ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal
ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, conferencista, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

quarta-feira, 20 de março de 2019

Palavras de Alberto Bittencourt




Palavras de Alberto Bittencourt na abertura da 66a. Conferência do Distrito 4490, como representante do presidente do Rotary International, John Germ.

Em 19 de abril de 2017





Boa noite a todos.
Queridos amigos, governador 2016-17 do Distrito 4490 do Rotary, David Lima Gomes e sua esposa Luz Marina, presidentes da 66a. Conferência Distrital, a Conferência da Harmonia.

Excelentíssimo senhor vice-governador do estado do Maranhão, sr. Carlos Brandão, neste ato representando o excelentíssimo senhor Governador do Maranhão, dr. Flávio Dino.

Cumprimento e parabenizo o casal CHAIR desta conferência, companheiro Erlich e Flavia Cordão.

Cumprimento a todos os membros da mesa diretora, na pessoa do diretor eleito do Rotary International, Paulo Augusto Zanardi.

Cumprimento a todos os governadores aqui presentes, na pessoa do governador Meton Cesar de Vasconcelos que, por duas vezes, em 1980-81 e 1996-97, exerceu o honroso cargo de governador do Distrito 4490, do Rotary.

Cumprimento meus colegas e amigos, governadores 2004-05, governadores do Centenário, Gamaliel Noronha, deste distrito e Altimar Fernandes, do Distrito 4420.

Minha especial saudação ao governador eleito deste distrito, 2017-18, companheiro Eduardo Campos.

Cumprimentando a governadora 2007-09, Eulália Neves Ferreira, eu cumprimento as valorosas mulheres do D. 4490, aqui presentes.

Saudando os companheiros Levi Madeira e Guaraciaba Martins Melo, saúdo a todos os companheiros, presidentes de clubes, presidentes de Rotaracts e Interacts Clubs, membros do Intercambio de Jovens.

Minhas senhoras e meus senhores.

Meu nome é Alberto Bittencourt. Sou governador 2004-05 do Distrito 4500, Governador do Centenário, que abrange 86 Rotary Clubs e cerca de 2100 rotarianos dos estados de PE, PB e RN.
Eu não poderia deixar de fazer um agradecimento, já hoje, ao casal Pedro Ivo Viana, e sua esposa Concita, que, desde que aqui chegamos, nesta aprazível cidade de São Luís, nos cercou, à mim e à Helena, de todo conforto e carinho, fazendo-nos sentir, como se em nossa própria casa estivéssemos.
Minha querida esposa Helena, companheira de jornada de vida, rotariana, minha grande incentivadora e conselheira, já nas vésperas de completarmos 52 anos de casados, e que me premiou a existência com 4 filhos e 8 netos, dos quais muito nos orgulhamos.

Na qualidade de representante pessoal do presidente do Rotary 2016-17, John Germ, e de sua esposa Judy, com a maior alegria recebemos a missão de representa-los nesta Conferência Distrital da Harmonia.

Há 112 anos, no dia 23 de fevereiro de 1905, Paul Harris reuniu três amigos e fundou uma associação cujo objetivo inicial era a amizade e a mútua ajuda profissional.
Cerca de três anos depois, atento ao sofrimento do mundo, a nova associação adotou a prestação de serviços como objetivo principal de suas ações.
Surgiu assim, em Chicago, um movimento chamado Rotary, que se espalhou pelo mundo inteiro.
Nasceu sob o manto da diversidade profissional, que mais tarde gerou o princípio das classificações nos Rotary Clubs.
Paul Harris era advogado, Silvestre Schiele, comerciante de carvão, Gustavus Loehr, engenheiro de minas e Hirain Shorey, alfaiate. Quatro profissionais, quatro categorias distintas.
Estabeleceu como base a tolerância religiosa, herança dos pillgreems que, perseguidos em suas origens, fundaram a Nova Inglaterra na América recém descoberta.
Assim como Paul Harris era protestante, a nova associação passou a reunir católicos, judeus, muçulmanos, budistas, ateus, sem distinção de credo, de seita ou de religião.
Pratica a não discriminação por motivos de fé, raça, idiomas, situação geopolítica, posição social ou mesmo opção de gênero.
Abomina a violência, o terrorismo, o fanatismo ou fundamentalismo, religioso ou não.

