ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, conferencista, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

MEUS PRIMEIROS JOELHOS


MEUS PRIMEIROS JOELHOS

Na primeira fase de minha adolescência fui seduzido por um par de joelhos. Eu ficava sentado e os joelhos ali, bem na minha frente, apontados para minha libido. Alternando movimentos suaves, ora se aproximavam, ora se afastavam, aguçando-me a curiosidade pelos desvãos secretos, levemente oferecidos, desconhecidos. Na minha inocência não adivinhava intenções ocultas. Mas aqueles joelhos me perturbavam a ponto de só conseguir dormir depois da satisfação solitária. 
Nunca mais esqueci. 
Ainda hoje, vejo-os na bruma esmaecida da memória. Redondos,  lisinhos, fofinhos, apetitosos. 
Deles, guardei apenas o vão apelo: vem, fica comigo esta noite. 

Os olhos de um verde selvagem. Os cabelos negros de índia, revoltos como juba. A sedutora pinta,  lábios bem carnudos. 
O olhar descuidado, meio que encoberto por uma névoa irritante, como o flog londrino.
No decote ousado, o ninho do amor. 
Em primeiro plano, imponente, arrogante, gozador:   _ O joelho da minha vida.

Você esbanja charme e elegância. Seu rosto é de uma beleza natural, sem artifícios. Seus olhos encerram a doçura selvagem das antigas guerreiras amazonas, vigorosos, decididos. Os cabelos revoltos adornam a expressão da força, da mulher que nada teme. 
A sensualidade de seus lábios é um convite permanente, um eterno chamamento. 
Lábios carnosos, cremosos, apetitosos, na consistência e na beleza. Nem precisam falar. Como as flores, simplesmente exalam o aroma do amor, para o beijo transcendente. 
Paixões que se sublimam ante o desejo incontido. 
Abracar esse joelho lindo, oh, como seria bom. Mas é apenas um sonho. Não pode ser real.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Saudação a Eduardo Mota.

                             
SAUDAÇÃO AO GOVERNADOR

EDUARDO MOTA E KÁTIA
Governador do Distrito 4500 no ano rotário 2014-15



A visita oficial do governador de distrito é, sem dúvida, um dos mais importantes acontecimentos do ano, na vida de um Rotary Club. É quando o governador toma conhecimento das atividades do clube, conhece os associados e aproveita para conhecer a comunidade local à qual o clube se dedica. É a oportunidade em que o governador dá o seu recado e transmite as mensagens e objetivos do presidente do Rotary.

Companheiro governador Eduardo Mota e Kátia. Como membro da sua equipe e na qualidade de Instrutor Distrital e presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária, tenho o maior orgulho e satisfação em prestar-lhes esta singela homenagem.

Em 2004- 05, quando exerci o cargo de governador do Distrito 4500, por ocasião do centenário do Rotary, tive em Eduardo um dos mais eficientes e dedicados colaboradores. Não hesito em dizer que devo grande parte do sucesso de minha governadoria ao competente trabalho profissional desse companheiro. 

Empresário de sucesso, capitão de renomada indústria gráfica, líder classista, chefe de família exemplar, Eduardo foi encarregado de editar as minhas Cartas Mensais, o meu Guia Distrital, além de todas as outras publicações de meu ano de governador, sem falar do famoso Calendário do Centenário, obra memorável, de sua própria inspiração, que trazia os 365 dias de ações rotárias do Distrito 4500 naquele ano. 

Tudo Eduardo fazia, para servir ao Rotary, sem pensar no dinheiro, apesar de receber o pagamento muitas vezes com atraso. Tenho, portanto, uma eterna dívida de gratidão com o governador Eduardo Mota.

Eduardo e Kátia representam o pensamento, o sentimento e a vontade do presidente mundial do Rotary, Gary Huang e esposa Corinna. Trazem a mensagem, os objetivos, e o lema deste ano, “Faça o Rotary Brilhar”.

Qualquer organização que trocasse seus dirigentes todos os anos, certamente estaria fadada ao fracasso. Porém tal não ocorre com o Rotary, graças a dois conceitos modernos da administração organizacional: continuidade e sustentabilidade. 

Continuidade é uma palavra chave, usada no Rotary há algum tempo. Todos os rotarianos e líderes rotários são elos de uma corrente. O sucesso do todo não pode ser medido pela força isolada de qualquer elo. Já se disse que uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco. Por isso, as transições de um ano rotário para outro devem ser bem planejadas. Para garantir a continuidade dos serviços, os clubes devem ter seu planejamento estratégico com objetivos e metas traçados para os próximos três anos e a participação dos presidentes eleito e indicado. A continuidade nas prioridades estratégicas dos clubes certamente os levará a prestar 
serviços mais eficientes. 

