ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, conferencista, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O Rotary é uma reunião de pessoas conscientes!



O Rotary é uma reunião de pessoas

Extrato de palestra realizada no Rotary Club de João Pessoa - Sul, em 2008, sob o título:

O ROTARY É UMA REUNIÃO DE PESSOAS CONSCIENTES


Para ser consciente, você precisa dar três passos:
1) - O primeiro passo é fazer um exame de consciência que lhe traga respostas às seguintes questões. Feche os olhos e pense:
_Onde está você neste momento?
_O que está você fazendo aqui e agora?
_O que é que você está fazendo no seu clube de Rotary?
_Qual o seu papel dentro do seu clube?
_Como está você se sentindo como membro do Rotary International? 
_Sabendo ser o tempo o bem mais precioso de cada um, avaliar como você gasta o seu tempo no Rotary. Está sendo proveitoso?
Para ser um rotariano consciente, você precisa primeiro identificar o seu papel dentro do clube, em seguida, verificar como é a sua atuação, e depois, saber como você está se sentindo como rotariano.
Para ilustrar, cito a fábula de Charles Péguy, escritor francês, 1873-1914:
OS TRÊS PEDREIROS
"Uma vez um viajante, percorrendo uma estrada, deparou-se com uma obra em início de construção. Três pedreiros, com suas ferramentas, trabalhavam na fundação de um  importante projeto.
O viajante aproximou-se, curioso. Perguntou ao primeiro pedreiro o que estava fazendo. Estou quebrando pedras, não vê?  Respondeu o pedreiro.  Expressava no semblante um misto de dor e sofrimento. Eu estou morrendo de trabalhar, isto aqui é um meio de morte, as minhas costas doem, minhas mãos estão esfoladas, este trabalho é um sacrifício, concluiu.
Mal satisfeito, o viajante dirigiu-se ao segundo pedreiro e repetiu a pergunta. Estou ganhando a vida, respondeu. Não posso reclamar, pois foi o emprego que  consegui. Estou conformado porque levo o pão de cada dia para minha família.
O viajante queria saber o que seria aquela construção. Perguntou então ao terceiro pedreiro: O que está você fazendo? Este respondeu:  Estou construindo uma Catedral! "

Três pedreiros, três respostas diferentes para o mesmo trabalho.  Cada um manifestou sua própria visão. 
Para o primeiro pedreiro, o serviço significava dor e sofrimento. Um sacrifício que certamente tornava a ação muito mais penosa e lhe fazia mal. Se você tiver no Rotary o sentimento do primeiro pedreiro, estiver se sentindo de certa forma desconfortável, sem gostar, meio contrariado, até um pouco desmotivado, tudo lhe será muito difícil e penoso. Você precisa mudar.
O segundo pedreiro manifestou indiferença. Estava conformado mas não realizado. O trabalho nada lhe significava e ele só o fazia por obrigação. Você pode estar no Rotary com o mesmo sentimento de indiferença do segundo pedreiro. Comparece, cumpre as obrigações de freqüência, pagamento e nada mais. A indiferença, geralmente, termina em desistência. Mude antes que seja tarde.
Já o  terceiro pedreiro tinha a consciência da importância do seu trabalho. Desempenhava a função com orgulho e satisfação. Tinha o sentimento elevado de participar de uma grande obra, o que lhe dava muito mais força, energia, ânimo, felicidade.
Você, rotariano, como em tudo na vida, deve encarar suas ações, com o sentimento superior  do terceiro pedreiro, com a consciência de que é vetor da construção de um mundo melhor, mais justo, mais humano, de que trabalha para o bem do Brasil.
Se você manifestar a visão do terceiro pedreiro, ao atuar em seu clube, ao colaborar com a Fundação Rotária, você estará dizendo com devoção e orgulho: Eu estou construindo a Paz e a Compreensão Mundial!
Esta é a visão maior de quem tem a verdadeira Conscientização Rotária, a consciência de estar participando de uma grande obra, a consciência de que o Rotary está mudando o mundo. Assim, você será feliz e terá a consciência tranqüila de quem está cumprindo a sua parte. Você estará atuando no Rotary com alegria, com felicidade, com amor.
Todos os que estão em Rotary têm que ter a consciência do terceiro pedreiro, tem que ter a consciência de que está construindo a paz no mundo e a compreensão entre os homens. Se você comparecer a uma reunião plenária, se você comparecer a um serviço numa creche, se você comparecer a um evento, você tem que ter a consciência de que faz parte da grande obra do Rotary no mundo inteiro.
2) - O segundo passo para adquirir e desenvolver uma consciência rotária, é desenvolver o seu potencial, estudar, aprender. Deixar que seus talentos naturais evoluam, que as capacidades adquiridas se manifestem. 
Para tanto, você precisa conhecer os trabalhos e programas, as metas e sonhos de seu clube, sintonizar-se com os objetivos do Rotary International, do presidente de RI. Significa que você tem que estudar, para adquirir CONHECIMENTO E INFORMAÇÃO ROTÁRIA. Leia o boletim de seu clube, a Carta Mensal do governador, a revista Brasil Rotário. Adquira as publicações disponíveis no RIBO, busque informações no site do Rotary, navegue na web, você verá que tudo o que diz respeito ao Rotary está escrito, está previsto, está didaticamente exposto, à nossa disposição.
Paul Harris escreveu um livro em 1935, intitulado "Esta Era Rotária". Ele narra a parábola abaixo:

