostas às seguintes questões. Feche os olhos e pense:
_Onde está você neste momento?
_O que está você fazendo aqui e agora?
_O que é que você está fazendo no seu clube de Rotary?
_Qual o seu papel dentro do seu clube?
_Como está você se sentindo como membro do Rotary International?
_Sabendo ser o tempo o bem mais precioso de cada um, avaliar como você gasta o seu tempo no Rotary. Está sendo proveitoso?
Para ser um rotariano consciente, você precisa primeiro identificar o seu papel dentro do clube, em seguida, verificar como é a sua atuação, e depois, saber como você está se sentindo como rotariano.
Para ilustrar, cito a fábula de Charles Péguy, escritor francês, 1873-1914:
OS TRÊS PEDREIROS
"Uma vez um viajante, percorrendo uma estrada, deparou-se com uma obra em início de construção. Três pedreiros, com suas ferramentas, trabalhavam na fundação de um  importante projeto.
O viajante aproximou-se, curioso. Perguntou ao primeiro pedreiro o que estava fazendo. Estou quebrando pedras, não vê?  Respondeu o pedreiro.  Expressava no semblante um misto de dor e sofrimento. Eu estou morrendo de trabalhar, isto aqui é um meio de morte, as minhas costas doem, minhas mãos estão esfoladas, este trabalho é um sacrifício, concluiu.
Mal satisfeito, o viajante dirigiu-se ao segundo pedreiro e repetiu a pergunta. Estou ganhando a vida, respondeu. Não posso reclamar, pois foi o emprego que  consegui. Estou conformado porque levo o pão de cada dia para minha família.
O viajante queria saber o que seria aquela construção. Perguntou então ao terceiro pedreiro: O que está você fazendo? Este respondeu:  Estou construindo uma Catedral! "

Três pedreiros, três respostas diferentes para o mesmo trabalho.  Cada um manifestou sua própria visão. 
Para o primeiro pedreiro, o serviço significava dor e sofrimento. Um sacrifício que certamente tornava a ação muito mais penosa e lhe fazia mal. Se você tiver no Rotary o sentimento do primeiro pedreiro, estiver se sentindo de certa forma desconfortável, sem gostar, meio contrariado, até um pouco desmotivado, tudo lhe será muito difícil e penoso. Você precisa mudar.
O segundo pedreiro manifestou indiferença. Estava conformado mas não realizado. O trabalho nada lhe significava e ele só o fazia por obrigação. Você pode estar no Rotary com o mesmo sentimento de indiferença do segundo pedreiro. Comparece, cumpre as obrigações de freqüência, pagamento e nada mais. A indiferença, geralmente, termina em desistência. Mude antes que seja tarde.
Já o  terceiro pedreiro tinha a consciência da importância do seu trabalho. Desempenhava a função com orgulho e satisfação. Tinha o sentimento elevado de participar de uma grande obra, o que lhe dava muito mais força, energia, ânimo, felicidade.
Você, rotariano, como em tudo na vida, deve encarar suas ações, com o sentimento superior  do terceiro pedreiro, com a consciência de que é vetor da construção de um mundo melhor, mais justo, mais humano, de que trabalha para o bem do Brasil.
Se você manifestar a visão do terceiro pedreiro, ao atuar em seu clube, ao colaborar com a Fundação Rotária, você estará dizendo com devoção e orgulho: Eu estou construindo a Paz e a Compreensão Mundial!
Esta é a visão maior de quem tem a verdadeira Conscientização Rotária, a consciência de estar participando de uma grande obra, a consciência de que o Rotary está mudando o mundo. Assim, você será feliz e terá a consciência tranqüila de quem está cumprindo a sua parte. Você estará atuando no Rotary com alegria, com felicidade, com amor.
Todos os que estão em Rotary têm que ter a consciência do terceiro pedreiro, tem que ter a consciência de que está construindo a paz no mundo e a compreensão entre os homens. Se você comparecer a uma reunião plenária, se você comparecer a um serviço numa creche, se você comparecer a um evento, você tem que ter a consciência de que faz parte da grande obra do Rotary no mundo inteiro.
2) - O segundo passo para adquirir e desenvolver uma consciência rotária, é desenvolver o seu potencial, estudar, aprender. Deixar que seus talentos naturais evoluam, que as capacidades adquiridas se manifestem. 
Para tanto, você precisa conhecer os trabalhos e programas, as metas e sonhos de seu clube, sintonizar-se com os objetivos do Rotary International, do presidente de RI. Significa que você tem que estudar, para adquirir CONHECIMENTO E INFORMAÇÃO ROTÁRIA. Leia o boletim de seu clube, a Carta Mensal do governador, a revista Brasil Rotário. Adquira as publicações disponíveis no RIBO, busque informações no site do Rotary, navegue na web, você verá que tudo o que diz respeito ao Rotary está escrito, está previsto, está didaticamente exposto, à nossa disposição.
Paul Harris escreveu um livro em 1935, intitulado "Esta Era Rotária". Ele narra a parábola abaixo:

