ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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sexta-feira, 5 de maio de 2023

REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO ELEITORAL BRASILEIRO.

 

REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO ELEITORAL BRASILEIRO. 

Alberto Bittencourt -abril de 2018

 

Temos que defender a reformado sistema político eleitoral brasileiro:

A revogação da condenação em segunda instância colocará o Brasil na contramão do mundo. 22 mil presos terão liberdade imediata.

1_ A começar pelo critério político partidário de indicação de ministros da suprema corte. Que os ministros sejam escolhidos por méritos dentro da carreira da magistratura, com mandatos limitados no tempo, e duração de oito anos. 

2_ Temos que acabar com o foro privilegiado que beneficia 58 mil bandidos e ladrões, traidores da PÁTRIA.

3_ Temos que instituir a figura do Candidato Independente, não vinculado à partido político. Já existente há muito tempo nos EUA. No Brasil não temos liberdade de escolha. Só votamos em quem os donos dos partidos querem. O resultado são as dinastias familiares de políticos: esposa, mãe, pai, filhos, netos, sobrinhos etc. Nao vote em nenhum deles.

4_ Temos que acabar com o voto de arrastão como o do Tiririca que levou com ele candidatos sem expressão e sem votos.

5_ Temos que acabar com o voto secreto, em todos os níveis parlamentares.

6_ Temos que acabar com os cargos comissionados, que são loteadas pelos partidos políticos.  66 mil parasitas são nomeados na administração pública. Uma prefeitura de um município com 50mil habitantes chega a ter até 2 mil nomeações.

7_ Precisamos acabar com essa pluralidade de 37 partidos políticos que só servem para negociatas e barganhas. 

8_ Temos que acabar com essa fábrica de sindicatos que é o Ministério do Trabalho. A Maioria é arapuca para extorquir os trabalhadores.

9_ Temos que lutar pela reforma da previdência para nos colocarmos entre as nações desenvolvidas. Idade de 65 anos e tempo de contribuição de 35 anos seriam os requisitos mínimos para a aposentadoria integral.

10_ Temos que lutar contra a corrupção, contra o desmatamento da Amazônia, contra o tráfico e as milícias.

11- Temos que lutar pela Educação, saúde, segurança, moradia digna, igualdade de oportunidades.

 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA

 O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA. 

(Qualquer semelhança com fatos reais e pessoas vivas,  não é mera coincidência).

Alberto Bittencourt 





Filme do velho faroeste americano, do diretor  John Ford, datado de 1962, estrelado por John Wayne no papel principal. 

O filme se passa numa pequena cidade, cuja paz era perturbada por um marginal cruel e sanguinário, chamado Liberty Valance.  

Liberty Valence - é pura ironia um fascínora ostentar o nome "Liberty", que em português significa "Liberdade".

Justamente quem promove a opressão, age à revelia da lei e da ordem, não respeita a justiça, tampouco as autoridades, indo contra a liberdade em todas as instâncias, usa e abusa do nome "Liberty".

Até parece que estamos assistindo a esse filme novamente.

O bandido sequestrara uma criança de dez anos e a levou para o esconderijo em que se acoitava com o bando. 

A criança era neta de John Wayne, então separado da esposa e avó do menino. 

O pânico tomou conta dos moradores da cidade, que julgaram ser impossível resgatar a criança das mãos daquele monstro. 

Foi então que a avó reuniu os moradores e disse.  

_Só existe no mundo um homem capaz de salvar meu neto das mãos desse facínora.  É um homem extremamente rude, grosseiro, ignorante em atitudes e ações, de linguajar e expressões chulas, mas é o único homem capaz de resgatar meu neto com vida, das mãos desses assassinos. 

E prosseguiu: 

_O nome desse homem é JAIR, porém ele é mais conhecido como MITO! 

_Oh!!! Exclamaram todos. 

_Ele pode ter todos os defeitos, disse  a velha  senhora, mas é o único homem capaz de libertar o meu neto das mãos desses comunistas que se apropriaram  de tudo e querem destruir a nação. 

_MITO, MITO, MITO....  gritaram todos. 


O  MITO foi lá, botou todos  os brandidos para correr  e resgatou a criança chamada BRASIL. 

terça-feira, 17 de maio de 2022

OS TRÊS BRASIS

 OS TRÊS BRASIS 

Alberto Bittencourt -15 maio 2022




Vivemos em três brasis. 


O PRIMEIRO BRASIL é  o do mal,  totalitarista , perseguidor, absolutista, para o qual  os fins justificam  atos e ações as mais bizarras . 

É um brasil ditatorial, que não respeita a lei, nem a ordem, para o qual  a Carta Magna é letra morta, Interpretada  à conveniência de alguns servidores marginais, marajás, milionários, privilegiados aproveitadores, detentores de  benesses e mordomias incalculáveis, com séquitos de assessores regiamente pagos pelo povo. . 

É um brasil que prende, arrebenta, encarcera, persegue, exila, bloqueia, sequestra, desmonetiza, inviabiliza, impõe penas e multas, impagáveis, cujo intuito é  apenas  satisfazer a sanha maligna deles,   xerifes e carcereiros

É um brasil da censura, para o qual inexiste a propriedade privada, inexistem as liberdades, nem de imprensa, nem de opinião, tampouco de ir e vir.  

É um Brasil algemado, devassado, invadido nos seus direitos, nos seus  mais sagrados e recônditos recantos.  

