ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

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ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, conferencista, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

SEMINÁRIO MULTIDISCIPLINAR DE DESENVOLVIMENTO DO ROTARY - DISTRITO 4570

SEMINÁRIO MULTIDISCIPLINAR DE DESENVOLVIMENTO DO ROTARY  
DISTRITO 4570


Ontem 28/11/2015, foi realizado o SEMINÁRIO MULTIDISCIPLINAR DE DESENVOLVIMENTO DO ROTARY do  período 2015/2016, na Escola Naval do Rio de Janeiro. A Governadora IVONE SACCHETTO, com muito entusiasmo e mensagem de otimismo, deu início ao Seminário passando a palavra a Instrutora Distrital GD Adélia Villas, que falou sobre os objetivos do Seminário, ressaltando a importância do crescimento  com bases sólidas do Distrito 4570. 

As exposições principais do dia foram dos Palestrantes GD  Henrique Vasconcellos com o tema “Desenvolvimento do Rotary”, GD Vera Bertagnoli com o tema “Promoção da Imagem Pública, GD Hugo Dórea com o tema “Fundação Rotária” e  o GD Alberto Bittencourt com o tema “Pólio nunca mais – 21 anos de erradicação da poliomielite no Brasil.

Os palestrantes fizeram firmes comentários de crescimento e  enfatizaram  a importância de cada rotariano conhecer e se comprometer com o Rotary. 

A Governadora Ivone Sacchetto fez entrega de uma placa em homenagem ao Diretor de Rotary International  José Ubiracy.

O  Seminário teve a participação  de 149 pessoas entre, Diretor de Rotary International, Governadores, presidentes, governadores assistentes e demais companheiros do Distrito.

FOTOS: MARIA RODRIGUES - MR7 COMUNICAÇÕES

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ORAÇÃO À BANDEIRA DO BRASIL





Oração à Bandeira



                                            Alberto Bittencourt
Redação escolar escrita em 3 de abril de 1959 no 
Colégio Militar do Rio de Janeiro, aos 16 anos de idade.



No altar azul do Universo resplandeces gloriosa e tremulas imortal!

Amada por todos e abençoada pelo Criador, és tu, Bandeira do Brasil, um símbolo vivo e ardente de um povo sincero e feliz, que garboso estufa o peito quando escalas o mastro em direção ao Céu.

Nesse momento cala-se o mundo. Tudo para e o coração dos brasileiros desabrocha nos tambores do hino à Pátria Amada.

E parece vir o Céu a teu encontro.

Quantas vezes desejei eu, Bandeira Querida, ser o vento que te embala e acaricia, que te beija a fronte e sussurra ao ouvido, ser essa luz que te envolve e abraça, espelhando em ti a grandeza do seu rei.

Mas Deus me deu a glória de poder cantar-te e, na verdade, é a voz e o sentimento dos brasileiros que te desfralda e ilumina na ponta da lança eterna.

Contemplar-te é ver em teu seio a grandeza de um povo e de uma nação que sempre te soube defender e manter nos píncaros da glória.

O tempo escreveu os feitos gloriosos desse povo.

No Ipiranga, quando as espadas anunciavam o dia da ressurreição, o Brasil desafiou os séculos oferecendo a ti os louros da imortalidade.

Naquela época apenas a tua roupagem era diferente, Bandeira Idolatrada, mas a alma, essa alma que orientou os portugueses e ajudou-os a criar os filhos, que mais tarde guiou os brasileiros sempre vitoriosos nos campos de batalha, que abençoa e protege o patriota onde quer que ele esteja, essa alma não muda nunca e é ela que hoje o Brasil contempla quando olha para ti.

Oh! Flor que se deslumbra sob um céu liberdade, tuas raízes estão plantadas numa terra firme, de justiça e de honra.

