ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ANIVERSÁRIO DE HELENA BITTENCOURT





ANIVERSÁRIO DE HELENA BITTENCOURT

No dia 11 de setembro de 2014, no amplo terraço do apartamento de cobertura de sua filha Simone Bittencourt, debruçado sobre o espelho d'água da Lagoa Rodrigo de Freitas, aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, Helena Bittencourt comemorou mais um niver. 

Além das filhas Simone, com os netos Gabriela e Rafael, veio da Bahia onde reside, a filha Cristiane e os netos João Victor e Hannah. O genro Solano, não pode comparecer por questões profissionais.

Irmãos, cunhados, tios e amigos ergueram o brinde dando votos de saúde, paz, felicidades para a aniversariante.

No fim da festa, todos cantaram os parabéns.

Veja a seguir as fotos do evento.



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A IMPORTÂNCIA DO INSTRUTOR DISTRITAL




A IMPORTÂNCIA DO INSTRUTOR DISTRITAL

Alberto Bittencourt  
Instrutor Distrital 2007-08; 2012-13; 2014-15
(Ver Power Point no fim)



Ao criar o PLD – Plano de Liderança Distrital, no ano de 1993, o Rotary incorporou o PLC – Plano de Liderança dos Clubes, instituiu o Planejamento Estratégico, reestruturou os programas de treinamento e capacitação e estabeleceu uma série de mecanismos para fortalecer clubes e distritos. Assim, foram criadas as figuras do Instrutor Distrital, dos Governadores Assistentes e reestruturadas as Comissões Distritais. 

O Instrutor Distrital tem um papel fundamental no desempenho do Governador do Distrito, desde a fase de governador eleito. 

A atuação do Instrutor Distrital começa na coordenação e planejamento das atividades de capacitação no Distrito. Para tanto, é responsável pela formação da Comissão de Capacitação do Distrito, designando o presidente e as responsabilidades de cada um de seus integrantes.

Os eventos sob sua responsabilidade são:

• Seminários de treinamento da equipe distrital, presidentes eleitos (PETS), governadores assistentes (GETS).
• Assembleia distrital
• Seminários distritais sobre Desenvolvimento do  Rotary, Imagem Pública e Fundação Rotária
• Programas de capacitação de líderes de Rotary, Rotaract e Interact Clubs.
• Outros treinamentos no distrito, conforme necessário.

Entre as competências necessárias ao bom exercício da função, deve:

• Ter servido ao Rotary como governador de distrito, governador assistente ou presidente de comissão distrital.
 Estar atualizado em todos os assuntos rotários. 
 Ter experiência de gestão. 
 Ser imparcial e bem relacionado. 
 Saber planejar para bem estabelecer os objetivos da missão. 
 Saber revisar, avaliar e cobrar resultados. 

Suas principais responsabilidades, sempre de comum acordo com o Governador do Distrito, são as seguintes:

• Participar dos treinamentos para Instrutores Distritais realizados por ocasião dos Institutos Rotary Brasil.
•  Implementar a parte programática de todos os seminários e reuniões de treinamento.
•   Determinar a metodologia a ser empregada.
•   Selecionar e preparar os líderes de treinamento.
•   Preparar e distribuir os materiais informativos.
•   Analisar as avaliações.
•  Empreender, quando conveniente, conferência pela web (webinar) como um método de treinamento.
•  Fazer uso dos recursos humanos disponibilizado pelo Rotary, como os Coordenadores do Rotary, Imagem Pública, Fundação Rotária, Líderes de treinamento e funcionários da Secretaria do RI.
•   Oferecer orientação contínua a rotarianos.

Em síntese, podemos afirmar, sem medo de errar que:
O Instrutor Distrital é o cérebro dos processos de capacitação do Distrito. 

x-x-x-x-x



















sexta-feira, 4 de julho de 2014

LE VIEILLARD ET SES TROIS ENFANTS

LE VIEILLARD ET SES TROIS ENFANTS
Original de Jean de La Fontaine






LE VIEILLARD ET SES TROIS ENFANTS 
Gravura à bico de pena por J.- B. OUDRY (1783) 