Antes, eu ouvia dizer que o sucesso de um clube dependia do presidente. Dizia-se: quando o presidente é bom, o clube é bom, quando o presidente é fraco, o clube é fraco. Hoje eu tenho a firme convicção de que o sucesso de um clube não depende do presidente, mas sim dos rotarianos. O clube é o reflexo de seus associados. Rotarianos conscientes, devotados ao ideal de servir fazem um clube forte. Um clube nunca será forte se a maioria for desmotivada, desinteressada, acomodada, por melhores intenções que possa ter o presidente.

Um Rotary Club não pode ficar isolado entre quatro paredes. O isolamento é o atalho mais rápido para o fechamento definitivo. É papel do governador do distrito incentivar os Rotary Clubs a manter uma integração forte entre associados e familiares. Integração entre clubes, dos clubes com a equipe distrital, com o terceiro setor, com empresas públicas e privadas, com as pessoas nas comunidades. Quanto maior for a integração de um clube, maior será o brilho da chama do Rotary. 

A visibilidade é consequência da integração. Visibilidade para o público interno, nossos companheiros rotarianos. Visibilidade para o público externo, que nos observa, para que mostremos nossa imagem, nossa força. Visibilidade para o público alvo, beneficiário de nossas ações, para que eles saibam e entendam como somos, quais os nossos ideais e objetivos. Quanto maior for a visibilidade de um clube, maior será a sua força. 

E assim chego ao conceito do que é sustentabilidade.

Embora a continuidade seja uma palavra conhecida, sustentabilidade é algo do qual só ouvimos falar recentemente. 

A sustentabilidade, em sua essência, significa que o trabalho não terminará quando acabarem os recursos de nossos projetos. Na verdade, projetos sustentáveis exigirão um pouco mais de esforço e de recursos, mas a sustentabilidade é essencial para o sucesso.

Quando falamos de sustentabilidade no Rotary, não estamos falando somente em garantir
que nossos serviços durem; queremos garantir que o Rotary dure. E isso significa garantir que nossos clubes sejam sustentáveis, que eles permanecerão fortes depois de os termos deixado.

A vocês companheiros governador Eduardo e Kátia, que estão neste momento sendo os embaixadores maiores do Rotary neste Distrito 4500, os nossos cumprimentos pela brilhante gestão e por estarem levando avante e contagiando a todos com o lema “Faça o Rotary Brilhar”.

Muito obrigado governador, o Rotary Club do Recife-Boa Viagem se enaltece com sua visita. Nós, rotarianos, ficamos agradecidos e felizes por termos desfrutado de momentos tão agradáveis com vocês.

Que Deus os abençoe e continue protegendo-os nessa bela jornada.



AS APARÊNCIAS ENGANAM - Ficção.



NEUROSE - Ficção

Alberto Bittencourt


Perto dos meus vinte anos, visitei, junto com dois amigos, o que naquele tempo chamavam de "Casa de Tolerância" e hoje chamam de "puteiro" mesmo. 
Era no fim de um dia sem nome. 

De início, homens e mulheres ficavam na sala conversando, brincando ou dançando. As meninas eram gentis e delicadas. 
As escolhas se faziam de modo natural, cada um atraído pelo tipo de mulher que mais o apetecia e vice-versa. 
Fiquei com uma morena, mignon, tês clara, branquinha, cabelos negros, compridos e lisos. 

Logo estávamos afins e a fim um do outro a dançar agarradinhos, trocando juras de amor eterno. 


Então, uma das garotas aproximou-se de mim e disse, batendo de leve com a mão espalmada no meu rosto: 
"Faz assim no rostinho dela que ela goza rapidinho, rapidinho e muitas vezes". 

Do salão, cada par subiu para a suíte particular da escolhida. Cada menina tinha uma, decorada às próprias expensas e à sua maneira. Basicamente dispunham de cama de casal, colchão, guarda roupa, cômoda, espelho além de um pequeno sofá e lavabo. 

Começamos a nos preparar para os jogos do amor. Embora entendesse o recado da amiga, não tive coragem de tomar iniciativa. 

Não me recordo do nome, apenas do apelido, "Cu de Sapo" dado pelas colegas. 


Eis que, de repente, colocando seu rosto bem juntinho ao meu, ela sussurra

"Cadê o homem que disse que ia me bater?" 

Recado dado, recado entendido. Passei a mão espalmada carinhosamente no rostinho delicado da Cu de Sapo e soltei uma tímida palmada na face. 

A princípio ela abaixou a cabeça e escondeu o rosto com as mãos. Depois levantou os olhos desafiadores e repetiu: 
"Cadê o homem que disse que ia me bater?" 

