(Palestra realizada para oficiais e graduados
da cadeia de comando da 7a. RM/7a DE)
CLIQUE NO MARCADOR "FEIXE DE VARAS" E VEJA A FÁBULA DE LA FONTAINE QUE INSPIROU O MOTE.
A disciplina militar prestante,
Não se aprende, senhor, na fantasia,
Sonhando, imaginando ou estudando,
Senão vendo, tratando e pelejando
Camões
CASTRO ALVES.
"Não cora o livro de ombrear co'o
sabre
E nem cora o sabre de chamá-lo
irmão."
Castro Alves
Esta frase, está escrita na pérgola da AMAN- Academia
Militar das Agulhas Negras, em Resende, Estado do Rio.
Nela, Castro Alves reporta-se à compatibilidade entre as
ações militares / esportivas e as intelectuais.
Comprovei a veracidade de tal assertiva durante o meu curso
de formação de Oficial do Exército.
Na AMAN os mais brilhantes alunos na parte intelectual são também
os mais destacados atletas na parte esportiva.
Uma comprovação da máxima aposta no muro do campo de futebol
do CMRJ – Colégio Militar do Rio de Janeiro:
MENS SANA IN
CORPORE SANO
COLÓQUIOS DE ANÔNIMA INTIMIDADE.
Alberto Bittencourt - 14 ago 2020
Desculpe-me discordar, querida. Os petistas sofreram lavagem cerebral. Não enxergam nem as mais claras e elementares evidências. Lula é um desclassificado, um bandido que deveria estar preso, que responde a mais sete inquéritos, tendo sido condenado em três. Ele causou tremendos males ao país. Foi pior que muitos ataques terroristas.
Foram treze anos de desgovernos do PT, Treze anos de atraso, de vergonha, de dinheiro guardado em apartamentos, carregado em malas. Dinheiro desviado da saúde, do saneamento, da segurança, da Petrobrás, da Eletrobrás, do BNDES, dos fundos de pensão, uma verdadeira farra.
Cerca de um trilhão de reais foram desviados dos cofres públicos. Parece que todo mundo já esqueceu. Quase acabaram com o Brasil. Ninguém mais fala nada? Querem que volte a roubalheira? Esqueceram dos roubos milionários da Assembleia Legislativa do Rio e concentram as baterias no Flávio Bolsonaro. Esqueceram as falcatruas da mulher do Sérgio Cabral e outras.
A questão é que a imprensa só fala no Queirós. E os outros mais de vinte deputados estaduais do RJ que praticaram rachadinhas de valores muito superiores na mesma época, sendo o presidente da ALERJ o campeão de todos? Ninguém fala neles. O único investigado e preso é o Queiroz. Justiça e política podre a nossa.
Na educação então foi um caos. Quiseram implantar a tal da ideologia de gênero, a iniciação sexual precoce, a doutrinação política, a rebeldia contra pais e mestres, a destruição do código moral das famílias, tudo segundo a doutrina de Antonio Gramsci. O tal do método Paulo Freire - A Pedagogia do Oprimido - mostrou-se um engodo. A escola pública, na maior parte, formou analfabetos funcionais. Resultado: a juventude pobre está aí, sem trabalho, sem oportunidades. Até hoje a máquina governamental, as secretarias de educação e universidades federais estão impregnadas dessa ideologia marxista cultural..
Felizmente o povo escolheu Bolsonaro, pela via democrática e incontestável do voto. Bolsonaro deu um basta em tudo isso. Sinto muito, querida, mas um dia você vai enxergar a realidade do que fizeram de mal neste país. Paulo Francis, Nelson Mota, os fundadores do tabloide O Pasquim, foram morar nos Estados Unidos e entenderam que o socialismo é uma grande ilusão. Você já morou na Austrália. Conheceu uma nova realidade, do que é a verdadeira democracia, em um país do primeiro mundo. Um dia o Brasil vai chegar lá.
O passado já passou. Agora o que importa é desconstruir presidente Jair Bolsonaro, que procura acertar, que barrou a corrupção, que governa para o bem do povo, que inaugura obras, que executa uma política externa pragmática, que pretende desburocratizar, diminuir o tamanho do estado. Querem continuar transferindo rios de dinheiro para ditaduras insignificantes, só porque são socialistas? O que eu exalto não são as pessoas, são os valores e princípios defendidos pelo atual governo. A imprensa e os esquerdistas estão desesperados e ficam inventando factoides.
Se Michele Bolsonaro errou, ela vai responder por isso. Mas, se tal fato realmente ocorreu, foi numa época em que os políticos transformavam habitualmente verbas públicas em privadas sem a menor cerimônia. Bolsonaro foi um dos poucos que passaram incólumes. Aqui em Pernambuco temos exemplos de políticos respeitáveis, como Marco Antônio Maciel, Roberto Magalhães e outros que nunca se locupletaram do dinheiro público. Enquanto os políticos transformaram dinheiro público em privado, nós, militares e rotarianos, por formação e por fé, transformamos dinheiro privado em público.
Sabe a origem da palavra "candidato"? Pois é, vem de "cândido".
Na Grécia antiga, todos os que postulavam e ocupavam cargos públicos tinham que usar uma capa branca, pura, imaculada, em sinal de honestidade no trato da coisa pública. Essa capa branca, imaculada, era chamada de cândida, que, na época significava pureza. Daí surgiu o nome candidato para quem a usava.