É um brasil medieval, atrasado, envergonhado, achincalhado, alvo do escárnio internacional.  

É um brasil em que uns poucos flutuam acima de tudo e de todos, contra os quais inexistem recursos e armas.  

É um brasil apequenado,  a soltar criminosos internacionais, assassinos hediondos, confessos, condenados, mesmo os mais perigosos. 

É um brasil que impede a polícia de agir, proíbe incursões aos territórios do crime organizado. 

É um brasil que classifica seus algoses de milicianos, propagadores de Fake News, inimigos do bem e da democracia. 

É um brasil que não representa a maioria do povo brasileiro. 

É um brasil da tortura, da violência, da exorbitância.

É um Brasil do mal. 


O SEGUNDO BRASIL é o país dos congressistas, representantes do povo, escolhidos e eleitos para materialização da sua vontade. Ungidos  para expressão do que a maioria dos brasileiros almeja  - a paz e o progresso   - mas quase todos traidores da pátria, inimigos da nação, a serviço de seus próprios interesses e conveniências. 

Um brasil corrupto, do toma lá dá cá, do rabo preso, sem vontade própria, incapaz de se opor às injustiças, submisso aos desvarios de outro poder que se diz supremo, extremo, divino.

Um brasil avassalado,  ajoelhado, apático, envergonhado, um mero fantoche nas mãos de um time de sinistros ministros, nunca dantes eleitos, nunca representantes da expressão popular,  de repente alçados aos pícaros da fortuna, para exercício de um eterno e fictício poder. 

É um brasil fisiologista, das dinastias políticas, dos conchavos, das malas pretas, do dinheiro guardado em cuecas, nos apartamentos, em paraísos fiscais. 


O TERCEIRO BRASIL é o Brasil da liberdade, liberdade de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade de votar conscientemente em quem melhor o representa. 

É o Brasil que defende as instituições, que gera empregos, que respeita a vontade popular.

É o Brasil da seriedade, cumpridor das leis, um brasil que produz riquezas, respeita o meio ambiente e a propriedade privada. 

É o Brasil democrata, da justiça social, da imprensa livre, 

É o Brasil que amamos e queremos para nossos filhos e netos.  

É o BRASIL da liberdade.  

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

POR UMA NOVA JUSTICA 

POR UMA NOVA JUSTIÇA. 

TEXTO 1-  Alberto Bittencourt  - agosto de 2020

 O fosso (GAP) que nos separa não apenas dos Estados Unidos, mas dos países do Primeiro Mundo é cada dia maior. Vem num crescendo, desde muitos anos , sem limites. Não é apenas um GAP material, tampouco financeiro. É sobretudo cultural. Nossas instituições perto das similares dos países desenvolvidos são realmente vergonhosas, a começar pela Suprema Côrte. 

 Nosso STF já nasce prostituído pelo sistema de escolha e nomeação dos ministros. A nomeação politica pelo Presidente da República, contempla amigos e correligionários com um mandato vitalício até os 75 anos de idade. Uma aberração. Isso não existe nem em Portugal, nosso co-irmão. Já falam em aumentar para 80 anos, numa apelidado PEC DO FRALDÃO. No Brasil, temos ministros desqualificados, divorciados do fim maior de defesa da constituição. Ministros em que a conduta ilibada e o notório saber jurídico passaram longe. 

Esse STF tem que ser  mudado. Em seu lugar temos que colocar uma nova Justiça. Austera, produtiva, rápida, eficaz e isenta. Que não defenda criminosos nem seja promíscua com escritórios de advocacia. Por isso seus mandatos devem ser limitados no tempo, a oito anos no máximo, suas mordomias devem ser reduzidas e só devem concorrer magistrados experientes e competentes. Se não fizermos essa nova justiça, continuaremos a patinar na insegurança jurídica, e continuaremos alvo da chacota e do menosprezo dos demais países. 

QUE JUSTICA É ESSA? 

TEXTO 2  - Alberto Bittencourt - fev 2021

Delitos de opinião, cometidos por parlamentares protegidos pelo manto constitucional, não podem dar lugar a atos de arbítrio, no mais puro estilo fascista e ditatorial. 

Lembro que a simples referência ao AI-5, invocado como motivador da prisão do deputado Daniel Silveira, foi editado em dezembro de 1968 em razão de recusa do parlamento em cassar o mandato do deputado Márcio Moreira Alves pelo discurso ofensivo às Forças Armadas.   O mesmo delito de opinião  

Se a Câmara Federal enfiar o rabo entre as pernas e  abaixar a cabeça ante o arbítrio do STF, nunca mais a democracia poderá respirar livre neste país  A luta e o sacrifício de tantos brasileiros pela construção de uma verdadeira democracia terá sido em vão  

TEXTO 3 - de autoria de PLINIO LINS:

 "No seu quilométrico voto no inquérito sobre as Fake News, o ministro-relator Edson Facchin usou cerca de 1/3 do tempo em citações à justiça americana.

 Faltou fazer também algumas comparações: os 9 juizes da Suprema Corte dos EUA ganham um salário fixo que lhes permite uma vida bastante digna e confortável, e mais nada. Cada um deles tem direito a 4 (isso mesmo, somente quatro) assessores, assim mesmo, temporários, com "mandato" de 1 ano. Não há auxílios para moradia, paletó ou combustível. Só o presidente da Corte tem carro oficial com motorista, enquanto os demais têm direito apenas ao uso de uma vaga na garagem do Tribunal. Uso de jatinhos Nem pensar! 

