ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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domingo, 14 de outubro de 2012

VOCÊ SABE O QUE É UM WEBINAR?


VOCÊ SABE O QUE É UM WEBINAR?

Alberto Bittencourt

Webinar é uma ferramenta que vem sendo largamente empregada no mundo empresarial e corporativo. É a combinação das palavras “web” da Internet e “inar” de “seminar” (seminário, em inglês).

Webinar é um site de seminários on line, no qual você pode assistir ou gravar eventos transmitidos ao vivo pela internet, do conforto da sua residência, escritório ou qualquer outro local. É uma forma de você se atualizar em assuntos de seu interesse com interatividade. Os participantes podem conversar entre si ou enviar perguntas ao palestrante.

Os webinars são uma poderosa ferramenta para se aprender mais sobre o Rotary. O RI oferece webinars ao vivo sobre os principais assuntos rotários várias vezes ao mês através do site GoToMeeting.com  

Os últimos webinars realizados em português foram na área de Imagem Pública do Rotary e um bate-papo com o secretário geral de RI, John Hewko.

Os horários do site são referentes ao horário de Chicago, sendo portanto, necessário converter para o seu fuso horário., Vista, XP, 2003 Server, com capacidade para JavaScript. Recomenda-se Java 1.6 no mínimo.
Macintosh: Mac OS® X 10.7 (Lion®), Mac OS® X 10.6 (Snow Leopard®) ou Mac OS® X 10.5 (Leopard®), com capacidade para JavaScript. Recomenda-se Java 1.6 no mínimo.

Usuários de iPad, iPhone, iPod Touch e Android: checar a App store ou Android Market para baixar o app gratuito GoToMee
Para participar de webinar, o participante deve fornecer informações básicas, como nome e e-mail, para receber lembretes conforme o webinar se aproxima e também para que seu comparecimento no webinar sejaPara escutar o webinar, você pode utilizar telefone ou caixas de som do computador. A Citrix recomenda fones de ouvido que possam ser plugados na entrada USB de seu com
Para mais detalhes sobre o sistema, contate o suporte técnida Citrix.


Para perguntas relacionadas aos webinars oferecidos pelo Rotary, envie email para webinars@rot
      O próximo webinar do Rotary em português terá como título:
     Melhores Práticas em Subsídios Globais
      Os rotarianos que desejarem saber mais sobre as melhores práticas em Subsídios Globais estão convidados a participar deste webinar que dará uma visão geral sobre os Subsídios Globais da Fundação Rotária destacando projetos humanitários bem sucedidos. Haverá também uma sessão de perguntas e respostas ao final do webinar.
Data/horário:
quarta-feira, dia 17-Oct-2012, às 16h00, hora de Brasília
Duração: 60 minutos
Idioma: Português
Link para inscrição:
Após a inscrição, o rotariano receberá um e-mail de confirmação, com a indicação de um link para ser acessado na hora do webinar.
Até o dia 11 de outubro, este webinar já havia recebido mais de 600 inscrições, o que constitui um recorde.
Serão apresentados dois projetos de Subsídios Globais bem sucedidos, por dois panelistas que estarão à disposição dos interessados para perguntas. Cada painelista disporá de 15 minutos para a sua apresentação.
1) O primeiro painelista será o companheiro Leonardo Weissmann, associado do Rotary Club de São Paulo-Anchieta, Distrito 4420, com a classificação Medicina-Infectologia, neste ano rotário exercendo as funções de Presidente da Comissão Distrital de Desenvolvimento do Quadro Associativo e de membro da Comissão Distrital de Capacitação.
O RC São Paulo-Anchieta (D. 4420) teve como parceiro internacional o RC Fairfield (D. 7980 – Connecticut, EUA), e mais a colaboração do Distrito 1430 (Noruega) através de seu FDUC,
O projeto beneficiou uma entidade de ensino e formação profissional, localizada em São Paulo, Brasil. Visou melhorar a formação dos adolescentes, com o fornecimento de um sistema de computadores, dentro da área de enfoque  “desenvolvimento econômico e comunitário”. O orçamento foi de US$ 33,317.00.
2) O segundo painelista será o ex-governador Alberto Bittencourt, do Rotary Club do Recife – Boa Viagem, Distrito 4500, classificação Engenharia Civil, que atualmente exerce as funções de Instrutor Distrital, e é o contato principal e coordenador deste projeto, que recebeu o número 25.434 da Fundação Rotária.
O projeto é patrocinado por quatro Rotary Clubs do Distrito 4500, a saber os RCs do Recife - Largo da Paz, Boa Viagem, Derby e Casa Amarela. A parceria internacional foi obtida com o Rotary Club de Leça do Balio, Distrito 1970, Portugal. O Distrito 4420, que compreende os clubes de parte do estado de São Paulo, colaborou com US$ 10.000 de seu FDUC neste projeto.
O valor total do projeto é de US$ 100.000,00, na época correspondente a R$ 160.000,00 e consiste na doação de um veículo tipo van, para apoio às coletas externas, 12 cadeiras portáteis de campanha e 12 caixas térmicas para acondicionamento e transporte do sangue coletado. O orçamento do projeto reservou ainda uma verba de 16 mil reais para treinamento e capacitação de agentes multiplicadores e voluntários, bem como para conscientização e motivação dos doadores, a ser empregada até  junho de 2014.
A entidade beneficiada é a Fundação de Hemoterapia e Hematologia de PE, - HEMOPE.
O projeto se enquadra na área de enfoque de “Saúde, Prevenção/Tratamento” do Plano Visão do Futuro. Tem por  objetivo possibilitar ao HEMOPE a realização de coletas externas de sangue, nas comunidades mais pobres, evitando assim que os doadores tenham que se deslocar ao centro do Recife, o que implica em gastos de dinheiro e de tempo, nem sempre possíveis para grande parte da população da periferia e do interior
Os produtos já foram entregues em cerimônia realizada com a presença de rotarianos, e autoridades governamentais. O primeiro relatório intermediário foi enviado e está em análise.
Não deixe de participar: dia 17 de outubro, às 16h00, no link acima.
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sábado, 13 de outubro de 2012