Fiquei sem graça. Então, acariciei o rostinho fino, levemente avermelhado e soltei a bofetada. Estalada. Ela ficou com as marcas de meus dedos na bochecha. Cu de Sapo começou a chorar. Eu também. Dentro em pouco, recomposta, ela espalma a delicada mãozinha em minha face, começa a alizar e pergunta: 

"Quem é homem pra bater em mulher, também é homem pra apanhar de mulher. Posso?" 

Mal acenei com a cabeça, ela soltou uma tremenda bofetada. O estalo se ouviu lá no salão. Ao impacto, minha visão ficou coberta de estrelas brilhantes, e eu passei a ouvir trinados de passarinhos, literalmente. 

Ela não esperou que eu me recuperasse. Soltou a outra mão num impacto ainda mais forte contra a outra face. Fiquei tonto. Vi mais estrelas brilhantes e ouvi mais passarinhos cantantes. 


A voz da Cu de Sapo soou distante: 

"Tá vendo como é que eu quero, meu amor. Cadê o homem que disse que ia bater em mim?" 

Ainda sob efeito da bofetada anterior, as duas faces ardendo, vermelhas, soltei com vontade uma tremenda mãozada naquele rostinho de anjo, delicado e bochechudo. A garota caiu de lado, revirou os olhos , começou a tremer, chorar, gemer, alto. Entrou em convulsão, como se estivesse nos estertores da morte. Fiquei apavorado. Ela se contorcia, revirava os olhos em sucessivos e prolongados espasmos, um seguido de outro. Logo percebi que eram ondas de orgasmos, voluptuosos, como vagas de um mar revolto. 

Nos abraçamos. A essa altura eu também chorava copiosamente. Misturamos nossa lágrimas, nossos suores, nossos cuspes. Nossas bocas e línguas se interpenetraram, mutuamente. Ela arreganhou a vagina e eu a penetrei, profunda, completa e demoradamente. Gozamos juntos, fundidos e fudidos, um no outro, totalmente integrados. 
E, milagre! Chegamos aos céus. Ao verdadeiro paraíso terrestre, mistura de dor e prazer sem limites. 
Ao término, Cu de Sapo relaxou e dormiu. 

Eu não.

Minha mente em ebulição transportou-me para o passado. Entrei num estado de regressão mental e psicológica. Vi-me criança, aos oito anos de idade.

"Não, pai, não. Não, pai..."
A bofetada estalou no meu rosto atingindo o canto do olho e eu rolei pelo chão. Fiquei sem forças, fraco. Cuspi sangue. Custei a me levantar até ouvir as palavras ríspidas:
"Vá buscar o chicote para apanhar mais." 
Sai em prantos, trocando os passos, peguei o instrumento pendurado atrás da porta. Voltei chorando, trôpego até a presença de meu pai. Fiquei em pé na frente dele, o olho esquerdo já inchado e fechado. Estendi-lhe o chicote. E chorava, chorava entre soluços e suspiros. As lágrimas corriam, ensopavam a camisa. 
Finalmente meu pai se apiedou e mandou guardar o chicote. 

Quando tornei da viagem, naquele momento, eu chorava, chorava, tremia o corpo inteiro, não conseguia parar. 
Cu de Sapo se aninhou comigo, me acariciou: 

"Relaxa meu amor, relaxa". 

E dormimos profundamente até o dia amanhecer.

No outro dia fui embora e nunca mais tive notícias da Cu de Sapo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

ECOS DA CASERNA -1

ECOS DA CASERNA _ 1
Alberto Bittencourt

Recém declarado Aspirante a Oficial do Exercito, assumi, em janeiro de 1964 o comando de um pelotão  no quartel do BESE - Batalhão Escola de Engenharia, unidade de elite, situado na Vila Militar, Rio de Janeiro. 
Eram 40 soldados recrutas, pobres, sem estudo, 40% ou mais analfabetos, vindos da periferia e incorporados ao Exército Brasileiro. 
Recebi a missão de transformar aqueles meninos de dezoito anos,  inconsequentes, mal ajambrados, brancos ou negros, gordos ou magros, em homens de verdade. 

O treinamento militar começava com ordem unida, pesada, intensa, sob sol, chuva, de forma a transformar as individualidades díspares em um corpo de prevalência da vontade coletiva. 

Assisti pela TV, de prontidão, sem tirar os coturnos nem para dormir, pistola 45 engatilhada e travada na cintura, os comícios da era Jango. 

Meus recrutas não fugiam ao humor carioca:
_  Nao confundam jugular do capacete com João Goulart e seus macetes, diziam. 

