ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal
ALBERTO BITTENCOURT - Palestrante, conferencista, motivador, consultor, escritor, biógrafo pessoal

sábado, 5 de setembro de 2009

O FUTURO DO NOSSO ROTARY



 O FUTURO DO NOSSO ROTARY

RELAÇÃO ROTARY / EMPRESAS


MÁRIO CÉSAR MARTINS CAMARGO

(Palestra apresentada no XXXII IRB de Gramado – RS, em setembro de 2009

 Gravação e transcrição por Alberto Bittencourt)



i)          - INTRODUÇÃO


Vamos falar da relação entre o Rotary e as entidades empresariais, na condição de vice-presidentes da FIESP – Federação das Industrias de São Paulo, na gestão do atual presidente Paulo Scaff,

Considerando que o mundo de hoje exige que as empresas tenham consciência social e ambiental, devemos pensar nas entidades empresariais e nas empresas como oportunidades de emparceiramento.

As empresas mais valorizadas são aquelas conhecidas por uma atitude ambiental e socialmente correta. Isso se reflete no seu valor de mercado. Existe até um link na Bolsa de Valores de São Paulo que destaca as empresas com preocupação sócio-ambiental, dando-lhes uma valorização patrimonial superior às demais. Essa carteira significa mais dinheiro no bolso dos acionistas. O mundo empresarial já entendeu que a preocupação sócio-ambiental não é apenas uma ferramenta de marketing. Ela reverte em benefício do próprio empresário.

Esse é o mercado potencial que o Rotary pode explorar. Nós estamos gradativamente lidando com gente mais e mais propensa a apoiar atividades voltadas para a comunidade, para a preservação ambiental. Não é benemerência, não é filantropia, é retorno de investimentos. Eu falo como vice-presidente da FIESP.

Na FIESP, essa atitude é uma postura pública do próprio presidente da Federação. Desde que Paulo Scaff tomou posse, ele adotou a diretriz de trazer a FIESP de encontro à sociedade. Até então a FIESP era considerada uma entidade distante, protegendo seus interesses logísticos, nem sempre aberta ao público.

O presidente Scaff convocou o seu Conselho Diretor e decidiu se aproximar mais da comunidade.

Se vocês estivessem três semanas atrás na FIESP, teriam visto o presidente Lula com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, promoverem um encontro de 50 empresários chilenos com duzentos empresários brasileiros.

Políticas nacionais são decididas hoje no âmbito da FIESP. Um exemplo é o renascimento da escola de debates, projeto abandonada pela própria FIESP na década de setenta. Hoje esse projeto foi retomado. Lá você pode ver autoridades dos poderes judiciário ou legislativo estabelecendo pontos de comunicação com a Federação, contrariando interesses lobistas de favorecimento econômico interno.

Então, o que podemos observar no mundo empresarial?

Por um lado, nós temos empresas mais propensas a aceitar um discurso de emparceiramento econômico voltado para o social.

Por outro, encontramos federações ou entidades de classe, como a ABIGRAF, a qual presidi até o ano passado, que congrega 18 mil gráficas do Brasil inteiro, também com preocupações voltadas para esse binômio sócio-ambiental.

O que nós rotarianos podemos fazer diante desse mercado de oportunidades?

Vamos seguir a mesma metodologia proposta por RI para o distrito e para os clubes: o planejamento estratégico. Talvez nós pudéssemos empregá-la na nossa abordagem às entidades empresariais.

 Então, qual é a nossa situação atual? Fazendo um “brainstorm” ou, como se diz lá no interior de São Paulo, um “toró de palpites”:

- Quais são os nossos pontos fortes?

- Quais são os nossos pontos fracos?

- Quais são as propostas que nós podemos fazer? Lembrem-se, nós estamos falando com empresários que são normalmente pessoas objetivas que só aceitam fazer investimentos visando retorno. Então, na nossa abordagem, devemos absolutamente pactuar com esses objetivos.

Aonde queremos chegar?

Que tipo de relacionamento nós queremos desenvolver com esse pessoal?

Vamos estabelecer um plano trienal, assim como o Rotary estabeleceu no planejamento estratégico em nível global. Aqui não podemos descer a nível distrital, onde cada um de vocês vai planejar ações com as sociedades empresariais locais.  Vamos definir dados, vamos definir pessoas, vamos definir recursos e por fim, vamos colocar isso em prática.

Quais são os nossos PONTOS FORTES? Ontem, o EGD Paulo Casanova do Distrito 4.610 apresentou esse trabalho de levantamento dos pontos fortes e fracos do seu Distrito. Ele é o resultado do trabalho coletivo, de um brainstorm, e serve como linha de orientação para todos nós.



ii) DESENVOLVIMENTO



A – PONTOS FORTES


1)   TEMPO DE SERVIÇO

O primeiro ponto que o companheiro deve abordar, para vender o seu projeto a uma Federação de Indústria, por exemplo, é:

- há quanto tempo Green Peace está no negócio de servir?

- há quanto tempo o Mac Donalds está no negócio de servir?

- há quanto tempo o RI está no negócio de servir?

Alguém tem 105 anos de serviço? Não que eu saiba.

Porque eu apontei essas outras ONGs? Porque não se iludam, nós concorremos com entidades não governamentais de forte presença no mercado. Nós concorremos sim, nós não somos os únicos.


2)   CAPILARIIDADE / INTERNACIONALIDADE

Capilaridade / Internacionalidade à para mim, uma é decorrência da outra.

Que outra instituição está presente no mundo com a nossa territorialidade?

São 210 países e regiões, 33 mil clubes que vão do Rotary Club de Chicago, o Number One, até o Rotary Club de Gramado.

Eu também não conheço que outras entidades têm essa presença, ilimitada, no mundo todo.


3)   ABRANGÊNCIA

Que outra instituição permite uma gama tão flexível de serviços?

Quando falamos no Green Peace, falamos em questões ambientais.

Quando falamos de entidades voltadas para a proteção do câncer infantil, como por exemplo, o Mac Donalds, falamos apenas de proteção do câncer infantil.

Se quisermos patrocinar um programa de erradicação da pobreza em crianças de rua, não devemos convidar o Mac Donnalds, o estatuto deles não permite. Ele não patrocinará.

Nós somos diferentes. Nós temos programas de jovens, programas de intercambio, programas de água, programas de saúde, programas de educação e muito mais, ou seja, nossa finalidade e nossa abrangência são ilimitadas.


4)   DIVERSIDADE:

Que outra instituição tem tantas e tão diversificadas profissões dentro do mesmo Rotary Club?

Se nós pensarmos em instituições de classe, vem à nossa mente quase que imediatamente o protótipo do representante dessas instituições.

A nossa instituição é diferente. Ela é muito diversificada, muito rica, ela tem pretos, brancos, amarelos, pardos, homens, mulheres, jovens, velhos, evangélicos, católicos, protestantes, budistas, islâmicos. Somos todos iguais.


5) CONTRA PARTIDA:

 E esse é o tipo do argumento que interessa ao empresário que procuramos.

Que outra instituição apresenta a real possibilidade de emparceirar, colocando dinheiro no lugar de discurso? Como diz o americano, “put your money or your mouth”. Nós temos essa possibilidade. Ao contrário de algumas instituições que são apenas receptoras de dinheiro, nós também somos doadores de dinheiro. Nós também podemos equiparar o cheque do Bill Gates.

        Que outra instituição pode enfrentar o desafio de Bill Gates de doar 200 milhões de dólares para combater a pólio?

        Não me consta que a Fundação Bill Gates tenha um paralelo na sua história, como essa de doação com contra partida.

        As iniciativas locais de nossos Rotary Clubs devem deixar bem claro essa contra partida que provemos através de nossos programas.


                6) FORÇA DE TRABALHO

        Nós somos muito grandes. Ainda que estejamos estagnados no Quadro Social há 20 anos, ainda somos uma força de trabalho poderosa, de 1.2 milhões de indivíduos no mundo. Também não sei que outra ONG pode ombrear conosco, em termos de uma força de trabalho voluntária, ativa e, em alguns casos, até pagante.

        Ainda temos outra vantagem competitiva em relação a outras entidades: nós colocamos a mão na massa.

        Quando nós patrocinamos uma entidade, através de um Rotary Club local, nós temos empresários rotarianos participando do levantamento de fundos, até mesmo tirando recursos de seus fornecedores.


7) GOVERNANÇA:

Nós somos uma entidade constantemente auditada, não só por auditores externos, profissionais, mas também pelos próprios rotarianos. Nós não temos como partir para a “pilantropia”.

Nós temos barreiras muito pesadas contra qualquer forma de desperdício. Nós somos constantemente forçados a reduzir custos, a trabalhar com mais e mais voluntários, somos obrigados a prestar contas de cada centavo recebido.

Não sei se existe outra entidade com essa transparência


8) RELACIONAMENTO EMPRESARIAL:

Quem dentro desta platéia pertence aos quadros de uma Associação Comercial, Industrial, de Classe, Associação Profissional, Clube de Diretores Lojistas?

Quantos de nós participamos da vida comunitária, empresarial, associativa?