O CRACK





O CRACK
 
Uma história real
 
Alberto Bittencourt
 
 

 

Fausto, Fabiano e Fabrício, 11, 9 e 7 anos de idade. Vivem na favela dos Coelhos, onde têm uma importante tarefa a cumprir. Saem de casa todos os dias, pela manhã, com a missão de trazer dinheiro no fim da tarde. Moram com o pai, a mãe e a avó.

O dinheiro vai alimentar, não só a família, mas também o vício dos pais que se tornam enlouquecidos quando falta crack. Os dois menores fingem tomar conta dos carros estacionados nas ruas. Fausto, o mais velho, vive entre o ponto de venda de tóxicos e os drogados, a quem vende pedras, cocaina e maconha. É esse moleque de apenas 11 anos, quem financia o vício dos pais.

Nenhum dos três frequenta a escola. Não sabem ler nem escrever e assim, não têm nenhuma chance de sair dessa vida miserável. Fausto tem apenas um sonho, o de se tornar, um dia, o chefe do tráfico. É este o seu objetivo de vida. A avó, com os cabelos todos brancos, também não sabe ler nem escrever. Viu a filha se tornar mãe aos doze anos, assim como ela. Ambas são precocemente envelhecidas. Essa avó mostra no semblante desfigurado o que a vida já lhe trouxe - a morte de dois filhos na guerra do tráfico. Deseja agora salvar os netos, para que eles não tenham o mesmo fim. O pouco dinheiro, entretanto, transforma a vida num inferno. Como se tudo isso não bastasse, há ainda o suplício de ver a família caminhar para a destruição causada pelo crack. E, o que é pior, ver o pai e a mãe empurrarem as crianças para as drogas.

A comunidade assiste impotente à degradação da família. Vê a mãe levar os filhos menores para mendigar nas ruas o dinheiro do crack. As três crianças não têm a menor chance de sair dessa situação. Elas precisam de ajuda, de uma mão libertadora.

Quando tudo parecia perdido, algumas pessoas de bem decidiram mudar o futuro daqueles meninos, ajudando-os a deixar essa vida, que não leva a lugar nenhum. É uma corrida contra o relógio, bem o sabem. Das autoridades, nada esperam! É preciso fazer alguma coisa. Agora ou nunca!

O único meio de salvar os meninos seria afastá-los dos pais drogados e viciados. Então tomaram a única decisão possível. Expulsaram na base da porrada o casal da favela. No mês seguinte apareceu,  num terreno à margem do rio Capibaribe, um corpo de mulher. Abraçada a uma boneca de pano, trazia seis perfurações a bala. Reconhecida pela avó, pagara o preço do acerto de contas com o tráfico.

Uma instituição cuida de Fausto, o mais velho. Ele já está numa idade mais delicada, precisa de mais cuidados, de pessoal competente, habilitado para tratá-lo, psicólogo, médico, pedagogo, para disponibilizá-lo à adoção, reconduzi-lo de volta à vida, ao lado de pessoas que o respeitem e que o amem.

A avó tomou a si o encargo de cuidar dos dois menores. A comunidade os protege, pois todos sabem da violência do tráfico e de sua crueldade. Essa verdade é para todos, mata-se mais jovens hoje, vítimas do tráfico, que em muitas guerras do mundo.