constante da edição original das Fábulas de La Fontaine





Toute puissance est faible, à moins que d'être unie:
Ecoutez là-dessus l'esclave de Phrygie.
Si j'ajoute du mien à son invention,
C'est pour peindre nos moeurs, et non point par envie:
Je suis trop au-dessous de cette ambition.
Phèdre enrichit souvent par un motif de gloire;
Pour moi, de tels pensers me seraient malséants.
Mais venons à la fable, ou plutôt à l'histoire
De celui qui tâcha d'unir tous ses enfants.
Un vieillard prêt d'aller où la mort l'appelait:
"Mes chers enfants, dit-il (à ses fils il parlait),
Voyez si vous romprez ces dards liés ensemble;
Je vous expliquerai le noeud qui les assemble."
L'aîné les ayant pris et fait tous ses efforts,
Les rendit, en disant:" Je le donne au plus fort."
Un second lui succède et se met en posture,
Mais en vain. Un cadet tente aussi l'aventure.
Tous perdirent leur temps; le faisceau résista:
De ces dards joints ensemble un seul ne s'éclata.
" Faibles gens! dit le père, il faut que je vous montre
Ce que ma force peut en semblable rencontre."
On crut qu'il se moquait; on sourit, mais à tort:
Il sépare les dards, et les rompt sans effort.
" Vous voyez, reprit-il, l'effet de la concorde:
Soyez joints, mes enfants, que l'amour vous accorde."
Tant que dura son mal, il n'eut autre discours.
Enfin, se sentant prêt de terminer ses jours:
" Mes chers enfants, dit-il, je vais où sont nos pères;
Adieu: promettez-moi de vivre comme frères;
Que j'obtienne de vous cette grâce en mourant."
Chacun de ses trois fils l'en assure en pleurant.
Il prend à tous les mains; il meurt; et les trois frères
Trouvent un bien fort grand, mais fort mêlé d'affaires.
Un créancier saisit, un voisin fait procès:
D'abord notre trio s'en tire avec succès.
Leur amitié fut courte autant qu'elle était rare.
Le sang les avait joints, l'intérêt les sépare:
L'ambition, l'envie, avec les consultants,
Dans la succession entrent en même temps.
On en vient au partage, on conteste, on chicane:
Le juge sur cent points tour à tour les condamne.
Créanciers et voisins reviennent aussitôt,
Ceux-là sur une erreur, ceux-ci sur un défaut.
Les frères désunis sont tous d'avis contraire:
L'un veut s'accommoder, l'autre n'en veut rien faire.
Tous perdirent leur bien, et voulurent trop tard
Profiter de ces dards unis et pris à part.














terça-feira, 1 de julho de 2014

O FEIXE DE VARAS E O FASCISMO




O FEIXE DE VARAS E O FASCISMO
Alberto Bittencourt- 2014


FEIXE DE VARAS,
Desenho copiado da Gravura à bico de pena por J.- B. OUDRY (1783) 
constante da edição original das Fábulas de La Fontaine



- Primeiro contato.

Sou Oficial do Exército, da turma Sesquicentenário da Academia Militar, de 1963.

Minha primeira unidade foi o BEsE - Batalhão Escola de Engenharia, o Batalhão Visconde de Taunay, na época situado na Vila Militar, no Rio, integrante do GUEs – Grupamento de Unidades Escola - considerada tropa de elite do Exército Brasileiro.

Lá cheguei como aspirante em janeiro de 1964. 

Logo após a revolução assumiu o comando o coronel José França, um militar identificado com os ideais democráticos da revolução, um comandante que liderou pelo exemplo e soube manter a tropa disciplinada e coesa. Foi esse chefe e líder, quem primeiro me inspirou a usar a parábola do Feixe de Varas, de La Fontaine como símbolo da força da união. 

Durante os dois anos de seu comando, sempre que se dirigia aos comandados, empregava a imagem do Feixe de Varas. Ao término, os oficiais o presentearam com um troféu: um feixe de varas em miniatura, montado sobre uma placa de granito.

O cel. França chegou ao posto de Gen. De Brigada na ativa, tendo trabalhado junto ao Gen Euler Bentes Monteiro na reestruturação financeira do Exército. Foi um chefe a quem aprendi a admirar e estimar e cuja memória reverencio.

- A simbologia.

A fábula do FEIXE DE VARAS foi primeiro narrada por Esopo, lá pelos anos 600 aC, depois, recontada por La Fontaine em 1675, sob o título "O ancião e seus três filhos". A mensagem é única: uma vara apenas é facilmente quebrável. Um conjunto de varas reunidas em feixe torna-se impossível de quebrar ou, em outras palavras: “A união faz a força". 

Adotei a imagem do FEIXE DE VARAS, em 1996, no meu discurso de posse como presidente do Rotary Club do Recife-Boa Viagem. Desde então não mais parei de usá-la. Criei um mote que ficou gravado em todos os boletins do meu clube, no ano de minha presidência:


Não pretendemos ser o maior,
Tampouco queremos ser o melhor,
Mas o nosso querido Boa Viagem,
É forte e unido como um ...
FEIXE DE VARAS!!!


Nas reuniões plenárias, da tribuna, o protocolo declamava o mote, em voz clara, interrompendo no final, quando a plateia, em um grito uníssono e bem alto, completava: _FEIXE DE VARAS!!!!!