O ELEFANTE E OS SEIS CEGOS

São palavras de Paul Harris:
"Há uma parábola a respeito de seis cegos do Industão que foram conhecer um elefante. O primeiro dando de encontro ao flanco do animal gritou: _ Valha-me Deus! Percebo que o elefante é tal qual uma parede. O segundo ,encontrando o dente, ficou certo que _ o elefante é parecido com uma lança. O terceiro, agarrando-se à tromba que se retorcia, asseverou. _ O elefante é parecido com uma cobra... O quarto, esbarrando numa das grandes pernas disse: _ o elefante é igual a uma árvore. O quinto, que  encostou a mão numa das orelhas, exclamou: _esta maravilhosa alimária é parecidíssima com um leque. Finalmente o sexto, apoderando da cauda bamboleante, disse: _ o elefante é parecido com uma corda."
Em seguida, Paul Harris cita um poema:

"E assim discutiam longamente
esses homens do Industão,
firme e insistentemente,
cada um segundo o seu modo de pensar
Todos, porém, enganados, apesar de cada qual
ter certa dose de razão".
John G. Saxe

Na seqüência, Paul Harris nos ensina:
"Grande número de rotarianos se assemelham a estes seis cegos. Algum objetivo em particular, certa atividade especial ou ainda algum produto de Rotary os impressiona como sendo o mais importante, e certos disso exclamam: Isto é Rotary!
Existem outros rotarianos que se interessem mais por determinadas atividades rotárias e não conseguem ver Rotary no seu conjunto. Em vez disso continuam a perguntar:
- O que é Rotary? E as percepções limitadas conduzem geralmente a conclusões desconexas, como foram as dos cegos a respeito do elefante".

A expressão Conscientização Rotária não existia na época de Paul Harris, mas a mensagem dos cegos e do elefante tem tudo a ver.

Ter Conscientização Rotária é o mesmo que
ter uma visão holística do Rotary,
ou seja, perceber Rotary no seu conjunto.
Não ter Conscientização Rotária é o mesmo que
ter uma percepção limitada do Rotary.
Tem uma percepção limitada do Rotary,
quem acha que Rotary é apenas companheirismo,
ou somente festa.
Que é apenas sessão plenária,
ou somente pagamento das mensalidades...
Estes não têm Conscientização Rotária.

Tem uma visão holística do Rotary,
quem conhece, compreende, propaga e luta
por todo o bem que o Rotary faz no mundo.
Por toda a defesa do meio ambiente,
Por toda a união e companheirismo,
Por toda a amizade, solidariedade, cooperação e harmonia
que o Rotary semeia em toda a parte.
Por toda a paz que o Rotary cria,
não importa o país, a raça, a religião, a posição,
nem a classe social de qualquer cidadão.
Estes estão plenos de Consciência Rotária.