A avó mudou de rotina. Acorda cedo, prepara o café, quando tem e, diariamente, leva as duas crianças para a escola. Ali ela sabe que eles receberão as refeições bem balanceadas e preceitos de saúde e higiene, além de conceitos éticos e ensinamentos básicos para a nova vida que se abre agora para eles também.

É uma luta de gato e rato. O tráfico continua seduzindo crianças e adolescentes. Enquanto uns sucumbem, outros conseguem subsistir, ou subexistir. Ninguém espera nada das autoridades, nem dos politiqueiros, que só aparecem nas campanhas, nas eleições.

Essa avó está decidida a não perder os dois netos, mas ela sabe que não tem muito tempo à sua frente. A vida lhe é escassa, falta-lhe energia e disposição. Essa mulher idosa, bastante desgastada, reúne as últimas forças e, animada por um sonho, ainda luta pelos netos, pensando em torná-las homens de bem, trabalhadores honestos, mesmo que pobres, mas longe das drogas. Sente o apoio da comunidade, que a ajuda e dá força, para que estes dois meninos não façam parte das frias estatísticas dessa guerra insana e cruel.   

     

terça-feira, 9 de outubro de 2012

INAUGURAÇÃO DA SALA JOSUÉ MUSSALÉM


SALA  JOSUÉ MUSSALÉM
 
Alberto Bittencourt

 

 

Nesta quinta-feira, 04 de outubro de 2012, estive presente na inauguração da Sala Josué Mussalém, no Museu Militar do Forte do Brum.
Cuidadosamente preparada pela arquiteta Socorro Mussalém, às suas próprias espensas, a sala reúne um acervo de livros, periódicos, vídeos e trabalhos de seu marido, o economista Josué Souto Maior  Mussalém, precocemente falecido em 2011, aos 64 anos de idade. É uma pequena biblioteca temática, com cerca de 277 títulos, versando sobre a 2ª Guerra Mundial. Josué,  era pesquisador do assunto, com vários livros e trabalhos publicados.

Mussalém era considerado uma das melhores cabeças pensantes do NE. Tanto discorria com facilidade sobre macroeconomia, globalização, crises mundiais, como abordava a microeconomia, a economia corporativa, a doméstica, a do dia a dia de cada cidadão. Era comentarista da rede Globo, tinha programas na rádio CBN, participava do Bom Dia Brasil, Bom Dia Pernambuco e vários outros.
Tive um contato mais aproximado com ele quando fui Diretor do Sinduscon, o Sindicato da Indústria da Construção de Pernambuco, onde ele exercia a função de assessor da Presidência. Os almoços semanais da diretoria eram enriquecidos com a presença de Josué, com seus comentários sobre os acontecimentos mais importantes da semana. Eu considerava um privilégio enorme, ter a possibilidade de escutá-lo ao vivo, no tête à tête da mesa de almoço e ainda poder debater, manifestar minha opinião, tirar dúvidas.

Inteligente e culto, são palavras que bem definem a personalidade de Josué Mussalém. Ele era um Ghost Writer – escrevia discursos, elaborava programas, emitia pareceres, fazia análizes sobre a conjuntura econômica para os diversos presidentes do Sinduscon, sempre bem fundamentados. Organizava work shopps e conferências para todo o corpo de associados.
 
Outra coincidência que nos aproximou foi o fato d'eu ser amigo do general Wanderval Souto Maior Mussalém, irmão de Josué, atualmente morando em Brasília, a quem conheci  como tenente, nos idos de 1966. Sendo ambos da arma de Engenharia, servíamos no Núcleo da Divisão Aeroterrestre, a tropa paraquedista do Rio de Janeiro. Ele, mais antigo, comandava a Companhia de Engenharia Aeroterrestre. Esse nome depois foi mudado para Companhia de Engenharia Paraquedista e o Núcleo transformado em Brigada Paraquedista, a tropa de elite do Exército Brasileiro. Wanderval era um oficial de porte atlético, muito forte e por isso, consta que ralou um bocado para receber o brevê de paraquedista, o quê, para quem conhece, não é nenhum demérito. Dos melhores alunos se cobrava muito mais.
 
Conheci também um tio de Josué, o 1º Ten. Expedicionário e Febiano, José Souto Maior, herói da FEB, multicondecorado, que, no posto de 3º sargento, participou de todos os assaltos a Monte Castelo, enfrentou as metralhadoras alemãs de peito aberto, até a conquista final. Logo que cheguei ao Recife em 1972, servindo na CRO/7 - Comissão Regional de Obras da 7ª RM - Souto trabalhava na  FERMAG - Construtora Fernando Machado, sucessora da Construtora Lemos Grimaldi, uma das empreiteiras. Era ele que sempre vinha à Comissão resolver os negócios da empresa. 