Vi o Almirante Aragão, comandante dos fuzileiros navais ser ovacionado e conduzido nos braços por uma turba ululante, numa afronta a um dos mais sagrados princípios que me ensinaram na AMAN: o da hierarquia militar. 

Comandei operações de "Controle de Tumulto", aplicando uma técnica hoje  superada, por perigosa que é: 
Quebra-quebra na Central do Brasil, e os havia a todo instante. Meu pelotão era dividido em  grupos de combate. Dez soldados em cada grupo, cada qual com um terceiro sargento no comando. 
Baionetas caladas, fuzis apontados, carregados e engatilhados. 
_Avançar! 
Alinhados, em passo de ganso alemão, olhar fixo para a frente, os soldados avançavam sem demonstrar medo. O espírito de corpo se fazia presente. 

Via de regra, o quê acontecia? 
A turba amotinada começava a debandar feito um bando de ratos assustados, de volta para as suas tocas. 
Nunca precisei disparar um só tiro,  de advertência que fosse.  

Deflagrado o movimento militar a 31 de março, as tropas do Rio de Janeiro, fiéis ao princípio camoniano da Disciplina Militar Prestante, posicionaram-se numa das margens do rio Barra Mansa, para enfrentamento das tropas vindas de São Paulo, sob o comando do general Kruel e de Minas, comandadas pelo gen. Mourão Filho. 

O Primeiro Batalhão de Engenharia de Combate, Batalhão Vilagran Cabrita, sediado em Santa Cruz, RJ, se não estou enganado, recebeu a missão de destruir a ponte sobre o rio Barra Mansa, na BR-116. 

Na outra margem os cadetes da AMAN, sob o comando do general Emilio Garrastazu Medice, que, em dezembro de 1963 me entregara um prêmio, por ocasião de minha formatura, apontavam as armas em nossa direção. 

Meu irmão, cadete, estava de um lado. Eu, aspirante, estava do outro. O conflito fratricida se fazia iminente. Eu decidira aderir. 

De repente, para alívio geral, chegou a ordem: 
_o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco assumiu o comando das  tropas do Primeiro Exercito e mandou que recuassem para seus quartéis.  

De volta pra casa, fomos recebidos como heróis.  cumprimentados por toda a família, parentes e amigos.  Salvamos a Patria do comunismo internacional e evitamos a guerra fratricida. 

A jugular do capacete fugira para o Uruguai. 

Com a evolução dos acontecimentos, verificou-se que a corrupção, já naquela época,  era muito maior do que a subversão

Então, firmei a convicção de que a democracia não é outorgada pelos poderes constituídos, nem por uma oligarquia dominante. Ao contrário, a democracia emana do povo e em seu nome é exercida. 



Por isso, temos governantes ricos e governados pobres. 

Aprendi também que a democracia só se aperfeiçoa pelo exercício da própria democracia. 

A ruptura, a interferência, tende a criar uma voz que se considera dona da verdade. Somente ela pode falar em nome do Estado Democrático de Direito. 

Na minha opinião, deixa cair de podre. Do esterco hão de nascer brotos fortes, revigorados com a têmpera de nossos heróis.  Fortalecidos com a riqueza da nossa terra

Uma nova nação há de surgir, cujas raízes estão fincadas nos valores maiores da ética, da verdade, da honestidade.  Uma nação solidária, uma nação de amor e paz.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

EMPREENDEDORA DE ALTA PERFORMANCE

Annie Bittencourt - 
Empreendedora de Alta Performance.
Alberto Bittencourt 02/12/16

Vinte e sete anos são passados. 
Lembro-me bem, quando vim a São Paulo da primeira vez, acompanhado de minha filha Annie, no frescor dos seus vinte e três anos de idade. Quase uma menina. Na cabeça, uma porção de sonhos, de projetos, de expectativas.

A viagem tinha por objetivo participar de seleção com a empresa franqueadora mais antiga do país em cursos de idiomas, detendo cerca de trezentas escolas franqueadas espalhadas pelo Brasil.

Mesmo sendo familiar, a empresa mantinha uma tradição de qualidade, através de metodologia avançada, que proporcionava uma comunicação interativa entre professores e estudantes, tornando desta forma, as aulas sempre agradáveis e produtivas. 

O antigo franqueado do Recife, não se adequara às exigências de qualidade da nova filosofia, abrindo assim, a lacuna para potenciais novos candidatos.

Foram dois dias de entrevistas e averiguações, ao final dos quais, mesmo concorrendo com grupos economicamente mais fortes, Annie foi selecionada para o Grande Recife, com direitos preferenciais nos planos de expansão da empresa.
 
Annie Lezan Bittencourt de Moura sempre foi uma Empreendedora de Alta Performance.Traz essa vocação  no sangue.  É uma líder inata, uma educadora de escol.