O Rotary é uma instituição que, desde o início pratica a compaixão e a solidariedade, a paz e a harmonia entre homens e nações.
O Rotary é um movimento que propugna pela ética como princípio, nas relações comerciais, profissionais e familiares, expressa pela Prova Quadrupla Rotária.
Esse movimento teve um crescimento continuo ao longo de todo o século XX, em que ocorreram duas Guerras Mundiais, a grande depressão americana, os anos sombrios da Guerra Fria, as guerras da Coreia, e do Vietnã, o comunismo e o nazismo, além de um sem número de conflitos regionais.
Ao todo, foram mais de cem milhões de mortes em guerras e conflitos, no século XX. Mortes por ação do homem contra o próprio homem.
A despeito desse quadro, o Rotary se multiplicou.
Chegou a 219 países e regiões geográficas no mundo, no que poderíamos definir como extraordinário poder de capilaridade do Rotary.
As ações rotárias beneficiam as comunidades mais necessitadas, em recantos mais afastados e de difícil acesso. Poderíamos definir como sendo um extraordinário poder de permeabilidade do Rotary.

Há um ditado africano que diz: "Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças maravilhosas."
Assim é o Rotary.
No ano de 1995 o Rotary chegou ao patamar de 1 milhão e 200 mil associados. Patamar esse em que se encontra até hoje, em 2017, 22 anos depois.
Advém dai a preocupação do presidente do Rotary, John Germ e de outros que o antecederam, com o DQA- Desenvolvimento do Quadro Associativo.
Estabeleceu o pres Germ, como meta mundial o crescimento líquido de 1 associado por Rotary Club com até 50 membros e de 2 novos associados em clubes com mais de 51 membros.
O governador David Lima e o presidente da Comissão distrital do DQA, Levi Madeira, estabeleceram a meta de crescimento líquido de pelo menos 3 novos associados por Rotary Clubs no Distrito 4490.
Ainda temos mais de dois meses para os clubes que ainda não alcançaram essa meta.

Ao adotar o lema: "Rotary, a Servico da Humanidade", o presidente Germ disse:
“Eu acredito que todo mundo reconhece o Rotary pelo que ele realmente é: uma oportunidade única de mudar o mundo para melhor, para sempre, através do serviço à humanidade”.
"Os rotarianos do mundo todo estão servindo à humanidade, fornecendo água limpa para comunidades subdesenvolvidas, promovendo a paz em áreas de conflito e fortalecendo as comunidades através da educação básica e alfabetização. Porém, nossa maior prioridade é a erradicação mundial da poliomielite" enfatizou o presidente do Rotary.
Estamos mais perto do que nunca de erradicar esta doença.
Até o presente momento, tivemos neste ano de 2017, apenas 5 casos de transmissão do polio virus selvagem: 2 no Paquistão e 3 no Afeganistão.
"2017 será o último ano em que ocorrerá um caso de pólio no mundo", disse JOHN Germ.

Estamos vivendo aqui um momento de glória pelos serviços prestamos pelo governador David Lima Gomes liderando vocês, rotarianas e rotarianos, vocês, presidentes de clubes a serviço da humanidade.
Juntos, podemos mudar o futuro de muita gente. Juntos, podemos mudar o futuro do Brasil.
Boa conferência a todos vocês.