À inauguração da Sala Josué Mussalém compareceram as principais autoridades militares sediadas no Recife, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além das civis.
Presentes estavam, entre outros, o General de Divisão Marcelo Flávio Oliveira Aguiar, comandante da 7ª Região Militar/7ª DE, toda a família Mussalém, a viúva Socorro, a filha Raquel e o filho André, a quem coube discursar em nome da família, além de vários outros parentes, inclusive  o sobrinho, cirurgião dentista Wanderval Jr, vindo de Brasília. Infelizmente não tive a satisfação de  encontrar com seu pai, a quem não vejo desde aqueles tempos, pois que o general, por se encontrar convalecente de cirurgia, não pode comparecer. 
Tendo Josué sido rotariano por muitos anos, pertencente ao Rotary Club do Recife, estavam presentes alguns companheiros, como  Eudes de Souza Leão Pinto, acompanhado do filho, João Bosco, Alfredo Corrêa e esposa, ele presidente do Abrigo Cristo Redentor, entre outros. O Gen Aguiar, com belas palavras, encerrou a cerimonia.
Para festejar a ocasião, foi servido um excelente coquetel no pátio interno do forte, onde os presentes se confraternizaram.   


 

 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

VIRÁ ALGUMA COISA BOA DE CHICAGO?


“Virá alguma coisa boa de Chicago?


Quando algum de nós menciona as origens do movimento rotário, sempre se reporta à violência da cidade de Chicago no ano de 1905, onde Paul Harris se sentia isolado, em meio à turbulência geral.

No capítulo intitulado “Virá alguma coisa boa de Chicago?”, do livro "Esta Era Rotária" (This Rotarian Age), escrito por Paul Harris em 1935, ele transmite com precisão uma visão panorâmica da cidade de Chicago, do fim do século dezenove e início do vinte.
 
Embora a máfia somente tivesse se organizado em Chicago a partir de 1910 e Al Capone tivesse imposto sua hegemonia entre 1925 e 1932, período da vigência da  lei seca americana, (1920 a 1933), a degradação era de tal ordem, a inversão valores e dos costumes sociais era tamanha, que nada de bom podia se esperar vindo daquela cidade, já no ano de 1905.


Vale a pena a ler e comparar com as megalópolis de hoje.

Transcrevemos a seguir, alguns trechos:

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“Chicago, após a guerra civil tornou-se um centro de grande progresso”.

“Homens fortes e resolutos de caráter diversos, reunidos no impulso comum de se enriquecer, dificilmente poderiam viver em paz.”

“O jogo desenfreado, as casas de tolerância e as tavernas foram os primeiros vícios. O crime e a corrupção política, chegaram antes mesmo da lei seca. As casas de bebida predominavam. Chicago era uma cidade anti-higiênica e desmantelada. Sem esgotos suficientes, os odores fétidos se espalhavam. O rio Chicago, lânguido e preguiçoso, recebia os esgotos, e os restos do matadouro, para lançá-los no lago, de onde a cidade recebia água-potável. Esse rio tortuoso e mal cheiroso em certas ocasiões incendiava-se com as pontas de cigarro que eram lançadas à sua superfície gordurosa. As impurezas lançadas no lago eram suficientes para poluir a água potável causando epidemias freqüentes de febre tifóide.”

 “Lutavam para conservar as posses aqueles que ainda as tinham e os que nada tinham lutavam a fim de obter o necessário para viver. Os aluguéis se atrasavam; os varejistas não pagavam suas dívidas, obrigando, deste modo, os atacadistas a faltarem com seus compromissos para com os manufatureiros.

Os tribunais abarrotavam-se de ações de apropriações indébitas, manutenções de posses, embargos, hipotecas vencidas, desembargos e arrestos."

“Chicago jamais poderá esquecer os dias posteriores à sua primeira Exposição Mundial. O espetáculo das portas fechadas dos hotéis, das pensões e das casas comerciais, bem como os anúncios numerosos de “Aluga-se” causavam uma impressão desolada”.

“O desemprego aumentou ao máximo. Ao término do século XIXX havia milhares de mendigos e a miséria era abundante”.

 “Os famintos precisavam comer, mas era necessário também que trabalhassem, porque a ociosidade gera todos os vícios”. “Os temporais de neve eram bem vindos, pois forneciam ocupações temporárias aos rejeitados e extraviados.”

“Abriram-se cozinhas para fornecimento de sopa aos famintos. Nas noites de inverno rigoroso eram abrigados na prefeitura milhares de homens, mulheres e crianças. A cadeia achava-se abarrotada daqueles que, para obterem abrigo, cometiam delitos propositadamente. Conseguir entrada na cadeia era mais difícil do que obter saída. Sentia-se feliz quem tivesse ordem de prisão decretada por seis meses. Nesta reversão aos costumes primitivos, os comerciantes até então criteriosos, abandonavam seus padrões de ética. O grito de solidariedade “servir acima de tudo” transformou-se em “Defenda-se quem puder”. Não havia organização que fosse capaz de enfrentar a corrupção vigente, senão a força espiritual do povo expressa na respeitável máxima da cidade de Chicago – EU VENCEREI”.