Oh! Flâmula cujo aroma ressuscita as cinzas, a tua beleza está na legenda e nas cores que ostentas; tua força no amor que tu semeias.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

ROTARY CLUB DE NATAL - POTIGUAR



A SAGA 
DO 

ROTARY CLUB NATAL-POTIGUAR





I) Alberto Bittencourt enviou o e-mail abaixo, em 02 de outubro de 2015:



Prezados companheiros 
Gov. Jadir, Aldanira, Cláudia, Marilia, Semio e demais. 

A gente sempre fica triste ante a perspectiva do fechamento de um clube. Especialmente quem é ou foi governador de distrito. 

É duro ver o Rotary Club Natal-Potiguar chegar a uma situação de morte anunciada, sem que nada se possa fazer. Logo um Rotary Club que só trouxe alegrias a mim e Helena, quando fui governador do Distrito 4500, em 2004-05, ano do centenário do Rotary. 

Fundado em 18/10/1996, com oito anos na época, o Potiguar tinha 18 associados, a maioria jovens, todos com enorme potencial de liderança, a começar pelo presidente Semio Timeni Segundo e pelo secretário Djalma Barbosa C. Junior. A governadora assistente era a dinâmica rotariana Ídia Lopes Vila. 

Durante a nossa visita oficial, o Potiguar apresentou dois projetos de Subsídios Equivalentes, concluídos com êxito:

1) O primeiro foi o Projeto "Viva a Diferença", em parceria com o RC de Vijapur, Índia, D. 3050, em benefício de uma clínica de fisioterapia com um trabalho admirável de inclusão social para portadores de necessidades especiais. O valor total foi de US$3500.

2) O outro foi o projeto "Biblioteca Alcides Araujo", em benefício da Escola Rotary, parceria como RC de Fairfield, EUA, D. 7980. O projeto dotou a escola com uma sala de aula de informática e uma biblioteca, aberta ao público. O nome foi uma homenagem a um querido companheiro, então com 53 anos de vida Rotária. O valor total foi de US$18.500

O RC Natal-Potiguar ainda desenvolvia inúmeras ações em favor das crianças, como o Projeto Guararapes, do CEI- Centro de Educação Integrada e o do CACC- Casa de Apoio à Criança com Câncer.

Realizou com êxito, o "Projeto do Vinho do Centenário", com a venda de 150 kits contendo uma garrafa de vinho tinto e outra de vinho branco, produção especial da vinícula Terra Nova, do vale do São Francisco, pertencente à família Miolo, com renda destinada à FR. O rótulo reproduzia a logomarca oficial do presidente Glenn Estess, para o ano do centenário, "Celebremos Rotary".

Certo dia, o presidente Semio chamou a mim e Helena para participar do
 projeto "Verde é Vida". Referia-se ao plantio de cem mudas de árvores para formação do "Bosque do Centenário", situado em um terreno da universidade, promoção conjunta de rotarianos, rotaractianos do Rotarac Club de Natal-Alecrim, contando ainda com a ajuda de alunos da escola pública local. 

Na ocasião entreguei ao presidente um prêmio enviado por RI para os clubes que aderiram ao "Programa do Centenário para Clubes Irmãos - Twin Clubs". O Club Irmão do Potiguar era o RC de Lisboa-Olivais, D. 1960, Portugal. Tratava-se de uma insígnia para ser aplicada ao estandarte.

Nesse mesmo dia uma grata surpresa nos esperava. O clube outorgou à Helena o honroso título de Sócia Honorária, que ela ostenta até hoje, com orgulho, na parede de seu escritório. 




Título  de Sócio Honorário outorgado a Helena Bittencourt

O RC Natal-Potiguar podia ser pequeno, mas era alegre, animado e muito promissor, sempre presente nos eventos, sempre atendendo aos chamamentos do Distrito. Enfim, era um clube verde e crescendo. Hoje, passados dez anos, vemos, com tristeza que o RC Natal Potiguar parece um clube amarelo e morrendo.