Ao abraçar a vocação de educadora,  como um ideal de vida, sua maior obra é fazer as pessoas crescerem.

Mesmo nos momentos de crise, Annie nunca se deixa abater. Com o grande amor de sua vida, Zé Maria, atravessam, juntos, tormentas e calmarias. Seguem, agora com a ajuda das duas preciosas jóias da coroa, Larissa e Deborah.

Administram seis escolas no Grande Recife em prédios próprios e alugados além de um grande núcleo na UNICAPE- Universidade Católica de PE, onde organizou e montou um centro de excelência para aperfeiçoamento de lingüística, no Departamento  de letras.

Annie e Zé Maria lideram cerca de 160 colaboradores, entre funcionários e professores.
 
A trajetória de Annie,  começou aos 14 anos de idade por iniciativa própria, quando  se inscreveu no intercâmbio de jovens e foi morar nos Estados Unidos. Construiu uma sólida amizade com a família Davis, que perdura até hoje.

De volta ao Brasil, descoberta a vocação, deu início à realização do grande sonho: o ensino de idiomas. Assim surgiu a primeira escola Master Idiomas Ltda. 

Annie sempre foi voltada para a pesquisa de novas tecnologias e métodos avançados, com vistas a obter o melhor rendimento e melhor aproveitamento por parte dos estudantes.  Costuma ministrar treinamentos  para professores, sem jamais se acomodar.

Assim são as mulheres da nossa família. 

Tenho muito orgulho de minha filha Annie, 

mulher e empreendedora de alta performance,

voltada para fazer o bem, para construir o futuro.

A seguir, fotos do lançamento do livro "Empreendedoras de Alta Performance", no teatro da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, com coquetel patrocinado pela editora Leader, dia 02 de dezembro de 2016. 










quarta-feira, 3 de agosto de 2016

QUADRO SOCIAL - REFLEXÕES

QUADRO SOCIAL - REFLEXÕES

Publicado em janeiro de 2011




DQA - logomarca



Quadro Associativo ou Social, não importa o nome, reflexões sobre o tema são sempre oportunas.

Alguns clubes tradicionais, mais que cinquentenários, outrora pujantes, dinâmicos, hoje se ressentem da inalcançada renovação. Capengam na rotina de um quadro social decorativo, ineficaz, ausente. Assim sendo, é preciso abrir os olhos.

Olhe para seu clube como um jardineiro: verifique se ele está verde e crescendo, ou se está amarelo e morrendo.

Quando um Rotary Club, não importa a idade, possui um quadro associativo disperso e desinteressado, avesso a novas propostas e idéias, é um sinal de que ele envelheceu, está amarelo e morrendo.
Para manter acesa a chama do ideal de Paul Harris, seu clube deve estar verde e crescendo, o que significa ser eficiente e eficaz, atuante e determinado, consciente de sua força e de sua grandeza.

Muitos dizem que o clube é o presidente, se o presidente for bom, o clube vai bem, se o presidente for fraco, o clube vai mal. Ouvi, por exemplo, que os índices de retenção dependem de líderes atuantes no quadro social.
Tenho hoje uma percepção diferente: fosse a premissa correta, teríamos clubes oscilantes, fortes num período, fracos no outro, ao sabor do presidente.

Acredito que o que faz o clube não é apenas a pessoa do presidente, mas sim a totalidade do quadro associativo.
Um Rotary Club é o reflexo de seus sócios. Clubes de qualidade correspondem a sócios de qualidade, dedicados ao ideal de servir, fieis aos princípios rotários e éticos.

Em qualquer sociedade, a ética é antes de tudo a capacidade de seguir as regras que tornam possível a vida coletiva.

Há sócios que já nem comparecem. Pouco se importam com os índices de freqüência, não mais expostos nos boletins. Aparentemente consideram os trabalhos rotários subalternos. Falta-lhes tempo, disposição, boa vontade para sair da zona de conforto, abraçar a causa, ir à luta por um mundo melhor e mais justo.

Outros, contestadores por natureza, costumam levantar dificuldades ante qualquer proposta. Poderíamos chamá-los de personagens-problemas, o contrário do personagem-solução que busca resolver, superar obstáculos, viabilizar empreendimentos.