Só aqui tem uns quarenta. Quer dizer, nós nem precisamos de contatos para ter acesso a essas entidades. Nós somos o contato.


B - PONTOS FRACOS:


1) IDADE MÉDIA

89% dos sócios tem mais de 40 anos, ou seja, se Paul Harris fosse vivo, talvez, pela sua jovem idade, nem fosse admitido num Rotary Club.

Uma oportunidade que nós temos são os Interacts e Rotaracts Clubs, o que significa que nós já temos a porta de entrada dos jovens. Porque não explorar?


2) FALTA DE FÓCO.

Nós somos muito abrangentes.

É mais fácil comprar uma idéia de uma entidade que só tem um programa, cuja bandeira é o foco, é o lema daquela instituição, do que do Rotary.

Então a mesma abrangência que nos favorece de um lado, por outro pode ser contraproducente. Essa multiplicidade de programas pode ser um fator de dificuldade para conseguir parceiros.


3) DESCONTINUIDADE

Um dos nossos potencias problemas é a descontinuidade. Eu, como empresário, tenho que ter uma visão de longo prazo. Para que eu, empresário, possa investir num programa específico do seu Rotary Club eu preciso da garantia de que o seu sucessor continuará patrocinando esse programa.

Eu sei que o retorno pode não acontecer no mesmo ano rotário, mas quem garante que ele acontecerá no ano seguinte, ou nos seguintes?

 Esses são pontos que nós temos que trabalhar e nós temos que garantir através de ações e de compromissos de longo prazo.

Exatamente por isso, o Planejamento Estratégico do Rotary prevê mecanismos de serviços e de comprometimento até três gestões à frente.


4) IMAGEM

A nossa imagem na sociedade é que somos um clube de negócios. Nós somos vistos  ainda como um clube formado por homens de negócios, de certo nível social. Só que essa visão não corresponde mais à realidade. Entretanto, não é isso que a sociedade percebe.

A imagem do Rotary, nas entidades que eu represento, ainda é distorcida.

Nós temos que saber como corrigir isso.


C - Plano de implementação


Que entidade nós vamos abordar? Aqui, por exemplo, levantaram a mão uns quarenta participantes de associações diversas. Vamos fazer a lista dessas entidades: pode ser Conselho de Profissionais, Associações Comerciais e Profissionais, enfim, quem é que, dentro dessa associação está articulado com uma entidade como o Rotary?

Em quanto tempo nós pretendemos desenvolver essas relações? Nós precisamos fazer um plano para comprometer o sucessor, estabelecer uma linha de trabalho com cronograma, pessoas responsáveis, pontos de checagem, objetivos.

Portanto, nossa relação com nossos parceiros empresariais tem que ser fundamentada num planejamento estratégico. É assim que funciona.


D - PROPOSTAS

Que propostas faremos?

Na hora de dirigir as propostas, nós devemos lembrar que temos a  ABTFR - Associação Brasileira da The Rotary Foundation, que é uma OSCIP, com as vantagens fiscais da legislação.  

A nível de clube, a nível de distrito, qual o retorno de marketing que nós vamos dar a essas empresas ou a essas entidades?

 Nós podemos permitir associação desses parceiros privados com o logotipo do Rotary? Sim, ou não? Nós temos que nos posicionar, para que as empresas possam avaliar corretamente.

Duas semanas atrás houve um seminário da ABTRF patrocinado pelo Rotary Club de Santo André – Norte. Esse clube doou para a Fundação Rotária o ano passado, US$1.125,00 per capita. É o clube campeão do nosso distrito em arrecadação. Eles tomaram a iniciativa de organizar esse seminário no pólo petroquímico do ABC. Uma das preocupações foi que tipo de retorno nós podemos oferecer para essa gente? Eles têm dinheiro. Estou falando de um clube que tem preocupação ambiental. Que tipo de proposta vamos levar para esses empresários?

Como é que está funcionando esse emparceiramento do Rotary, que é de voluntários, que é de longo prazo, que é um processo, que não acontece da noite para o dia, com as empresas, dentro do distrito?

Essas são as contribuições do nosso distrito nos últimos cinco anos: saímos de US$ 242 mil/ano para US$ 688 mil no ano 2006/07.

As contribuições para a ABTRF, que é o novo braço empresarial para contribuições, estão evoluindo anualmente.

Esses últimos cinco anos, dos US$2,10 milhões de contribuições do nosso distrito para a Fundação, US$ 312 mil foram para a ABTRF. Representa 15% dos recursos doados pelo D.4420 à Fundação Rotária, obtidos no mundo empresarial.

15% é um número recente, mais ainda é muito pouco. Há muita verba disponível e muitas oportunidades estão no distrito, estão com os rotarianos, estão nas entidades.


iii) - CONCLUSÃO


Para terminar, cito esta frase do padre Vieira:

“Nós somos o que fazemos. O que não se faz, não existe”.

É um chamamento à ação: planeje, execute,implemente.

O resultado aparece.

Obrigado.


F  I  M

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DOIS ANOS SEM DULCINÉA



Há dois anos, no dia 20 de agosto de 2007, nossa querida Dulcinéa, então governadora do Distrito 4500, nos deixou. Lutou bravamente contra um câncer. A separação causou um grande “vazio” no coração de todos os que a conheceram e com ela conviveram.

A vida é feita de separações. E de encontros.
Em cada separação a tristeza a dor. Em cada encontro a paz, a alegria.

Assim é, também, no reino animal. Vez por outra recebemos pela internet imagens de passarinhos, cães, macacos e outros bichos em manifestação de sofrimento pela perda de um igual. Qualquer filhote, desprovido da mãe se queda triste, abatido, capaz de morrer.

Como eles nós, mamíferos sociais, somos extremamente sensíveis à separação dos entes queridos. A dor de uma separação pode ser até mesmo maior que a dor do sofrimento físico.

As separações fazem parte da vida. São inevitáveis. Tanto as grandes separações, definitivas, como a morte, o divórcio, quanto as menores, temporárias ou não, como deixar um trabalho, os amigos, enviar as crianças para um período de férias. Todas trazem o sentimento da perda, podem ser mais ou menos traumáticas.

Resilientes são os que superam a dor de uma grande perda, um grande trauma, o vazio de uma separação definitiva e retomam a vida normal e produtiva. Os resilientes aprenderam, de uma forma ou de outra, a dizer adeus.

Alguns procuram disfarçar, se mascaram de falsos sentimentos do tipo: não gosto de despedidas. Ou se escondem atrás da máscara da alegria: ora, ora, não vamos fazer melodramas.

Outros fingem, como fingiu o poeta Fernando Pessoa:

O poeta é um fingidor
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente.


Há os que extravasam na arte, na poesia, na música, de várias formas.

Há os que engolem seco, se fecham na introspecção, na solidão interior.

Talvez os mais corajosos sejam os que se debulham em lágrimas, choram, sem ter palavras para expressar a tristeza que lhes vai n’alma.

Na separação de um ente querido, não ficar triste é que seria realmente triste. Significa que nada de importante se viveu junto.

No “Pequeno Príncipe” a raposa encontra um novo sentido na cor dos campos de trigo, quando ela percebe a semelhança com os cachos dourados dos cabelos do menino que se tornara seu amigo.

Saint Exupéry descreve a separação:

– Ah! Disse a raposa, eu vou chorar.
_ A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal, mas tu quiseste que eu te cativasse...
– Quis , disse a raposa.
– Mas tu vais chorar, disse o principezinho.
– Vou, disse a raposa.
– Então não sais lucrando nada!
– Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.


Como nos mostrou a raposa, existe uma formidável maneira de se dizer adeus. Não é apenas expressando a tristeza, mas cultivando o que se guarda do outro. É uma maneira simples de mostrar que a relação é mais forte que o tempo e o espaço.

Um poeta definiu: saudade é tudo aquilo que fica de alguém que já se foi.

Ao dizer adeus à Dulcinéa, Reinaldo garantiu que seu amor continuaria a animá-lo interiormente. Posso imaginar seu sentimento que também é nosso:

Estarei sempre triste com a tua ausência, mas, ao sentir a tua falta, direi para consolo de cada dia: eu te amo. E tu estarás o tempo todo a preencher o vazio da minha saudade. Retomarei sozinho a aventura de minha vida, a saber que tua voz estará sempre me acompanhando.

domingo, 23 de agosto de 2009

ATIVIDADES DO ROTARY BOA VIAGEM



O Rotary Club do Recife-Boa Viagem foi fundado no dia 22 de janeiro de 1982. Tem sua história marcada por elevado número de projetos e ações comunitárias focadas na zona sul da área metropolitana do Recife.
Destacamos o apoio às seguintes instituições, que se ocupam da infância e adolescência em situação de risco:

1. Patronato Nossa Senhora da Conceição, sede própria situada à rua Arthur Licio, 221, no Pina, Recife, administrado pelas irmãs de caridade da ordem ISMEP – Instituto Social da Medianeiras da Paz. Atende a 170 crianças da favela do Bode com alimentação, aulas de artesanato, complemento escolar, esportes, danças e iniciação profissional. O Rotary atuou na melhoria das instalações, construiu pavilhão. Manteve durante muitos anos uma sala de aula de datilografia que formava duas turmas de 30 alunos por ano. Com o advento da informática, o Rotary montou uma sala de aula com 10 computadores, 5 impressoras, fez a reforma das instalações e doou o mobiliário. A cada ano, são formadas duas turmas de 20 alunos.