Sei que a falência é um problema inerente ao próprio clube. Mas, acho que devemos envidar algum esforço no sentido de tentar recuperá-lo. Esta é uma causa em que o paciente não tem como empreender sozinho. Ele precisa do apoio, da ajuda de rotarianos, governadores, gov assistentes, equipe distrital. Homens da estirpe valorosa de um Arnaldo Gaspar, Onofre Lopes, Jayme Bomfim, Paulo Macedo, José Lidérzio, Ivo Nicolau, Fileto Rodrigues, Pedro Avelino. Mulheres guerreiras como Aldanira e Emanuelle Barreto, Tereza Neuma, Mildred Lucena, Linete Rocha, Silvia Lopes, e tantas outras pessoas que não deixam a peteca cair. Sem esquecer, é claro, do governador Jadir e Ídia.

Hoje, o RC Natal-Potiguar, desenvolve o mais importante projeto do Distrito 4500: Um Subsídio Global da FR: GG # 1419166 - na Comunidade Novo Tempo. Constitui-se de uma Escola de Capacitação Profissional, com um programa de reinserção social para pessoas com transtornos decorrentes do uso de drogas. A primeira etapa do projeto, no valor de US$ 56.094 já foi concluída. A segunda etapa está pronta para ser submetida à aprovação da FR. O valor é de R$ 280.000,00. A responsável pelo projeto é a companheira Cláudia Canova, com apenas dois anos de Rotary, mas que encara a prestação de serviços com a seriedade de quem recebe uma missão divina. A sustentabilidade do projeto está garantida pela produção e venda de frutas e hortigranjeiros orgânicos nos centros urbanos.

Por isso eu conclamo: 
Aldanira, Marilia, Claudia, e a todos os companheiros: dia 17 de outubro, tragam os associados de seus clubes para o Seminário Conjunto da FR, DR, IP na sede dos clubes. Vamos apresentar o projeto, discutir o assunto e encontrar soluções. 

Os feitos do passado, jamais serão esquecidos.
Cumpre-nos agora, construir o futuro.

Recebam meu abraço afetuoso,
Alberto Bittencourt


II) Semio Timeni Segundo respondeu, no domingo, dia 05 de outubro:

Meu caro companheiro Alberto,

Quero começar confessando-lhe uma fraqueza. Não li totalmente seu e-mail na sexta passada. Parei nas primeiras linhas… Meu coração triste e doído pela situação do nosso RC Potiguar já vinha sofrendo muito nos últimos tempos. 
Cansado, fugi…

Mas Manuel Gaspar, bravo presidente em anos recentes, compartilhou o e-mail no nosso grupo virtual do WhatsApp. Não li de novo. Não queria sofrer.

Aí veio o primeiro e disse que ia voltar ao clube. 
Veio o segundo e testemunhou que suas palavras o animaram a voltar. Veio o terceiro… E o quarto!! E um outro que tinha saído há anos! E outro mais!! Parei de contar, mas passava de dez hoje à tarde!!

Comecei a ficar feliz. E fui ler seu e-mail. Quantas conquistas!! Quantas vidas impactadas positivamente!! Quanta alegria e companheirismo ao longo da bela história do nosso RC Natal Potiguar!!!

Seu e-mail me trouxe lágrimas aos olhos, ao tempo que me encheu de uma forte convicção de que este clube não pode morrer!!

Estou morando longe (nos EUA), e nem sei ainda o que posso fazer, mas sei que VOU fazer tudo ao meu alcance para regar este forte ramo do Rotary que se "encontra amarelo e morrendo”.

Aprendi com você que juntos somos mais fortes, “como um Feixe de Varas!!” e que ser rotariano é "persistir, nunca desistir!”.

Obrigado pelo exemplo. Obrigado pelas palavras.
A comemorar neste momento, apenas a esperança renascida e a união em Rotary! Vamos construir o futuro! Juntos!

Por favor, seja portador de um beijo a Helena.