sábado, 9 de março de 2019

A INTEGRAÇÃO DA FAMÍLIA ROTÁRIA





A INTEGRAÇÃO DA FAMÍLIA ROTÁRIA
Alberto Bittencourt - 2006





Nosso Quadro Social mudou, tem evoluído, a partir da presença das mulheres, em 1989. Hoje, não é mais restrito apenas ao rotariano. O Rotary do seu segundo século de existência, é cada vez mais um movimento  famíliar, cada vez mais um movimento da Família Rotária. 
Quando o RI consagra o mês de dezembro de cada ano à Família Rotária, quando os ex-presidentes do Rotary International, Jonathan Majiyabe e Glenn Estess  priorizam  e dão ênfase à Família Rotária, isso significa a integração da Família Rotária na vida dos clubes, para que ela participe dos programas, das atividades, das decisões.
São palavras do presidente Glenn:
“Não queremos que o Rotary seja visto como uma obrigação a ser cumprida, uma organização que afasta as pessoas das famílias. Os clubes devem promover um ambiente familiar onde prevaleça a amizade e a confraternização para que todos possam participar dos eventos e projetos do clube”.
Ele disse mais:
"Todos os clubes devem ter sempre uma Comissão Pró-Família Rotária atuante, que será uma parte essencial dos esforços para retenção dos sócios".
A Família Rotária, são os cônjuges, as damas da Casa da Amizade, os filhos, netos, irmãos, sobrinhos, genitores, são os membros dos Rotaracts, Interacts Clubs, dos Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitários, são os ex-bolsistas da Fundação Rotária, são os ex-participantes do programa de Intercâmbio de Jovens, os membros do Rotex, são os jovens intercambistas, , são os familiares de rotarianos já falecidos, são companheiros doentes, idosos que não mais freqüentam mas ficariam felizes em receber a visita de seus amigos, são os Rotarianos de Coração, são os membros do IGE, são os dirigentes e beneficiários das instituições assistidas pelos Rotary Clubs. Todos esses constituem a Família Rotária.
A Família Rotária integra o Quadro Social do clube e, como tal, tem o direito e o dever de participar das reuniões plenárias, dos projetos, eventos. Deve trazer  propostas, emitir opiniões, sugerir programas, apresentar novas idéias, tomar iniciativas e até criticar, usando a tribuna ou o boletim para manifestar a sua visão. Enfim, deve estar presente no dia-a-dia do clube.
Para que possamos fazer de nossa vida dentro do clube uma atividade agradável, saudável, rica em companheirismo, em amizade,  que nos impulsione para a prestação de serviços, é preciso integrar a Família Rotária na vida do clube. No momento em que tivermos nos clubes a integração da Família Rotária, teremos a certeza de que as reuniões serão sempre mais agradáveis, de que os trabalhos serão mais amenos, mais fáceis de serem executados, de que a nossa atividade será mais prazeirosa.
Sei, companheiros, que atravessamos períodos de dificuldades.  Temos problemas financeiros, o mundo está mais caótico, o sofrimento da humanidade é crescente. Isso exige muito  mais empenho, muito mais dedicação e até muito mais  sacrifícios de todos nós. Eu gostaria de pedir aos companheiros que  tragam a Família Rotária para dentro do clube e que todos dêem as mãos. Só assim seremos fortes, seremos atuantes e podemos ajudar-nos mutuamente de modo a superar as dificuldades.
Se cada Rotary Club for de fato a casa da Família Rotária, esta será o motor que o impulsionará para o sucesso no cumprimento de suas metas. 
Para simbolizar a  integração da Família Rotária,  criamos o mote do FEIXE DE VARAS, inspirado na fábula de La Fontaine: "O Ancião e seus Três Filhos". Unidos, somos fortes, nada consegue nos derrotar, mas separados, isolados, somos frágeis, fáceis de quebrar.
Assim é o Rotary, assim são os membros da Família Rotária. O FEIXE DE VARAS é o símbolo da união e do companheirismo da Familia Rotária.
Portanto brademos:
                Não pretendemos ser o maior,
                Tampouco queremos ser o melhor,
                Mas a Família Rotária, creiam todos
                É forte e unida como um... 
                            FEIXE DE VARAS!!! 

OBS:  Mote inspirado no estribilho do hino do RC Rio de Janeiro-Tijuca, O BOM PRA VALER.



F  I  M


quarta-feira, 6 de março de 2019

A FAMÍLIA ROTÁRIA- Gustavo Giay


A  Família  Rotária


Transcrição da Palestra de Gustavo Giay no XXIX Instituto Rotário do Brasil, Instituto Archimedes Theodoro, em Atibaia,SP - set 2006
Por Alberto Bittencourt



GUSTAVO GIAY - advogado de renome 


Prezados governadores passados, presentes e futuros do Rotary Internacional, companheiros e companheiras rotarianas, famílias do Rotary. Bom dia!

Caros companheiros, eu gosto tanto deste país e desta língua que vou proferir a minha palestra em português. Peço desculpas antecipadas pelos tropeços, mas saibam que estou falando de coração.

Tenho hoje 35 anos. Desde que nasci sou parte da Família Rotária. Meus avós foram rotarianos,  meu pai desde os 22 anos é rotariano, minha mãe foi uma ativa integrante da Casa da Amizade, até se tornar rotariana. Meu irmão é atualmente presidente do Rotaract Club de Buenos Aires. Meus tios são rotarianos. Meus primos são interactianos e rotaractianos.