Discutem apenas temas relacionados às leis federais, incluindo a Constituição americana, algo facilitado por ter apenas 7 artigos e se manter inalterada há 233 anos, exceto pela inclusão de 27 emendas, inclusive a que proíbe o Congresso de votar leis com qualquer tipo de censura à imprensa ou à liberdade de expressão e de manifestação. Os julgamentos obedecem a uma severa rotina: ouvidas as partes e testemunhas e cotejadas as provas, os juízes se reúnem a portas fechadas, sozinhos, proibindo-se até os assessores de entrar para oferecer água. Obtido o consenso, o lado vencedor fica encarregado de redigir o Acórdão, só então anunciado em plenário. 

É simples assim o funcionamento da Corte Suprema da mais rica potência democrática do mundo! Não se discutem Habeas Corpus a políticos ou empresários, até porque na América nem o presidente da República tem foro privilegiado. Todos são julgados pela justiça comum e podem ser detidos logo após a decisão em primeira instância, aguardando presos o julgamento de recursos. A imensa maioria do povo americano não conhece os rostos desses ministros nem sabe seus nomes, até porque juiz lá não dá entrevistas, fica longe dos holofotes, não fala fora dos autos e jamais se manifesta sobre assuntos ou pessoas, justamente pela possibilidade de que um dia possa vir a julgá-los.

 Raríssimas são as decisões monocráticas e não se aplicam a temas que afetem direta e profundamente a vida dos cidadãos. Por esse conjunto admirável de características positivas, principalmente o distanciamento seguro da política, é uma Corte extremamente respeitada, inexistindo motivos para manifestações contrárias à sua existência.

 No Brasil, já tivemos oito Cartas Magnas e somente a última, de 1988, já sofreu 53 emendas! Mudou-se a jurisprudência exclusivamente para soltar corruptos condenados em segunda instância. Manifestações legítimas e ordeiras em Brasília, com as famílias vestindo verde e amarelo, a favor de Bolsonaro, foram taxadas, inclusive no voto de Facchin, de antidemocráticas e inconstitucionais por exibirem cartazes pedindo o fechamento do STF e do Congresso. Já os quebra-quebras em São Paulo e Curitiba, onde inclusive foi rasgado, pisado e queimado o nosso maior símbolo, a bandeira nacional e houve dezenas de ofensas ao presidente, além de faixas incitando o golpe para tirar Bolsonaro de um dos poderes constituídos da República, foram consideradas democráticas pela mídia e mereceram um sonoro silêncio de todos os membros da Suprema Corte. Por quê ?

Segundo o voto do relator Facchin, eu posso ser processado se uma das excelências julgar este texto ofensivo, mas o decano Celso de Mello pode taxar de nazistas os bolsonaristas que sempre se manifestam dentro da lei e da ordem. Onde está a Justiça, a isenção, a imparcialidade? Ou só se pode manifestar para elogiar? "

 ass: Plinio A V Lins 


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

COLÓQUIOS DE ANÔNIMA INTIMIDADE

COLÓQUIOS DE ANÔNIMA INTIMIDADE

Alberto Bittencourt - 14 ago 2020


Desculpe-me discordar, querida. Os petistas sofreram lavagem cerebral. Não enxergam nem as mais claras e elementares evidências. Lula é um desclassificado, um bandido que deveria estar preso, que responde a mais sete inquéritos, tendo sido condenado em três. Ele causou tremendos males ao país. Foi pior que muitos ataques terroristas. 

Foram treze anos de desgovernos do PT, Treze anos de  atraso, de vergonha, de dinheiro guardado em apartamentos, carregado em malas. Dinheiro desviado da saúde, do saneamento, da segurança, da Petrobrás, da Eletrobrás, do BNDES, dos fundos de pensão, uma verdadeira farra. 

Cerca de um trilhão de reais foram desviados dos cofres públicos. Parece que todo mundo já esqueceu. Quase acabaram com o Brasil. Ninguém mais fala nada? Querem que volte a roubalheira? Esqueceram dos roubos milionários da Assembleia Legislativa do Rio e concentram as baterias no Flávio Bolsonaro. Esqueceram as falcatruas da mulher do Sérgio Cabral e outras.  

A questão é que a imprensa só fala no Queirós. E os outros mais de vinte deputados estaduais do RJ que praticaram rachadinhas de valores muito superiores na mesma época, sendo o presidente da ALERJ o campeão de todos? Ninguém fala neles. O único investigado e preso é o Queiroz. Justiça e política podre a nossa. 

Na educação então foi um caos. Quiseram implantar a tal da ideologia de gênero, a iniciação sexual precoce, a doutrinação política, a rebeldia contra pais e mestres, a destruição do código moral das famílias, tudo segundo a doutrina de Antonio Gramsci. O tal do método Paulo Freire - A Pedagogia do Oprimido -  mostrou-se um engodo. A escola pública, na maior parte, formou analfabetos funcionais. Resultado: a juventude pobre está aí, sem trabalho, sem oportunidades. Até hoje a máquina governamental, as secretarias de educação e universidades federais estão impregnadas dessa ideologia marxista cultural..

Felizmente o povo escolheu Bolsonaro, pela via democrática e incontestável do voto. Bolsonaro deu um basta em tudo isso.  Sinto muito, querida, mas um dia você vai enxergar a realidade do que fizeram de mal neste país. Paulo Francis, Nelson Mota, os fundadores do tabloide O Pasquim, foram morar nos Estados Unidos e entenderam que o socialismo é uma grande ilusão. Você já morou na Austrália. Conheceu uma nova realidade, do que é a verdadeira democracia, em um país do primeiro mundo. Um dia o Brasil vai chegar lá. 