2. CRVV, Centro de Recuperação e Valorização da Vida, PROCRIU - Projeto Criança Urgente, com sede própria situa
da à rua Eurico Vitrúvio, 124, Pina, administrado pelas irmãs Anatília e Zena. Alimentação, aulas de informática, música instrumental, artesanato, reforço escolar, esportes, são ministrados a 75 crianças. O Rotary conseguiu recursos para a compra de dois imóveis para a instituição e ajuda no pagamento de funcionários.

3. Lar de Cáritas, com sede própria, situado no Jardim Piedade, Jaboatão dos Guararapes. O Rotary conseguiu que a Prefeitura abrisse ruas de acesso, trouxe energia trifásica, adquiriu terrenos, construiu salas de aula, sistema de esgotos. Perfurou um poço profundo, construiu um castelo d’água, doou uma Kombi, já renovada três vezes, instalou o gabinete odontológico, a cozinha industrial, a lavanderia industrial. A entidade presidida pela sra. Vera Lúcia Martins, fornece alimentação, cesta básica e instrução para 260 crianças

Espaço da Criança,com sede própria, à rua José de Alencar, 419, Boa Vista. Dirigida pela sra. Núbia Mesquita, atende a 116 crianças, desenvolvendo atividades semelhantes às anteriores.O Rotary Boa Viagem elaborou um projeto de cozinha industrial e trabalha para viabilizar os recursos.
Na comunidade de Boa Viagem, o Rotary participou de campanhas memoráveis, como a da erradicação de barracas que invadiram a praia, não descansando até sua completa remoção pela prefeitura.

Por ocasião das cheias que causaram vítimas e desabrigados no Recife e municípios visinhos, o Rotary Boa Viagem realizou diversas campanhas de arrecadação de roupas, agasalhos, material de higiene e limpeza e alimentos. Carreatas foram realizadas aos domingos, para receber donativos, com caminhão baú, carro de som, faixas e a participação intensa dos rotarianos.

Não poderíamos esquecer das campanhas da vacinação contra a paralisia infantil. O Rotary Boa Viagem sempre participou dessas campanhas, nos postos do Pina, ajudando a vacinar, organizando filas, providenciando que nada faltasse.

Destacamos dois grandes projetos que fazem a diferença para muita gente:

O primeiro, já finalizado, no bairro de Piedade, é o projeto “Gravidez, Dádiva de Amor e Carinho”. O Rotary reuniu no Lar de Cáritas, durante 8 meses, 35 gestantes abaixo de 25 anos. Uma vez por semana, as futuras mamães se reuniram para ouvir palestras de orientação sobre cuidados com o bebê, alimentação, higiene, saúde, jogos educativos Fizeram exame pré-natal, receberam alimentação e cesta básica. Após o nascimento, cada uma recebeu um enxoval completo dentro de uma banheira plástica. O projeto teve por ênfase estabelecer uma relação afetiva entre mãe e filho.

O outro projeto, em andamento, é o “Educação Igual”. 25 jovens oriundos das escolas públicas Assis Chateaubriand e Santos Dumont estudam no curso Contato para prestar vestibular no fim do ano. Com todas as despesas pagas, recebem lanche e material escolar. Para o ano 2010, nova turma de 45 alunos será preparada.

Essas são as principais atividades do Rotary Club do Recife–Boa Viagem, que reúne atualmente 33 rotarianos, homens e mulheres da classe média, de variadas categorias profissionais (médicos, advogados, engenheiros, juízes, professores, funcionários públicos, veterinários, dentistas) que se empenham em suas horas de folga para melhorar o futuro de muitas pessoas.
Nossas reuniões plenárias semanais são às 20h30min das quintas feiras no Cabanga Iate Clube. Visite-nos. Vocês estão convidados a se juntarem à nós, por um Brasil melhor, menos violento, mais humano.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

BARACH OBAMA PREGA A PAZ


O discurso do presidente americano Barach Obama na Universidade do Cairo, Egito, na quinta feira, 04 de junho de 2009, marcou a nova fase na política externa americana para o oriente médio. Durante 45 minutos ele pregou um recomeço das relações de seu país com o mundo muçulmano. Sua voz se estendeu para mais de um bilhão de discípulos de Maomé e também para o povo americano. Citando o Alcorão, pregou o diálogo honesto e respeitoso entre os dirigentes das nações e disse que sua administração está empenhada em convencer o povo americano de que o Islamismo não é uma religião de extremistas.
Inicialmente o presidente Obama traçou uma breve retrospectiva das relações entre os mundos cristão e muçulmano. Declarou que ambos partilham dos mesmos princípios de justiça, de solidariedade, de tolerância e de dignidade do ser humano.
“Enquanto nossas relações forem definidas por nossas diferenças, estaremos ajudando àqueles que semeiam o ódio em vez da paz, que promovem o conflito em vez da cooperação. Este ciclo de discórdia deve ter fim, para que possamos ajudar nossos povos a alcançar a justiça e a prosperidade”, afirmou.
O presidente americano reconheceu que apenas um discurso não seria capaz de apagar tantos anos de desconfiança, mas o importante, declarou ele, é aprender a escutar, a se respeitar e a encontrar os caminhos do entendimento.
O presidente ressaltou a contribuição do Islamismo para o progresso da civilização. Mencionou que sete milhões de americanos são muçulmanos, que muito contribuem para o progresso e desenvolvimento do país. Valorizou o fato de que existem 1.200 mesquitas no Estados Unidos, construídas em todos os estados da nação americana.
Sobre o quadro atual, o presidente afirmou que os Estados Unidos não darão trégua aos extremistas, principalmente da rede Al-Qaeda, responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, que causaram cerca de 3.000 mortos. Ele disse que o mundo muçulmano deve fazer o mesmo.
A respeito do conflito Israel-Palestina, o presidente Obama apelou para que cada parte reconheça as aspirações da outra. Afirmou claramente que o governo americano não aprova a violação dos acordos pelo governo israelense, como também, acrescentou, o Hamas deve reconhecer o direito de Israel existir, deve respeitar os acordos firmados e cessar a violência. A violência, disse ele, mina toda autoridade moral dos dirigentes.
O presidente Obama abordou também a questão das guerras do Afeganistão e do Iraque. Ressaltou que as forças americanas não pretendem aí permanecer mais tempo que o necessário e que seu país não tem nenhum objetivo de conquista territorial.
Ele igualmente falou das relações com o Iran. Reconheceu que os Estados Unidos erraram ao apoiar o golpe de estado de 1953, que depôs o primeiro ministro Mosaddeq, restaurando a ditadura do Xá Resa Pahlevi. Conclamou o Iran, a parar de se definir em função de sua oposição aos Estados Unidos e a buscar uma real definição para o futuro.
Barach Obama falou da democracia, das liberdades religiosas, dos direitos das mulheres e do desenvolvimento econômico nos países mulçumanos. Disse que impedir as mulheres de se instruírem não é senão um modo de vedar seu acesso a um futuro melhor. Disse que os países onde as mulheres são mais instruídas são também mais prósperos.
O discurso de Obama busca, sem dúvida, restaurar a imagem dos Estados Unidos no mundo, deteriorada pela política de seu predecessor, George W. Bush.
As guerras do Iraque e Afeganistão, o escândalo da prisão de Abou-Ghraïb, o destino dos presos de Guantânamo, o alinhamento sistemático pró-Israel, contribuíram para denegrir a imagem americana, principalmente perante o mundo árabe-muçulmano.
O discurso de Barach Obama representa, sem dúvida, uma reviravolta na
política externa americana. Representa, sobretudo, uma identificação com os ideais rotários de busca da Paz e Compreensão Mundial, preconizados por Paul Harris desde 1905, ano da fundação do Rotary International.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