“Os dizeres “Virá alguma coisa boa de Chicago?  lançado pelos céticos, procuravam atingir o Rotary:

Rotary poderia de fato ter vindo à luz sob céus mais auspiciosos, num clima mais uniforme, numa cidade de maior harmonia. Mas, insistem seus amigos, não haveria pátria natal mais favorável para um movimento como o Rotary do que a paradoxal Chicago, onde se lutava sem tréguas em prol da retidão cívica”.

“Prevaleciam em outras partes os males que afligiam Chicago na primeira quadra do século vinte. Os negócios em geral não corriam bem. Com relação aos consumidores, aos concorrentes e aos empregados, a prática não estava de acordo com os princípios elevados da ética. Aplicava-se ao consumidor da doutrina “caveat emptor” (o comprador que se defenda).

A má vontade e a desconfiança do concorrente eram intensas e destrutivas.

Prejudicar um concorrente era prática geral. À doutrina “o comprador que se defenda”, poderia acrescentar-se: ”abaixo o concorrente!”

“As companhias de transporte fluvial foram suplantadas pelas estradas de ferro que reduziram os preços abaixo dos custos, voltando porém às tarifas habituais quando alcançavam o alvo de destruir os concorrentes”.

Na diretoria das estradas de ferro prevaleciam o desprezo pelos direitos do povo, expresso nos dizeres dos magnatas ferroviários: _“abaixo o público!”

Naqueles dias de opressão os empregados eram mal remunerados. Não passavam de um acessório para ser aproveitado ou descartado ao capricho do patrão.

O espírito de comunidade foi levado pela maré vazante.

Os milionários, não tendo objetivos altruístas, deixavam suas fortunas aos filhos que não estando habilitados a manter as responsabilidades relativas ao patrimônio, não tiravam dele nenhum proveito, nem beneficiavam as comunidades em que viviam. Esbanjavam a riqueza com vinho, mulheres e jogo.

Para o moço americano do século dezenove havia pouco a escolher: ou era o comércio ou a destruição. Os jovens ricos abriam os caminhos para a perdição.

Não existiam os programas que atualmente temos em benefício dos jovens e os pais negociantes, negligenciavam quanto ao ensino dos filhos. A idéia popular era que a disciplina doméstica era de responsabilidade das mães, exceto quando a força física fosse necessária. A palavra Mãe possuía um sentido profundo e precioso e a palavra Pai muitas vezes sugeria tirania e abuso injusto.

O dinheiro que facilitava aos chefes de indústria lançarem seus filhos pelo declive da perdição, foi arrancado de duas classes: do consumidor e do empregado, nenhuma das quais tinha organização, nem se achava preparada para defender os seus direitos.

No entanto, os comerciantes sem escrúpulo, os politiqueiros corruptos, os gerentes das casas de jogo, de casas de bebida e das tavernas, começavam a provocar reações de todas as partes.

A história de Chicago é mais do que uma história de crime e corrupção, é a história das vidas de homens e mulheres resolutos e inspirados pela fé:

Confrontando todas as ações más que de Chicago têm sido anunciadas para o mundo, há centenas de outras boas ações, reconhecidas e sem arautos. Como as águas de um rio que se encrespam ao vento, em ondas leves, assim o crime e a corrupção fazem distúrbios na vida de Chicago. A grande correnteza, porém, continua forte e tranqüila”.


“Rotary não terá motivos de se envergonhar da cidade de sua origem. Foi precedido por uma linhagem ilustre de movimentos patrióticos e idealistas, sustentados, com entusiasmo e resolução; não poderia haver ocasião mais oportuna do que o começo do século vinte para início de um movimento como o do Rotary, nem poderia haver cidade melhor aparelhada do que a forte, agressiva e paradoxal Chicago, na qual ele se nutrisse e recebesse sentido e direção.

Que o espírito de Chicago expresso pelo lema “EU VENCEREI” responda, com as palavras de Daniel Burnham, arquiteto da Primeira Exposição Mundial de Chicago e projetista da bela cidade de Chicago:



“Não faças pequenos planos; eles não possuem a magia para revolucionar o sangue dos homens e, provavelmente não se realizarão. Faças grandes planos; coloques alvo elevado, na esperança e no trabalho, lembrando-te de que um ideal nobre que seja lógico, uma vez registrado, não morrerá; porém muito depois quando deixarmos de existir, será imortal, confirmando-se com intensidade sempre crescente. Lembra-te de que as gerações futuras farão coisas maravilhosas. Seja o teu lema a ordem e o teu fanal a beleza.”