Quando fui governador do Distrito 4500. No ano do centenário do Rotary, 2004-05, trouxe o simbolismo do FEIXE DE VARAS para representar a força da união e do companheirismo da Família Rotária. 

Nas visitas oficiais aos clubes o mote era recitado e o FEIXE DE VARAS aclamado com alegria e energia. Os clubes decoravam os salões com motivos do FEIXE DE VARAS, os presentes, dados e recebidos, eram sob a mesma temática. O simbolismo constou do meu guia distrital e da minha conferência distrital, assim como os troféus e premiações distribuídos. 


Trofeu FEIXE DE VARAS, da minha Conferência Distrital em 2005

Posteriormente, em 2006, criei o blog FEIXE DE VARAS. 

- O alerta.

Duas pessoas me alertaram recentemente que o simbolismo de O FEIXE DE VARAS poderia estar ligado ao fascismo, movimento político absolutista surgido na Itália e, por este motivo, deveria ser removido do meu blog. 

Confesso ter ficado surpreso. 

Desde 1964, nunca soube que o FEIXE DE VARAS fosse associado ao fascismo.



Alertado, fui pesquisar. 
A palavra "fascismo" deriva de "fascio" ou "feixe". O símbolo é um machado envolto por um feixe de varas amarradas por cerdas. Foi adotado por Mussolini, após a Primeira Guerra Mundial, como símbolo da autoridade do governo e da união dos que o rodeavam. Foi buscá-lo no império romano, na tentativa de reviver as glórias daquela época.

Aprofundando as pesquisas, descobri que o termo "varas" em que se divide a justiça brasileira de primeira instância, também deriva do "fasces" romano, descrito como um feixe de varas com um machado em seu interior, atado por correias, conduzidos por lictores, que eram executores da justiça dispensada pelos magistrados. Os condenados eram açoitados com as varas, amarrados com as correias e decapitados com o machado.

- Conclusão.

Jamais houve qualquer correlação entre o termo "fascismo" e as fábulas de Esopo e La Fontaine. 
Tratam-se de coisas distintas.

Tanto o símbolo fascista, quanto a palavra "varas" da justiça, advêm do direito romano, posto que ambas adotaram a mesma simbologia - um machado envolto em varas, amarradas por cerdas. Cerdas para amarrar, varas para açoitar e o machado para decapitar.

Esopo e La Fontaine eram contadores de histórias com moral edificante, sob forma de poesia. Em geral os personagens eram bichos com vozes humanas.
Quem ler a fábula "O ancião e seus três filhos" de La Fontaine sentirá a simplicidade da mensagem, de que a "união faz a força", nada mais que isso.

Por esta razão, decidi manter o nome de meu blog FEIXE DE VARAS, como uma marca, sem nenhuma conotação outra que não o da força da união e do companheirismo, certo de que, tanto Esopo, como La Fontaine, na pureza de suas intenções, nada tinham que denotasse autoritarismo, opressão e, muito menos, qualquer viés ideológico. Muito pelo contrário, as suas fábulas deixaram mensagens edificantes que perduram através dos tempos.


Como brasileiro e patriota, reitero que não cabem no Brasil ideologias espúrias como fascismo, nazismo ou comunismo.

Meu blog, com mais de 200 mensagens e artigos, todos de minha lavra, visa a construção de um mundo solidário, honesto, justo. A finalidade é a compaixão, o entendimento, a busca da paz, a resolução de conflitos, a compreensão entre homens e nações, coerente com os ideais do Rotary, do qual tenho a honra de fazer parte. Por esta razão, o blog não comporta artigos de cunho político-partidário ou religioso.


Informo que, continuarei a usar a simbologia do FEIXE DE VARAS, da forma poética e edificante tal como foi concebida pelos dois mestres da literatura universal.


OBS:
Para ler outros artigos correlatos, constantes do blog, clique nos links abaixo:


terça-feira, 24 de junho de 2014

VIOLÊNCIA E NÃO VIOLÊNCIA





VIOLÊNCIA E NÃO VIOLÊNCIA

Alberto Bittencourt







No mundo violento de hoje, é importante refletir sobre os conceitos de violência e não violência. 

Não posso concordar que manifestações sociais bloqueiem vias urbanas e causem engarrafamentos quilométricos e sejam considerados movimentos pacíficos e não violentos. Tampouco aceito que militantes de um grupo casuísta qualquer invadam propriedades públicas ou privadas em protesto contra atos de autoridades constituídas e somente saiam mediante emprego de força coercitiva, respaldada por mandados judiciais e ainda posem como vítimas de abusos e injustiças.
Considero qualquer movimento de protesto que bloqueie ruas e avenidas, sem se importar em roubar o tempo das pessoas, um ato contra o direito constitucional de ir e vir. 
Considero um crime contra a sociedade e o patrimônio público quando esses mesmos manifestantes utilizam pneus em chamas para impedir o livre fluxo de veículos.
A polícia raramente aparece a tempo  de prender os líderes meliantes e incendiários.  Em geral chega depois de instalado o caos, com o objetivo declarado de dialogar para resolver o imbróglio e evitar danos físicos aos participantes. Mas consumado o prejuízo, os danos podem ser irreversíveis. E quem paga a conta? 