FORRÓ NA CASA DOS MENDONÇA









Alegria e companheirismo marcaram o sábado, dia 06 de junho, na fazenda Primavera, de Zoroastro e Janete Mendonça, em Caruaru.
Às nove da manhã o ônibus partiu lotado da frente do hotel Vila Rica, em Boa Viagem. O percurso foi marcado por um bate papo alegre e descontraído, regado a refrigerantes e sucos. Flory e Gracinha providenciaram chapéus de palha com um babado azul estampado para as mulheres e um lenço no mesmo padrão para os homens. Maria Helena, gentilíssima como sempre, confeccionou lindos chaveiros de fitas coloridas e um pequeno ornamento que os homens penduraram na lapela e as mulheres nas bolsas.
O nosso querido Boa Viagem compareceu em peso. Não citarei nomes, basta ver as fotos. Ressalto apenas as presenças indispensáveis dos queridos companheiros Jorge e Mônica; Enoc e Albertina; Eunando e Ana Lúcia, além da possível futura companheira, nutricionista Magali Schilling e também Pedrinho, filho de Francine. Corsino e Manoel levaram filhos e netos. Esperavam-nos Zoroastro e Janete, perfeitos anfitriões, com os filhos, Cid, Jorge, Cláudio, e respectivas esposas. Chegaram também os companheiros do RC Caruaru, além do amigo de sempre, o simpático ex-prefeito, hoje vereador, Tony Gel.
Zoroastro é membro do RC Caruaru e sócio honorário do RC Boa Viagem. A festa junina na fazenda Primavera é uma tradição para a qual são convidados os companheiros dos dois clubes, além de amigos e parentes da família.
Ao chegarmos, lá pelas 11h30min, grata surpresa nos esperava. Uma farta mesa de café da manhã, com uma variedade de comidas típicas, de dar água na boca: tapioca, bolo Souza Leão, pé de moleque e tantas guloseimas que seria impossível descrever. Superior a qualquer hotel cinco estrelas.
Imediatamente um conjunto pé-de-serra começou a tocar. Dois vocalistas, cada qual melhor, acordeão, zabumba, triângulo, teclado, deram a animação, sem parar nem repetir. Segundo Cid, forró na casa dos Mendonça tem hora para começar, não tendo para terminar. E tome aperitivo, churrasquinho, frango, coração, picanha, uísque do melhor, além de vinho, cerveja, sucos e refrigerantes. O almoço saiu lá pelas 17h00. Foi festa pra ninguém botar defeito, como só mesmo Z. Mendonça, e Janete sabem fazer.
Obrigado aos nossos queridos companheiros de Caruaru. Obrigado, Zoroastro, Cid, George e Cláudio. Que Deus os proteja e que o RC Boa Viagem permaneça sempre forte e unido como um FEIXE DE VARAS.

F I M

terça-feira, 26 de maio de 2009

VISITA DO IGE-2009




Eles vieram dos Estados Unidos, dia 05 de abril. Desembarcaram em Petrolina, PE, onde por três dias, conheceram as riquezas e peculiaridades da região. Visitaram as vinícolas dos melhores vinhos, as fazendas das melhores frutas. Percorreram empresas privadas e instituições políticas, sociais, culturais. Fizeram passeios turísticos, receberam informações profissionais, de acordo com seus interesses. Trouxeram a visão de sua terra e aqui receberam a visão de nossa gente, nossa cultura, nossa nação.
Assim foi em Caruaru, PE; Caicó, RN; Mossoró, RN; Natal, RN; até chegarem no Recife, PE, onde completaram os 30 dias do programa do Intercâmbio de Grupos de Estudos, IGE-2009. Em cada cidade foram recepcionados por Rotary Clubs anfitriões, encarregados dos programas locais e ficaram hospedados em casas de famílias rotárias. Um ponto de destaque foi o jogo de futebol que assistiram no estádio, entre as equipes do Náutico – PE e Internacional – RS, pela Copa Brasil.
O grupo de cinco americanos enviados pelo Distrito 6290, que compreende os Rotary Clubs de parte dos estados de Michigan, EUA e Alberta, Canadá estava assim constituído:
• Virginia Ryan, 71, publicitária aposentada, líder, única rotariana do grupo.
• Mattew Pierle, 34, ambientalista.
• Emily Rose, 27, marketing.
• Leslie Anderson, 30, promotora de vendas da ind. Farmacêutica.
• Chip VanderWier, 39, urbanista.
No feriadão da sexta feira, 01 de maio, dia nacional do trabalho, coube ao nosso querido RC do Recife-Boa Viagem, a vez de ser o anfitrião.
Nosso clube proporcionou uma jornada agradável aos americanos em Porto de Galinhas. Infelizmente, por motivo de indisposição, Matt Pierle deixou de comparecer.
Chip, careca e barbudo, não muito alto, forte como um gigante, lembrou-me daquele marujo rival do marinheiro Popeye, que aplica imensas surras no herói, antes dele engolir a lata de espinafre. Pois bem, Chip, cujo nome mais parece ser um apelido, mostrou-se um jovem educado, cavalheiro, fidalgo, muito interessado em conhecer em detalhes as coisas do Brasil.
As duas jovens profissionais, Leslie e Emily, simpáticas, estavam sempre alegres, sorriso nos lábios, dispostas a trocar detalhes e informações com os brasileiros.
A líder Virginia é que surpreendeu. Trata-se de uma senhora na qual o tempo deixou suas marcas, mas dotada de uma disposição de dar inveja a qualquer um. Sem recusar um convite, nem deixar de participar de todos os eventos, semblante alegre, jovial como os demais, sempre demonstrando curiosidade e interesse pelas coisas do Brasil. Ela fala um bom português. Disse que há apenas cinco meses começou a estudar. Antes nada sabia. Desabafou que em seu estado, não é fácil encontrar candidatos ao IGE no Brasil: _Não são muitos os interessados e deu um certo trabalho formar o grupo, afirmou.
O fato é que o grupo parecia bem interessado e disposto, considerando que estavam no fim do período de intercâmbio. Na próxima segunda-feira embarcarão de volta ao seu país, decorridos 30 dias de sua chegada no Brasil.
O ponto de partida de nossa jornada foi o Clube Português, de onde saímos às 9h30, em dois carros, um dirigido por mim outro pela Helena.
Em Porto de Galinhas fomos direto para casa da Núbia. Esta nos esperava com os filhos Rafael e Raíssa. Raquel chegou depois, com o namorado. Chegamos, trocamos as roupas de banho e fomos direto para o paraíso ecológico de Maracaípe, viveiro natural de cavalos marinhos.
O tempo chuvoso dos últimos dias turvou a água na desembocadura do rio. A água salgada do mar foi expulsa da foz o que tornou o ambiente não propício para os cavalos marinhos.
Pegamos as jangadas e aportamos num banco de areia logo após. Um pescador mostrava num vidro de compota o único exemplar disponível na área. Coitado! Já devia estar ali há dias. Estressado, debilitado, teimava em restar deitado no fundo do pote. Só levantava quando trocavam e agitavam a água. Ainda assim, turistas deslumbrados tiraram muitas fotos tentando mostrar o nosso herói como se estivesse numa boa, desfrutando excelente saúde.
De volta, ainda demos um mergulho nas piscinas marinhas que fazem de Porto a praia mais bela, entupida de banhistas, barraqueiros, cadeiras, vendedores.
Chip, curioso, quis conhecer os detalhes de uma jangada. Segundo ele vai fabricar e vender nos EUA. Eu disse que a jangada era simples e perfeita. Não afundava jamais, diferente do TITANIC, que, com toda a tecnologia da época, não resistiu a um iceberg. Assim é a vida, completei. As coisas mais simples são as melhores.
De volta à casa da Núbia, nos esperava lauto almoço, antes de retornarmos ao Recife.
Obrigado Helena, Núbia, Raissa, Rafael e Raquel pela excelente jornada.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

ANIVERSÁRIO DO ROTARY CLUB DE ITAPETIM, PE







No domingo, 03 de maio de 2009, o RC Itapetim celebrou, de forma auspiciosa, seus 20 anos de existência.

A data foi marcada pela realização de um seminário interclubes denominado Interclubes Maria Socorro Patriota, em homenagem à companheira prematuramente falecida, vítima de câncer que, por seu trabalho rotário, dedicação e participação, deixou a marca da saudade no coração de todos.

Estiveram presentes, numa bela manhã, cerca de 120 companheiros e convidados, pertencentes a 10 clubes de Rotary.

O evento, patrocinado pelo RC Itapetim, sob a coordenação do incansável Benones Lopes, foi impecável. Tudo estava previsto nos mínimos detalhes. Logo na chegada, uma farta mesa de café da manhã esperava a todos os participantes. Os inscritos receberam uma bela pasta de cartolina, com o programa e um bloco de notas.

O seminário foi entremeado de poesias e declamações, pois Itapetim, sendo terra de poetas e cantadores, assim como as demais cidades do vale do Pajeú, é considerada a capital da poesia.

Os palestrantes do evento foram Adalberto Gomes Teixeira do RC de São José do Egito, rotariano exemplar, atuante na fundação dos vários clubes da região, que discorreu sobre a trajetória de serviços e companheirismo do RC Itapetim, narrando, desde a fundação, os principais fatos e histórias dos 20 anos de existência do clube.

Tive a honra de ser o segundo palestrante, discorrendo durante 50 minutos sobre o tema “A Fundação Rotária e seus Projetos Humanitários”.

O terceiro palestrante foi Reinaldo de Oliveira, dedicado companheiro que não recusa um convite, por mais distante que seja o clube. Dirige nas estradas cinco horas seguidas, sem cansar ou sentir sono, mantendo o bom humor de sempre. O tema de sua palestra foi: “Companheirismo e Amizade”.

No evento, Benones e o RC Itapetim tiveram oportunidade de fazer a entrega à Suzan Clarke, eficiente assistente inglesa da Comissão Distrital de Projetos da Fundação Rotária durante a minha presidência, do título de sócia honorária do RC Itapetim, outorgado há sete anos, e que permaneceu esse tempo todo aguardando oportunidade para ser entregue. Susan ajudou o clube a concretizar quatro projetos de Subsídios Equivalentes, destacando-se o da Vila Rotary, um conjunto de 20 casas, com lavanderia, centro comunitário e capela.