Rotariamente,
Semio

III) A governadora Aldanira Barreto (2005-06), do Rotary Club de Natal, assim se expressou, por e-mail:

Amigos

Quero que saibam, estou aqui.
Sou sócia honorária desse clube e acima de tudo amiga de vocês.
Então, contem comigo.
Um abraço,
Aldanira


IV) Alberto Bittencourt escreveu, em 06 de outubro:



Meu prezado amigo Semio.

Desta vez fui eu quem não conseguiu segurar as lágrimas. Seu e-mail chegou inesperadamente e me emocionou. Li e reli várias vezes.

Fez renascer em meu coração a esperança de ver novamente o Potiguar com aquela força e pujança dos velhos tempos.

Um pequeno grupo de poucos companheiros, menos de dez, fortes, unidos e aguerridos como um "Feixe de Varas", manteve as finanças do clube em dia, pagou todos os compromissos e ainda conduz bravamente o mais importante projeto da Fundação Rotária do D. 4500. Temos que tirar o chapéu para esses rotarianos de escol.

Tomado pelo entusiasmo, procurei e postei aqui no blog as fotos dos eventos citados em meu e-mail inicial. 

Tenho a certeza de que o RC Natal-Potiguar vai superar a crise e se tornar resiliente. Mas, é preciso acreditar. Perseguir uma meta e alcançar um número mínimo razoável de associados - chegar pelo menos aos 18 da época do Centenário.

Peçam aos companheiros que estão voltando que tragam seus colegas, amigos, familiares, filhos, esposas. Não venham sós. Façam do Rotary uma causa. A sua causa, como Cláudia Canova, faz com o projeto; como Zilda Arns fez com a Pastoral da Criança; como Viviane Senna, faz com o Instituto Ayrton Senna, e tantos outros.

Sozinhos, pouco ou quase nada podemos fazer. Mas, juntos, unidos, podemos mudar o mundo, podemos mudar o futuro de muitas crianças, de dependentes químicos, de idosos, de deficientes.

Desse modo, teremos a consciência de que estamos "fazendo o bem no mundo", lema da Fundação Rotária, tirado das palavras do fundador, Arch Klumph.

Muito obrigado, caro amigo Semio. Sucesso no seu curso aí nos Estados Unidos.

Recomendações à esposa Candice. Ela faz parte da história do Potiguar.

Paz e saúde para todos.
Alberto Bittencourt



FOTOS



I) Inauguração da Biblioteca Alcides Araújo.  

Projeto de Subsídios Equivalentes da FR na
Escola Rotary, em data de 27 de julho de 2004


                     
Biblioteca Alcides Araujo



Inauguração da sala de informática

                          Discurso do presidente Semio Timeni Segundo


Presença da governadora e do vice governador do RN 


Alcides Araujo faz seu agradecimento 


                               Alcides Araujo inaugura a placa alusiva 



                               Presença dos alunos da Escola Rotary 



Companheiros do RC Natal Potiguar 


II) Projeto Verde é Vida 
Bosque do Centenário

Plantio de 100 mudas de árvores 



Alunos e jovens do Rotaract Natal - Alecrim 

apoiam a iniciativa 



Membros do Rotary Natal - Potiguar 


Todos com a camisa e o boné do
Projeto Verde é Vida 


Bandeira com a insígnia recebida do Rotary International
pela participação no programa de Clubes Irmãos.
Dêem um zoom para ver a insígnia em detalhes.









Helena recebe o honroso título de 
Sócia Honorária do Rotary Club Natal - Potiguar 


Alberto e Helena 




Ídia Vila e Linete Rocha participaram do evento 


Saudoso Fred Vieira e Núbia, do Rotary Club do Recife
nos acompanharam na viagem a Natal.









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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

CARUARU

E
FRAGMENTOS DE MEU DIÁRIO
Recife, 6 de janeiro de 2015.