 O passado já passou. Agora o que importa é desconstruir presidente Jair Bolsonaro, que procura acertar, que barrou a corrupção, que governa para o bem do povo, que inaugura obras, que executa uma política externa pragmática, que pretende desburocratizar, diminuir o tamanho do estado. Querem continuar transferindo rios de dinheiro para ditaduras insignificantes, só porque são socialistas? O que eu exalto não são as pessoas, são os valores e princípios defendidos pelo atual governo. A imprensa e os esquerdistas estão desesperados e ficam inventando factoides. 

 Se Michele Bolsonaro errou, ela vai responder por isso. Mas, se tal fato realmente ocorreu, foi numa época em que os políticos transformavam habitualmente verbas públicas em privadas sem a menor cerimônia. Bolsonaro foi um dos poucos que passaram incólumes. Aqui em Pernambuco temos exemplos de políticos respeitáveis, como Marco Antônio Maciel, Roberto Magalhães e outros que nunca se locupletaram do dinheiro público. Enquanto os políticos transformaram dinheiro público em privado, nós, militares e rotarianos, por formação e por fé, transformamos dinheiro privado em público.

Sabe a origem da palavra "candidato"? Pois é, vem de "cândido". Na Grécia antiga, todos os que postulavam e ocupavam cargos públicos tinham que usar uma capa branca, pura, imaculada, em sinal de honestidade no trato da coisa pública. Essa capa branca, imaculada, era chamada de cândida, que, na época significava pureza. Daí surgiu o nome candidato para quem a usava. Com o passar do tempo, essa capa, cândida, foi se toldando de impurezas e chegou a ficar preta de tão maculada. Aí mudaram o nome para "toga", hoje usada nos tribunais. É tão cheia de máculas que, só mesmo sendo preta para não mostrar as improbidades que vão n’alma dos que lhe fazem uso.

sábado, 4 de abril de 2020

É JUSTO ISSO?

É JUSTO ISSO?                                                      
Alberto Bittencourt
Em qualquer lugar do mundo, funcionários públicos, sejam de que poderes forem, é classe média.
Menos no Brasil.
Principalmente em se tratando do poder judiciário.
Já se constitui numa aberração terem direito a férias de sessenta dias. Tal já é uma tremenda injustiça para com os demais trabalhadores do Brasil, dos setores público ou privado.
Não bastasse, magistrados ainda têm direito à indenização pecuniária no ano seguinte, acrescida de um terço, caso não gozem, "por motivos de serviço", desses dois meses de férias remuneradas.
Esse tremendo absurdo transforma quem deveria ser servidor público, mas que na realidade é servidor de si próprio, numa casta de marajás, sem limite de teto, com poderes quase absolutos para avançar no dinheiro do povo, que, em última instância, é quem os paga tão regiamente.
É JUSTO ISSO?
Pode ser legal, mas justo não é.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

VIVA 31 DE MARÇO DE 1964

VIVA 31 DE MARÇO DE 1964.
Alberto Bittencourt. Escrito em abril de 2020

De toda crise emerge algo de bom. Até entre nós, humanos, depois de uma crise existencial é que vem o renascimento para uma verdadeira vida espiritual.
Eu não sou otimista. Os ânimos estão muito acirrados.
Quem for escalado para bater o pênalti pode recusar. Mas uma vez aceito, tem que assumir a responsabilidade pelo erro ou pelo acerto. Baggio errou e a Itália perdeu a copa do mundo.
Mas, acertando ou errando tem que se blindar a comentarios do tipo "eu não disse".
Lula enganou a classe média com a "Carta aos Brasileiros" Em seguida de se vendeu ao capitalismo de extrema direita representado pelos banqueiros e pelos meta empresários. 
Bolsonaro é a esperança de redenção. O partido que o acolheu tem um dono corrupto chamado Luciano Bivar. Um cara que enriqueceu às custas de vender seguros à Caixa Econômica. Queria impor a Bolsonaro suas regras. Os outros eleitos nas costas do Bolsonaro não hesitaram em traí-lo na primeira oportunidade. Agora se unem para tentar derrubar o presidente.
Eu vivi um drama semelhante há exatamente 56 anos. Não podemos permitir que tudo volte ao que era antes. O povo confia no Exército Brasileiro.
O Corona vírus é apenas um acidente de percurso. Não vai mudar o destino do Brasil.
VIVA 31 DE MARÇO DE 1964.

Respeito a opinião de vocês. Mas a maioria não era nascida naquela época. Não viveu o que eu, sendo tenente do Exército, vivi. O Brasil caminhava para um regime totalitário de esquerda. A corrupção e à subversão corriam soltas e aceleradas. O movimento de 1964 teve apoio da sociedade e das famílias brasileiras e da maior parte da imprensa. Tenho as fotos da edição da Manchete sobre o dia 31 de março, comprobatórias dessa afirmação. Também sou contra a censura e a tortura que chegaram depois. Mas o movimento de 1964 foi legítimo para livrar o país de uma ditadura comunista. Os regimes comunistas russo, chinês, cubano, mataram mais de cem milhões de oponentes no século passado. Isso ninguém fala. A opção ao atual governo é exatamente a ditadura comunista e o Brasil virar uma Venezuela.