Como vêem, minha família vive e respira Rotary. Isso conduziu a um resultado inevitável:  meu destino era ser rotariano.
Comecei aos 14 anos no Interact Club. Aos 24 anos, quando me formei em Direito, recebi um convite para ser sócio fundador do Rotary Club de Costaneira Campo-Novas Gerações, do qual fui Presidente.
Creio que por toda essa história rotária familiar, o Presidente Bill Boyd me honrou este ano com a nomeação para o cargo de Coordenador para a América Latina do Grupo de Apoio à Família Rotária, o que me deu a grande oportunidade de trabalhar junto com os eminentes e dedicados Coordenadores Zonais das zonas 19, 20 e 21.
Neste momento, quero agradecer ao Diretor de RI Carlos Speroni por esta grande oportunidade de me dirigir a vocês, neste prestigioso Instituto Rotário, que é um exemplo para o rotarismo mundial.
Qual foi a intenção do nosso  Presidente Bill, ao colocar a Família Rotária como uma das prioridades do seu Ano Rotário? Sem nenhuma dúvida, o fez para recordar-nos a importância de colocar a família em primeiro lugar na escala de valores de nossas vidas. Nossa nobre família é a família do Rotary.

Ao meu modo de ver, a Família Rotária é integrada por quatro grupos definidos de pessoas.

O primeiro grupo é formado pelas Novas Gerações, beneficiária dos múltiplos programas estruturais do Rotary, ou seja, dos programas dedicados aos jovens, àqueles que ainda não estão na idade, nem têm condições de serem rotarianos, ou mesmo, que estando em condições, ainda não são rotarianos. Refiro-me aos 180.000 interactianos dispersos em mais de 8.000 clubes em 100 países do mundo. Aos 173.000 jovens do Rotaract, em mais de 6.500 clubes do mundo. Aos milhares de jovens, entre 14 e 18 anos de idade, que participaram do Ryla e aos mais de 200.000 jovens que tiveram a fantástica experiência de participar do programa de Intercâmbio de Jovens.
O Rotary e os rotarianos do mundo têm sido sumamente visionários e exitosos ao dedicar tempo e serviços em favor dos mais jovens. Todos devemos realizar os maiores esforços para que isso assim continue.
As Novas Gerações são o melhor presente para o futuro do Rotary, por isso, o primeiro caminho que devemos trilhar é o da continuidade. A continuidade desses programas é vital para o futuro do Rotary e para o futuro da Família Rotária.
Esse caminho da continuidade deve conter um princípio fundamental que é o da integração. Nós rotarianos devemos integrar às múltiplas atividades de serviço que realizamos, os rotaractianos, os interactianos, os jovens participantes do Ryla e do Intercâmbio de jovens.
Necessitamos nos aproximar deles, ocuparmo-nos deles, trabalhar lado a lado com eles, fazer com que sintam nossa presença, que saibam que são importantes para nós, que vejam que cuidamos deles.
E, num mundo tão convulsionado como o que vivemos, os riscos são imensos.
Aí devem estar presentes os rotarianos  para mostrar-lhes o caminho. Aí deve estar Rotary para lembrar-lhes que eles são parte de nossa família, e que antes de tudo, temos que fortalecer os laços que nos unem, dando-lhes exemplos dos valores em que acreditamos.