Todo Rotary Club, assim como um time de futebol, depende do trabalho em equipe para atingir suas metas e objetivos.
Um time pode ter o melhor técnico, o mais preparado, o mais competente. Ele pode ser um grande líder, mas todo esforço será em vão se o conjunto de seus atletas não estiver à altura, se não houver um verdadeiro espírito de corpo, uma sinergia que faça com que cada jogador pense primeiro na equipe, nos objetivos maiores, para depois pensar em si próprio.
Grandes treinadores e atletas que se tornaram também grandes palestrantes, como Bernardinho e Hortênsia, são unânimes em afirmar que, para manter a o espírito de corpo da equipe, para manter a harmonia do conjunto, muitas vezes torna-se necessário eliminar os focos de desajuste, excluir quem não soma, quem não consegue enxergar além de seu próprio umbigo. A esses, ensinam, não resta alternativa senão a da remoção, mesmo sendo talentosos, de valor individual, mas dissociados dos objetivos maiores do coletivo.

Num Rotary Club é a mesma coisa. As regras da convivência harmônica nos obrigam a afastar qualquer forma de arrogância, de preconceito, de intolerância. O arrogante é aquele que acha que já sabe, que já conhece. O arrogante se considera superior, que é dono da verdade, que não precisa seguir as normas.

Entretanto, sabemos que no Rotary, é muito difícil afastar alguém. Daí, nas admissões, a ênfase ser dada na qualidade como requisito precedente à quantidade.

Por outro lado, quando um clube possui um quadro social pequeno e um custo fixo elevado, muitas vezes não se pode prescindir do sócio pagador, ainda que ele transgrida às regras de freqüência. Somos, então, levados a contemporizar, mesmo sabendo que a ausência é sempre um exemplo negativo, principalmente para os mais novos. Como proceder?

A meu ver, a solução mais viável é procurar rapidamente aumentar o quadro social. Só há um jeito: é falando uma linguagem moderna. É levantando uma bandeira, procurando uma causa que mobilize os jovens, que motive as mulheres, que reacenda nos mais velhos a chama do verdadeiro rotariano, que atraia a família rotária.
Somente assim seu clube voltará a ser o que era.

Lembre-se que a força de um clube não está no número de sócios, mas nos resultados que obtém nas comunidades.

Há um ditado africano que diz:

Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças maravilhosas.

É o Rotary em que acredito.

--

domingo, 22 de maio de 2016

FUNDAÇÃO ROTÁRIA ENTRE AS MELHORES DO MUNDO.



FUNDAÇÃO ROTÁRIA: excelente notícia. 

Por Alberto Bittencourt

#Rotary foi nomeado a 9ª das 100 melhores organizações sem fins lucrativos na web!!!!

Clique no link:


Ver a nossa Fundação Rotária classificada em nono lugar entre as cem maiores organizações mundiais de prestação de serviços sem fins lucrativos, é algo que nos emociona e enche de orgulho.

Tal resultado é fruto da imensa credibilidade conquistada nestes cem anos de atuação "Fazendo o Bem no Mundo".

É Fruto do trabalho de rotarianos, em favor de um mundo melhor, com mais compreensão, paz e justiça social, com menos sofrimento e mais amor.

Toda essa credibilidade advém da total permeabilidade e capilaridade das ações dos rotarianos que, parodiando um ditado africano, são:

  "gente simples, atuando em lugares de pouca importância, fazendo coisas pequenas, mas conseguindo mudanças maravilhosas". 

Assim trabalham os rotarianos, levando vacinas aos mais recônditos e perigosos lugares, lutando contra a fome, a miséria, a doença, a violência, atuando no socorro às vítimas de cataclismos, na proteção aos refugiados de guerras, na construção da paz.

O sucesso da FR deve-se à total, ampla, e irrestrita confiança que rotarianos do mundo inteiro lhe devotam.

Uma confiança que faz chegar ao beneficiário final dos projetos da FR, até três vezes o valor recebido. Nenhuma outra organização no mundo realiza tal proeza.

Arch Klumph, quinto presidente do Rotary International, ao criar na Convenção Internacional de 1917, em Atlanta, um Fundo de Dotações, que, em 1928 viria se transformar na Fundação Rotária, teve um sonho.

Arch Klumph lutou trinta anos para tornar esse sonho realidade. Percorreu clubes, fez palestras, divulgava a FR em todos os lugares e oportunidades. Mas a FR não decolava.

Trinta anos é uma vida, Mas Arch Kumph NUNCA desistiu.

Somente em 1947, quando Paul Harris, no seu leito de morte, pediu aos rotarianos que o dinheiro que seria gasto em homenagens póstumas, fosse carreado para FR, então, em seus cofres cairam cerca de dois milhões de dólares. E a FR tornou-se o que é hoje.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O FUTURO DO ROTARY É AÇÃO, COM CONTINUIDADE E SUSTENTABILIDADE

O FUTURO DO ROTARY É AÇÃO, COM CONTINUIDADE E SUSTENTABILIDADE 

Alberto Bittencourt


O Futuro do Rotary está em suas mãos, é o lema do presidente John Kenny no ano rotário, 2009-2010. Ele nos incita a algumas reflexões.