Os regimes socialistas todos faliram no mundo. Os únicos que sobreviveram como a China, Rússia, Cuba, Coreia do Norte, são ditaduras ferrenhas, de partido único. Algumas abriram parcialmente a economia para o capitalismo. Lá a justiça não conversa, fuzila. 
Os chineses esconderam o Corona vírus por quatro meses. Sumiram com médicos e pesquisadores. Com a complacência da OMS.

No Brasil o regime petista só sobreviveu com a prática da corrupção. Roubaram um trilhão de reais.  Venderam-se aos capitalistas de extrema direita, aos banqueiros e aos meta empresários. Se os esquerdistas voltarem vão implantar a ditadura comunista nos moldes de Cuba e da Venezuela. Desde a intentona comunista de 1935 eles tentam dar o golpe neste país.
Dizem que nas ditaduras qualquer opinião contrária se torna cruel. Esse é exatamente o sistema do PT e seus partidos satélites. Não aceitam opinião contrária. Queimam todos.
O mais normal numa democracia é a alternância de poderes, coisa que os petistas abominam. Só admitem a perpetuação no poder. Querem destruir o atual governo, que foi democraticamente eleito pela maioria do povo. Os petistas governaram tranquilos durante quatorze anos no poder. Agora querem destruir o presidente Bolsonaro numa campanha sem precedentes no Brasil. Eu só digo o seguinte: deixem Bolsonaro governar em paz.
Parece que os petistas, derrotados nas urnas, querem a intervenção militar para se fazerem de vítimas e voltarem à oposição. Só pode ser isso.
PÁTRIA, BRASIL.

segunda-feira, 2 de março de 2020

AS FORÇAS OCULTAS 

São muitas as forças ocultas e não ocultas, incidentes sobre o poder.
Cada uma querendo puxar a sardinha para a sua brasa.
É muito difícil governar, e muito mais trabalhoso, governar democraticamente.
Kissinger dizia:
" Eu não conheço uma fórmula para o sucesso, mas a fórmula para o fracasso é, certamente, tentar agradar a todo mundo".
Segundo ele, o líder nunca terá unanimidade. Nem Jesus Cristo teve. Sempre haverá quem tenha opinião contrária, discorde ou diga que de outra forma seria melhor.
Eu acredito que a democracia só se aprimora pelo exercício da própria democracia.
Mas a cultura brasileira vai longe disso. Todo mundo quer mandar, quer impor, a começar pelas esquerdas que são as forças políticas mais totalitárias que existem. Não admitem uma palavra contrária.
Só querem manter os seus cartórios, os seus privilégios, suas boquinhas.
Eu acho que o atual PR é a pessoa certa, no momento certo, no lugar certo.
Só ele para se contrapor às aves de rapina dos 13 partidos políticos ligados ao PT.
A dignidade que o PR precisa está expressa em quatro palavras:  ponderação, elegância, ritmo e equilíbrio.
Diplomacia, jogo de cintura e saber engolir sapos, são requisitos de um verdadeiro estadista.
Parabéns a você, nobre Porta Voz,  por sua conduta ética, seria, competente, comprometida com o Brasil de hoje e de amanhã.
Abraços.
Alberto.
Invidia Est Gloria Assídua Commes
A inveja é assídua companheira da gloria.

domingo, 1 de março de 2020

O PR E O PV

O PR e o PV.
O Presidente da República e o Porta-Voz.
Alberto Bittencourt
Dizem que o PV foi escanteado, embora ainda conserve a função.
O problema é que o Brasil é um país destrambelhado.
Tanto a imprensa, como a mídia e o público em geral, querem um PV também destrambelhado.
Que insulte, que xingue, que diga palavrões. Que mande os desafetos para aquele lugar.
Por isso o PR faz tanto sucesso no portão do Alvorada. Ali, em pé, não tem a formalidade de uma entrevista coletiva pré- programada.
É disso que o brasileiro gosta.
E o PR embarcou.
Adoram quando ele diz uma bobagem, ou que chame todo mundo de parasita como fez o ministro Paulo Guedes. Ou que chame aquela menina Brenda, de pirralha. Ou que o ministro diga que o tempo das empregadas domésticas em Disney acabou. Nunca houve esse tempo. O salário das empregadas domésticas nunca comportou essa despesa. Elas iam a trabalho, como babás, para tomar conta dos filhos das patroas. Esse tempo realmente acabou, com a alta do dólar.
O tempo das compras enlouquecidas em Orlando, quando se comprava tudo, desde o enxoval do bebê , até os utensílios domésticos da casa nova, esse tempo quase acabou.
Eu disse quase porque os impostos são tão elevados no Brasil que ainda compensa viajar para compras, com passagem, hotel, alimentação, passeios incluídos
.Se for um smartphone da Apple, não há o que pensar. Os preços em Real são os mais caros do mundo, graças aos impostos. Funcionam mais como incentivo ao contrabando.
Um PV educado, correto, gentil, leal para com o governo e o presidente, não interessa para a mídia brasileira. E o PR que adora ser vedete, não perde a oportunidade de dar coletivas improvisadas, sem pauta, com perguntas respondidas no impulso. É disso que os brasileiros gostam. Jornalistas adoram colocar o PR numa saia justa, com perguntas provocativas, o que jamais aconteceria se o interlocutor fosse o PV.
 E haja falar mal da imprensa.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