O segundo grupo da Família Rotária é composto pelos mais de 1.200.000 rotarianos do Mundo distribuídos por mais de 32.000 clubes.
Em números globais, nossa quantidade de membros se manteve estável nos últimos anos, porém houve uma mudança interna importantíssima: hoje em dia, apenas 11% dos rotarianos têm menos de 40 anos de idade. A média da idade dos sócios no mundo, que no ano de 1970 era de 45 anos, hoje é de aproximadamente 60 anos. Em outras palavras aumentou 15 anos. Hoje, a idade média dos rotarianos é 15 anos mais velha do que em 1970. Isso posiciona Rotary como uma organização de gente com idade cada vez mais avançada. Assim, o caminho a seguir é o do crescimento dos nossos clubes, do aumento do Quadro Social, com ingresso de gente mais jovem.
Penso que nos próximos anos, nós rotarianos, devemos nos ocupar intensamente, quase que com exclusividade, dos jovens, através dos programas estruturais do Rotary destinados aos jovens não rotarianos.
Temos mostrado porém, uma relativa lentidão, na solução dos problemas dos jovens dentro do Rotary e o que é mais importante, não temos posto no patamar de igualdade os esforços que deveríamos realizar para estimular e favorecer condições ideais que permitissem o ingresso de mais gente jovem no Rotary.
Quando pensamos que, dos 100.000 jovens que participaram dos programas educacionais da Fundação Rotária, apenas 3 ou 4% se uniram ao Rotary, nós perguntamos: _Aonde estão eles? É o que devemos perguntar todos, sem exceção, jovens e adultos, com interesse em nossa organização.
E o mais importante, quando convidamos os jovens para ingressar no Rotary, devemos mostrar-lhes que através de seu trabalho como rotarianos, eles podem encontrar sua missão na vida e um bom motivo para viver. Isto terá um valor incalculável em suas vidas, porque, como disse o filósofo Nietzsche, quem dispõe de uma razão para viver, é capaz de suportar qualquer tombo. Desta forma, estaremos mostrando o caminho a todos aqueles jovens que hoje não estão no Rotary, mas que compartilham nossos mesmos ideais e podem se valer de uma organização como a nossa, para trabalhar por um mundo melhor.  
O outro caminho é o da liderança, porque só poderemos crescer, se tivermos verdadeiros líderes rotarianos que ensinem o caminho.
O Presidente Bhichai Rattakul, na Convenção de Barcelona, disse que um líder comum fala, um líder mediano explica, um líder excelente demonstra, mas um líder extraordinário, inspira e motiva. De cada um de vocês, se espera que sejam líderes extraordinários.
O Rotary Internacional solicita e eu também vim ao Brasil para pedir-lhes que trabalhem para que a juventude seja parte importante desta organização. Que eles possam se desenvolver em suas profissões e em seus negócios, ao amparo do ideal de serviço, em seu próprio benefício e em benefício do próximo, praticando o caminho da solidariedade. Como a solidariedade é amor, nós poderemos transmitir-lhes esse amor em cada um de nossos atos.
Como líderes que são, vocês compreenderão que, para percorrer este caminho, temos que fazê-lo com compreensão e tolerância, entendendo que o tempo dos mais jovens não é igual ao tempo dos mais velhos, que sua situação econômica muitas vezes não é folgada e que suas obrigações profissionais também podem ser mais exigentes. A tolerância e a flexibilidade são um fator claro que devemos ter sempre presente, para fazer com que eles se unam ao Rotary e à Família Rotária.
Como disse nosso Presidente Bill Boyd, como segunda verdade, na atualidade, tanto o homem como a mulher trabalham, tendo a vida mais ocupada do que nunca. Então, não podemos ignorar o pedido dos jovens de trazer suas famílias para dentro do Rotary.

O terceiro grupo é composto pelas próprias famílias dos rotarianos. Nossos filhos, nossos netos, nossas esposas, muitas das quais realizam uma atividade imensa através das Casas da Amizade. Em resumo, todos aqueles que nos estimulam, que nos dão apoio, para que possamos ser parte desta paixão que nos une.
Em nossas famílias há dois caminhos a percorrer: o primeiro, é o do diálogo. Dialogar com cada uma das pessoas que amamos para que conheçam o nobre propósito do Rotary e as múltiplas e variadas atividades de serviço que desenvolvemos.
Quantas vezes falamos com nossas famílias à cerca do Rotary?
Já explicamos aos nossos filhos, esposas, netos, porque o Rotary é a melhor organização de serviços do mundo?
Contamos a eles as múltiplas formas de serviços que realizamos?
O diálogo é necessário para vencermos juntos o desafio que a vida oferece a cada um de nós.
Um informe publicado no mês de março de 2005 dizia: "As mudanças que se produzirão no conceito da família do futuro, serão tão importantes e tão dramáticas, como as que se originaram com a revolução tecnológica. A influência da biotecnologia e outras descobertas trarão à família uma revolução difícil de controlar, capaz de contestar até as verdades mais próprias do universo.
Frente a tantas mudanças, o diálogo com nossos seres queridos nos permitirá orienta-los quanto às inevitáveis alterações que se produzirão e manterá puros os valores que temos que preservar em nossas famílias.
O segundo caminho é o da participação. Se tivermos praticado o primeiro, que é o diálogo com nossas famílias, certamente será muito mais fácil que eles se interessem por Rotary, que o queiram tanto quanto nós os queremos. Rotary é família.
Se transmitirmos os valores do Rotary, às nossas famílias, elas serão mais fortes e a sociedade estará melhor preparada para enfrentar os imensos desafios deste novo século.
Como disse José Ingenieros: "A fortaleza de uma sociedade começa a perigar quando os valores que sustentam uma família se enfraquecem."
Este caminho da participação deve reunir também o do agradecimento.
Nossas famílias são menos fortes se não temos amor. Quando temos amor suportamos melhor a dor nos momentos difíceis. Se não temos uma família com amor, não seria possível conseguirmos tantas coisas que conseguimos para os nossos filhos. É por isso que o agradecimento à eles deve ser permanente.