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Podemos imaginar a resposta à pergunta “Virá alguma coisa boa de Chicago?”. Ela pula das entrelinhas, ressalta à nossa vista, clara e límpida, ressoa aos nossos ouvidos como uma premonição sentida por Paul Harris em 1905, quando reuniu seus três amigos e fundou o Rotary:

 

_“Virá alguma coisa boa de Chicago?”

_ SIM, VIRÁ. VIRÁ UM MOVIMENTO QUE MUDARÁ A VIDA DE MUITA GENTE.

_COMEÇARÁ COMO UMA PEQUENA CÉLULA, CRESCERÁ, SE MULTIPLICARÁ EM MILHARES DE OUTRAS, SE ESPALHARÁ PELO MUNDO. SUA MISSÃO É LUTAR PELA ÉTICA, PROPAGAR A PAZ, FAZER O BEM, DEFENDER A NATUREZA. SEU NOME É ROTARY, SUA FORÇA SÃO OS ROTARIANOS, SEU ALVO É A HUMANIDADE.
 
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

AO PÉ DO MARCO ROTÁRIO


 


Alberto Bittencourt
Out 2007

 
 Visitamos o marco rotário do nosso querido Rotary Club do Recife-Boa Viagem. Obra de arte, projeto do renomado artista plástico, Alex Mont’Elberto, filho do nosso saudoso companheiro José Júlio Fernandes, um trabalho de grande beleza que projeta o nome do Rotary, uma referência para todos os que chegam ao bairro de Boa Viagem, onde se concentram os melhores e maiores hotéis da cidade. Fica situado numa praça, na confluência de duas importantes artérias, a av. Domingos Ferreira e a rua Barão de Souza Leão, no caminho do aeroporto.
Ali, na praça, moram cerca de quinze menores de rua. Ao perceberem a comitiva, alguns se aproximaram para pedir esmolas. Fiz questão de reuni-los ao pé do marco rotário para uma foto. Serviria, pensei, para motivar os companheiros, conscientizá-los do muito que precisa ser feito. Crianças sempre gostam de posar para fotografias. Os que abertamente cheiravam cola de sapateiro, já escolados, diplomados nas escolas das ruas, esconderam atrás de si os vasilhames e garrafas. São meninos e meninas, as idades variando de 12 a 16 anos. Vivem na praça, se abrigam sob as marquises. A menor, Vitória, olhos azuis, rosto sardento, bonitinha, doce, carente de afeto, tão frágil e pequenina, não sabe ler nem escrever. Disse morar em Carpina, cidade a 60 quilômetros do Recife. Veio sozinha, fugiu de casa, de um padastro que a agredia, que batia, segundo afirmou. Não quer voltar. Prefere atender ao apelo do asfalto. Para ela, a insegurança das ruas é o lugar mais seguro.
Mandei ampliar a foto, fiz um cartaz colorido, levei para o clube, apresentei aos companheiros, com um apelo patético, sob o título: “Ao pé do marco rotário”. Na hora ficaram todos motivados, em seguida, caiu no esquecimento.

Helena e eu adquirimos a firme convicção de que dar esmolas nas ruas é prejudicial. A criança fica sujeita à violência de todo tipo, à exploração dos adultos e dos meninos maiores. Nos encontros rotários sobre Novas Gerações sugerimos a campanha:

_ Que o Rotary encha a cidade de outdoors com os dizeres: “não dê esmolas nas ruas, lugar de criança é na escola”.

Somos todos reféns daquelas crianças que crescerão levando no coração a chaga da revolta, da violência, do desamor, da ignorância, do abandono, do descaso. Crescerão à margem dos valores humanos, dos valores espirituais. Jamais compreenderão o significado da Palavra Divina: “Amar a Deus sobre todas as coisas” e “Amar ao Próximo como a si mesmo”.  Hoje são as Novas Gerações, amanhã serão as Gerações Perdidas. É uma pena. Segundo as estatísticas, metade dessas crianças não completará 24 anos de idade. Sucumbirão antes, vítimas de nossa própria omissão e da incompetência dos governos. Tragédia!

 

   


 

 

 

CONHECENDO VITÓRIA, ES


CONHECENDO   VITÓRIA,  ES

Alberto Bittencourt
(Do meu diário, em 08set12)

No sábado, dia 8 de setembro, eu e Helena demos uma fugida do XXXV Instituto Rotary Brasil e contratamos um tour pela cidade de Vitória que, para nós, a partir da vista do nosso hotel, já se prenunciava magnífica.

A van nos apanhou, após o almoço, no hotel Bristol. Saímos na companhia de outros turistas, para percorrer os principais pontos da capital do Estado do Espírito Santo.