JOÃO CAMPOS

A nomeação de João Campos , filho do saudoso e inesquecível governador Eduardo Campos, para chefiar o gabinete do governador Paulo Câmara, bem como da irmã para um cargo importante na PCR, não deveria causar tanta polêmica.
Afinal, é da cultura brasileira a continuidade política das espécies.
Ainda estou para conhecer quem nunca pretendeu se perpetuar nos cargos, eletivos ou não, através dos filhos, netos, sobrinhos , afilhados ou apaniguados.
É como manter uma espécie de reserva de domínio
Somos um país em que prevalecem os conchavos, os acordos de bastidores, as coligações de todas as espécies.
Os inimigos de ontem são os eternos amigos de hoje.
É muito difícil neste país alguém, sem padrinho político, conseguir espaço.
Por essa razão, sou adepto da instituição americana do candidato independente. Qualquer cidadão americano, pode se candidatar a qualquer nível, desde a Presidência da República, até o Conselho Municipal de uma cidade, sem vincilação partidária.
No Brasil é difícil mudar. Precisaria de uma reforma política, eleitoral, partidária em profundidade.
Infelizmente, os interesses individuais e setoriais estão sempre acima do interesse coletivo ou da nação.

Eleições de 2020

Penso em quem votar nas eleições para prefeito do Recife neste ano de 2020.
Ainda não estão definidos os candidatos. Porém, entre os prefeituráveis, desponta João Campos, filho do governador Eduardo Campos, falecido em desastre de avião, quando em campanha para presidente da república.
Porém, posso assegurar com toda certeza que meu voto não será dado a esse jovem deputado federal, eleito com votação recorde na última campanha.
Pelas seguintes razões:
- Aos 25 anos de idade, nunca teve experiência administrativa. Nunca atuou na gestão empresarial, pública ou privada, nunca foi ordenador de despesas. Exerceu apena s as funções de chefe de gabinete do governador Paulo Câmara.
- Desconhece os requisitos da liderança, do trabalho em equipe, as nuances do jogo político, que exigem uma postura diplomática, saber lidar com a imprensa, engolir sapos e ter jogo de cintura.
- vem de um partido político, o PSB, atrelado ao PT, numa coalisão formada para enganar o povo e conseguir seus objetivos imediatistas, abstraído dos interesses maiores da nação.
- não tem carisma, nem de orador, nem de escritor, mal sabe falar. Ainda é muito verde para disputar uma eleição majoritária.
- A candidatura João Campos, se efetivada, será um tiro no pé. Não tem a menor chance de vencer.
-Não bastasse tudo isso, ainda se meteu em briga familiar de disputa do poder. Não respeitou nem a avó, mãe de seu pai, nem o tio, irmão do pai.
- Para o bem da cidade do Recife, faço votos que esse menino João Campos desista de ser candidato à Prefeitura do Recife enquanto é tempo.
Para o bem da população.

Ass: Alberto BITTENCOURT.

DO MESMO JEITO

DO MESMO JEITO.
Alberto Bittencourt

A cada eleição, somos enganados com frases do tipo - foram renovadas mais de metade das cadeiras do Congresso.
Verdade e mentira, pois continua tudo do mesmo jeito, como sempre foi.
Verdade porque os nomes mudam.
Mentira porque a mudança não implica em renovação.
.O velho fisiologismo, o toma lá dá cá, a ultrapassada troca de votos por cargos ou emendas, o arcaico loteamento de cargos públicos, pelos partidos políticos, sem nenhum compromisso de eficácia, seriedade ou objetividade, sem nenhum respeito pela vontade dos eleitores.
Por que não muda?
Não muda porque só podem ser candidato quem eles querem.
Eles quem? Os donos dos partidos.
Quem são os candidatos? Os Filhos, os parentes, as esposas, atuais e ex, os apaniguados, os cúmplices, os cabos eleitorais.
Quem não faz parte dessa corriola não consegue ser candidato.
Formam-se então as castas, as dinastias de políticos profissionais. O velho com cinco, o filho com oito, o sobrinho com duas legislaturas e por aí vai.
E continua tudo como dantes, no quartel de Abrantes.
O Congresso com seus vícios a querer dar as cartas, a exercer o poder. A manter a cultura do ajeitadinho, dos acordos de bastidores, dos conchavos na surdina dos subterrâneos. .
E o Presidente da República, figura decorativa , rainha da Inglaterra, que tudo quer e nada pode a enxugar gelo.
E ninguém se entende porque com 35 partidos políticos fica mesmo quase impossível qualquer entendimento.
A solução existe. É o candidato independente ou avulso, desvinculado de compromissos com partidos políticos. Seu compromisso é apenas com os eleitores. E Nada mais.

O BRASIL MAIS PARECE UM PAÍS DO "FAZ DE CONTA"