Por último, o quarto grupo da Família Rotária é constituído por todos aqueles que de alguma maneira ou outra, se beneficiam dos programas do Rotary, das múltiplas tarefas de serviço que nossos clubes realizam.
Este é o caminho da solidariedade. Ser solidário é a essência de ser rotariano.
Porém, essa solidariedade, demonstrada por obras e serviços, deve ser visível em todos os momentos que vivemos, porque devemos fazer conhecer a imagem do Rotary. A imagem do Rotary deve ser construída com nossos atos, com nossos projetos, para que a sociedade tenha o conhecimento cabal do que o Rotary representa para a comunidade, para o país e para o mundo. Para que o público compreenda que os objetivos da melhor organização de serviços do mundo, continuam hoje, com a mesma intensidade de há cem anos.
O caminho da solidariedade é necessário para fazer crescer nossa organização e fortalecer nossa Família Rotária, e dar a todas essas pessoas, destinatários dos trabalhos do Rotary, um mundo melhor, mais justo com mais oportunidades para todos.

Concluindo, meus amigos, dirijo-me a este maravilhoso grupo humano que forma a Família Rotária, para resumir-lhes os caminhos a seguir:
São eles:
1) o caminho da continuidade dos programas estruturais do Rotary
2) o caminho da integração dos jovens que se beneficiam de nossos programas.
3) o caminho do crescimento de nossos clubes, voltado para jovens e adultos.
4) o caminho da liderança.
5) o caminho da compreensão e tolerância,
6) o caminho do diálogo para falar com nossas próprias famílias a cerca do Rotary,
7) o caminho da participação. Estarmos sempre juntos, dos jovens, da família, entre amigos, para desfrutar das atividades de serviço.
8) o caminho permanente da solidariedade, o caminho do serviço que nos permite proporcionar uma vida melhor aos beneficiários de nossos trabalhos.

Em nenhum desses 8 caminhos foi mencionada a palavra felicidade. Você perguntará por quê?
Um escritor argentino muito importante, Jorge Bucay, escreveu um livro: "El Camino de la Felicidad". Ele coloca a felicidade como o verdadeiro destino da família, uma felicidade harmoniosa, individual e coletiva. A felicidade é a satisfação de saber que se está no caminho correto. É a tranqüilidade de quem sabe para onde conduz sua vida, é a certeza de não estar perdido.
Acreditamos que a felicidade seja esta maravilhosa oportunidade que Rotary nos apresenta de caminhar junto às nossas famílias e à Família Rotária mostrando os caminhos para um futuro melhor, para que cada um possa escolher o seu próprio. Aí está a felicidade que nos proporciona o Rotary. Aí está, meus caros companheiros e companheiras a felicidade que tanto desejamos.

Muito obrigado!

F  I  M


segunda-feira, 4 de março de 2019

MINHA RESPOSTA

MENSAGEM RECEBIDA NO FACE:
Manuquinha, entendo bem sua postagem! Mas, isso tudo que estamos vivendo chama- se democracia, o fato é que não devemos olhar para o outro a partir da nossa lógica e racionalidade. Compreender o prisma do outro, seu ponto de partida, sua história é de suma importância, a dualidade nos enriquece enquanto parâmetros. Compactuo com você que a pauta apresentada do futuro presidente é assustador, temeroso mesmo! Mexeu comigo a ponto de me expor em redes sociais, em prol de uma causa maior, minha filha, porque tenho clareza que esse modelo de projeto "totalitário, arbitrário" não está nem perto do que desejo pra ela.
Porém, o amor, o afeto, o carinho não morrerão, ao menos para aquelas pessoas que nutrimos tais sentimentos. Sabe aquela história em que dois seres olham pra mesma planta e um diz que ela é branca, o outro aposta que é verde?! A diferença é que um olhou para as flores e o outro para o caule.
Seguiremos, e mesmo sem acreditar em perspectivas melhores, vamos torcendo sempre para o nosso Brasil. Um beijo bem grande em Lupita. Ass: Ana Cavalcanti
MINHA RESPOSTA:

Parabéns por sua mensagem, Ana.
Tenho fé e esperança no Brasil e no povo, não apenas no governo eleito.
Sou contra as mordomias, as regalias, os privilégios, os cartões corporativos e a justiça onerosa, pesada cheia de mordomias.
Sou militar, engenheiro e professor. Fui paraquedista militar e mestre de saltos. Antes de tudo sou soldado, acostumado a me virar. Certa feita saltei de paraquedas no meio do mato para abrir clareiras para helicópteros. Aos 25 anos eu era o comandante de 40 soldados. Ficamos 30 dias isolados, acampados, comendo apenas ração fria e sem gosto. Dormíamos no chão duro, sentindo calor, frio, picadas de insetos, sem água para banho, e pegando na enxada o dia todo. Ninguém morreu. Cumprimos a missão e saímos fortalecidos.
Em março de 1964, no que as esquerdas chamam de golpe e nós militares chamamos de revolução, fiquei dois dias dentro de um buraco em que só cabia um homem em pé. Era uma trincheira às margens do rio Barra Mansa, no Estado do Rio. Tinha 21 anos. Meu comandante defendia o regime comunista do João Goulart.
Nossos canhões e metralhadoras apontavam para os soldados, brasileiros também, entrincheirados na outra margem, que vieram de Minas e de SP para depor o governo.
Entre eles estavam os cadetes da AMAN, a Academia Militar das Agulhas Negras, e o meu irmão, Cláudio Bittencourt.
Um garoto com apenas 19 anos.
Pense num drama.
O que fazer? Cumprir as ordens e atirar contra nossos irmãos de sangue e contra as nossas convicções ideológicas? Ou desertar e abandonar tudo. Mas resisti e fiquei até o fim, quando o general Castelo Branco assumiu o comando e mandou voltarmos para os quartéis.
João Goulart abandonara o governo e fugira para o Uruguai.
Praticamente sem derramamento de sangue iniciou-se o regime militar. Podem chamar de ditadura. Guerra é guerra. Ditadura para mim é a de Cuba que executou milhares de oponentes no paredon. É a da Venezuela em que milicianos executam nas ruas quem tem opinião contrária.
Conheço na pele as condições em que vivem no Brasil muitas pessoas, na condição de pobreza extrema, ou miséria.
Dom Helder dizia que a pobreza podemos tolerar, pois eles têm o essencial. Mas a miséria, onde falta tudo, até mesmo o essencial, essa não podemos aceitar.
Uma pessoa só pode dizer que sabe o que é a miséria depois de sentir o cheiro da miséria. É parecido com o cheiro nas emergências públicas dos hospitais. Só não tem o odor dos medicamentos.
MEU ROTARY

Meu Rotary não é uma reunião de pessoas ricas em intermináveis discursos. Meu Rotary não vive em palácios. Ele está nas praças, nas ruas, nas favelas, nos hospitais, nas creches, nos ônibus superlotados, no barraco de um vão, onde adolescentes são estupradas por irmãos mais velhos porque dormem juntos, numa única cama.
Onde enteadas engravidam de padrastos, pelo mesmo motivo.
Onde o bebê morre sufocado pela mãe que se joga drogada sobre o único estrado em que dormem. Onde o jovem adolescente prática crimes em busca de dinheiro para comprar crack.
No meu Rotary não tem água potável, nem banheiros, nem saneamento. O esgoto corre a céu aberto nas chamadas valas negras.
Esse é o meu Rotary.
Vivi muitas histórias, reais, verdadeiras. Dariam para colocar num livro.
Conto isso para dizer que meu objetivo não é ficar na zona de conforto.
Meu objetivo é lutar por um futuro melhor para nossos filhos e netos. Não importa o governo. Sou a favor da justiça, da seriedade, da verdade, da honestidade. Para mim, até agora, salvo poucas e honrosas excessões, os políticos são mentirosos e desonestos. Fazem parte do sistema. Não têm compromissos como o Brasil, apenas com as próximas eleições e com o partido. É devido à corrupção que existe tanta miséria no Brasil.
A esperança é a última que morre.
Parabéns mais uma vez, Ana