Foi uma bela e tocante homenagem.

Eu, Helena e Suzan, saímos na véspera do Recife para pernoitar em Afogados da Ingazeira, onde se situa o hotel mais aprazível da região, a Pousada de Brotas. Em outro carro seguiram Reinaldo Oliveira e Baptistella. Mais tarde chegou o governador Eduardo Queiroz e Oneide.

Fomos recebidos de modo acolhedor pelo casal de rotarianos, Humberto, e suas duas esposas, Maria de Lourdes e Sônia, como brincou Reinaldo. Esclareço que na realidade trata-se de uma única pessoa, batizada de Maria de Lourdes, mas que adotou o apelido de Sônia.

O casal nos proporcionou momentos agradáveis, de descontração, à mesa na hora do almoço e mais tarde, por ocasião do jantar.

Foi uma jornada de puro rotarismo, neste seminário promovido em comemoração aos 20 anos do RC Itapetim, do qual jamais esqueceremos.

Parabéns aos companheiros. Que Deus os proteja e mantenha o clube sempre forte e unido.

Vida longa para o RC Itapem!!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

O ROTARY DE HOJE E DE SEMPRE



O ROTARY DE HOJE E DE SEMPRE
As Três Tarefas Principais



Quando me perguntam como será o Rotary do futuro, eu não hesito em responder que o Rotary do segundo século de existência é o que nós estamos construindo hoje. Ele se baseia em três palavras de ordem, três tarefas principais que ocupam todos os momentos e energias do líder rotariano do presente. São elas: visibilidade, integração e mobilização. 


I) VISIBILIDADE

Seja a nossa primeira tarefa, a de dar visibilidade a todo o bem que o Rotary faz no mundo. 

O presidente Glenn disse que o Rotary nada tem a esconder. Não tem senhas nem códigos secretos. Tudo é claro e transparente, para ser compartilhado com a humanidade. 

O Rotary de hoje não se cala, nem fica quieto. O Rotary de hoje faz e mostra o que faz. O Rotary de hoje prima pela visibilidade, para que todos saibam da existência de pessoas irmanadas, de braços dados, integradas, ajudando a mudar este Brasil e a mudar o mundo.

Para divulgar Rotary, podemos usar recursos de marketing, da mídia, o que estiver ao nosso alcance para que todos o conheçam e aprendam a admirá-lo. Devemos levar o nome do Rotary ao nosso ambiente de trabalho, às nossos profissões, aos nossos círculos de amizades, à nossa casa, mostrar as ações, os feitos, as realizações de nossos clubes. 

É preciso dar visibilidade a tudo o clube faz, mostrar para sociedade os seus trabalhos, divulgar para o povo todo o bem que esse grupo de voluntários pratica. Só assim o Rotary Club terá credibilidade, fazendo e mostrando o que faz. Não é a toa que o novo Plano de Liderança de Clubes, recém instituído, preconiza a Comissão de Relações Públicas como uma das comissões permanentes.

Visibilidade é primeira palavra de ordem neste segundo século da existência do Rotary.

II) INTEGRAÇÃO

A segunda tarefa do rotariano é a integração. Integrar é desenvolver e motivar as pessoas. É ensinar ao novo companheiro, como ser um autêntico rotariano, despertando-lhe a vocação de serviço. É transformar o velho companheiro, já cansado e desestimulado, em autêntico homem de ação, verdadeiro líder, reacendendo em seu coração a chama da amizade, da boa vontade, da paz e compreensão. 

É a integração da Família Rotária na vida do clube. A Família Rotária integrada, unida como um FEIXE DE VARAS. As esposas ao lado dos maridos nas sessões plenárias, os filhos, os parentes, os clubes de jovens, Rotaract e Interact Clubs, os ex-integrantes do Intercâmbio de Jovens, os ex-participantes dos programas da Fundação Rotária, os familiares de rotarianos já falecidos, os amigos do Rotary, os "Rotarianos de Coração", tudo isso faz parte da Família Rotária. Integrados, unidos, trabalhando junto, freqüentando os clubes, as reuniões plenárias, dando opiniões, palpites, sugerindo programas, não apenas em companheirismo mas em todos os momentos de trabalho e de atividades do clube. O cônjuge pode estimular, ajudar muito a levantar os clubes. O cônjuge muitas vezes é quem puxa o rotariano cansado, acomodado, para vir a uma reunião plenária. 

A integração, é a busca de parcerias, no que se chama de mútua cooperação, porque um clube sozinho faz muito menos do que a soma de vários clubes. São como brasas isoladas, são limitados. Se nós unirmos essas brasas, podemos ter uma grande fogueira resultante. Integração de um Rotary Club com outro Rotary Club, integração com outros clubes de serviços, integração com empresas privadas, com órgãos públicos, autoridades municipais, secretarias de governo, Polícia Militar, com entidades de classe, associações comerciais. 

Integração é a segunda palavra de ordem neste segundo século da existência do Rotary.

III) MOBILIZAÇÃO

A terceira tarefa do rotariano é a Mobilização do Quadro Social, para atender ao chamamento do serviço. Mobilizar todos os sócios, a Família Rotária, esposas, filhos, parentes, amigos, parceiros. 

Mobilizar para o trabalho, é fazer com que todos os rotarianos sejam cúmplices uns dos outros, na busca dos ideais rotários. 

Disse o ex-presidente de RI, Luís Vicente Giay: “cada clube é a soma de seus membros, o reflexo de seus sócios, quanto mais eficientes formos, maior eficiência terá o clube. Clubes de qualidade correspondem a homens dispostos, devotados ao ideal de servir, consagrados à ação como produto de sua fé”.

O Rotary de hoje é um Rotary composto de pessoas que não são apenas comprometidas. Ser comprometido só não é suficiente, ser comprometido não muda a vida das pessoas, não muda o futuro de ninguém, não muda essa situação crescente de sofrimento. É preciso que nós sejamos cúmplices uns dos outros. Cúmplices das metas e sonhos do ideal rotário para que todos nós sejamos envolvidos e responsáveis, verdadeiros militantes rotários. Sim, posto que os idosos desamparados, os enfermos desassistidos, as crianças deficientes, pobres, nas ruas, as pessoas que não têm onde morar, as comunidades carentes, não precisam de simpatizantes. É isso que nós temos que ser, militantes rotários, para mudar um pouco esse quadro de violência que permeia a sociedade, para mudarmos o nosso Brasil. É com realizações concretas de nossos Rotary Clubs que podemos elevar a imagem do Rotary ante tantos que nos rodeiam, em nossas comunidades e no mundo. Mobilização é a terceira palavra de ordem neste segundo século da existência do Rotary.


                                                                            x-x-x-x-x-x




BOLSAS ROTARY PELA PAZ MUNDIAL

Você gostaria de mudar o mundo?
Gostaria de ganhar uma bolsa de estudos numa universidade de renome internacional com todas as despesas pagas?
Então inscreva-se nas Bolsas Rotary pela Paz Mundial. Estão abertas as inscrições para a turma de 2010-12.
Candidate-se a uma das bolsas patrocinadas pela Fundação Rotária do Rotary International, em um dos sete Centros Rotary de Estudos Internacionais existentes em oito universidades do mundo.
Entre as despesas cobertas pelas bolsas estão passagens aéreas, mensalidades e taxas escolares, hospedagem e alimentação, transporte local, despesas fortuitas e estágios de verão.
São dois os tipos de bolsas educacionais nas áreas de paz e resolução de conflitos: você pode concorrer a um curso de mestrado com dois anos de duração, ou a um certificado de aperfeiçoamento profissional com duração de três meses, o qual funciona duas vezes por ano.
A Fundação Rotária seleciona anualmente, com base de mérito, 60 bolsas de mestrado e 50 de aperfeiçoamento profissional, (25 em cada semestre), num total de 110 bolsas anuais. Oferece também um estágio, onde os bolsistas podem aplicar na prática os conhecimentos adquiridos no curso.
Os sete Centros Rotary de Estudos Internacionais nas oito universidades são os seguintes:

1. Chulalongkorn University, Bangcoc, Tailândia. Centro De Aperfeiçoamento Profissional, o único onde são cursadas as bolsas de três meses de duração.
2. Duke University e University of North Carolina - Chapel Hill, Carolina do Norte, EUA
3. International Christian University - Tóquio, Japão
4. Universidad del Salvador - Buenos Aires, Argentina
5. University of Bradford - West Yorkshire, Inglaterra
6. University of California, Berkeley - Califórnia, EUA
7. University of Queensland, Brisbane, Austrália