Com o passar do tempo, essa capa, cândida, foi se toldando de impurezas e chegou a ficar preta de tão maculada. Aí mudaram o nome para "toga", hoje usada nos tribunais. É tão cheia de máculas que, só mesmo sendo preta para não mostrar as improbidades que vão n’alma dos que lhe fazem uso.
ESTIGMA DE ESTIMAÇÃO
Alberto Bittencour 21 ago 2014 - fl 55/20
O tempo vai passando muito rápido, cada vez mais rápido e a vida continua numa boa. Nem tudo são flores, entretanto. Seria ótimo se a vida continuasse Sempre numa boa, mas a gente tem que se virar.
Eu tenho um estigma em minha vida. É o meu conceito do final de curso da AMAN - Academia Militar das Agulhas Negras - . Aparentemente trouxe uma incoerência. O conceito geral EXCEPCIONAL, com uma restrição escrita em vermelho:
” A sua capacidade de organizar, planejar, é pequena”.
Não me aborreci com essa restrição, por reconhecer que realmente possuo essa deficiência. Nunca uma avaliação a meu respeito foi tão precisa e correta. Tenho dificuldades para planejar e organizar ações. Avaliado aos 21 anos de idade, hoje, aos 71, cinquenta anos depois, sinto que ainda patino na mesma dificuldade. Aos 71 anos, não consigo planejar nem organizar a minha própria vida. Aposentado, sem obrigatoriedade de horário, dono de meu próprio tempo, não consigo administra-lo. Isso de dizerem que aposentado tem tem tempo de sobra, para mim não funciona. Eu, aposentado, não tenho tempo para nada. Ando sempre a reboque, puxado ou empurrado pelos fatos, acontecimentos, pessoas. Não consigo tomar iniciativas.
O tempo passa, a vida passa, e tudo continua numa boa. Entrei no Rotary em 1987. Há 27 anos, portanto. Galguei altos postos, funções de responsabilidade. Tenho providências urgentes a tomar, preparar eventos que não podem esperar. Mas o tempo passa e cadê as providências? Há muito o que fazer, mas reuniões e mais reuniões às quais não posso deixar de comparecer, muito me atrapalham. Somente no dia de hoje, foram em número de três. Terá sido um dia perdido, ou um dia ganho? Não sei responder.
Alberto Bittencourt. - 31 de Março de 2014 fl 26/14
Incrível como o tempo vai passando sem que a gente se dê conta. Amanhã já é dia 1° de abril de 2014. Cinquenta anos são passados daqueles dias intensos em que vivi a Revolução de 31 de março de 1964.
Aos vinte e um anos de idade, completados em novembro, recém formado Aspirante a Oficial do Exército, eu me apresentara em fevereiro no BESE - Batalhão Escola de Engenharia - unidade modelo, integrante do GUEs - Grupamento de Unidades Escolas. Tratava-se o G UES, de um conjunto de tropas, cuja finalidade era dar apoio aos capitães alunos da EsAO - Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Essas unidades escola realizavam demonstrações práticas no terreno, como complemento às aulas teóricas nos bancos escolares.
Os alunos do Curso de Engenharia da EsAO recebiam instrução teórica, nos bancos escolares, sobre as diversas matérias. Por exemplo, a construção de pontes de equipagem. Aprendiam a calcular o material, a dimensionar o número de caminhões de transporte, as equipes para as manobras de montagem e, em seguida, iam assistir na prática a teoria que haviam estudado. Essas manobras eram um eterno sacrifício para nós, soldados de engenharia - os pontoneiros.
O trabalho era árduo e demandava tempo. Com quinze dias de antecedência já começávamos a carregar as viaturas com a ponte B4A1. E que viaturas! Eram caminhões Dodge, antigos, sem direção hidráulica, sem ar condicionado, sem sincronização nas marchas, o que exigia do motorista, dupla debreagem. Os motores quase estrebuchavam na subida da serra das Araras, a 10 km/h, na via Dutra, rodovia Rio-São Paulo. Na cabine, o calor era insuportável. Devia chegar a 60° C. Enquanto os caminhões se arrastavam, o barulho que saia do motor, para quem sentava na boleia, era ensurdecedor, chegava às raias do infernal. Coisa para macho, mesmo.
Cada viatura transportava um pontão B4A1, com remos e material salva-vidas.
Viajávamos em comboio, a uma velocidade máxima de 45 km/h. Chegados ao local do lançamento da ponte, às margens do rio Guandu, desce todo o material, para organizar o canteiro de trabalho. Tudo era muito bem planejado. O material ficava arrumado, disposto de modo estratégico para a montagem da ponte. Primeiro os pontões de ferro eram lançados manualmente na água, sob a voz de comando dos chefes das equipes de seis pontoneiros cada:
AO BRAÇO...FIRME!
Depois entravam as turmas das vigotas, das talas de junção, dos parafusos.
Enquanto isso a turma das amarras ficava à margem, enrolando e desenrolando amarras e era alvo de gozação pelos demais. Até o sol raiar.
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| Minha mãe, em outubro de 1991 |
REPRESENTANTE DO PRESIDENTE DO RI
Em 2012, recebi uma importante missão do Rotary International: a de representar o presidente mundial numa Conferência Distrital. Uma honraria muito desejada e esperada por todos os Rotarianos que um dia foram governadores de distrito.
Infelizmente tive que declinar da missão. Minha mãe, que já vinha doente, faleceu na véspera do evento, no Rio de Janeiro. Segue abaixo a carta que enviei ao governador e companheiros do distrito onde iria representar o presidente.
CARTA AO GOVENADOR DO DISTRITO 4710
De: Alberto Bittencourt