EM CARUARU

         Estamos em Caruaru. Eu, Helena, Simone, Gabriela e Rafael. Cauã, Rafinha e Bruna vieram antes, com Millena e Bruno. Viemos conhecer a casa "nova" do Bruno, um próprio residencial do DNIT, que ele recebeu após a aposentadoria do Dr. Luiz, chefe da UL Caruaru. Nessa casa, ele morou mais de 20 anos. Aí os filhos cresceram e se educaram. Agora, aposentado, volta a morar no Recife. 

        Bruno, da nova geração de engenheiros, assumiu a chefia da UL (unidade local) e com direito a essa moradia. A casa é o reflexo do que acontece com a maioria de imóveis pertencentes ao Patrimônio da União, entregue a órgãos que, completamente sem verbas destinadas a conservação desses imóveis, acabam sucateadas pelo uso e pelo tempo. Uma lástima! Construída no inicio dos anos 50, foi adquirida pelo antigo DNER, no tempo do Presidente Juscelino, quando começou o "boom" rodoviário no país. O DNER – Departamento Nacional de Estradas de Rodagem era um órgão prestigiado. Seus engenheiros tinham autonomia, trabalhavam e produziam verdadeiramente, segundo a política desenvolvimentista da época, conforme os slogans do presidente JK:  "Governar é construir estradas"– "50 anos de progresso em 5". Ele sim, um verdadeiro líder que acabou colidindo com os rumos tomados pelos governos militares, após 1964. 

         Essa casa, em estilo modernista dos anos 50, muito bem planejada, com todas as novas exigências da época, requisitos e distribuição advindos da escola de Le Corbusier. É ampla, térrea, com área social contendo: hall de entrada, sala com ambientes de estar e jantar isolados por porta da parte íntima, constituída de cinco quartos sociais, sendo dois deles suítes, uma sala íntima de TV e jogos, uma ampla copa-cozinha e área de serviço completa, além de uma ampla garagem e rodeada por jardins. Deve ter quase 500 m2, num terreno de esquina, bem no coração do centro comercial da cidade, junto à bancos, colégios, supermercados, lojas e escritórios. 

        Como tudo o que acontece nesse país, deixaram esse patrimônio da União se deteriorar. Não por culpa do órgão, mas por culpa da falta de políticas públicas que preservem nossos bens materiais e imateriais, públicos que fazem nossa história e nossas riquezas. Essa construção atravessou anos sem nenhuma manutenção, as instalações elétricas, hoje encontram-se totalmente arcaicas, sub dime nsionadas, oferecendo sérios riscos aos usuários, inclusive o de provocar incêndio. Vejam o absurdo, há somente 3 circuitos para toda a parte elétrica! O que acarreta existir ar condicionados e chuveiros usando o mesmo circuito, com um único disjuntor e fiação abaixo da bitola necessária e com fis antigos, sem capeamento. 

         O mesmo se dá com a instalação hidráulica, uma calamidade! Tubos de ferro, com bitola estreita, completamente enferrujados e entupidos. E nem se fale no escoamento sanitário, feito em manilhas antigas de barro que, pelo uso e pelo tempo, afundaram e hoje provocam afundamento de alguns pisos, o que exala um mau cheiro insuportável nos banheiros. 

         Bruno vai fazer um orçamento e tentará conseguir verba para uma ligeira reforma e conservação do imóvel, nada mais justo. Acreditem, nesta semana, dois escorpiões foram encontrados nos banheiros e muitas baratas. Graças a Deus, Bruno conseguiu afastar essa ameaça fazendo dedetização no imóvel. Considerando as somas astronômicas que o governo gasta na conservação dos imóveis funcionais de Deputados e Senadores, Ministros e agregados, em Brasília, para uso de políticos, nada mais justo que invista também nos demais imóveis patrimoniais, que correm o risco de se acabarem. 

         Só desejamos que Bruno, Mill e as crianças sejam muito felizes aqui e que Deus os abençoe.