O ELEFANTE E OS SEIS CEGOS

São palavras de Paul Harris:
"Há uma parábola a respeito de seis cegos do Industão que foram conhecer um elefante. O primeiro dando de encontro ao flanco do animal gritou: _ Valha-me Deus! Percebo que o elefante é tal qual uma parede. O segundo ,encontrando o dente, ficou certo que _ o elefante é parecido com uma lança. O terceiro, agarrando-se à tromba que se retorcia, asseverou. _ O elefante é parecido com uma cobra... O quarto, esbarrando numa das grandes pernas disse: _ o elefante é igual a uma árvore. O quinto, que  encostou a mão numa das orelhas, exclamou: _esta maravilhosa alimária é parecidíssima com um leque. Finalmente o sexto, apoderando da cauda bamboleante, disse: _ o elefante é parecido com uma corda."
Em seguida, Paul Harris cita um poema:

"E assim discutiam longamente
esses homens do Industão,
firme e insistentemente,
cada um segundo o seu modo de pensar
Todos, porém, enganados, apesar de cada qual
ter certa dose de razão".
John G. Saxe

Na seqüência, Paul Harris nos ensina:
"Grande número de rotarianos se assemelham a estes seis cegos. Algum objetivo em particular, certa atividade especial ou ainda algum produto de Rotary os impressiona como sendo o mais importante, e certos disso exclamam: Isto é Rotary!
Existem outros rotarianos que se interessem mais por determinadas atividades rotárias e não conseguem ver Rotary no seu conjunto. Em vez disso continuam a perguntar:
- O que é Rotary? E as percepções limitadas conduzem geralmente a conclusões desconexas, como foram as dos cegos a respeito do elefante".

A expressão Conscientização Rotária não existia na época de Paul Harris, mas a mensagem dos cegos e do elefante tem tudo a ver.

Ter Conscientização Rotária é o mesmo que
ter uma visão holística do Rotary,
ou seja, perceber Rotary no seu conjunto.
Não ter Conscientização Rotária é o mesmo que
ter uma percepção limitada do Rotary.
Tem uma percepção limitada do Rotary,
quem acha que Rotary é apenas companheirismo,
ou somente festa.
Que é apenas sessão plenária,
ou somente pagamento das mensalidades...
Estes não têm Conscientização Rotária.

Tem uma visão holística do Rotary,
quem conhece, compreende, propaga e luta
por todo o bem que o Rotary faz no mundo.
Por toda a defesa do meio ambiente,
Por toda a união e companheirismo,
Por toda a amizade, solidariedade, cooperação e harmonia
que o Rotary semeia em toda a parte.
Por toda a paz que o Rotary cria,
não importa o país, a raça, a religião, a posição,
nem a classe social de qualquer cidadão.
Estes estão plenos de Consciência Rotária.

3) – O terceiro passo para se adquirir a consciência rotária é a integração e o relacionamento. É ter a consciência que você faz parte de uma grande família. É você se integrar com todos os outros membros da organização. É saber viver em coletividade. É confiar e respeitar as escolhas dos outros.
Sabendo que todos os rotarianos também adquiriram conhecimentos e informações, a sugestão é utilizar os talentos e capacidades de cada um para desempenhar o seu papel de forma competente. Isso lhe permitirá curtir com alegria o grupo, e adquirir a consciência de que você faz parte de um todo.
Aprenda a observar os talentos de cada um, a aproveitar esses talentos, a entender que cada companheiro é único no mundo. Se alguém quiser ser de um jeito, pensar de um jeito diferente do seu, você tem que respeitar. Você não é obrigado a amá-lo, mas é obrigado a tratá-lo como gostaria de ser tratado. Você pode querer dançar uma valsa e ele querer dançar um samba. Você tem que entender a singularidade e a diversidade das pessoas e cultivar a integração, o companheirismo, o bom relacionamento, a amizade, porque se não houver amizade tudo vai por água abaixo. Aqui é o lugar onde a gente consolida as amizades, os relacionamentos.
Tudo deve ser feito em harmonia e alinhamento com os demais participantes. Deixe de se preocupar com os outros e redirecione suas energias e atenção para o desempenho de seu próprio papel. Respeite as escolhas dos outros.
Relacionamento é a pedra fundamental que mantém o clube ativo, eficaz, trabalhando em prol da comunidade. Se não houver relacionamento entre os companheiros, entre o que se chama a família rotária, você pode despejar toneladas de informação rotária, você pode fazer preleções, ditar regras, evocar as normas do Rotary que tudo vai cair num terreno árido, infértil.
O relacionamento é que dá fertilidade ao terreno para que, a semente da informação rotária frutifique, para que o novo sócio possa crescer e se transformar um rotariano de escol. O relacionamento é o principal requisito dentro do clube. Um relacionamento afetivo, um relacionamento baseado na mútua confiança. A mútua confiança é a cola que une os relacionamentos, disse James Hunter, o autor de O Monge e o Executivo.
Investir nos relacionamentos, companheiros, é um trabalho constante, contínuo,  para fazer com que o seu clube seja sempre e cada vez mais a extensão de sua família. Por isso, companheiros, não deixem de investir no relacionamento, porque o terreno onde vai frutificar a semente do novo sócio, a semente da informação rotária e a semente da prestação de serviço, esse terreno é o relacionamento. É a família rotária, forte e unida como um FEIXE DE VARAS. Nada vai funcionar se não houver um bom relacionamento. O companheiro se afasta, fica apático, fica distante, sem motivação porque ele não tem um relacionamento, adequado dentro do clube,