Os bolsistas do Rotary pela paz mundial apóiam a missão da Fundação Rotária de paz e compreensão mundial. São líderes que promovem a paz, a mútua cooperação entre homens e nações, a resolução de conflitos em todos os setores. Atuam nas áreas onde houver guerras, cataclismos, fome, miséria, doenças, no atendimento às vítimas, aos refugiados, na busca de soluções.
Os cursos abrangem relações internacionais, administração pública, desenvolvimento auto-sustentável, estudos da paz e resolução de conflitos, entre outros assuntos.
Após a conclusão, os ex-bolsistas trabalham em várias áreas, como órgãos públicos governamentais, ONGS internacionais, como Médicos Sem Fronteiras, empresas de consultoria, Forças Armadas, e em organizações internacionais, como o Banco Mundial, a Organização Internacional para as Migrações, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas (ONU). A cada turma que completa o curso, maior é a rede de pessoas dedicadas à causa da paz.
Os candidatos devem ter, além de excelentes habilidades de liderança, compromisso com a paz e compreensão mundial, demonstrado por intermédio de conquistas acadêmicas, profissionais e pessoais, e de participação em atividades de prestação de serviços comunitário.
Para o curso de mestrado são exigidos diploma universitário, proficiência em um segundo idioma e um mínimo de três anos de experiência na área, seja como voluntário, seja em empregos remunerados. A decisão final pela aceitação dos candidatos é da universidade escolhida.
Para o certificado de aperfeiçoamento profissional são exigidos diploma de nível médio ou superior, proficiência em inglês e um mínimo de cinco anos de experiência em posição de responsabilidade. A decisão de aceitação dos candidatos é tomada por uma comissão de seleção, pois os mesmos não precisam se inscrever diretamente na universidade.
Não poderão candidatar-se: rotarianos; rotarianos honorários; funcionários de qualquer entidade rotária; cônjuges, descendentes diretos (filhos e netos) ou ascendentes (pais ou avós) de rotarianos; ex-rotarianos que deram baixa do Rotary há menos de 36 meses, e seus parentes.
Sócios de Rotaract Clubs e deficientes podem e são incentivados a se inscreverem.
Para se inscrever, o candidato deve obter o formulário de inscrição junto a um Rotary Club, baixar da internet ou solicitar por e-mail a este redator.
Uma vez preenchido o formulário, anexar os documentos pedidos e enviar a inscrição a um dos Rotary Clubs locais até o dia 01 de junho de 2009.
O Rotary Club endossa o formulário e o envia ao Distrito para endosso do governador e remessa à Fundação Rotária. O prazo fatal para recebimento pela Fundação Rotária é 01 de julho de 2009.
Acesse o site de cada universidade ou o site do Rotary International - www.rotary.org/rotarycenters para informações mais detalhadas.
Boa sorte!

quinta-feira, 19 de março de 2009

ASSOCIATION ENFANTS DU BRÉSIL


Carta à presidente da Association Enfants du Brésil,
Neuchâtel, Suíça


Querida amiga Monique Joly

Espero que estejam todos bem.
Estou aqui em companhia de nossa querida irmã Anatília de Souza Viana, presidente do CRVV – Centro de Revitalização e Valorização da Vida. Ela veio novamente agradecer, em nome das crianças, a imensa ajuda que você e os amigos benfeitores da Suíça, têm prestado. Desde o início e sem interrupção, a AEB- Association Enfants du Brésil, tem dado inteiro e total apoio ao Projeto Criança Urgente, o PROCRIU, que atende às crianças em situação de risco da favela do Bode, no bairro do Pina, Recife.
Com os 45 mil reais que você recentemente enviou, apurados na festa de quinze anos da AEB, compramos a segunda casa, vizinha da primeira. Pudemos assim, aumentar de 100 para 150 o número de crianças.
Esse foi mais um presente da Association Enfants Du Brésil. Somando-se aos 60 mil da primeira casa, aos 15 mil do terreno dos fundos, onde funciona a quadra de jogos, e ao tanto que foi enviado para salários, alugueis, despesas e donativos diversos, ao longo dos seis anos de existência da instituição, dá para se ter idéia do quanto de bem tem sido feito pela AEB.
As crianças atualmente recebem aulas de informática, música instrumental, teoria musical, coral, capoeira, artes, danças culturais, além de, é claro, reciclagem e reforço escolar. Na quadra, ainda por concluir, praticam atividades esportivas e de recreação. A sala de informática, conta atualmente com 10 (dez) computadores.
Uma assistente social dá apoio às famílias. Sob a supervisão incansável das irmãs Anatília e Zena, e de instrutores capacitados, ainda são realizados passeios, com visitas a parques, museus, centros culturais e de entretenimento.
Tudo isso graças a você, Monique, e ao seu infinito amor.
A respeito das três irmãzinhas, pelas quais você sempre pergunta e se preocupa, Marcela, 12, Carolina, 11 e Micaela, 9, as notícias não são animadoras. O pai, que estava internado, com câncer, faleceu. A mãe vive pelos cantos, embriagada, drogada, não tem condições, paradeiro, nem interesse pelas filhas. Um homem que se diz padrasto já tentou até estuprar uma delas. As pequeninas estão atualmente com uma tia, num barraco paupérrimo, precisando de apoio e ajuda.
Você acha viável conseguir alguém que as apadrinhe, para que elas não sejam jogadas na rua? É triste, mas sabemos que o destino dessas crianças, quando largadas na favela é a prostituição, mesmo que ainda impúberes
Jamais esqueceremos da história de Mariane (nome fictício). Aos 9 anos de idade, foi apresentada às irmãs como prostituta mirim.
_Como é possível, perguntou você, uma menininha tão pequena?
_Elas recebem 1 real para se prostituirem, responderam as irmãs.
_Que tipo de homem é capaz de tal barbaridade?
_Há de todo tipo na favela, inclusive matadores, estupradores, disseram as irmãs.
Estarrecida, você quis apadrinhar a pequena Mariane. Mandava mensalmente uma quantia para que as irmãs cuidassem dela, pagassem uma escola particular e um plano de saúde. Deu dinheiro para roupas, material escolar e outros itens de necessidade. Mariane passou a residir com as irmãs. Viva e inteligente, aprendeu a ler, escrever, interpretar textos em apenas seis meses. Ficou convencida, esnobava e desfazia das colegas. Dizia que tinha uma madrinha que lhe mandava dinheiro, que ia embora para a Suíça e coisa e tal.
A ajuda acabou quando o pai de Mariane, viciado e ex presidiário, invadiu o CRVV de revólver em punho. Queria o dinheiro enviado para a filha, que ele iria administrar. Passou a ameaçar as irmãs. Daí pra frente, o programa de ajuda à Mariane teve que terminar. Hoje, decorridos mais de três anos, Mariane voltou para as ruas. Vive por aí, nas esquinas. Não estuda, não trabalha, a família desestruturada.
Mas você, Monique Joly, não desiste, segue fazendo o bem. Anjo protetor de nossas crianças, sonha sempre com a viagem anual ao Brasil.
Obrigado, Monique Joly.
Nos seus quinze anos, que a Association Enfants Du Brésil seja cada vez mais forte. Que Deus a proteja e a todos os que fazem a AEB e seus benfeitores.
Merci beaucoup. Au revoir.

Alberto Bittencourt

quarta-feira, 11 de março de 2009


104 ANOS DE EXISTÊNCIA

O Rotary International completou 104 anos de existência no dia 23 de fevereiro de 2009.

Em 1905, Paul Harris, um advogado de Chicago, EUA, reuniu três amigos e clientes e fundou um clube com o objetivo de evitar a solidão da cidade grande, praticar a mútua ajuda profissional e desenvolver atividades de companheirismo e amizade. Esse clube logo se tornou a primeira organização de prestação de serviços no mundo.

Adotou o nome ROTARY por serem as reuniões em sistema de rodízio, a cada semana no endereço de um membro. Tendo como lema: DAR DE SI ANTES DE PENSAR EM SI, o Rotary cresceu, multiplicou-se e se espalhou pelo mundo.

Assim nasceu o ROTARY INTERNATIONAL. Hoje são mais de 1,2 milhões de homens e mulheres trabalhando em favor da paz e compreensão mundial, distribuídos por mais de 33 mil clubes, em 205 países e regiões geográficas. No Brasil os rotarianos formam um contingente de mais de 52.000 membros.

O braço financeiro do Rotary é a Fundação Rotária. Sua maior bandeira no momento é a erradicação da paralisia infantil da face da Terra.

O Rotary foi a primeira entidade a vislumbrar a possibilidade de, mediante a vacina Sabin, facilmente ministrável, com apenas duas gotinhas e cem por cento de eficácia, eliminar da face da terra o terrível vírus da poliomielite. Lançou-se sozinho nessa gigantesca empreitada no ano de 1985.

A ele seguiram-se outras organizações: ONU, OMS, UNICEF, CDC - Comitê Norte Americano de Prevenção e Controle de Doenças, e governos de países do mundo inteiro.

Nesses mais de 20 anos de campanhas, Dias Nacionais de Imunização foram implantados nos mais difíceis e inóspitos recantos da Terra. Milhões de voluntários, sob a liderança de rotarianos, levaram vacinas às crianças em regiões assoladas por guerras as mais diversas, sem meios de comunicação adequados, sob o risco de minas terrestres vencendo o preconceito, o medo, a ignorância.

De 1985 a 2009, mais de 2 bilhões de crianças foram vacinadas e mais de 5 milhões de crianças deixaram de contrair a poliomielite. Dos 350.000 casos anuais, ocorridos em 1985, menos de 1000 casos ocorreram no ano de 2007. 99% das metas de imunização foram concretizadas. Restam apenas quatro países onde a doença ainda é endêmica: Paquistão, Índia, Afeganistão e Nigéria. Esperamos que em breve nenhuma criança do mundo, se Deus quiser, contraia esse temível mal.