MINHA INFÂNCIA NO SUL

         Revivi lembranças do tempo de minha infância, essa casa me faz lembrar a minha própria história de vida. Desde que me entendo, morei em mutos Próprios Residenciais, assim chamados na linguagem oficial. Foram Vilas Militares são numerosas no Exército, pois oficiais são constantemente movimentados de uma cidade para outra, geralmente a cada dois ou três anos. Meu pai, oficial do Exército, recebia imóveis para morar com minha mãe e meus irmãos e aí sempre fomos muito felizes. Foram períodos inesquecíveis! Dos 3 aos 6 anos de idade, lembro-me de Bento Gonçalves, quando meu pai serviu no 1º Batalhão Ferroviário, de 1945 a 1948, encarregado da construção do TPS – Tronco Principal Sul. 

         Depois de um certo período no Rio, fomos para Rio Negro, no Paraná, onde o rio Negro fazia fronteira com o Estado de Santa Catarina. Separadas pelo rio, do outro lado ficava a cidade de Mafra, onde costumávamos ir à pé, aos domingos, comer uma deliciosa kuka, um delicioso bolo ou pão de banana e canela, uma receita alemã. Lá morei dos 6 aos 9 anos, de 1948 a 1951. As casas da Vila eram de madeira, térreas, todas bem conservadas e confortáveis. As paredes duplas, tinham enchimento de material isolante, para fazer frente ao frio intenso do inverno. Meu pai era chefe do escritório técnico do 2º Batalhão Ferroviário – o Batalhão Mauá. Minha mãe, nos criava com liberdade, só possível numa cidade pequena, mesmo naqueles tempos. Ruas de terra, poucos carros, pouca gente. Nas Vilas Militares as famílias eram unidas e se apoiavam mutuamente. Era uma questão de necessidade, pois estavam bem longe dos parentes. Amizades verdadeiras surgiram nessas Vilas. 

         Daí, mudamo-nos para o Rio, onde meu pai faleceu precocemente em 1954, aos 41 anos de idade.

VIDA ERRANTE DE MILICO

         Eu também, como oficial do Exército, morei na Vila Militar de Resende, na AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras, em referência aos picos da Serra de Itatiaia. A experiência se repetiu, fomos felizes, nasceram nossas filhas e fizemos muitos amigos. De lá, nos mudamos para a Praia Vermelha, quando cursei o IME. Saímos do Rio, após minha formatura, para servir na CRO-7, Comissão Regional de Obras, na 7ª Região Militar, sediada em Recife, quando tornamos a morar em Próprio Residencial, desta vez em apartamento, na Av. Agamenon Magalhães, no Edifício Vidal de Negreiros. 

          

terça-feira, 25 de agosto de 2015

EXPOSIÇÃO DE LIVROS DE AUTORES ROTÁRIOS E EXPOSIÇÃO FILATÉLICA



38º INSTITUTO ROTARY DO BRASIL

EXPOSIÇÃO DE LIVROS DE AUTORES ROTÁRIOS 
EXPOSIÇÃO FILATÉLICA COM TEMÁTICA "ROTARY" 









Companheiros
Foi com imensa honra e alegria que recebi o convite do Convocador do 38º Instituto Rotary do Brasil, Diretor 2015-17, José Ubiracy Silva, para coordenar estes dois importantes eventos, sob a orientação do presidente da Comissão Organizadora, Diretor 2007-09, Themístocles Pinho. 

A história do Rotary, desde o seu início, está ligada aos livros e aos selos. A Exposição de Livros de Autores Rotários e a Exposição Filatélica com Temática Rotary, vêm agregar valor e conteúdo ao Trigésimo Oitavo Instituto Rotary do Brasil. 