Quarto:
O Rotary é uma reunião de pessoas coerentes!
Quando me perguntam porque que eu entrei no Rotary, eu digo eu entrei em Rotary porque eu quero mudar o Brasil.
então vale ser voluntário, ter liderança, consciência e agora a coerência, o rotariano ele precisa manter a coerência, no seu comportamento, nas suas atitudes, a coerência significa não perder de vista os objetivos, as metas e as razões palas quais ele entrou no Rotary, eu estou batendo nesta tecla desde o início, não perder a consciência das razões que lhe trouxeram para o Rotary. Agente com o passar dos anos agente acaba esquecendo porque que eu estou no Rotary, porque que eu entrei no Rotary, então a coerência de você se manter fiel a estes princípios do Rotary do clube também de comportamento, de atitude aqui dentro, manter que estes princípios de ideais criem muito respeito no relacionamento entre as pessoas, a cortesia, a educação, a palavra amiga, ao trato afetivo, é você acolher o companheiro as vezes mais idoso com carinho, com amor, com afago, porque esse companheiro precisa as vezes disso, agente reclama as vezes que aqueles mais idosos são conservadores, eles querem que o Rotary de hoje seja igual ao Rotary de 40 anos atrás e como agente diz, mas agente tem que entender que as pessoas mais idosas elas tem os seus medos maiores, medo de perder, por isso também ele é mais conservador, então ele se sente bem com uma palavra de carinho, um afago, uma consideração maior, então esse relacionamento é importante dentro do Rotary e nós estamos falando de coerência, coerência é isso, é você ter um relacionamento afável com todos os companheiros o relacionamento é a cola que faz o companheirismo dizem que você só pode confiar nas pessoas se você estiver presente, se você freqüentar, e a confiança é que faz com que você seja amigo, diz James Hunter, autor do livro "O Monge e o Executivo". A confiança é a cola que gruda, que une os relacionamentos, ele só vai adquirir confiança se freqüentar por isso que a presença é importante porque é ela que faz com que uns confiem nos outros e com isso você está sendo coerente com os princípios do Rotary, e ou com os princípios que você adotou ao entrar no Rotary. Esta é a quarta característica do Rotary é a coerência nunca esqueçam que o presidente tem a missão maior de ficar vigilante para não deixar a incoerência prosperar,  e a incoerência é exatamente isso, uma palavra mais agressiva, uma palavra sarcástica uma palavra um pouco mais menos construtiva, alguma coisa assim, as vezes até uma discordância normal pode se instalar a incoerência e os focos de incoerência precisam ser identificados para serem corrigidos, então a quarta característica que eu falei é a coerência nas atitudes, nos comportamentos,