Dói ver marginais mascarados destruírem carros, lojas e agências bancárias, aproveitando-se do anonimato e do manto protetor dessas manifestações. Aonde querem chegar? Só perpassam ódio, ressentimento, revolta. Para quê? Quem são? Mercenários a soldo de forças ocultas? Estudantes? A recém apelidada "elite branca"? Pobres e excluídos? Bandidos comuns ou integrantes do crime organizado? Todos sabem e ninguém sabe. As explicações variam, conforme a vertente ideológica de cada um. 

A filosofia da não violência se baseia na recusa de todo e qualquer pensamento, palavras ou obras capazes de ameaçar a vida ou a dignidade do outro. Pode-se também defini-la pela regra de ouro da sabedoria universal, comum a todas as religiões: 
"Não faça ao outro aquilo que você não gostaria que o outro lhe fizesse" 

Gandhi considerava a não violência ou Ahimsa, uma estratégia de luta contra as injustiças sociais, sem conotação de vingança, mas visando sobretudo a reconciliação e o reconhecimento. Nelson Mandela também rezou pela cartilha da não violência. Poderíamos citar centenas de líderes pacifistas.

A humanidade sempre viveu em conflitos. Existem desde que o mundo é mundo. Sempre houve e haverá antagonismos maiores e menores, choques de interesses entre blocos de nações, povos, amigos, e até entre membros da mesma família. 
Habitamos um mundo dividido. É normal que nem sempre estejamos de acordo mas, acima de todas as divergências, existe o respeito mútuo, o dever de escutar-se uns aos outros e, sobretudo, a disposição de resolver os conflitos, quando aparecem, de modo pacífico, como gente civilizada. 

São tão simples os princípios da não violência!
  



segunda-feira, 2 de junho de 2014

A RAPOSA E O CORVO

A RAPOSA E O CORVO

escrito por Alberto Bittencourt - Colégio Militar do Rio de Janeiro, 1955
Adaptação da fábula de La Fontaine: "Le Corbeau et le Renard"
Orientação do professor de português, Ten. Cel. José Ramos da Silva Netto.






Uma raposa esfaimada, 
pela floresta trotando,
estava desanimada, 
alimento não achando.

Nisto, um corvo deparou,
sobre uma árvore pousado
e no seu bico notou, 
belo queijo atravessado.

Vendo o corvo com o petisco,
quis a raposa matreira,
atacar a todo risco,
falou-lhe desta maneira:

Ó rica ave formosa,
que divina criatura,
que cor preta, maviosa,
tens a voz como a figura.

A tais palavras rendido, 
o corvo, com afoiteza, 
por mostrar-se agradecido, 
abre o bico e solta a presa. 

Come-lhe a mestra o manjar,
e diz: meu amigo, aprende,
vive quem sabe adular,
à custa de quem o atende.








OBS: 
A fórmula​ é válida em quaisquer circunstâncias - nas relações sociais​, no mundo empresarial, na política... Sempre que você quiser chamar a atenção de alguém, repreender, pedir colaboração, motivar, ou mesmo vender algo,  elogie primeiro, depois dê o seu recado. Será muito mais fácil, conseguir o que quer.
La Fontaine e Esopo (600AC) bem o sabiam. ​




LE CORBEAU ET LE RENARD 
Original de Jean de La Fontaine (1621-1695) 


Maître Corbeau, sur un arbre perché, 
Tenait en son bec un fromage. 
Maître Renard, par l'odeur alléché, 
Lui tint à peu près ce langage :

Et bonjour, Monsieur du Corbeau, 
Que vous êtes joli ! que vous me semblez beau ! 
Sans mentir, si votre ramage 
Se rapporte à votre plumage,

Vous êtes le Phénix des hôtes de ces bois. 
À ces mots le Corbeau ne se sent pas de joie, 
Et pour montrer sa belle voix, 
Il ouvre un large bec, laisse tomber sa proie.

Le Renard s'en saisit, et dit : Mon bon Monsieur, 
Apprenez que tout flatteur 
Vit aux dépens de celui qui l'écoute. 
Cette leçon vaut bien un fromage sans doute.

Le Corbeau honteux et confus 
Jura, mais un peu tard, qu'on ne l'y prendrait plus.