Paul Harris nos legou vasta obra literária. Ele sempre incentivou os rotarianos a publicarem artigos em boletins, jornais, revistas, ou a editarem suas experiências em livros. 
Por outro lado, ao longo de sua história, os principais eventos e datas comemorativas do Rotary são tradicionalmente celebrados com a emissão de selos, nos mais recônditos países e regiões geográficas, atravessando um século em que a configuração geopolítica do mundo se redesenhou, ao sabor de guerras, conflitos e acordos de paz. 

É muito importante, portanto, contar com o apoio, tanto da Revista Brasil Rotário, quanto da ABROL, como instituições mantenedoras dos dois eventos. 

A Revista Brasil Rotário sempre prestigiou em suas páginas os lançamentos de obras de autores rotarianos e as emissões filatélicas, enquanto a ABROL, Academia Brasileira Rotária de Letras, congrega rotarianos com a finalidade de promover estudos e produção literária sobre o Rotary e a contribuir para preservar a sua memória. 

A Exposição de Livros de Autores Rotários, destinar-se-á à mostra de livros de autores rotarianos, com temática livre, isto é, os assuntos não precisam ser necessariamente do Rotary. 

A Exposição Filatélica com Temática "Rotary" terá como coordenador assistente o renomado filatelista do Rotary Club de Niterói-Norte, companheiro Antônio Joaquim Gonçalves Veloso, tel: 21 99621-9002; e-mail a.veloso@globo.com . 

É importante salientar que a EBCT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, fará o lançamento de um selo alusivo ao XXXVIII – IRB. 

Finalmente, conclamo a todos os interessados em expor suas obras e selos na Feira, que entrem em contato comigo, no mais breve prazo possível. 

Muito obrigado.


ALBERTO DE FREITAS BRANDÃO BITTENCOURT 
Coordenador da Exposição de Livros e 
Exposição Filatélica 
Governador 2004-05 do Distrito 4500 
Rotary Club do Recife-Boa Viagem. 
Tels: 81 98844-8129 (cel) e 81 3204-1752 
E-mail: abitt9@gmail.com 











       

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CAPACITAÇÃO EM LIDERANÇA

Capacitação em Liderança.
E-mail enviado em 16 ago 2015:




           Caro companheiro Roberto Watanabe.

O Rotary precisa de líderes que liderem.


Na minha opinião o Rotary nunca foi tão carente de lideranças, especialmente por parte dos presidentes de Clubes.

Os clubes precisam de presidentes pro-ativos, que tomem iniciativas, que saiam na frente, que atuem pelo exemplo.

Os presidentes precisam aprender a planejar, a administrar através das pessoas, a delegar, incentivar, monitorar, cobrar, avaliar, premiar, corrigir. 

Os presidentes de clubes têm que entender que são os únicos responsáveis pelo sucesso e pelo fracasso da gestão. É o princípio jurídico do "Domínio do Fato" que, na política brasileira, nunca foi tão achincalhado.

Vejo presidentes administrarem clubes como se fosse a cozinha da própria casa. Para mascarar a ignorância, agem com a arrogância de quem se acha dono da verdade.

Planejamento Estratégico? Bobagem, dizem. Manuais de Comissões, de Secretaria, de Tesouraria? Há 40 anos é a mesma coisa, repetem.

As reuniões do Conselho Diretor, quando existem, são meramente de fachada. Não discutem, não deliberam, não fazem nada de proveitoso, além de comer e beber.

Há presidentes apanhados no laço, de última hora. Não foram treinados, jamais leram os manuais, não conhecem os estatutos. Depois ficam reclamando que não recebem apoio e não raro, acabam deixando o Rotary após o término da gestão. É o que se chama "Síndrome da Pós Presidência". Mais comum do que se poderia imaginar.

A maioria dos presidentes só enxerga o Rotary até a distância de um metro diante de seus narizes. Fazem questão de fechar os olhos para a imensidão do universo rotário. Uma pena! Há tanta coisa bonita realizada por rotarianos nesses 110 anos de existência!

Na realidade o que eles fazem é empurrar com a barriga, para chegar ao último dia.