3) – O terceiro passo para se adquirir a consciência rotária é a integração e o relacionamento. É ter a consciência que você faz parte de uma grande família. É você se integrar com todos os outros membros da organização. É saber viver em coletividade. É confiar e respeitar as escolhas dos outros.
Sabendo que todos os rotarianos também adquiriram conhecimentos e informações, a sugestão é utilizar os talentos e capacidades de cada um para desempenhar o seu papel de forma competente. Isso lhe permitirá curtir com alegria o grupo, e adquirir a consciência de que você faz parte de um todo.
Aprenda a observar os talentos de cada um, a aproveitar esses talentos, a entender que cada companheiro é único no mundo. Se alguém quiser ser de um jeito, pensar de um jeito diferente do seu, você tem que respeitar. Você não é obrigado a amá-lo, mas é obrigado a tratá-lo como gostaria de ser tratado. Você pode querer dançar uma valsa e ele querer dançar um samba. Você tem que entender a singularidade e a diversidade das pessoas e cultivar a integração, o companheirismo, o bom relacionamento, a amizade, porque se não houver amizade tudo vai por água abaixo. Aqui é o lugar onde a gente consolida as amizades, os relacionamentos.
Tudo deve ser feito em harmonia e alinhamento com os demais participantes. Deixe de se preocupar com os outros e redirecione suas energias e atenção para o desempenho de seu próprio papel. Respeite as escolhas dos outros.
Relacionamento é a pedra fundamental que mantém o clube ativo, eficaz, trabalhando em prol da comunidade. Se não houver relacionamento entre os companheiros, entre o que se chama a família rotária, você pode despejar toneladas de informação rotária, você pode fazer preleções, ditar regras, evocar as normas do Rotary que tudo vai cair num terreno árido, infértil.
O relacionamento é que dá fertilidade ao terreno para que, a semente da informação rotária frutifique, para que o novo sócio possa crescer e se transformar um rotariano de escol. O relacionamento é o principal requisito dentro do clube. Um relacionamento afetivo, um relacionamento baseado na mútua confiança. A mútua confiança é a cola que une os relacionamentos, disse James Hunter, o autor de O Monge e o Executivo.
Investir nos relacionamentos, companheiros, é um trabalho constante, contínuo,  para fazer com que o seu clube seja sempre e cada vez mais a extensão de sua família. Por isso, companheiros, não deixem de investir no relacionamento, porque o terreno onde vai frutificar a semente do novo sócio, a semente da informação rotária e a semente da prestação de serviço, esse terreno é o relacionamento. É a família rotária, forte e unida como um FEIXE DE VARAS. Nada vai funcionar se não houver um bom relacionamento. O companheiro se afasta, fica apático, fica distante, sem motivação porque ele não tem um relacionamento, adequado dentro do clube,



sábado, 3 de fevereiro de 2018

ENTRE A SOLIDARIEDADE E O CORPORATIVISMO

Entre a Solidariedade e o Corporativismo - Reflexões.

Alberto Bittencourt - jan 2018






A solidariedade é antes de tudo um compromisso com a vida.

Enquanto a solidariedade é aberta, o corporativismo é fechado.

O corporativismo é um compromisso legal, expresso em organizações empresariais, tribais, clânicas, dinásticas e outras.

A solidariedade é um valor social, baseada no vínculo fraterno com os valores humanos

O corporativismo reúne pessoas com interesses comuns. É encontrado em sindicatos, federações, centrais de trabalhadores, ordens e conselhos profissionais, associações classistas. São órgãos criados para defesa, proteção e satisfação das exigências de seus próprios integrantes.

Entretanto, existem muitas associações corporativas, cuja finalidade é a prática da solidariedade. São as ONGs, irmandades, clubes de serviços, confrarias, cujos campos de intervenção são sempre a favor da humanidade.

A nível institucional, o próprio Estado é uma organização corporativista. A segurança pública, o sistema previdenciário, os três poderes, as empresas estatais e mistas, são exemplos.

O sistema político partidário, que deveria ser solidário, organizado para representar o cidadão, na defesa de seus direitos e, assim, facilitar o cumprimento de seus deveres, na verdade é o mais corporativista, já que seu único interesse reside na conquista e manutensão do poder pelo poder.

A solidariedade humana é especialmente importante. É baseada na atenção ao outro, pela convicção de que todos nós pertencemos a uma humanidade comum e que, portanto, somos irmãos. Essa convicção nos leva a defender uma concepção da sociedade baseada na justiça social, no compartilhamento, na saude e na assistência aos menos favorecidos.

A solidariedade também responde ao desejo de preservar o meio ambiente como um bem comum, para garantir que o futuro do planeta Terra esteja vivo em saúde, segurança e liberdade, capaz de satisfazer às necessidades básicas do ser humano.

Hoje, como ontem, a solidariedade é essencial à cidadania.

Um dos propósitos da solidariedade é mobilizar o cidadão comum, tirá-lo da indiferença e especialmente, resistir àqueles que, sendo moralmente mais fracos, possam constituir massa de manobra para desordeiros de todos os tipos.

A solidariedade abomina, em particular, todas as formas de exploração do homem, geradora de miséria e de sofrimento.

A solidariedade acolhe, protege e cuida de todos os perseguidos, exilados, refugiados, migrantes, clandestinos, vítimas de catástrofes, cataclismas e outros.

No entanto, nem tudo são sombras.
Além das organizações de elevada ação solidária, deve-se destacar, a ação de indivíduos e grupos de indivíduos que se mobilizam para ajudar seres humanos excluídos socialmente, reduzidos às condições mais precárias, indignas, sub-humanas e injustas.