O Rotary já investiu até agora, mais de 800 milhões de dólares nas campanhas de vacinação, atrás apenas do governo dos Estados Unidos. O Brasil recebeu do Rotary, em 1986, U$6,4 milhões, para compra de vacinas nos anos posteriores. Três anos depois, em 1989, no município de Souza, PB aconteceu o último caso de paralisia infantil em nosso país.

É importante considerar que os recursos empregados pelo Rotary foram frutos de parcerias e de contribuições espontâneas de rotarianos do mundo inteiro, que acreditaram que através da proteção à infância estariam no caminho certo da busca da Paz e da Compreensão Mundial.

Em novembro de 2007 o Rotary International firmou parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates para acabar com a pólio. Recebeu a quantia de US$100 milhões com a condição de equiparar a doação com outros U$100 milhões, no prazo de três anos.

Em janeiro de 2009, Bill Gates anunciou na Assembléia Internacional de San Diego, Califórnia, EUA, a doação de mais US$255 milhões para a Fundação Rotária, com a contrapartida de o Rotary arrecadar mais US$100 milhões.

Em resumo, as duas doações da Fundação Gates totalizam US$355 milhões e o Rotary deverá arrecadar mais US$200 milhões até 30 de junho de 2012. Esse esforço passou a ser chamado Desafio 200 Milhões de Dólares do Rotary. Assim, a parceria Fundação Rotária & Fundação Gates resultará em um total de US$555 milhões de recursos para erradicar a poliomielite da face da Terra.

Essa é a maior campanha de saúde pública que já ocorreu em toda a história da humanidade. Com seriedade, transparência, credibilidade e gozando da confiança de todos, graças a um extraordinário poder de união, o Rotary iniciou e capitaneou essa campanha. Ao todo, cerca de U$2 bilhões já foram aplicados.

Mas, todo esse dinheiro não foi o mais importante. O principal foram as mais de 20 milhões de horas de trabalho em que voluntários rotarianos lideraram milhões de outros voluntários, na concretização desse ideal, em campanhas e dias nacionais de imunização, levando, transportando, armazenando, aplicando vacinas. Tréguas em conflitos armados, armistícios em guerras foram decretados em áreas infestadas de minas terrestres, em territórios contaminados por doenças como AIDS, tuberculose, malária, onde a ignorância, a miséria, a violência levava a inimagináveis preconceitos, como o de que a vacina Sabin transmitia AIDS e causava esterilização nas crianças.

Conseguimos superar isso tudo. Estamos em vias de bradar aos quatro ventos: o mundo está livre da pólio! Nunca mais uma criança vai morrer ou ficar aleijada, vítima da paralisia infantil!
Por isso este meu grito. Celebrar os 104 anos do Rotary, é celebrar a vida, é celebrar a saúde, é celebrar a Paz!

F I M



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

FELIX CHRISTINGER LANÇA DESAFIO


Acabo de voltar de uma reunião com Felix Christinger. É um velho amigo de Zurique, Suíça, que há precisos 14 anos vem ao Brasil, sempre no mês de fevereiro.
A princípio ele costumava vir para o carnaval, mas com o correr dos anos, a multidão, a violência passaram a assustá-lo. Em geral permanece aqui por três semanas e regressa antes do período carnavalesco.

Felix é um grande benfeitor das crianças brasileiras, mais precisamente do Lar de Cáritas. Ele pertence ao Kiwanis Club de Zürich – Höngg.
O Kiwanis International é uma organização mundial de voluntários semelhante ao Rotary e Lions. Compreende aproximadamente 8000 clubes em 96 países e mais de 260.000 membros. Tem como ênfase melhorar a vida das crianças e dos jovens e desenvolver programas de liderança juvenil.

A história de como conheci Felix Christinger é interessante.
Aconteceu no carnaval de 1997. Na ocasião eu exercia o cargo de presidente do Rotary Club do Recife – Boa Viagem. Susan Clarke, minha auxiliar inglesa na elaboração de projetos da Fundação Rotária, bolou um folheto intitulado - Let's take a look behind the mask – Vamos dar uma olhada por trás da máscara. O texto, ilustrado por fotos, conclamava os turistas estrangeiros a dar uma olhada na outra realidade, escondida por trás da máscara da folia, da alegria, do carnaval. Descrevia as necessidades das crianças do Lar de Cáritas e terminava com um pedido de ajuda. Os jovens do Rotaract e Interact Clubs, então muito atuantes, chefiados pelas companheiras Vânia e Ednice, se encarregaram de distribuí-los pelos principais hotéis e pousadas de Boa Viagem.
Felix estava hospedado no hotel Canarius em Boa Viagem e recebeu um desses folhetos. Após o carnaval, quando retornei ao meu escritório, encontrei o bilhete de Félix, escrito em alemão e à mão. Como não entendi e o Felix já havia regressado para a Europa, esqueci o assunto. Um ano depois, de volta ao Brasil, Felix tornou a me procurar. O encontro foi produtivo. Levei-o ao Lar de Cáritas e ele começou a ajudar a creche com o dinheiro que conseguia arrecadar junto aos companheiros de seu clube de serviços.

A contribuição de Felix é muito importante, não apenas em dinheiro, mas também em trabalho e dedicação. Ele realmente ama nossas crianças. Já trocou duas vezes a Kombi doada pelo Rotary por outras mais novas, ajudou na reconstrução das salas de aulas, além de outros benefícios.
Este ano ele doou um computador novo, marca HP, o melhor e mais completo, que pode encontrar. Ainda pagou a reforma dos jardins e colocou novos adesivos na Kombi.
Felix sempre tira muitas fotos, para manter o interesse e a ajuda de seus companheiros de clube. Ele diz que precisa de um tema: troca da van, reforma dos jardins, ampliação das salas de aulas, assim ele vai conseguindo os recursos necessários, a cada ano.

Como bom suíço que é, Felix reclama muito da bagunça e desorganização do Brasil. Também reclamou do Lar de Cáritas dizendo que os WCs das crianças têm cerâmicas quebradas, que os jardins estão ruins, que o grande salão do galpão está servindo de depósito, que o gabinete odontológico está sem dentista e por aí vai. Vindo de um país em que tudo é muito certinho explica-se o temperamento impaciente do Felix. Para culminar, enquanto fazia compras num supermercado teve a bolsa furtada. Ninguém viu, ninguém sabe, ninguém diz nada, segundo Felix.

Este ano, Felix conheceu o Espaço da Criança, cuja razão social é ARH - Associação Para Restauração Do Homem, creche dirigida pela companheira Núbia Mesquita, rotariana do Boa Viagem,
Recebido pela presidente, Felix visitou e tirou fotos das instalações e das crianças. Espantou-se ante a grande quantidade de lixo acumulado na rua dos fundos pelos moradores e donos de bares visinhos. Conheceu o terreno de propriedade da ARH onde serão construidas as futuras instalações, pois a creche funciona atualmente em prédio alugado.
Felix ficou impressionado com o trabalho desenvolvido no Espaço da Criança.
Antes de partir, lançou o desafio: enviem-me desenhos feitos pelas crianças, sob temas como paz, amor, fraternidade. Mandaremos transformar em cartões postais para venda na Suíça e no Brasil, com renda destinada às creches.
Obrigado, Felix. Que Deus o proteja. Até o ano que vem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

UM LIVRO ADMIRÁVEL




Surpreso e admirado. Assim posso definir meu estado de espírito tão logo iniciei a leitura do livro "Semeando Olhares – Vivências por Peregrinações Geográficas", de autoria da jovem geógrafa, de 25 anos, Paloma Sol, filha de minha prima Enyzinha Cunha.
Recebi-o das mãos de sua mãe, em reunião de família, em troca de meu livro "Ajudando a Construir a Paz"
Como ela mesma diz, a obra é uma produção autônoma, com ajuda de alguns amigos. Editada em gráfica rápida, tiragem limitada, tem ilustrações graciosas, a bico de pena, da própria autora.
Segundo me informaram, Paloma se encontra atualmente na Índia, no ashram da guru indiana Amma, que já distribuiu mais de 20 milhões de abraços e esteve recentemente no Brasil.
Paloma demonstra ser uma pesquisadora social incansável, dotada de grande percepção e de uma sensibilidade fora do comum. Voltada para as coisas simples da terra, se deslumbra ante os milagres da natureza virgem, provedora de vida e alimentos.
Entremeado de citações, poesias, letras de músicas de Gil, Milton, Caetano, Chico, o livro é repleto de diálogos com o homem das comunidades, com o camponês, o indígena, as crianças. Retrata o modo de vida de diversos povos, os conflitos trazidos com o avanço da civilização, suas angústias, suas aspirações, os contrastes do antes e depois do progresso. Um capítulo importante trata da educação rural. Paloma dialoga com as professoras, mostra seu dia a dia, sua vida, suas agruras, seus ideais.
Paloma penetra na intimidade do homem rude do campo, convive com comunidades indígenas, seus hábitos, sua cultura milenar ainda preservada. Não sei como reproduz com tanta precisão e fidelidade os diálogos, no linguajar natural da região, com suas expressões e termos matutos. São tão reais, tão sinceros que, imagino, somente com o uso de um gravador poderia se explicar. Como teria arranjado tempo para transcrever toda a riqueza contida no livro?
Peregrina, Paloma percorreu sendas e trilhas, rios e igarapés, no meio do mato, em busca de comunidades as mais remotas. Esteve na Mantiqueira, no Tocantins, no Acre, indo até o Peru e Bolívia. Mochila nas costas, andava a pé ou buscava carona, à beira de estradas, às vezes por dias sucessivos. Não desistia, até conseguir. Viajou de avião, ônibus, carro, caminhão, moto, bote a motor de popa. Se preciso, não hesitava em armar a barraca e pernoitar no mato, sozinha, superando o medo das sombras, dos animais, dos insetos.
Admiro a coragem dessa menina, recém saída da adolescência. A mocinha indefesa, desarmada de corpo e alma, carrega nas intenções e ideais a ânsia de conhecer a vida no campo, de se unir à natureza primitiva. Com tanta coisa nos jornais, Paloma confia no Deus protetor. Todos os desconhecidos que cruzam seu caminho são pessoas boas, amigas, puras, acolhedoras.
Parabéns Paloma. Você tem uma grande obra, uma grande missão a cumprir. Que Deus a proteja.
Do primo
Alberto Bittencourt