Sabem o que significa "O Futuro do Rotary"? Sabem o que quer dizer "Está Em Suas Mãos"?
Significa que o futuro do Rotary é consequência do que os rotarianos estão fazendo aqui e agora. Em outras palavras, significa dizer que o futuro do Rotary é... Ação!

O que vai garantir o futuro do Rotary, portanto, é Ação. Porém a ação pura e simples não basta. Para que a ação não se perca na volúpia dos tempos modernos, é preciso... Ação com continuidade e sustentabilidade!

AÇÃO COM CONTINUIDADE E SUSTENTABILIDADE

Qualquer organização que trocasse seus dirigentes todos os anos, certamente estaria fadada ao fracasso. Porém tal não ocorre com o Rotary, graças a dois conceitos modernos da administração organizacional: continuidade e sustentabilidade.

Continuidade é uma palavra chave, usada no Rotary há algum tempo. Todos os rotarianos e líderes rotários são elos de uma corrente. O sucesso do todo não pode ser medido pela força isolada de qualquer elo. Já se disse que uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco. Por isso, as transições de um ano rotário para outro devem ser bem planejadas. Para garantir a continuidade dos serviços, os clubes devem ter seu planejamento estratégico com objetivos e metas traçados para os próximos três anos e a participação dos presidentes eleito e indicado. A continuidade nas prioridades estratégicas dos clubes certamente os levará a prestar 
serviços mais eficientes.

Ao abordar o quê para o Rotary, vem a ser sustentabilidade, vejamos alguns conceitos preliminares.

Sempre se disse que o sucesso de um clube depende do presidente: quando o presidente é bom, o clube é bom, quando o presidente é fraco, o clube é fraco. Hoje eu tenho a firme convicção de que o sucesso de um clube não depende do presidente, mas sim dos rotarianos. O clube é o reflexo de seus associados. Rotarianos conscientes, devotados ao ideal de servir fazem um clube forte. Um clube nunca será forte se a maioria for desmotivada, desinteressada, acomodada, por melhores intenções que possa ter o presidente.


Outro importante conceito é o de Integração. Um Rotary Club não pode ficar isolado entre quatro paredes. O isolamento é o atalho mais rápido para o fechamento definitivo. É papel do governador do distrito incentivar os Rotary Clubs a manter uma integração forte entre associados e familiares. Integração entre clubes, dos clubes com a equipe distrital, com o terceiro setor, com empresas públicas e privadas, com as pessoas nas comunidades. Quanto maior for a integração de um clube, maior será o brilho da chama do Rotary.

O terceiro conceito, é o de visibilidade. Visibilidade para o público interno, nossos companheiros rotarianos. Visibilidade para o público externo, que nos observa, para que mostremos nossa imagem, nossa força. Visibilidade para o público alvo, beneficiário de nossas ações, para que eles saibam e entendam como somos, quais os nossos ideais e objetivos. Quanto maior for a visibilidade de um clube, maior será a sua força.

E assim chegamos à sustentabilidade.

Embora a continuidade seja uma palavra conhecida, sustentabilidade é algo do qual só ouvimos falar recentemente.

A sustentabilidade, em sua essência, significa que o trabalho não terminará quando acabarem os recursos de nossos projetos. Na verdade, projetos sustentáveis exigirão um pouco mais de esforço e de recursos, mas a sustentabilidade é essencial para o sucesso.

Quando falamos de sustentabilidade no Rotary, não estamos falando somente em garantir
 que nossos serviços durem; queremos garantir que o Rotary dure. E isso significa garantir que nossos clubes sejam sustentáveis, que eles permanecerão fortes depois de os termos deixado.

Pelo exposto, não hesitamos em afirmar que:

O Futuro do Rotary é ação, com continuidade e sustentabilidade.

terça-feira, 3 de maio de 2016

PALESTRA SOBRE VOLUNTARIADO

PALESTRA SOBRE VOLUNTARIADO

Alberto Bittencourt






Na Quarta-feira, dia 30 de abril de 2014, tive a honra de palestrar para integrantes da Rede Pernambuco Voluntários, sob a coordenação da sra. Joana, do setor de voluntários do Movimento Pró Criança. 

O evento reuniu cerca de 35 voluntários de várias entidades, como AACD, LAR DO NENEN, IMIP, OAF, MPC, entre outras. 

Grande parte dos 75 inscritos não pode comparecer em virtude das fortes chuvas que desabaram na região metropolitana do Recife, na manhã desse dia. 

Participaram do evento a psicóloga Patrícia Cruz, o sr. Mário Mendes coordenador dos voluntários da AACD e o sr. Paulo Barbosa do MPc.

