Faz parte da solidariedade, de forma obrigatória, unir forças para exigir dos governantes, lideres e dirigentes do Estado, a implementação das políticas públicas necessárias ao respeito, à proteção, à dignidade humana.
Ação essa que é, sob todos os aspectos, inegociável.

x-x-x-x-x-x

COMENTÁRIOS
[23:32, 2/2/2018] Maura Queiroz Govcent: Gostei. Parabéns.🌹
[00:08, 3/2/2018] +55 81 8844-8129: Obrigado querida governadora Maura
[05:17, 3/2/2018] Moacir Dias da Silva: Muito boa estas correlações companheiro Alberto

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O HOMEM DE LA MANCHA_Trilha sonora


O HOMEM DE LA MANCHA 

 Alberto Bittencourt – jan 2006



Assista até o fim o vídeo da trilha sonora do musical "O Homem de La Mancha", nas vozes de Paulo Autran, Maria Betânia e Elvis Presley. Clique nas 4 setas do canto inferior direito para ver em tela cheia.  

Trilha sonora: 



James Lacy, presidente do Rotary 1998-99 e presidente do Conselho Curador da Fundação Rotária, 2003-04, em mensagem dirigida aos Governdores Eleitos do Centenário, transcrita nos anais da Assembleia Internacional de 2004, realizada em Anaheim, California, EUA, sob o título “O Nobre Trabalho da Fundação Rotária”, disse o seguinte:


No musical O Homem de La Mancha, Dom Quixote parte em busca de um mundo melhor. A busca do sonho impossível é incessante, mas ele não esmorece. O sonho parece impossível, mesmo assim ele prossegue a...

       Sonhar o sonho impossível
       Lutar contra o inimigo invencível
       Carregar no peito a tristeza insuportável
       Ir aonde nem os mais corajosos ousam chegar.

Continuemos:

       É a nossa lei, é a nossa questão
       Virar este mundo, cravar este chão
       Não importa o quanto temos que lutar,
       O sonho do Rotary precisamos realizar.
       Rotarianos, lutemos até vencer,
       Para transformar o mundo em um lugar melhor para se viver.

A nossa missão de Rotary é fazer o vem a toda a humanidade. No Rotary, o impossível torna-se possível.

A lembrança de James Lacy foi muito oportuna, não somente por haver transcorrido em 2005 o quadricentenário da primeira da primeira edição da obra prima de Miguel de Cervantes Saavedra, mas, sobretudo, pelo texto inspirador que muito tem a ver com a luta dos rotarianos por um mundo melhor.

O musical conta a história de um cavaleiro que encontrou nas ruas uma prostituta, uma mulher sem eira nem beira, sem passado e sem futuro, um reles instrumento nas mãos de todos os homens que passaram por sua vida. O cavaleiro viu nessa mulher as virtudes de uma deusa. Encontrou nela qualidades divinas que passou a enaltecer, a exaltar, tornou-se a sua verdadeira musa inspiradora. Deu-lhe o nome de Dulcinéa, a mulher de seus sonhos. A dama, a princípio reagiu, afastou-se, não aceitou a nova condição na visão daquele cavaleiro. Ele não desistiu. O tempo foi passando e ela foi incorporando aquele sentimento sublime. Aos poucos foi se erguendo da condição rasteira até aceitar a divina posição, assumir o papel de diva e assim chegou ao seu leito de morte. O Homem de La Mancha então cantou a canção que nos inspira: 


       Sonhar mais um sonho impossível,
       Lutar, quando é fácil ceder,
       Vencer o inimigo invencível,
       Negar, quando a regra é ceder.
       Sofrer a tortura implacável,
       Romper a inaceitável prisão,
       Voar, num limite improvável,
       Tocar o inacessível chão.
       É a minha lei, é a minha questão.
       Virar este mundo, cravar este chão.
       Não me importa saber,
       Se é terrível demais,
       Quantas guerras terei que vencer,
       Por um pouco de paz.
       E amanhã, este chão que eu beijei,
       Por meu leito e perdão,
       Por saber que valeu delirar,
       E morrer de paixão.
       E assim, seja lá como for,
       Vai ter fim a infinita aflição,
       E o mundo vai ver uma flor
       Brotar do impossível chão.

Ninguém pode negar a força da união e do companheirismo, a força da do pensamento coletivo.
Juntos, unidos, podemos realizar milagres. Fazer muito mais do que cada um poderia fazer isoladamente.
Juntos constituímos uma sinergia, que é a energia resultante do coletivo, muito maior do que a soma das energias dos seus componentes.
Juntos, podemos multiplicar os pães, podemos mover montanhas, podemos parodiar o musical do Homem de La Mancha.


                                         





Parabéns a todos e abraços de



Alberto Bittencourt – Governador do Centenário, 2004-05