Passamos pela costa, com suas belíssimas praias de calçadões ajardinados, ciclovias e quadras esportivas, barraquinhas de coco e prédios residenciais de luxo. Circulamos pelo centro antigo, muito bem preservado, vimos a imponente catedral e o palácio do governo estadual, uma construção do século XIX que se estendia por todo o quarteirão em frente à praça da catedral. De lá, avistamos o porto, com alguns navios acostados e muitos esperando vez, ao largo. Por trás do cais podíamos ver o extenso terminal de carga e descarga de minério de ferro vindo de Minas Gerais por ferrovia. De lá o minério  embarca em navios cargueiros para exportação.  Pudemos divisar, ao longo da costa, as muitas plataformas extratoras de petróleo que geravam grande movimento de navios petroleiros.

Paramos no varejo da fábrica de Bombons Garoto, um imenso galpão cujas gôndolas e prateleiras estavam repletas de chocolates, de todos os tipos e qualidades. Em pouco tempo, com tanta coisa gostosa ao nosso dispor, enchemos duas cestinhas de compras, pensando nas festas e aniversários que se aproximavam. Na parte de trás do varejo ficava a fábrica, que se unia por passarela a uma outra edificação, do lado oposto da rua, provavelmente onde se encontravam o refeitório e os vestiários. De longe víamos os operários saindo para o almoço. Iam rindo e brincando, na passarela suspensa por sobre a rua até o refeitório. Transmitiam uma impressão de higiene e assepsia, todos usavam toucas, luvas e aventais sobre as vestes.

O próximo destino foi o Convento da Penha. Uma edificação antiga, datada do século XVI, composta de igreja e convento, construídos no ponto mais alto de um morro arborizado e encimado por uma enorme formação rochosa. Seu fundador foi Frei Pedro Palácios, vindo da cidade de Salamanca, terra da avó da Helena, na Espanha. Dali desfrutamos uma magnífica visão em 360°. De um dos lados, podíamos ver a cidade de Vila Velha, com praias e ilhas lindíssimas e modernos edifícios que de pronto nos encantou. No sopé da elevação podíamos ver, ladeando o Convento da Penha, dois quartéis: a 3ª Brigada de Infantaria e um destacamento do Corpo de Fuzileiros Navais.  

Como é bom conhecermos lugares novos! Somos sempre surpreendidos pela beleza e diversidade de paisagens neste nosso imenso Brasil.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ASSOCIAÇÃO PARA RESTAURAÇÃO DO HOMEM


 

Recife, 20 de agosto de 2012 



Núbia Mesquita e Alberto Bittencourt

ARH_ Associação para Restauração do Homem
Espaço da Criança







Conheci a ARH - Associação para a Restauração do Homem em 1998. Na ocasião eu era presidente da Subcomissão Distrital de Subsídios da Fundação Rotária, encarregada de coordenar todos os projetos dos Rotary Clubs do Distrito 4.500 financiados pela Fundação Rotária.

Certa manhã, em meu escritório profissional, recebi a visita de duas pessoas interessadas em desenvolver com o Rotary, um projeto para benefício de uma instituição, cujo nome fantasia era “Espaço da Criança”, situada no bairro da Boa Vista. Eram elas Núbia Mesquita, advogada e professora, dona do curso de idiomas Target, na época cursando mestrado em Ciências Políticas e a americana Starla Joy, missionária evangélica.

O “Espaço da Criança” fora fundado em 1991 pela sra. Abigail Mesquita, mãe de Núbia, dando realidade a um sonho: construir um abrigo para as crianças desamparadas das ruas do Recife, especialmente aquelas recolhidas pela Justiça, fornecendo-lhes, além de um teto, alimentação adequada, vestuário, complemento escolar e, sobretudo, muito carinho e amor. Além desses pequenos albergados, a instituição cuidava também de crianças cujas mães precisavam trabalhar, preenchendo o outro expediente, fora da escola municipal, com atividades culturais e reforço escolar. Nessa época, abrigava 150 (cento e cinquenta) crianças, com idades de 06 aos 18 (dezoito) anos.

Núbia e Starla tinham ouvido falar que o Rotary desenvolvia projetos com o intuito de ajudar creches, escolas, hospitais, comunidades, e outras instituições que lidavam com as camadas mais carentes da sociedade e foram bater à minha porta. Elas já sabiam que os projetos, para receberem a contribuição da Fundação Rotária, necessitavam, além do patrocínio de um Rotary Club local, da parceria com outro Rotary Club do exterior, o que seria garantido pelos contatos que Starla, mantinha nos Estados Unidos.                

Após visitar a creche e constatar a seriedade e o alcance do trabalho que realizavam, optei por encaminhar o projeto a um dos Rotary Clubs da cidade do Recife, pois o meu já estava comprometido com outros três projetos. Infelizmente, os parceiros indicados por Starla, não deram seguimento e o projeto permaneceu longo tempo engavetado.