Quinto:
O Rotary é uma reunião de pessoas transparentes!
depois a transparência, transparência é porque todos nós devemos ser transparentes naquilo que fazemos, como presidente de clube, como as vezes ninguém por exemplo num projeto. Ninguém é dono de um projeto, tem que ser transparente tem que mostrar todos os passos, todas as contas tudo aberto pra todo mundo, o Rotary é uma entidade transparente, o Rotary não é fechado, o Rotary é aberto pra todo mundo e o Rotary hoje quer mostrar pra sociedade aquilo que ele faz o Rotary tem hoje a imagem pública como uma das ênfases inclusive mais importantes e tem a transparência do que o clube faz o meu presidente do centenário o Glenn Estess, o presidente do Rotary, ele dizia que o Rotary não era pra tirar o rotariano do meio da família, o Rotary é antes, para trazer o rotariano e toda a sua família para junto do Rotary, todos porque isso aqui é uma família e aí o conceito de família rotária cresceu porque o Rotary verificou que hoje com tanta dificuldade no mundo tanta violência, tanto sofrimento se a gente não for uma família e não trouxer a nossa família as coisas ficam muito mais difíceis, temos que envolver a família nos trabalhos do Rotary no companheirismo, nas atividades do clube tudo fica mais bonito nossa família toda apoiando fica mais fácil e a família rotária não é só a nossa família, são os rotaractianos, interactianos, são os amigos do Rotary, pessoas que a gente conhece que tem o perfil do Rotary que agente chamou na época do centenário de rotarianos do coração então esses rotarianos, dentro do clube, são a transparência, o clube aberto não tem nada de fechado no clube, não tem segredo no clube não tem nada, tudo aqui é transparente é para ser divulgado, para ser mostrado, e inclusive aqueles que não são rotarianos, hoje vocês vêem que o Rotary coloca programas de televisão com  os seus projetos, suas atividades saem na televisão, saiu a pouco tempo matérias, sai no jornal no rádio, mas eu digo que o mais importante não é agente pagar a mídia, o mais importante é o rotariano mostrar ai fora o que ele faz no clube é levar para o seu trabalho, para o seu emprego, para sua profissão o que ele faz aqui no clube, isso é que é mais importante, se vocês forem para uma campanha de vacinação por exemplo, não adianta você chegar lá e ajudar a arrumar a fila, providenciar na arrumação do mobiliário, ajudar a vacinar as crianças, trabalhar, se você não disser que é o Rotary que está fazendo aquilo não vai mostrar para o público externo que o Rotary está trabalhando para erradicar a paralisia infantil na face da terra então, na hora de uma vacinação, o posto de vacinação botará uma faixa o Rotary está erradicando a paralisia infantil da face da terra então há uma banda uma fanfarra, bota lá pra fazer barulho, foguetes, foguetões, e as pessoas vão perguntar o que é aquela gente lá, aquele bando de doido ta fazendo ali, ai vão dizer, é o Rotary que está evitando a poliomielite na face da terra, tem que mostrar aquilo que faz é a transparência do Rotary,

Sexto:
 O Rotary é uma reunião de pessoas participativas!
a sexta é a participação, e aí a participação é motivação, para participar tem que estar motivado e é um dos temas nossos aqui hoje é motivação, como motivar os companheiros para que todos participem alegremente, com vontade, com gosto, para as atividades os programas do Rotary, e sugiram, não apenas participem mas também sugiram programas tragam idéias novas, tragam propostas diferentes até pra mudar a rotina de trabalho do clube, como fazer com que os rotarianos na sua totalidade se envolvam nos trabalhos do clube, isso é importante, então não podemos deixar de pensar na motivação, a motivação você consegue quebrando a rotina, fazendo coisas novas, mostrando o trabalho que faz, mostrando aquilo que faz, você motivando as pessoas a trabalhar em grupo com você, talvez a parte mais difícil, justamente essa de mobilizar e motivar os companheiros, as vezes tem um companheiro já antigo em Rotary, já um pouco cansado, já até dispensado de freqüência que comparece pouco só nas ocasiões especial você conseguir reacender nesse companheiro a chama do Rotary é muito importante, isso é motivar, e você reacende com o tratamento, o afago, com o carinho, com a palavra de apoio com a visita ao companheiro Paul Harris já dizia isso em seu livro "Esta Era Rotária", de 1935: não tem nada melhor que uma visita a um companheiro, e receber a visita de um companheiro, não existe nada melhor, é um tesouro que nós temos aqui a nossa disposição. Bem,  já que meu tempo já se encerrou já vou terminar mas eu vou exaltar também um outro rotariano aquele que cresce no Rotary, por que cada um tem esse motivo para trabalhar, dar esse serviço ensinar, dar conhecimento e

7º - O Rotary é uma reunião de pessoas que trabalham em equipe!
finalmente a ultima característica antes de encerrar é a do trabalho em conjunto, o Rotary é diferente de qualquer agremiação de qualquer organização, qualquer aglomeração de pessoas porque aqui todos trabalham em equipe todos tem as suas comissões as quais pertencem tem uns que são da Fundação Rotária outros da administração,  mas todos trabalham em equipe sob a liderança maior da presidente do clube ou do presidente do clube de vocês então o trabalho em equipe cada um faz a sua função e o presidente delega, delega, supervisiona, avalia, reconhece e premia, então o segredo da delegação, e instrui primeiro, ele dá a sua instrução o presidente dá as suas coordenadas, e os gabaritos então essa foi a ultima característica de um clube de Rotary, clube de rotarianos. Eu quero agradecer a presidente Fracinete pela oportunidade que me deu, dizer que eu estou aqui muito feliz e virei a essa linda cidade...

F  I  M

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