O Brasil mais parece um país do "faz de conta".
Alberto Bittencourt

As instituições brasileiras não funcionam. A maioria está podre. Um cara agride com uma facada mortal um candidato a presidente que despontava nas pesquisas eleitorais e é blindado pela OAB, STF , e outras instituições ditas democráticas. Ninguém pode investigar nem pesquisar suas finanças, nem quem está por trás da ação criminosa.
Apesar de todas as evidências de que a trama tenha sido obra de um complô , de que o criminoso não agiu isoladamente, os órgãos investigativos ficam impedidos de vasculhar os cinco telefones celulares do criminoso, de monitorar seus passos e sua conta bancária, de investigar quem banca o escritório de advocacia de Belo Horizonte, um dos maiores do país, que se apressou em defender o bandido. Ninguém sabe quem custeou as despesas desse escritorio, cujo titular cinicamente aparece na mídia inventando mentiras, e rindo na cara de todos nós, fazendo-nos de palhaços e ignorantes.
Como se não bastasse, ainda arrumam um laudo pericial médico imputando o estado de insanidade mental ao criminoso, como se doidos, fôssemos todos nós pensando em nos fazer crer nessa tramoia toda. .
Que país é esse em que vivemos?
Nos Estados Unidos um criminoso desse naipe já teria tido sua vida de imediato vasculhada. As fontes de financiamento teriam sido rastreadas, os passos anteriores monitorados minuciosamente, os responsáveis devidamente punidos.
Porém nada no Brasil é sério. Testemunhas são eliminadas a rodo e tudo fica por isso mesmo.
O presidente, que escapou por milagre do atentado fica amarrado, impedido de agir, sob o pretexto de que o Brasil é um estado democrático de direito. Aonde? Quando? Que estado democrático de direito é esse que só vale para uma das partes? Isso tudo é uma piada. Minha esperança é que um dia a verdade prevaleça. Os verdadeiros criminosos sejam denunciados e devidamente punidos, a justiça seja feita. Quando isso acontecer, o Brasil deixará finalmente de ser uma republiqueta política de segunda categoria para se inserir num Novo Mundo de justiça e paz. Tenho fé.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

INCOMPATIBILIDADE FATAL

INCOMPATIBILIDADE FATAL         
                                                                                   Alberto Bittencourt  - julho, 2005


        




Não há lugar para a prática de política partidária no movimento rotário. Qualquer cidadão, sendo político, deve se desligar do Rotary, ou sendo rotariano, deve se desligar da política.

        O Rotary, desde a sua concepção, é um movimento apolítico. Não tem, nem pode ter, afiliação partidária, tampouco adota credo religioso, nem faz distinção de raças, classes sociais, ou alimenta sectarismos, sejam eles de que natureza forem.

        Após havermos visitado os 91 Rotary Clubs do Distrito 4500 no segundo semestre de 2004, ano essencialmente político, com eleições para prefeitos e vereadores transcorridas no dia 3 de outubro passado, chegamos à conclusão, Helena e eu, que a filosofia do Rotary está mais certa do que nunca. Ser apolítico como instituição, é um princípio ético existente desde que o Rotary é Rotary e isso não pode mudar.

        Percorremos clubes inteiramente desagregados, divididos, perdidos, que praticamente desapareceram nos meses que antecederam às eleições e, mesmo depois delas levaram tempo para se recomporem, na tentativa de se recuperarem dos traumas sofridos.

        Vimos clubes que suspenderam todas as atividades meses antes do pleito e que, somente por um milagre conseguiram retomar as rotinas normais.

Vimos clubes, que, a pretexto das eleições, deixaram de funcionar, de cumprir compromissos e nunca mais se recuperaram, desagregando-se, desmobilizando-se, perdendo-se definitivamente para o trabalho voluntário do Rotary.

        Há clubes que antes das eleições eram médios, com 20 ou 30 sócios. Depois, o que restou foram escombros. Restos recompostos do que antes fora um pujante Rotary Club.

        Há o caso, verídico, daquele tesoureiro de clube, que se candidatou a vereador da pequena cidade, sem se desincompatibilizar. Perdeu a eleição e o clube perdeu o companheiro, as finanças e até talões de cheques. Até hoje chora o leite derramado.

        O presidente de outro clube em nosso Distrito foi candidato a prefeito. Então estava escrita a crônica da morte anunciada. Vinte e quatro sócios, situação financeira estável, em dia. Em março o clube deixou de se reunir. Havia outros companheiros candidatos a vereadores. Outubro: o companheiro presidente, candidato a prefeito, não se elegeu, gastou o que podia e o que não podia. Botou a culpa nos rotarianos, divididos, que não o apoiaram. Rotary? Perda de tempo, gasto inútil de dinheiro que não tenho mais. Não quero nem saber. E os companheiros espalhados, dispersos, desagregados, perderam a fé e a esperança. Nunca mais se reuniram.

        Quando a política partidária permeia o clube, quando rotarianos levam para reuniões rotárias suas preferências eleitorais, a divisão se instala. Desinstala-se a unidade, o companheirismo. A sobrevida passa a ser curta. Está decretada a morte para mais cedo ou mais tarde.

E por que isso ocorre? Simplesmente porque a filosofia do Rotary é incompatível com a política partidária, nos moldes como ela se desenrola em nosso país, muito principalmente no interior do nordeste. Estou mais do que convicto dessa incompatibilidade. Tenho a mais plena certeza de que ou é um, ou é outro. Os dois, rotariano e político não coexistem. A razão? É que o Rotary prega a união, enquanto a política divide.

        Mas, por que, essa instituição centenária que, ao completar 100 anos de existência dá ao mundo uma prova, de sua força e de sua importância, por que, essa instituição, dinâmica, ágil, evoluída, que não é estática, nem acomodada, torna-se, de repente, frágil ante as lides e disputas eleitorai?

        Creio que a resposta, simples, é porque a eterna obsessão do ser humano, a mais louca, mais forte, mais constante paixão que acomete o homem, não é o trabalho voluntário, muitas vezes anônimo, não é a fraternidade, o amor ao próximo. O que move os homens, mais até do que o sexo, é a disputa pelo poder. É da natureza humana. Todos querem sentir o gosto do poder, ter poder, cada vez mais, definitivamente, sentir-se poderoso, sentir-se autoridade.