Alguns anos após este primeiro contato, Núbia se inscreveu através de meu clube e foi selecionada para participar de um importante programa da Fundação Rotária do Rotary International, denominado IGE – Intercâmbio de Grupos de Estudos. Era o ano de 2003, quando Núbia e mais três profissionais foram Embaixadores da Boa Vontade, no Distrito 1130 da Inglaterra, recebendo uma bolsa com duração de um mês tendo por líder do grupo o companheiro rotariano Múcio Souto, do Rotary Club do Recife.

Poucos anos depois, nosso Distrito de Rotary International recebeu a visita de outro grupo do IGE, enviado pelo Distrito 6.000 do estado de IOWA, nos Estados Unidos. Núbia, já era rotariana de meu clube, minha afilhada, tendo exercido a presidência no ano rotário 2007-2008. Uma das programações dos americanos foi levá-los à creche de Núbia, para apreciarem os trabalhos e atividades das crianças. Nessa altura a instituição deixara de ser abrigo, para ser apenas creche. As crianças não mais eram albergadas, apenas passavam o dia.  O grupo visitante ficou tão encantado que o líder Rotariano, Lynn R. Hicks, do Rotary Club of Des Moines, se comprometeu a participar de um projeto de Subsídios Equivalentes da Fundação Rotária, o MG 71.955, doando materiais e equipamentos para aparelhar a cozinha e o refeitório, no valor correspondente a US$ 18.970.

Posteriormente, Núbia integrou um outro grupo de IGE, desta vez como líder rotariana. Comandou uma equipe de quatro profissionais para um intercâmbio com a Holanda, no Distrito 1610. Os contatos que realizou nessa viagem resultaram em diversos intercâmbios entre holandeses e brasileiros do nosso clube. Recursos vieram da Holanda, para o “Espaço da Criança”; foi feito um intercâmbio da amizade, com a vinda de casais holandeses, recebidos por rotarianos do Boa Viagem e, ainda, tomou corpo um novo projeto, a partir de um encontro de Núbia com um ex participante do intercâmbio de jovens, chamado Sander den Hartog. Como estudante do ensino médio, Sander havia morado durante um ano no Recife, e ficara muito impressionado com a grande dificuldade dos estudantes de escolas públicas em conseguir aprovação nos vestibulares para as universidades públicas. De volta à Holanda, bem jovem ainda, criou uma ONG para financiar reforço escolar e estudo de jovens carentes no Brasil, em turmas montadas especialmente para prestar exames vestibulares. O Rotary Boa Viagem, sob a presidência de Núbia, selecionou 35 alunos dentre as escolas estaduais do bairro de Boa Viagem e Pina. Foi feito então um contrato entre esta ONG holandesa, denominada Equal Education (Educação Igual), o Colégio Contato e o Rotary Club do Recife-Boa Viagem para que, através de um projeto de Subsídios Equivalentes da Fundação Rotária, tendo como parceiros os clubes rotários: Rotary Club do Recife-Boa Viagem e Rotary Club de Hulst da Holanda, no valor de US$ 30.000 para custeio dos estudos, por dois anos. O projeto recebeu o nome de Equal Education e recebeu da Fundação Rotária o número de MG 68.505/2009. O RC Recife-Boa Viagem obteve também a participação do SESI e da ABCC - Associação Beneficente Criança Cidadã, conseguindo financiar material didático, passagem e merenda para esses alunos. O sucesso foi total com a aprovação de mais da metade dos alunos, matriculados que foram em cursos superiores das universidades públicas.

Com a ajuda de voluntários, doadores do Brasil e do exterior, com apoio de profissionais competentes como os arquitetos Sondja Beirão, Francisco Buarque e Francisco Elihimas, os engenheiros Ilo Borba e Ildica Gonçalves, Alberto e Helena Bittencourt; Vera Magalhães e a Associação das Mulheres Internacionais do Recife; Consulado do Japão no Recife; Kraft Alimentos; ONG Viver Bem; Construtora Rio Ave e muitos outros, bem como de toda uma equipe de funcionários e colaboradores, muito afinada, a ARH – Associação para Restauração do Homem - está agora concretizando um sonho ... o sonho da sede própria, a ser inaugurada no dia 18 de setembro de 2012.

Para nós, rotarianos é muito importante o apoio a instituições como o Espaço da Criança, que acolhe e tira as crianças das ruas, do ambiente deturpado pela miséria em que vivem, vítimas da exploração e da violência, do abandono.

Por razões profissionais, Núbia não mais integra o Rotary, mas pedimos a Deus que a proteja e lhe dê saúde e forças para continuar esta grande obra – O “Espaço da Criança”, agora, de casa nova.

Visite o site do Espaço da Criança:

http://www.espacocrianca-arh.net.br/historico.php