VEJA O POWER POINT 
"VINTE CONSELHOS AO VOLUNTARIADO"



terça-feira, 29 de março de 2016

ROTARY - DESAFIOS DOS NOVOS TEMPOS



ROTARY  -
DESAFIOS DOS NOVOS TEMPOS 

Alberto Bittencourt



Comemoramos em 2005 o centenário do Rotary. Ultrapassamos os cem anos de existência. 


O mundo hoje é muito diferente do mundo de 30 ou 40 anos passados. A revolução tecnológica introduziu profundas mudanças na vida das pessoas. A internet banalizou as fotos de mulheres nuas, democratizou a pornografia. Há uma busca desenfreada pelo prazer. As relações sexuais acontecem cada vez mais cedo, entre adolescentes. A gravidez precoce virou problema de saúde pública.

Arrumam-se parceiros pela internet que casam antes de maiores conhecimentos. O sexo deixou de ser tabu. A masturbação não é mais um conflito íntimo, nem para o adolescente, nem para o adulto. Antes, condenada como algo prejudicial à saúde, que, diziam, poderia levar à loucura, hoje é encarada normalmente. O homossexualismo, masculino ou feminino, é aceito sem nenhuma restrição. Homens e mulheres homossexuais têm seus sinais, suas tatuagens, se identificam entre si. Podem ter vida normal e produtiva. Convites de casamento entre homossexuais são divulgados em colunas sociais, para requintadas cerimônias nupciais. Crianças podem ser adotadas legalmente por casais homossexuais, vindo a constituir famílias.

É tudo aceito, por se tratar de opções individuais, sem consequência maléfica para o próximo.

Já a pedofilia, o estupro, o tráfico de mulheres, o proxenetismo, estes não são aceitos porque atentam contra a integridade do outro, que passa a ser vítima. Atentam contra seus direitos, sua dignidade, sua liberdade, seu desenvolvimento.

Masturbação e homossexualismo, como não fazem mal a ninguém, são hoje, isentos de qualquer censura social.

Estamos numa nova era, a era do sexo sem limites. Parece nada adiantar a pregação das virtudes, o elogio das purezas, das vidas castas e dedicadas a um Deus superior.

Mudam as normas, mudaram as condutas. Não existem mais restrições religiosas, do tipo de dizer que sexo apenas por prazer é pecado, que tal ou qual tipo de sexo é condenado. Parece que tal assertiva é ignorada por todos. Não mais existe a fidelidade, nem masculina, nem feminina. Cada qual tem sua vida própria, individual, sem ter que dar satisfações ao parceiro ou à sociedade. 

Nesse novo contexto, as antigas organizações perdem força. A despeito do enorme esforço para se ampliar o quadro associativo, as ONGs do terceiro milênio estão numa estagnação que vem de muitos anos, mais de vinte. As igrejas também perderam força, a não ser aquelas que mudaram a linguagem. A fé é representada não mais pelo amor a Deus, pela devoção à vida, mas ao desejo de se salvar, de comprar a salvação, de se livrar do sofrimento e agruras da vida terrestre. A salvação passou a ser uma mercadoria vendida em certas igrejas. As que adotaram esta linguagem prosperaram, cresceram. As que permaneceram na linha contemplativa de orações e de pregações do bem, estacionaram.

Assim, encontramos o Rotary do segundo século, na busca de uma nova identidade.

A Pólio Plus é uma bandeira de luta, de ação, difícil, mas que está bem perto da vitória. O combate ao analfabetismo vem há décadas patinando, escorregando no mesmo lugar. Os recursos naturais são cada vez mais devastados. A violência continua matando e causando vítimas.

Abandonar essas bandeiras? Nunca, seria o mesmo que cometer o suicídio. O que fazer então? Que palavras de incentivo e de apoio devemos dizer aos companheiros que bravamente se mantêm fieis aos princípios e ideais de Paul Harris, a despeito de tudo, de todos os problemas pessoais, familiares, profissionais, que tendem a afastá-los?

Na minha opinião, para motivar velhos e novos companheiros, basta mostrar a luta de toda a família rotária, ao longo do tempo, por um mundo melhor.

Basta mostrar que, nos dias de hoje, mais do que nunca, é preciso agir com fé, amor e confiança.

Basta acreditar que nós podemos, porque praticamos a ...   

Ação com continuidade e sustentabilidade! 

Pensem e reflitam sobre isso.

Não é a moral que embola o meio de campo, mas a hipocrisia, o pudor exagerado, as falsas intenções.

Os liberais de hoje se confundem com os libertadores de amanhã, que não passam de libertinos de todos os tempos.

A inveja é a eterna companheira da glória.