Por isso, eu o parabenizo, caro amigo e líder Roberto Watanabe. 
Seu treinamento de capacitação em liderança é um trabalho notável e muito necessário.

Deixo aqui, de presente para você, um pensamento que ouvi de um professor quando estava nos bancos escolares:

O VERDADEIRO LÍDER É AQUELE QUE NADA TEME, NEM MESMO UMA IDEIA NOVA.

PS: Desculpe o sabor acre destas linhas. Elas retratam o meu ceticismo. Vejo os anos correrem, sinto o meu tempo passar, e o Brasil ..... continua atolado na merda.


Seus alunos são uma luz de esperança para o Rotary e para um mundo melhor.


Abraços. 
Seja feliz. 

domingo, 19 de julho de 2015

RC CARUARU - ENTREGA DO TÍTULO DE SÓCIO HONORÁRIO

 ROTARY CLUB DE CARUARU -
SOCIO HONORÁRIO




Palavras de saudação a Alberto Bittencourt, proferidas pelo decano dos rotarianos do Rotary Club de Caruaru, companheiro Carlos Toscano.

https://www.dropbox.com/photos/shared_space/RzGbDpDVgGERnWU

Palavras de agradecimento de Alberto Bittencourt, dirigidas ao Rotary Club de Caruaru, pela outorga do título de Sócio Honorário

https://www.dropbox.com/photos/shared_space/8tORCiaNhWFSrMq 











O






quinta-feira, 16 de julho de 2015

BRASIL: PÁTRIA DO ABRAÇO



BRASIL: PÁTRIA DO ABRAÇO.


Alberto Bittencourt
publicado em julho de 2015


Minhas netas, as irmãs Deborah e Larissa confraternizam-se
pela formatura da Larissa em Direito. 



Confraternização em uma classe escolar.

Tal assertiva foi constatada por PAUL HARRIS, fundador do Rotary, no ano de 1936.

O fato é narrado por Eduardo Werneck no livro "1936 - O Ano em que o Brasil Conheceu Paul Harris", editado pela Cooperativa Editora Brasil Rotário. A obra é uma tradução do livro de autoria de Paul Harris, "Peregrinations III", que narra a viagem do fundador do Rotary à América do Sul, em 1936. A peregrinação termina pelo Brasil, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro.



Parabéns ao autor, Eduardo Werneck.

Sentimos no livro a sensibilidade aguçada de Paul Harris, a capacidade extraordinária de captar singularidades, de identificar-se com as minúcias culturais de cada povo.

Impressionou-me sobretudo a apologia que faz do "abraço brasileiro" à página xxx: 

"No Rio de Janeiro, ao fazer sua saudação na 'Hora do Brasil', declara sua total admiração por um gesto tão nosso: o abraço".

São palavras de Paul Harris:

"Espero que os bons brasileiros nunca permitam que a influência de outros povos menos sentimentais os faça abandonar o abraço. Este gesto abre o caminho para a boa vontade e o entendimento".

"Paul Harris recomendou aos brasileiros que nunca abandonem o 'hábito do abraço' que é muito mais cordial que o aperto de mão, e se comprometeu a fazer doravante, em todo o lugar que se encontrar, a apologia do abraço brasileiro".

Paul Harris fez essa constatação no ano de 1936, quando a sociedade brasileira era muito mais fechada e conservadora.

Tal nos leva a crer que, em se tratando de abraços, o Brasil é hoje superpotência mundial. Atualmente exportamos essa matéria prima para todo o universo. Ao aproximar dois corações, o abraço torna-se matéria prima do amor convivial, da amizade, da fraternidade, da paz, da harmonia, do entendimento, da compreensão. O mundo está muito necessitado desse produto genuinamente brasileiro, que tanto encantou Paul Harris em 1936.

Paul Harris acertou em cheio. 
Muito obrigado Eduardo Werneck.

VIVA 1936!!
VIVA O ROTARY!!!