        Aí está a grande diferença. Segundo afirmou o ex-presidente do Rotary, Jonatan Magiaby: 

          Em Rotary, ninguém tem poder, ninguém tem autoridade. O que nós temos em Rotary são diferentes níveis de responsabilidade.

É essa a principal diferença entre o ser rotariano, e o ser político.

Mas não é apenas isso. Há muitas outras diferenças.

        Um rotariano não pode ter inimigos, nem adversários. O rotariano é amigo e companheiro de todos, indistintamente. Já ao contrário, todo político, seja ele de bom ou mau caráter, tem inimigos. Mesmo o mais honesto, o mais correto, o mais devotado à causa pública, o mais voltado para o social, para o povo, nem por isso vai deixar de ter seus inimigos. São as pessoas interessadas em derrubá-lo, em usurpar uma fatia de seu poder, em não deixar que cresça, para que não se transforme em ameaça. São inimigos que muita vezes agem, na surdina, sem se mostrarem, sem aparecerem, sem se declararem como tal.

        Além disso, o rotariano, prega a prestação de serviço voluntário, o trabalho desinteressado em favor do próximo, a ajuda a quem precisa, o fazer o bem sem olhar a quem, o Olhe mais além de si mesmo. Já o político, tudo o que faz visa o interesse próprio, visa arranjar votos nas eleições seguintes, aliciar sempre novos eleitores.

        O rotariano prega e pratica sempre a verdade, como um código de ética, em tudo o que pensa, diz e faz. Já no político não se pode confiar. Tem a palavra fácil para prometer o que não cumpre, a parte mais difícil. Todo político, em princípio, não reza pelo primeiro quesito da prova quádrupla, posto que, sempre distorce a verdade dos fatos, colocados ao sabor de seus interesses eleitoreiros. 

    Já dizia Roberto Campos: Em política o que importa não é o fato, mas a versão.

O rotariano valoriza o trabalho em equipe e para tanto, organiza-se em comissões, em grupos de trabalho, para melhor alcançar os objetivos e metas. Já o político faz complôs. Articula-se em grupos e grupelhos que variam conforme os interesses do momento. São as famosas alianças. Os que ontem eram inimigos, adversários ferrenhos, hoje são confrades, amigos, íntimos e sinceros, verdadeiros “irmãos”.

Assim, o político conspira, age nos bastidores, na surdina, nas sombras, procura sempre solapar as bases adversárias, mesmo que, para tanto, precise empregar recursos fabricados, fictícios, falsos. E ainda se aproveita da mídia, para propalar inverdades.

        Mas a principal diferença é quanto à honestidade. O ex-presidente do Rotary Internacional, mestre Luís Vicente Giay, talhou uma frase lapidar e definitiva. 

        Disse que a diferença entre o rotariano e o político é que o político privatiza recursos que são públicos, enquanto o rotariano torna públicos recursos que são privados.

        Os políticos, com raras e honrosas exceções são desonestos. Legislam em causa própria. Recebem vantagens, propinas, privilégios, para votarem em projetos de interesses setoriais.

        E ainda há os famosos “fundos de campanha”, chamados FC, um verdadeiro promotor de enriquecimentos. Esses não se limitam ao período eleitoral, subsistem durante toda a duração dos mandatos, sejam de que nível forem. Funcionam na base dos achaques a fornecedores, empreiteiros, prestadores de serviços.

        Pelo dito, estou mais do que convicto que não pode haver político nas fileiras do Rotary. O político não abraça o ideal, nem a filosofia do Rotary de Dar de si antes de pensar em si.

        Então, se alguém, em algum clube de Rotary tiver a pretensão de concorrer a qualquer cargo político, que se desvincule no ano da eleição. Se for eleito, não deve voltar ao clube. Se perder, talvez, avaliadas as circunstâncias.

Chego a vaticinar: que se desliguem os políticos, ou algo de muito ruim pode acontecer com os clubes. Os clubes de Rotary devem afastar, eliminar tudo o que divide, tudo o que separa.

Trazer candidatos para exporem suas plataformas nas plenárias do clube, como sói acontecer, também pode ser um equívoco, pode dividir, separar.

        Não quer dizer que, fora do período eleitoral, o político, eleito, consagrado por seus ideais, não possa vir ao clube como convidado, apresentar seu trabalho em prol da causa pública.

        O Rotary, sendo apolítico, tem credenciais para se aproximar de qualquer governo, seja de que partido for, para pedir e oferecer parceria, visando unicamente, o bem público, ajudar a quem precisa, crianças, jovens em situação de risco, idosos, enfermos, deficientes, comunidades carentes.

        O rotariano alavanca políticas públicas construtivas e age como um fiscal. Onde houver sinal de malversação de recursos públicos ele usa as ferramentas de que dispõe: denúncias as Ministério Público, aos Tribunais de Conta, à imprensa.

        O rotariano é um cavaleiro andante na luta contra a concentração de renda neste país, em que a miséria é uma chaga crescente, exposta. Ele investe contra os maus políticos e maus administradores públicos, qual Dom Quixote, na luta do bem contra o mal. Que cada rotariano seja um Dom Quixote, com toda a sua pureza de intenções e de propósitos, no combate à desonestidade, bradando como no musical “O Homem de La Mancha”:

 

Sonhar o sonho impossível

Vencer o inimigo invencível

Chegar aonde nem os mais fortes ousaram chegar