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CANTILENA ROTÁRIA


É fácil botar a culpa nos outros.
É fácil falar do Rotary e das lideranças rotárias.
É fácil ficar só esperando, esperando, criticando, criticando.
O Rotary não vai lhe dizer o que fazer, como fazer, onde fazer.
É você, rotariano quem tem que dizer ao Rotary o que vai fazer, como vai fazer, onde vai fazer.
O Rotary o apoiará, indicará meios e caminhos, dar-lhe-á orientação.
Pergunto o que você está fazendo para mudar esse estado de coisas?
Tem trabalhado pela imagem pública do Rotary?
Tem integrado a família rotária na vida do clube?
Tem prestado serviço nas comunidades carentes?
Tem procurado agregar novos sócios?
Tem pressionado autoridades?
Saiba que a liderança rotária é você.
Se ainda não foi presidente, um dia o será.
Conecte-se com o líder que existe em você.
Aja como líder, fale como líder, tome as atitudes de um líder.
Decida da forma como um líder decidiria.
Tome iniciativas, seja proativo.Apresente sugestões, propostas, projetos, participe.
Sobretudo, lembre-se:
VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

HOLANDESES EM PORTO DE GALINHAS



  1. Klaas de Vos, time-líder, do RC de Middelburg, Distrito 1610. Chefe de Polícia aposentado há dois anos. Altivo, postura marcial, comunicativo e simpático.
  2. Marieke Hermus, profissão parteira, com curso superior e mestrado. Ficou hospedada na casa do presidente Lacerda. Impressionou por sua alegria e disposição, mesmo com infecção na perna causada por picadas de mosquitos. Foi curada pelos cuidados médicos do presidente.
  3. Marlein Raaijmakers, enfermeira, entrosou-se com facilidade. Alegre e comunicativa.
  4. Job Muurmans, bancário, setor de seguros. Manifestou disposição para aprender o máximo.
  5. Stefan de Crom, psicólogo. Alegre e brincalhão, amante da natureza.

Acredito que desde a época de Maurício de Nassau, Pernambuco não recebia um grupo tão animado de holandeses. A alegria contagiante desse IGE–2007, proveniente dos Países Baixos, ou melhor, Netherlands, ou ainda, Holanda, tomou conta de Porto de Galinhas no sábado, dia 28 de abril.

Às 10 horas saímos de Boa Viagem, em direção à casa de praia do casal Carlos Roberto e Maria Helena, ele presidente do RC Recife-Boa Viagem. A palavra de ordem, além do convívio e integração com as famílias, era lazer, diversão, banhos de piscina e de mar, passeios turísticos, dando um breque nas intensas atividades profissionais, culturais, sociais, institucionais e políticas do programa de Intercâmbio de Grupos de Estudos da Fundação Rotária.

Ao chegarmos à acolhedora casa dos Lacerda o grupo buscou logo alívio para o calor com mergulhos na piscina, volei aquático e outras brincadeiras. Helena e Maria Helena prepararam supimpa mesa de frios, farta e variada, para aplacar a fome geral.  Vale ressaltar a agradável companhia da gentil e doce Karlena, filha do casal anfitrião.

A surpresa veio a seguir na forma de dois bugres para excursão aos pontos mais atraentes da orla. Eu e Bebeto, como é chamado carinhosamente o presidente por sua mulher, seguimos com os cinco holandeses. Paramos para um mergulho na praia. Tudo novidade. A praia selvagem, o coqueiral, a água morna, a areia branca e fina, quase não queriam sair. Tivemos que insistir. Sentados nos encostos dos bancos traseiros, os visitantes se divertiam a valer. As duas moças, no bugre da frente fizeram o maior escarcéu quando viram a primeira tanga tipo fio dental, chamando a atenção dos marmanjos no carro de trás.  

Chegamos a Maracaípe, foz do rio Ipojuca, que se tornou point turístico por abrigar um viveiro natural de cavalos marinhos, ostras, e mariscos. Em duas jangadas, penetramos nos meandros ribeirinhos. As raízes altas do manguezal com seu emaranhado de paus e folhas, emolduravam quadro de rara beleza. Paramos numa bacia com profundidade de 1,5m, enquanto os barqueiros de máscaras e nadadeiras afundavam entre as raízes à procura dos cavalos marinhos. Logo retornaram, cada qual com dois exemplares nas mãos, que colocaram em vidros, para gáudio de nossos visitantes.

De volta, Maria Helena esperava-nos com uma brasileiríssima feijoada, prato típico do qual eles nunca tinham ouvido falar mas que adoraram, pois comeram de montão.










quinta-feira, 11 de setembro de 2008

DIZER SIM À VIDA


DIZER SIM À VIDA
Alberto Bittencourt
Um velho sábio meditava todos os finais de tarde sob frondosa árvore num pomar em que um grupo de meninos costumava brincar. O ancião tinha a fama de tudo saber, de nunca errar, de ter sempre resposta para todas as perguntas.
Um belo dia, um dos meninos, tendo encontrado um filhote de passarinho no jardim, resolveu pregar-lhe uma peça.
Segurou o filhote com as mãos fechadas, escondidas atrás do corpo e falou para os companheiros:
“Vou perguntar ao mestre se o que eu tenho nas mãos está vivo ou está morto. Se ele responder que está vivo, eu esmigalho o passarinho com a mão e lhe mostro seu corpo inerte. Se, ao contrário, ele responder que está morto, então eu abro a mão e deixo o passarinho voar livre para a liberdade. Desse modo, eu duvido que desta vez ele acerte.
Assim o fez:
“Ó Mestre, perguntou. O passarinho que eu tenho nas mãos está vivo ou está morto?”
O velho homem fitou o menino, pensou por uns instantes e respondeu:
“A resposta está nas suas mãos. Você decide”.

&&&&&&

Sim, é você quem decide, a resposta está em suas mãos. Você pode decidir pela vida ou você pode decidir pela morte, você pode dizer sim à vida ou você pode dizer sim à morte. Você decide, a resposta está em suas mãos.
Visitando a Escola Casa da Paz, patrocinada pelo Rotary Club de Belo Jardim, PE, encontramos, Helena e eu, no ano do Centenário,  2004-05, afixada em uma parede, um cartaz com o seguinte poema, de autoria da diretora Kirley Almeida:

“Dizer sim à vida é dizer sim ao Amor.
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade “.


Dizemos SIM à vida, quando pertencemos ao quadro social de um Rotary Club, com o coração pleno de boas intenções, com o espírito voltado para o trabalho voluntário, para a prestação de serviço desinteressado em favor do próximo, quando reconhecemos e prestigiamos o esforço da Fundação Rotária, na Busca pela Paz e da Compreensão Mundial. 
Por outro lado, se nos acomodamos, se nos servimos do coletivo apenas para tecer críticas, nada fazer de positivo, quando fazemos resistência passiva, quando caminhamos em sentido contrário aos ensinamentos e à obra de Paul Harris, dizemos sim à morte e não à vida.
Quando freqüentamos um RC apenas por freqüentar, quando não tomamos conhecimento nem do trabalho, nem das propostas em favor da vida, quando permanecemos indiferentes ante tantos irmãos que sofrem e nos pedem ajuda, estamos dizendo sim à morte.
Quando agimos com egoísmo, centrados na vaidade, quando o fruto de nossa ação é a nossa própria pessoa, quando só agimos em benefício próprio, então estamos dizendo sim à morte.
Só há um modo de dizer SIM à vida: é com o fruto do nosso trabalho, com dedicação, com disponibilidade, com amor ao próximo, investindo na fraternidade doando nosso tempo e nossa energia na luta por um mundo melhor, vivenciando a solidariedade.

“Dizer sim à vida é dizer sim ao Amor.
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade “.